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Propaganda imperial

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Separei lá no meu blog no UOL umas imagens do livro Star Wars Propaganda – A History of Persuasive Art in the Galaxy, inspirado na propaganda política do universo Guerra nas Estrelas.

Aproveitando a proximidade do lançamento de Rogue One, o ilustrador norte-americano Pablo Hidalgo reuniu uma série de cartazes de recrutamento e propaganda política do ameaçador Império Galático de Guerra nas Estrelas no livro Star Wars Propaganda – A History of Persuasive Art in the Galaxy, que foi lançado no mês passado pela editora Harper Collins, nos EUA. São ilustrações e pôsteres que ecoam a propaganda política dos Aliados e dos nazistas na Segunda Guerra Mundial como ironizam a guerra ao terror pós-11 de setembro. Eis algumas imagens do livro:

Leonard Cohen (1934-2016)

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Escrevi lá no meu blog no UOL sobre a importância de não lamentar a morte do homem que nos ensinou o que é ser adulto.

Vamos deixar de mimimi. Não venha com “2016, que ano horrível”. Leonard Cohen já havia avisado que estava pronto para morrer. Dias depois voltou atrás, falando que iria viver até os 120 anos, provavelmente depois de ter tomado um puxão de orelha de alguém mais próximo. “Não, não fala uma coisa dessas”, alguém deve ter dito. Mas ele sabia. Estava com 82 anos, ergueu uma trajetória ímpar, cronista da constante consciência da maturidade. Provavelmente olhou para o curto futuro e falou “é isso”. Cumpriu seu papel. Encerrou seu ciclo. Hora de acabar. Tudo bem.

Não o envergonhem com emoticons chorosos, lamúrias autoindulgentes, um luto egocêntrico que parece mais festejar a importância do sofredor do que a obra do morto. A morte é o único destino definido, o outro momento (após o nascer) que nos define como seres humanos. É uma determinação biológica, não escolhe vencedores. Todo fã – ou mero ouvinte – de Leonard Cohen devia saber disso. O fim é inevitável, o que importa acontece antes.

Ouvi-lo dizer que estava “pronto para morrer” me causou uma sensação indescritível de respeito. Não sei se ele sofria de alguma doença terminal ou se estava apenas farto (acontece) de repetir a rotina interminável entre despertares e adormeceres. Olhou para o rastro que deixou em sua existência e suspirou contente. Creio que Lou Reed deva ter passado por sensação semelhante. David Bowie. Prince, embora ainda mais precoce. A sensação de ter deixado sua marca na história da humanidade só deve ser próxima à da criação de tal legado. Como deve ser compor “Heroes”? “Purple Rain”? “A Perfect Day”? “Suzanne”? “Bird on a Wire”? I’m Your Man”?

Cohen, temporão, começou sua carreira fonográfica aos 34 anos, idade que qualquer diretor artístico, empresário ou produtor desaconselharia um início de carreira na música pop. Acadêmico, romancista e poeta, já havia publicado vários livros no início dos anos 60 e, depois de desistir das letras impressas, resolveu abraçar a canção. Associou-se à Factory de Andy Warhol e no mítico 1967 de Sgt. Pepper’s, The Piper at the Gates of Dawn, do primeiro do Velvet Underground, dos Doors e de Jimi Hendrix, lançou seu disco de estreia, o irretocável Songs of Leonard Cohen, que dizia com seu timbre essencialmente masculino, embora não másculo, que era hora de começar a amadurecer.

Sua grande contribuição à história do pop é justamente a consciência da maturidade, algo que artistas contemporâneos começavam a tatear. Os Beatles, Dylan, The Who, os Kinks, o próprio Velvet Underground e as Mothers of Invention de Frank Zappa olhavam para um futuro próximo à medida que deixavam a adolescência. Mas Cohen já vislumbrava os quarenta anos e sua base literária contemplava um futuro em câmera lenta, de timbre áspero, sonoridade gasta. Cohen dava adeus à eletricidade, à pressa, ao ritmo frenético e ao refrão inevitável. Cantava como contava, cronista de seu tempo, flertando com o cinema (Robert Altman nos anos 70) e a TV (Miami Vice nos anos 80, True Detective nos 2010) sem nunca perder o prumo de sua identidade musical. Sempre cético e cru, pavimentou o caminho para autores modernos do calibre de Tom Waits, Nick Cave, Patti Smith, Bruce Springsteen, Cat Power, Jeff Buckley, Ben Harper, Father John Misty, Laura Marling, Elliott Smith, Elvis Costello e PJ Harvey.

