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O peso do Pond

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Formada por integrantes ou ex-integrantes do Tame Impala, o Pond navega pelos mesmos mares lisérgicos do grupo de Kevin Parker, mas aos poucos vem ensaiando um distanciamento que parece que irá acontecer no disco que a banda australiana, liderada pelo multiinstrumentista Nick Allbrook, lança no próximo mês de maio. O grupo começou a mostrar o disco ainda no ano passado, quando lançou a pesada “3000 Megatons” na época da eleição de Trump:

https://soundcloud.com/pondling/pond-30000-megatons

No começo do ano, lançaram o primeiro single do novo disco, agora anunciado com o título de The Weather, mostrando a música “Sweep Me Off My Feet”:

E agora mostram a faixa=título:

As duas músicas trazem o grupo para o epicentro de uma psicodelia típica do século 21, moldada pelo Flaming Lips na primeira década do século e seguida por diferentes grupos como MGMT, Passion Pit e Unknown Mortal Orchestra, bem longe das praias retrô – 70 ou 80 – seguidas pelo novo Tame Impala. The Weather já está em pré-venda e esta é a capa do álbum:

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E essas são as faixas do novo disco, que será lançado dia 5 de maio:

“30000 Megatons”
“Sweep Me Off My Feet”
“Paint Me Silver”
“Colder Than Ice”
“Edge Of The World Pt. 1”
“A/B”
“Zen Automaton”
“All I Want For Xmas (is A Tascam 388)”
“Edge Of The World Pt. 2”
“The Weather”

Robert Rodriguez vai dirigir o novo Fuga de Nova York

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Robert Rodrigues, autor de Machete, Sin City, Spy Kids e Planeta Terror assume o comando da inevitável ressurreição do clássico de John Carpenter, Fuga de Nova York, que já tem roteirista e premissa definida – escrevi sobre isso no meu blog no UOL.

Quem aguenta mais remakes? Hollywood, certamente. Em vez de apostar em novas histórias e novos personagens, os grandes estúdios norte-americanos preferem insistir em adaptar histórias de outras mídias ou requentar franquias do passado como apostas cheias, em vez de buscar novos rumos para o próprio futuro. E entre as inúmeras adaptações, recriações e ressurreições previstas para um futuro próximo está a do clássico Fuga de Nova York, uma das primeiras ficções científicas distópicas a inaugurar a era da psicodelia digital que hoje nos referimos como cyberpunk. E embora a simples menção de uma nova versão do filme possa provocar sono nos fãs do original, uma nova especulação sobre um possível diretor para esta má ideia pode tornar tudo mais interessante: a 20th Century Fox, que bancou o filme de 1981, quer que Robert Rodriguez seja o novo diretor.

Fuga de Nova York é destes filmes B dos anos 80 que anteviram as transformações dos anos seguintes, além de um ótimo filme de ação. Conta a história de uma Nova York transformada em prisão de segurança máxima cujos prisioneiros tomam o próprio presidente dos Estados Unidos como refém depois que o avião presidencial cai sobre a cidade. Para resgatar o político, o governo chama um dos melhores heróis de ação daquela década, o Snake Plissken vivido por Kurt Russell, que tem menos de vinte e quatro horas para trazê-lo de volta senão uma bomba que foi injetada nele mesmo explodirá. O filme aprofunda-se na crise urbana da Nova York dos anos 70 usando a ficção científica como metáfora e traz um elenco de notáveis que reúne Lee Van Cleef, Ernest Borgnine, Adrienne Barbeau, Donald Pleasence, Isaac Hayes e Harry Dean Stanton. É um dos vários clássicos do diretor John Carpenter, que abriu caminho para outros filmes como Blade Runner, O Exterminador do Futuro, Robocop, Akira, 1984, Brazil e Videodrome, moldando um futuro bem diferente daquele previsto nos anos 60, entre Jetsons e 2001.

Controverso, Rodriguez é um dos diretores mais fiéis à fórmula do faça-você-mesmo e autor de novos e divertidos clássicos que misturam ação, thriller, comédia e horror – Um Drink no Inferno, Planeta Terror, A Prova Final, Machete, Sin City e El Mariachi são filmes que acompanharam a tendência de ultraviolência da cultura pop atual, testando limites e misturando gêneros antes pré-estabelecidos. Sua estética é irmã de seus modos de produção e ele também é conhecido por abandonar Hollywood para criar seu próprio estúdio em seu estado-natal, o Texas, onde criou a sede de seu Troublemaker Studios. Lá ele também produziu filmes voltados para o público infantil que garantiram seu sustento sem necessariamente trair suas intenções: sua série de filmes Spy Kids, Shorts e As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl traçam uma ótima introdução para a violência de desenho animado dos seus filmes adultos.

