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Trocando as bolas

Rey_Kylo_Ren

E se Kylo Ren virar Jedi e Rey virar Sith no Episódio VIII de Guerra nas Estrelas? Escrevi sobre essa hipótese no meu blog no UOL.

Principal protagonista do filme que ressuscitou Guerra nas Estrelas, a Rey de Daisy Ridley ainda é um mistério que intriga todo mundo que acompanha a série. Por mais que ela tenha conquistado os fãs com seu ar inocente e sua prontidão para o ataque, sua origem e seu passado ainda são completamente desconhecidos para quem não trabalha na produção dos filmes. Ela é filha de Luke Skywalker? Filha de Leia e de Han Solo – e, portanto, irmã de Kylo Ren? Neta de Obi Wan Kenobi? Ela pode ser uma Jedi? A última cena do Episódio VII é o início de seu treinamento com Luke?

Ou seria justamente o contrário? Será que nosso encantamento por Rey não seria uma forma de despistar a possibilidade da jovem heroína não ser a protagonista da nova trilogia – e sim a vilã? O diretor do sétimo episódio, J.J. Abrams, fala sobre algo interessante na faixa de comentários de O Despertar da Força, bem no momento do duelo final entre Rey e Kylo Ren:

“Uma das novas relações que estávamos colocando em foco era entre Kylo Ren e Rey. Eles nunca se encontraram, mas ele ouviu falar daquela garota. E então acontece o momento em que seu encontro é inevitável. E agora de volta à nossa heroína. E neste momento ela está prestes a, pela primeira vez, ser confrontada por Kylo Ren, um personagem com quem ela terá uma relação bem interessante no futuro.”

Há duas questões neste comentário. A primeira é o fato de que Kylo Ren e Rey não se conhecem. Nunca se conheceram. O que destrói uma teoria que dizia que Rey era filha de Luke e havia testemunhado – ou salva de assistir – o massacre que os Cavaleiros de Ren, a nova ordem liderada por Kylo, provocaram na escola Jedi que Skywalker havia criado após tornar-se ele mesmo um Jedi. Havia a possibilidade de Kylo lembrar-se de Rey daquele período, o que parece não ser o caso, segundo J.J. Abrams.

O segundo ponto diz respeito à relação entre Kylo e Rey. Ao comentar que os dois terão uma “relação bem interessante no futuro”, J.J. Abrams abre um mar de especulações que reforça a rivalidade entre os dois ou até mesmo abre a possibilidade de um romance. Mas há uma terceira hipótese, que casa com a teoria de que Kylo Ren seja um agente infiltrado no lado obscuro da Força e que tenha matado o próprio pai como uma prova de sua lealdade ao Supremo Líder Snoke. Esta teoria cogita que Kylo se revelará no próximo episódio, renascendo para o lado claro da Força e alcançando sua redenção ao mesmo tempo em que torna-se um Jedi. O que pode fazer que Rey mude de time simultaneamente, numa revelação tão inesperada quanto o fato de Luke ser filho de Darth Vader, feita em O Império Contra-Ataca.

Uma teoria elaborada por um fã em busca de uma explicação sobre o personagem de Benicio Del Toro – escalado para o Episódio VIII, mas sem nenhuma informação sobre seu papel – casa-se com esta possibilidade. O fã que se autodenomina Darth_Hodor escreveu na rede social Reddit que o ator porto-riquenho deverá encarnar uma versão mais velha de Ezra Bridger, personagem do programa de TV Star Wars Rebels, que, em sua teoria, cairá para o lado negro. E, mais do que isso, ele seria o pai de Rey:

“Colocando de forma simples, acho que Benicio Del Toro será o pai de Rey.

Nenhuma das outras teorias sobre Rey fazem muito sentido. Ela não vai ser uma Skywalker (além disso, já temos um deles na forma de Kylo Ren), ela não é uma Kenobi ou qualquer um que já conhecemos. Acho que a ideia de ela ter alguma relação com Palpatine seja interessante, mas eles iam ter que forçar bem a barra pra conseguir isso e eu não acho que a maioria do público vá engolir essa.