Nos anos 80 compôs seu grande hit, “Hallelujah”, eternizado por vozes tão diferentes quanto Jeff Buckley, Rufus Wainwright e John Cale, que lhe pagava as contas ao figurar em hits modernos como Shrek e a versão cinematográfica de Watchmen. “Hallelujah” era a “Imagine” de Cohen, a versão mais adocicada dele mesmo que lhe dava liberdade para compor o que quisesse.

E manter-se com o cigarro, uma dose de destilado, o terno bem cortado, a penumbra, dores e amores. “Primeiro, Manhattan; depois Berlim” – o tom grave e solene cantava delírios de grandeza, dores de crescimento, seduções latentes, devaneios arruinados, desilusões amorosas, fins de relacionamentos. “Vida que segue”, parecia murmurar cúmplice ao ouvinte, entornando outra dose gorda de scotch.

Ao final de sua vida, compôs discos que, vistos em retrospecto, soam como manifestos e epitáfios simultâneos: Old Ideas, de 2012, e You Want it Darker, lançado há pouco mais de um mês. Discos que, sabendo do capítulo final de sua biografia, ganham um contexto e uma profundidade a mais, como o último capítulo de David Bowie, Blackstar.

Não há, no entanto, tristeza, nem lamento, nem arrependimento, nem dor. Velho desde jovem, Cohen morre tão enfático, decidido e sutil quanto em seus primeiros discos, uma alma quase fantasmagórica que agora vive para sempre em uma curta (14 discos em quase meio século) mas profunda obra.

Por isso não chore. Não ceda às emoções. Não entregue-se ao pessimismo. A morte de Leonard Cohen era tão certa quanto foi seu nascimento. Não sofra por um futuro sem ele, iríamos viver isso. Aproveite este último capítulo para celebrar sua existência e comemorar a sua própria maturidade.

E esse disco novo do A Tribe Called Quest…

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We Got It from Here… Thank You 4 Your Service já é o melhor disco de rap de 2016 – e parece que pode ser o melhor do grupo – e nem é pela presença de Andre 3000, Jack White ou Kendrick Lamar, isso tudo é brinde. O que pega é o grupo parecer estar no auge, se liga:

Noites Trabalho Sujo | 12.11.2016

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Começa então a época do ano em que a inclinação do eixo do planeta nos torna mais próximos do sol e as ondas magnéticas de calor ajudam a tornar nosso experimento mensal de energia orgônico-psíquica ainda mais intenso. É a metade do ano iniciada em novembro, que enfileira comemorações em relação à chegada do verão, à do novo ano, ao aniversário da própria celebração e as folias mominas. A primeira destas datas especiais é a maioridade moral do brainstorm individualista que originou esta própria celebração, quando o Trabalho Sujo, projeto-objeto do ciberasociólogo Alexandre Matias, completa 21 primaveras. O aniversário é celebrado ao lado de seus velhos cúmplices de expedições intracerebrais, o mestre da magia Danilo Cabral e o antropófilo Luiz Pattoli, que se reúnem mais uma vez num culto às graves frequências que conduzem quadris ao chão. Antes desta apresentação, os pesquisadores pernambucanos Jarmeson de Lima e Marcio Padrão repetem a participação recente que fizeram em nosso colóquio expondo os ouvintes a excertos de cultura musical de todas as partes do planeta. No auditório preto, temos a estreia de duas Camilas em uma apresentação, as dras. Proença e Duarte, que prometem tocar a alma dos presentes ao varias referências deste e do século passado num fluxo contínuo de boas vibrações, em homenagem também ao aniversário da primeira. Os cineastas Ricardo Spencer e Vera Egito entram em seguida traçando paralelos entre a new wave e o indie rock, o punk clássico e a psicodelia em uma narrativa sonora envolvente. E ao final da apresentação, o cronista do apocalipse João Paulo Cuenca submete os presentes a uma sessão de descarrego de discomacumba. O seminário acontece mais uma vez no quarto andar de uma construção localizada entre o Largo do Payssandu e a Galeria Olido e só é concedida a presença aos que enviarem os próprios nomes para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 23h45 deste sábado 12 de novembro de 2016. Estejam avisados. E aqui segue uma playlist para entrar no clima da festa.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 12 de novembro de 2016
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Marcio Padrão e Jarmeson Lima, Camila Proença e Camila Duarte, JP Cuenca, Ricardo Spencer e Vera Egito
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. E chegue cedo.