Recentemente Rodriguez voltou a flertar com Hollywood, e ele é o coprodutor e diretor de Alita: Battle Angel, adaptação do mangá de mesmo nome, ao lado de James Cameron em sua Lightstorm Entertainment. O filme, que deve estrear em 2018, é produzido pela 20th Century Fox e provavelmente esta nova proximidade está trazendo Rodriguez a bordo do remake de Fuga de Nova York, segundo o site Tracking Board, especialista em furos deste tipo.

A volta para a Nova York de Snake Plissken, imortal mercenário vivido por Kurt Russell no clássico filme de John Carpenter, no entanto, não é novidade. A Fox já vem tentando reviver o filme original há uma década, trocando de escritores e diretores sem que haja um projeto de fato em andamento. Até o final do ano passado, quando Neal Cross, criador da série Luthor, da BBC, foi confirmado como o autor da história do novo filme, que não deve ser um remake e sim um prequel. Se você não quer saber o que pode ser o novo filme, coloquei uns gifs animados do clássico de 1981 para que você não corra o risco de saber spoilers sobre a nova história.

Como Cross disse ao site The Wrap, a nova história se passa antes de Manhattan ter se tornando uma prisão a céu aberto e vamos descobrir porque Snake Plissken não se dá bem com o governo dos Estados Unidos. O filme também fala de um furacão que se aproxima da cidade e nos apresenta a um novo vilão, Thomas Newton, um playboy dono de empresas de biotecnologia e agroquímica. Ele não começa em Nova York e mostra um planeta decadente, em que 75% da população mundial é considerada fora da lei. O filme, no entanto, ainda nem entrou em fase de pré-produção e quando é assim tudo pode mudar.

Parece uma boa história, nem precisava ter nada relacionado a Fuga de Nova York, né? Mas Hollywood insiste.

Um papo com Mano Brown

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Prestes a lançar a versão ao vivo de seu primeiro disco solo, ele também antecipa que este ano tem disco novo dos Racionais – leia a íntegra da entrevista lá no meu blog no UOL.

“Muito funk, muito soul, grandes músicos, convidados da pesada nessa festa de lançamento dia 12. É um lance que eu sempre sonhei fazer, construir os próprios arranjos, mudar no meio do percurso, solo, teclado, produção… A arte pela arte”, Mano Brown empolga-se ao telefone quando fala sobre os shows de lançamento de seu primeiro disco solo, Boogie Naipe, lançado no ano passado, e que terá suas primeiras apresentações ao vivo em maio. São três datas até agora: dia 12 de maio em São Paulo, no Citibank Hall (com abertura de Rael e Rincón Sapiência), dia 14 no Festival Bananada, em Goiânia, e dia 20 no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Mano Brown subirá ao palco com o parceiro Lino Krizz e uma banda com baixo, guitarra, bateria, teclados, sopro, percussão e backing vocals – doze músicos ajudando-o a buscar uma sonoridade que ele é afeito muito antes de conhecer o rap. Mas isso não quer dizer que ele deixou o rap – ou os Racionais MCs, grupo que lhe deu fama – em segundo plano, pelo contrário: “Os Racionais têm plano de lançar disco esse ano ainda.”

“Esse termo ‘boogie’ é utilizado há muito tempo pela música negra, desde o jazz. E também na raiz do hip hop, na época do break dance, das danças, na disco… É uma linhagem de som que eu gosto desde criança”, ele explica. Musicalmente, Boogie Naipe situa-se no final dos anos 70 e começo dos anos 80, naquela época em que a disco music começava a se metamorfosear em electrofunk, quando os teclados e pedais de efeito levavam o funk para a era digital – época em que Mano Brown saía da infância rumo à adolescência. “Eu comecei com essa sonoridade soul e funk antes do rap, eu comecei nisso. Antes do rap chegar no Brasil eu já tava na pista, acompanhando a cultura, a raça, o cabelo, a roupa, o comportamento… Mesmo sem saber da mensagem, eu já acompanhava. Pelas pessoas que me cercavam. Eu sempre sonhei em fazer música romântica desde lá. Eu queria saber tocar guitarra como o Jorge Ben, sempre gostei daquelas músicas, dos temas, das harmonias… Mas no final dos anos 80 tinha esse lance da música do protesto, tinha a necessidade de protestar, de reivindicar e eu aderi. Era prioridade pra raça, pro pessoal e eu aderi”, explica, justificando a criação dos Racionais.