Mas isso não quer dizer que Del Toro fará o papel de um novo personagem. Acho que ele fará uma versão adulta de Ezra Bridger (do programa Star Wars Rebels). Ele tem a idade certa e há teorias que dizem que Rebels termina com Ezra (e Kanan, se ele ainda estiver vivo) entrando na nova Academia Jedi de Luke.

Mas por que ela foi deixada em Jakku?

A teoria que eu cogito é que Ezra cai para o lado negro. Ele se une a Snoke e juntos eles começam a manipular os Jedi, começando por Ben Solo. Antecipando isto, Luke esconde Rey de seu pai que, em retaliação, com ou através de Kylo Ren, destrói a Academia Jedi. Luke foge e Del Toro fica sem saber onde sua filha está escondida.

Gosto desta teoria pois ela permite uma “queda dupla” no Episódio VIII. Arma a queda para o lado negro de Rey (que pode ser incrível se for realizada da forma correta) e Kylo Ren já está marcado para um arco redentor próprio (uma “queda” para a luz). Isso deixaria tudo pronto para um final fantástico para estes dois personagens no Episódio IX.”

Mesmo que seja só especulação, ia ser demais ver a doce Rey tornando-se uma nova vilã – e um desafio e tanto para sua intérprete Daisy Ridley. Só saberemos no final do ano, quando o Episódio VIII estreia dia 15 de dezembro, em todo o mundo. Mas é bem provável que vejamos um novo trailer por esses dias…

A invisibilidade revelada pelo BaianaSystem

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Muito bom esse artigo do Jailton Andrade que o Luciano Matos publicou em seu site, o El Cabong, sobre como o BaianaSystem segue sendo ignorado pela grande mídia baiana justamente por estar cantando sobre o lado da população ignorado por esta mesma mídia:

O que tentam fazer com a BaianaSystem é o que fazem com nosso povo: esquecem, ignoram, sabotam, quando não esculacham com os cassetetes e tapas na cara, e quando convidam para cima do trio é para puxar aplausos, abraçar e se debruçar na virtude alheia por falta de uma, nada mais.

Mesmo que as mídias (ainda) hegemônicas finjam ignorar a existência do Invisível e que seus jornalistas se abaixem para o coito da concupiscência mercadológica das “máquinas de lucro”, a BaianaSystem não se submeterá aos caprichos e dengos da indústria baiana da exploração musical porque “cada palavra que tu guarda na boca vira baba”

Vale a pena ler a íntegra do texto lá no El Cabong.

O lado político do BaianaSystem está diretamente ligado ao seu lado musical e o lento – ê Baêa… – trabalho de formiguinha que o grupo vem fazendo torna sua importância social tão grande quanto seu peso artístico. E uma hora isso vai transbordar. Ah vai.

Quem quer ir no show do Odair José nesta sexta-feira?

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O bardo popular Odair José apresenta seu disco mais recente – o pesado Gatos e Ratos – no Cine Joia nesta sexta-feira, com abertura do Pélico, e me ofereceram cinco pares de ingressos para quem quiser assistir ao show. Para concorrer, basta dizer qual sua música favorita do Odair José que até às 19h eu aviso como retirar os ingressos para o show (mais informações sobre o show aqui).