Leonard Cohen sobre Bob Dylan, Bob Dylan sobre Leonard Cohen

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O melhor texto que você vai ler sobre Leonard Cohen hoje saiu na New Yorker no mês passado, assinado por David Remnick. O texto é inteirinho excelente, mas destaco o trecho em que ele conversa com Cohen sobre Dylan (que disse para ele: “Você é o número 1, eu sou o número 0”) e que depois leva Cohen para ser discutido pelo próprio Dylan (em inglês, se alguém se dispuser a traduzir, posta aí nos comentários que eu publico no post com os devidos créditos):

The same set of ears that first tuned in to Bob Dylan, in 1961, discovered Leonard Cohen, in 1966. This was John Hammond, a patrician related to the Vanderbilts, and by far the most perceptive scout and producer in the business. He was instrumental in the first recordings of Count Basie, Big Joe Turner, Benny Goodman, Aretha Franklin, and Billie Holiday. Tipped off by friends who were following the folk scene downtown, Hammond called Cohen and asked if he would play for him.

Cohen was thirty-two, a published poet and novelist, but, though a year older than Elvis Presley, a musical novice. He had turned to songwriting largely because he wasn’t making a living as a writer. He was staying on the fourth floor of the Chelsea Hotel, on West Twenty-third Street, and filled notebooks during the day. At night, he sang his songs in clubs and met people on the scene: Patti Smith, Lou Reed (who admired Cohen’s novel “Beautiful Losers”), Jimi Hendrix (who jammed with him on, of all things, “Suzanne”), and, if just for a night, Janis Joplin (“giving me head on the unmade bed / while the limousines wait in the street”).

After taking Cohen to lunch one day, Hammond suggested that they go to Cohen’s room, and, sitting on his bed, Cohen played “Suzanne,” “Hey, That’s No Way to Say Goodbye,” “The Stranger Song,” and a few others.

When Cohen finished, Hammond grinned and said, “You’ve got it.”

A few months after his audition, Cohen put on a suit and went to the Columbia recording studios in midtown to begin work on his first album. Hammond was encouraging after every take. And after one he said, “Watch out, Dylan!”

Cohen’s links to Dylan were obvious—Jewish, literary, a penchant for Biblical imagery, Hammond’s tutelage—but the work was divergent. Dylan, even on his earliest records, was moving toward more surrealist, free-associative language and the furious abandon of rock and roll. Cohen’s lyrics were no less imaginative or charged, no less ironic or self-investigating, but he was clearer, more economical and formal, more liturgical.

Over the decades, Dylan and Cohen saw each other from time to time. In the early eighties, Cohen went to see Dylan perform in Paris, and the next morning in a café they talked about their latest work. Dylan was especially interested in “Hallelujah.” Even before three hundred other performers made “Hallelujah” famous with their cover versions, long before the song was included on the soundtrack for “Shrek” and as a staple on “American Idol,” Dylan recognized the beauty of its marriage of the sacred and the profane. He asked Cohen how long it took him to write.

“Two years,” Cohen lied.

Actually, “Hallelujah” had taken him five years. He drafted dozens of verses and then it was years more before he settled on a final version. In several writing sessions, he found himself in his underwear, banging his head against a hotel-room floor.

Cohen told Dylan, “I really like ‘I and I,’ ” a song that appeared on Dylan’s album “Infidels.” “How long did it take you to write that?”

“About fifteen minutes,” Dylan said.

When I asked Cohen about that exchange, he said, “That’s just the way the cards are dealt.” As for Dylan’s comment that Cohen’s songs at the time were “like prayers,” Cohen seemed dismissive of any attempt to plumb the mysteries of creation.