“Edy Rock já tá fazendo música, eu tô fazendo música, o (Ice) Blue tem muitas músicas…”, enumera. “O lance dessa nova época é porque também a gente tem bem mais condições de fazer música, antigamente era mais difícil produzir, montar um estúdio, tudo era muito caro, restrito, para poucos. Você só podia entrar em estúdio na época de gravação mesmo, era tudo caro, você tinha que agendar muito antes. Hoje em dia todo mundo tem estúdio em casa, a gente tem os nossos, a gente faz as pré-produções na nossa quebrada mesmo pra depois ir pra finalização… Tem mais condições. As músicas estão saindo em série, tem muita música saindo aí, entendeu? Nos últimos quatro anos se somar Boogie Naipe com Racionais são trinta e sete músicas novas na música. Fora dezesseis faixas que já estão prontas e poderiam ter entrado no Boogie Naipe. Tenho um outro disco praticamente pronto.”

Fora a expectativa pelo próximo disco e pelos shows, Brown também anda atento sobre a atual situação política do Brasil, principalmente no que diz respeito à polarização entre as pessoas. “Ainda estamos entendendo o que é democracia. Democracia é você saber que tem gente que pensa diferente de você! Pra que time você torce? Você poderia ter um irmão palmeirense, mas você não ia expulsar o cara da sua casa. Você agride as pessoas que votam em um partido diferente? Essa radicalização é mais desespero e medo, o Brasil tem que amadurecer essa democracia.” Se isso pode virar tema de música é outra história. Mas Brown está de olho.

Vida Móvel

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Finalmente recebi minha cópia do livro Vida Móvel, uma antologia de trabalhos relacionados à importância e ascensão da telefonia celular em nosso cotidiano, organizada pela Editora Bei. Além do artigo “A Maior das Ferramentas”, do escritor e pesquisador norte-americano Noah Arcenaux, da Universidade de San Diego (Estados Unidos), ensaios fotográficos de Eduardo Longman e Fernando Laszlo e de uma linha do tempo mostrando quais foram os principais aparelhos desde a invenção do telefone móvel, ainda há artigo “O nascimento de uma nação digital”, em que escrevi sobre o papel dos celulares na transformação digital do Brasil. Mais informações sobre o livro no site da editora.

O quarto da última cena de 2001

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O artista honconguês Simon Birch inaugurou em março, em Nova York, uma ambiciosa exposição pessoal no centenário antigo prédio dos correios norte-americanos, próximo à Penn Station, à Bolsa de Valores de Nova York e à Wall Street. Chamada de 14th Factory, ela custou três milhões de dólares – bancada parcialmente por ele, por doadores particulares e por uma campanha no Kickstarter – e é inspirada pela Jornada do Herói de Joseph Campbell, com diferentes abordagens sobre o monomito do livro citado, em que o mitólogo explica que só há uma única narrativa de aventura, contada com personagens diferentes em diferentes culturas. E para exemplificar isso com uma saga essencialmente pop, Birch recriou o quarto da última cena do 2001 de Kubrick – uma jornada do herói por excelência – em um dos ambientes da exposição.

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Contou o fato de que um dos parceiros de Birch, seu conterrâneo arquiteto Paul Kember, ser sobrinho dos dois criadores do quarto original, já que Kubrick ou destruía ou arquivava tudo que havia filmado logo após o fim da produção. “Foi um tributo pessoal recriar um projeto que meus tios realizaram há quase 50 anos”, disse Kember ao South China Morning Post.

A chegada dos Gorillaz

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O Gorillaz, grupo fictício por Damon Albarn e Jamie Hewlett, está prestes a dominar 2017… Escrevi sobre isso lá no meu blog no UOL.

Nesta quinta-feira, finalmente Damon Albarn revela novidades sobre o novo disco do Gorillaz, a banda de desenho animado que criou ao lado do autor da HQ Tank Girl, Jamie Hewlett. Foi revelado nesta quarta-feira, pelo YouTube, que o vocalista do Blur é o convidado do programa do apresentador Pete Dalton, mais conhecido como MistaJam, na rádio inglesa BBC no dia 23 de março, trazendo novidades sobre a fase 4 do grupo fictício. A transmissão poderá ser acompanhada ao vivo no site da BBC e acontece a partir das sete e meia desta quinta em Londres – ou seja, poderemos ouvir a transmissão a partir das quatro e meia da tarde, horário de Brasília.