A Invasão Brasileira no SXSW 2017 começa pelo CCSP

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Mais uma novidade da minha curadoria de música no Centro Cultural São Paulo: o minifestival Invasão Brasileira SXSW 2017, que acontece neste fim de semana e conta com shows dos Autoramas, Max de Castro, FingerFingerrr, Capela, Lista de Lily, Maglore e Liniker e os Caramelows, as sete bandas que irão representar o Brasil na edição deste ano do SXSW. Além dos shows, haverá duas atrações gratuitas: um debate sobre a importância do festival para bandas brasileiras no sábado (com o Ricardo Rodrigues, que cuida da carreira da Liniker; a Amanda Souza, que trabalha com o Maglore e o Leandro Ribeiro da Silva, da BM&A) e um papo com o Gabriel Thomaz, dos Autoramas, sobre mitos e verdades sobre tocar fora do Brasil, em que faço a mediação, no domingo. Os dois debates acontecem a partir das 14h – mais informações sobre o evento aqui.

Single novo da Lorde!

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Conforme previsto, o single novo de Lorde, “Green Light”, será lançado nesta quinta-feira, segundo tweets da própria cantora neozelandesa, que disse: “Estou muito orgulhosa dessa música. É muito diferente e meio inesperada. É complexa e engraçada e triste e alegre e vai fazer você DANÇAR. É o primeiro capítulo de uma história que vou contar, a história dos últimos dois anos selvagens e fluroescentes da minha vida. É aqui que começamos”.

Ela terminou avisando que a música chega com clipe dirigido por Grant Singer (que já dirigiu clipes para Ariel Pink, Melody’s Echo Chamber, Weeknd e Skrillex) às oito da manhã em sua terra-natal e às duas da tarde em Nova York – quatro da tarde no horário de Brasília.

Dá pra ter uma ideia do que vem por aí com um trechinho da música que apareceu online.

É pouco, mas parece bom. Já já tem mais.

Atualização: Eis “Green Light”, que música boa!

E ela ainda anunciou o nome de seu segundo disco – Mellodrama – e sua capa, abaixo, lindaça:

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O “cessar fogo” de Thurston Moore

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Thurston Moore deve estar perto de lançar disco novo, pois acaba de lançar single novo (que pode ser baixado gratuitamente aqui) ao mesmo tempo em que anuncia, em seu site, uma turnê pelos Estados Unidos e Europa neste primeiro semestre. O single, “Cease Fire”, é mais uma música de teor político como seu lançamento mais recente “Chelsea’s Kiss”, que ele escreveu em apoio à delatora que vazou as informações sobre atividades ilegais do Pentágono, a ex-militar Chelsea Manning, que ainda encontra-se presa. A nova canção é um libelo a favor do desarmamento mundial e descamba numa ruidosa como as que ele conduzia em sua banda original, o Sonic Youth. “Armas são feitas para matar e nós, como seres humanos não-violentos, somos contra matar quaisquer pessoas ou animais. A música também é sobre o poder do amor, em toda sua liberdade de escolhas. Um poder que nenhuma arma pode extinguir, já que o amor sempre vencerá. Derretam suas armas e beijem seus vizinhos”, escreveu.

Homer invade South Park

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Em mais uma abertura feita por um convidado – no caso Seth Green, do Frango Robô – os Simpsons invadem outros desenhos – postei essa (e outras) lá no meu blog no UOL.

Há quem diga que os Simpsons perderam a qualidade com o passar dos anos (embora seja difícil comparar com qualquer outro programa de TV, pois o desenho está em sua 28ª temporada), mas sua cena de abertura ainda segue como um dos principais pilares da cultura pop moderna, sempre buscando referências atuais para mostrar como a série continua importante. E algumas das aberturas mais geniais do desenho foram feitas em parcerias com outros autores, como eles fizeram na semana passada, ao entregar a abertura para Seth Green, o criador do desenho Frango Robô, da faixa de desenhos adultos do Cartoon Network, Adult Swim. Ele deu um sumiço no quadro com um barco que tradicionalmente orna a sala de TV dos Simpsons para fazer Homer procurá-lo em outros desenhos animados, passando por cima, inclusive, dos moleques de South Park, assista:

Não é a primeira vez que Seth Green assume o desafio de fazer uma abertura do desenho criado por Matt Groening – ele já havia feito uma versão dos Simpsons em 3D em 2013:

Tem um tempinho para assistir a todas as aberturas dos Simpsons desde a primeira até a temporada do ano passado? Então lá vai:

E pra quem acha que os Simpsons não aguentam mais, más notícias: a Fox renovou com o seriado no final do ano passado para mais duas temporadas, garantindo que a família amarela alcance o posto de 30 anos em exibição ininterrupta. Nada mal…

Boogarins ♥ Kinks

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O grupo goiano Boogarins foi convidado pela revista inglesa Mojo para participar do disco-tributo ao clássico Something Else, dos Kinks, organizado pela clássica publicação em sua edição de fevereiro. No disco, além dos Boogarins, estão nomes como Gaz Coombes, Ty Segall (que regravou “Waterloo Sunset“), Nada Surf, Wreckless Eric, entre outros.

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A música tocada pelos Boogarins foi “No Return”, cujo ar bossa novista parece ter sido o guia para a revista sugeri-la para um grupo brasileiro. Interessante perceber a aura Jupiter Apple que paira sobre a versão, fechando um ciclo virtuoso entre a banda goiana, o grupo inglês e a obra do maior psicodélico gaúcho:

E, abaixo, o comentário da revista inglesa sobre a versão da banda brasileira:

“A sophisticated songwriter from the very start of The Kinks’ career, Ray Davies drew on bossa nova for inspiration for this tune. In a bid to return the track to its roots, MOJO asked Brazilian psychedelic outfit Boogarins – named after a popular flower grown in their homeland – to try their hand at this number. The result is a fantastically woozy cover, with a seductive, hypnotic ebb and flow.”

Pra quem não conhece a versão original, olha ela aí:

E se você não conhece o Something Else – ou o legado dos Kinks, uma das bandas inglesas mais subestimadas da história – faça-se esse favor.

Noites Trabalho Sujo | 28.2.2017 | Baile de Carnaval

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Todo ano fazemos questão de encerrar as folias mominas com nosso já tradicional encontro dançante mascarado realizado na antena de concreto armada em frente ao Largo do Paysandú, no coração da maior cidade da América do Sul. A quantidade de energias positivas que exalam das pessoas nestes no mínimo quatro dias de celebração permite que nosso experimento de catalização de energias orgônicas antija picos de carga elétricas que fluem de sonoridades essencialmente acústicas a extremos intrinsincamente sintéticos. Entre o natural e o artificial criamos a já conhecida argumentação dialética bipolar entre os dois núcleos de pesquisa auditiva – o laboratório Noites Trabalho Sujo e o conservatório Veneno Soundsystem – que permite que nossos pesquisadores possam se aprofundar na dicotomia de pesos e de realidades adversas – o plano e o curvo, o reto e o torto, o equilibrado e o desequilibrado. De um lado o pesquisador-sênior Alexandre Matias, o explorador-chefe Danilo Cabral e o físico-navegador Luiz Pattoli movem átomos através de cliques, ondas térmicas com vibrações plásticas, cérebros e quadris à base da repetição, enquanto do outro o maestro Maurício Fleury, o produtor Ronaldo Evangelista e o selecta Peba Tropikal cultuam sulcos, riscos, o tato, o toque e o calor vintage para chacoalhar auras e decifrar intimidades. O auditório azul conta com a presença da celebrada expert Giuliana Viscardi, que abre a apresentação dissecando sentimentos com precisão cirúrgica. A presença nesta celebração bíblica pressupõe o uso de trajes carnavalescos e a sua metamorfose em outra persona. Outra obrigatoriedade é o envio de nomes para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com – caso contrário não há como garantir a entrada para assistir ao fim do carnaval de 2017 da melhor maneira. Essa é a vibração…

Noites Trabalho Sujo @ TrackersBaile de Carnaval à Fantasia
Terça, 28 de fevereiro de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre, Danilo Cabral e Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Maurício Fleury, Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista (Veneno Soundsystem) e Giuliana Viscardi.
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.