“I have no idea what I am doing,” he said. “It’s hard to describe. As I approach the end of my life, I have even less and less interest in examining what have got to be very superficial evaluations or opinions about the significance of one’s life or one’s work. I was never given to it when I was healthy, and I am less given to it now.”

Although Cohen was steeped more in the country tradition, he was swept up when he heard Dylan’s “Bringing It All Back Home” and “Highway 61 Revisited.” One afternoon, years later, when the two had become friendly, Dylan called him in Los Angeles and said he wanted to show him a piece of property he’d bought. Dylan did the driving.

“One of his songs came on the radio,” Cohen recalled. “I think it was ‘Just Like a Woman’ or something like that. It came to the bridge of the song, and he said, ‘A lot of eighteen-wheelers crossed that bridge.’ Meaning it was a powerful bridge.”

Dylan went on driving. After a while, he told Cohen that a famous songwriter of the day had told him, “O.K., Bob, you’re Number 1, but I’m Number 2.”

Cohen smiled. “Then Dylan says to me, ‘As far as I’m concerned, Leonard, you’re Number 1. I’m Number Zero.’ Meaning, as I understood it at the time—and I was not ready to dispute it—that his work was beyond measure and my work was pretty good.”

Dylan, who is seventy-five, doesn’t often play the role of music critic, but he proved eager to discuss Leonard Cohen. I put a series of questions to him about Number 1, and he answered in a detailed, critical way—nothing cryptic or elusive.

“When people talk about Leonard, they fail to mention his melodies, which to me, along with his lyrics, are his greatest genius,” Dylan said. “Even the counterpoint lines—they give a celestial character and melodic lift to every one of his songs. As far as I know, no one else comes close to this in modern music. Even the simplest song, like ‘The Law,’ which is structured on two fundamental chords, has counterpoint lines that are essential, and anybody who even thinks about doing this song and loves the lyrics would have to build around the counterpoint lines.

“His gift or genius is in his connection to the music of the spheres,” Dylan went on. “In the song ‘Sisters of Mercy,’ for instance, the verses are four elemental lines which change and move at predictable intervals . . . but the tune is anything but predictable. The song just comes in and states a fact. And after that anything can happen and it does, and Leonard allows it to happen. His tone is far from condescending or mocking. He is a tough-minded lover who doesn’t recognize the brush-off. Leonard’s always above it all. ‘Sisters of Mercy’ is verse after verse of four distinctive lines, in perfect meter, with no chorus, quivering with drama. The first line begins in a minor key. The second line goes from minor to major and steps up, and changes melody and variation. The third line steps up even higher than that to a different degree, and then the fourth line comes back to the beginning. This is a deceptively unusual musical theme, with or without lyrics. But it’s so subtle a listener doesn’t realize he’s been taken on a musical journey and dropped off somewhere, with or without lyrics.”

In the late eighties, Dylan performed “Hallelujah” on the road as a roughshod blues with a sly, ascending chorus. His version sounds less like the prettified Jeff Buckley version than like a work by John Lee Hooker. “That song ‘Hallelujah’ has resonance for me,” Dylan said. “There again, it’s a beautifully constructed melody that steps up, evolves, and slips back, all in quick time. But this song has a connective chorus, which when it comes in has a power all of its own. The ‘secret chord’ and the point-blank I-know-you-better-than-you-know-yourself aspect of the song has plenty of resonance for me.”

I asked Dylan whether he preferred Cohen’s later work, so colored with intimations of the end. “I like all of Leonard’s songs, early or late,” he said. “ ‘Going Home,’ ‘Show Me the Place,’ ‘The Darkness.’ These are all great songs, deep and truthful as ever and multidimensional, surprisingly melodic, and they make you think and feel. I like some of his later songs even better than his early ones. Yet there’s a simplicity to his early ones that I like, too.”