Mas já sabemos de várias novidades sobre o novo disco da banda. Entre elas, já sabemos que o foco do disco será na personagem Noodle e que o disco terá participações de Snoop Dogg e De La Soul, mas no início da semana uma relação de 26 faixas foram registradas na editora inglesa Phonographic Performance Ltd de uma vez só, o que chamou atenção do canal gorillaz.northamerica, que pinçou estes seguintes títulos, em ordem alfabética, com uma lotada lista de convidados:

“Andromeda (Feat. D.R.A.M.)”
“Ascension (Feat. Vince Staples)”
“Busted And Blue”
“Carnival (Feat. Anthony Hamilton)”
“Charger (Feat. Grace Jones)”
“Circle Of Friendz (Feat. Brandon Markell Holmes)”
“Halfway To The Halfway House (Feat. Peven Everett)”
“Hallelujah Money (Feat. Benjamin Clementine)”
“Interlude: Elevator Going Up”
“Interlude: New World”
“Interlude: Penthouse”
“Interlude: Talk Radio”
“Interlude: The Elephant”
“Interlude: The Non-conformist Oath”
“Let Me Out (Feat. Mavis Staples & Pusha T)”
“Momentz (Feat. De La Soul)”
“Out Of Body (Feat. Kilo Kish, Zebra Katz & Imani Voshana)”
“Saturnz Barz (Feat. Popcaan)”
“Sex Murder Party (Feat. Jamie Principle & Zebra Katz)”
“She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)”
“Strobelite (Feat. Peven Everett)”
“Submission (Feat. Danny Brown & Kelela)”
“The Apprentice (Feat. Rag’n’bone Man, Zebra Katz & Ray BLK)”
“Ticker Tape (Feat. Carly Simon & Kali Uchis)”
“We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)”

Temos a diva soul Mavis Staple, a musa disco Grace Jones, o rapper inglês Popcaan, o grupo De La Soul, o cantor Anthony Hamilton, mas nem sinal do Snoop! O fiel da balança é a faixa “Hallelujah Money (Feat. Benjamin Clementine)”, que o grupo ja havia revelado no dia da posse de Donald Trump:

Mas o disco parece ser apenas uma parte de um plano muito maior, que ainda inclui a primeira versão em vinil para o grupo Demon Days, de 2005, encomendado ao serviço Vinyl Me, Please (mais informações neste link e no vídeo abaixo):

E o grupo também anunciou o festival Demon Dayz, com curadoria e apresentação ao vivo da banda, no dia 10 de junho deste ano (mais informações neste link):

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Isso sem contar que a conta do Snapchat do grupo está anunciando uma contagem regressiva. Se o plano de Damon Albarn der certo, 2017 será o ano do Gorillaz. A ver.

Planet Hemp chegou ao streaming

Planet Hemp no Japão no fim dos anos 90 (Fonte:  Página do grupo no Facebook)

Planet Hemp no Japão no fim dos anos 90 (Fonte: Página do grupo no Facebook)

Os três discos do supergrupo de rap carioca Planet Hemp finalmente chegam às plataformas de áudio digital. Usuário, Os Cães Ladram e Homem-Fumaça formam não só uma trilogia de amadurecimento de algumas das personalidades mais importantes do pop nacional hoje, como o crescimento da cena hip hop no Rio de Janeiro (e também no Brasil) e uma das discografias mais ponta-firme da música brasileira. Quem sabe, sabe:

Usuário (1995)

Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Para (1997)

A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000)

Agora só falta a versão do Sagaz Homem Fumaça em vinil… e um disco de… inéditas? Como é essa história?

Kendrick Lamar está vindo…

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Depois de passar a quinta-feira instigando os fãs no Instagram com o número quatro em algarismos romanos, o rapper Kendrick Lamar lançou a faixa “The Heart Part IV” nesta sexta-feira, batendo em Donald Trump e deixa no ar a (“Y’all got ‘til April the 7th to get ya’ll shit together”) possibilidade de um novo disco estar vindo em abril.