Dylan defended Cohen against the familiar critical reproach that his is music to slit your wrists by. He compared him to the Russian Jewish immigrant who wrote “Easter Parade.” “I see no disenchantment in Leonard’s lyrics at all,” Dylan said. “There’s always a direct sentiment, as if he’s holding a conversation and telling you something, him doing all the talking, but the listener keeps listening. He’s very much a descendant of Irving Berlin, maybe the only songwriter in modern history that Leonard can be directly related to. Berlin’s songs did the same thing. Berlin was also connected to some kind of celestial sphere. And, like Leonard, he probably had no classical-music training, either. Both of them just hear melodies that most of us can only strive for. Berlin’s lyrics also fell into place and consisted of half lines, full lines at surprising intervals, using simple elongated words. Both Leonard and Berlin are incredibly crafty. Leonard particularly uses chord progressions that seem classical in shape. He is a much more savvy musician than you’d think.”

Yuksek 2016: “No, I’m not alone”

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O produtor francês Pierre-Alexandre Busson – que nós conhecemos como Yuksek – está às vésperas de lançar seu novo disco, Nous Horizon, que ele antecipa como uma volta às raízes de sua musicalidade – o que quer dizer que ele vai voltar à disco music, como dá para antecipar nesta deliciosa “Sunrise”.

Formation 2016: “Please let me in”

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A dupla Formation, formada pelos irmãos Matt e Will Ritson, é o próximo nome inglês para você ficar de olho, vai vendo. O clipe de seu novo single, “Powerful People”, foi dirigido pelo Mike Skinner, dos Streets, e o grupo acaba de anunciar seu primeiro álbum – chamado Look At The Powerful People (veja a capa abaixo) – para março do ano que vem.

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Foo Fighters ♥ Rush

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O grupo de Dave Grohl está presente na caixa de aniversário do clássico 2112 fazendo uma versão para “Overture” – mais detalhes sobre a caixa no meu blog no UOL.

O trio canadense Rush anunciou o lançamento de várias versões especiais comemorativas de seu primeiro disco clássico, a ópera-rock 2112, lançada em 1976. E entre os inúmeros extras que aparecem em diferentes versões do box set especial está a versão que Dave Grohl e Taylor Hawkins, dos Foo Fighters, gravaram ao lado do produtor Nick Raskulinecz para a faixa de abertura do épico. Os três já haviam tocado a música ao vivo quando o Rush foi aceito no Rock’n’Roll Hall of Fame, em 2013. O próprio Rush compareceu e tocou seus hinos “Tom Sawyer” e “The Spirit of Radio”.

Pouco antes da apresentação ao lado do Rush, o próprio Dave Grohl falou da importância do Rush em um discurso apaixonado de puro nerdismo rock’n’roll, assista abaixo, em inglês:

E no ano passado o grupo de Grohl convidou um fã para cantar “Tom Sawyer” acompanhado por eles.

A caixa especial de aniversário, que conta com vinis, LPs, DVDs, pôsteres e um monte de outras coisas, já está à venda no site da banda e, além da versão Grohl, Hawkins e Raskulinecz para “Overture”, a caixa ainda conta com versões feitas por Alice in Chains (“Tears”), Billy Talent (“A Passage to Bangkok”), Steven Wilson, do Porcupine Tree (“The Twilight Zone”), e Jacob Moon (“Something for Nothing”).

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A versão atual para “Overture” pode ser ouvida no programa de rádio online The Strombo Show neste link (mova o cursor para os 46 minutos para ir direto para a versão). O programa também conta com uma entrevista com o guitarrista do Rush, Alex Lifeson.

Xx dando as caras

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O grupo inglês Xx acaba de anunciar o lançamento de seu terceiro disco, I See You, que deve sair no dia 13 de janeiro (que bela data) do ano que vem. Depois de um disco irretocável e um segundo disco bem mais ou menos fica a expectativa pra saber se o grupo consegue retomar a força e importância de seus primeiros dias. Mas a partir do que ouvimos da primeira faixa mostrada, “On Hold”, a banda tem que mostrar muito serviço pra sair do zero a zero.

O novo disco tem dez faixas, que são:

“Dangerous
“Say Something Loving
“Lips
“A Violent Noise
“Performance
“Replica
“Brave For You
“On Hold
“I Dare You
“Test Me

Ao anunciar o disco, o grupo twittou que quer que o disco ajude a trazer o amor e a alegria que tiveram durante a gravação para o resto do mundo, nestes tempos de incerteza.

Nós também haha