Eis a letra da nova música, que começa meio soul manhoso e depois cai no gangsta jazz pesado:

“Don’t tell a lie on me
I won’t tell the truth ‘bout you
Don’t tell a lie on me
I won’t tell the truth ‘bout you

30 millions later, my future favors
The legendary status of a hip-hop rhyme savior
Travel round the atlas in this spaceship candy-coated
My day shift’s been devoted to fuckin’ up bundles of paper
Pi equals 3.14
The devil’s pie is big enough to justify the whole thing
Wait up
Lampin’ in Jamaica, the cloud’s turnin’, my thought’s turnin’
Burnin’ castor oil, I been determined to make an earnin’
This seed in this soil is classified
I’m satisfied when I strategize my kid’s future
I ain’t sanctified enough to say that I won’t shoot ya
I done vandalized the industry full circuit
The earthiest slash thirstiest nigga you know versus this
Scum of a land that transcend two surfaces
The richer the poorer, the bigger the picture
The more blood pours, but…

Don’t tell a lie on me
I won’t tell the truth ‘bout you
Don’t tell a lie on me
I won’t tell the truth ‘bout you

My fans can’t wait for me to son ya punk ass and crush your whole lil shit
I’ll Big Pun ya punk ass, you a scared little bitch
Tiptoein’ around my name, nigga, ya lame
And when I get at you, homie, don’t you just tell me you was just playin’
Oh I was just playin’ with you K-Dot, c’mon
You know a nigga rock with you, bro
Shut the fuck up, you sound like the last nigga I know
Might end up like the last nigga I know
Oh, you don’t wanna clash? Nigga, I know
I put my foot on the gas, head on the floor
Hoppin’ out before the vehicle crash, I’m on a roll
Yellin’, “One, two, three, four, five
I am the greatest rapper alive”
So damn great, motherfucker, I’ve died
What you hearin’ now is a paranormal vibe
House on the hill, house on the beach, nigga (facts)
A condo in Compton, I’m still in reach, nigga (facts)
I’m fresh out the water I’m ‘bout to breach, nigga
The five-foot giant woke up out of his sleep, nigga
Oh yeah, oh yeah, more cars, more leers
More bars, no peers, no scars, no fear, fuck y’all, sincere
I heard the whispers, I curved the whispers, you know what the risk is
Earth indigenous, ya body reverting to stiffness
The whole world goin’ mad
Bodies is adding up, market’s about to crash
Niggas is fake rich, bitches is fake bad
Blacks that act white, whites that do the dab
Donald Trump is a chump, know how we feel, punk
Tell ‘em that God comin’
And Russia need a replay button, y’all up to somethin’
Electorial votes look like memorial votes
But America’s truth ain’t ignorin’ the votes
It’s blasphemy, how many gon’ blast for me?
I prophesied on my last song, you laughed at me
Oh, when the shit get brackin’, don’t you ask for me
How many leaders gon’ tell you the truth after me?
G Malone big bro, kudos to him
I was 2 Os from a M, tryna be big as Em
30 millions later my future favors
The legendary status of a hip-hop rhyme savior
Salmon and capers, fame and lawsuits
You looking at me in Chucks, I’m looking at y’all suits
Me and Top Dawg playing rock-paper-scissors in court
And real hustler lose money just to go get some more
I said it’s like that, drop one classic, came right back
‘Nother classic, right back
My next album, the whole industry on the ice pack
With TOC
You see the flames and my E-Y-E’s
It’s not a game and the whole world is going mad, daddy
It’s sad, daddy
My only advice? Go and get you a bag, daddy
Lee Baca, on trail tryna portray a boxer
Beatin’ up on my niggas while the COs watch ‘em
Tables turned, lesson learned, my best look
You jumped sides on me, now you ‘bout to meet Westbrook
Go celebrate with your team and let victory vouch you
Just know the next game played, I might slap the shit out you
Technical foul, I’m flagrant, I’m foul
They throwin’ me out, you throw in the towel
Look at the crowd, they (Nah, I don’t like that)
Look at my smile, I’m smirking
Calm but urgent (That ain’t the style, fuck)
So many verses, you live in denial (Fuck)
So many verses, I never run out, what?
You making him nervous, the music is loud
Hoe, Jay Z Hall of Fame, sit your punk ass down (Sit yo’ punk ass down)
So that means you ain’t bigger than rapping (What else?)
So that means no more playing the backseats (What else?)
My spot is solidified if you ask me (What else?)
My name is identified as “that king”
I’ll let y’all worry about a list, I’m on some other shit
A difference between accomplishments and astonishments
You know what time it is, ante up, this is in forever
Y’all got ‘til April the 7th to get ya’ll shit together

Let’s get it!
Look look, on foenem