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O fim de Rogue One e o começo do Episódio IV

leia

Era inevitável que alguém iria fazer essa colagem, afinal os próprios produtores de Rogue One devem tê-la repassado inúmeras vezes antes de fechar na versão final.

https://vimeo.com/209263699

Que demais.

Jornalismo Cultural na Web

bravo-jornalismo-web

A revista Bravo está organizando, ao lado do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, um curso sobre Jornalismo Cultural na Web e eu fui convidado para participar de uma das aulas, sobre jornalismo independente, ao lado do Bruno Torturra, da Helena Bagnoli (da própria Bravo) e Marina Amaral (diretora de redação da Agência Pública). Abaixo, o programa do curso, que já abriu inscrições:

No novo cenário, o jornalismo cultural se reinventa e aumenta suas possibilidades, os recursos multimídia disponíveis aproximam notícia e leitor e proporcionam experiências quase reais. Nunca houve tanto espaço para falar de livros, peças, discos, exposições, movimentos estéticos. Artistas se comunicam diretamente com fãs, opiniões pulverizadas tomam o lugar da crítica tradicional. Contar boas histórias, escrever bons textos, fazer conexões relevantes e colocar o leitor no centro de tudo, ainda continua sendo o caminho a perseguir.

Como então conciliar excelência editorial, com o gosto pela síntese, pela fragmentação e generalidade que povoam nossos tempos? Como manter o pensamento reflexivo nesse mundo apaixonado por opiniões consensuais e ainda sendo sustentável financeiramente?
Essas são as questões centrais que a Bravo! pretende discutir nestes encontros.

10/04 – Retrospectiva do jornalismo cultural
Dos clássicos cadernos de cultura ao impresso premium. Marcas amadas x um mercado arisco. Formatos consagrados x necessidade de reinvenção. Revista Bravo: a definição do novo formato
Com Helena Bagnoli.

12/04 – Novo jornalismo e as mídias sociais
Como trabalhar com redes sociais. A presença nas redes sociais – como existir. O desafio de ser lido. O jogo do vídeo para cada plataforma, uma narrativa
Com Guilherme Werneck.

17/04 – Como sobreviver além da publicidade
Projetos on demand. Patrocínio x publicidade. Como ser mais do que apenas mídia. Oportunidades de negócio cultural. Cultura colaborativa. Movimento makers.
Com Paulo Carmossa, Manoel Brasil e Helena Bagnoli.

19/04 – Curadoria: Como fazer uma seleção que empolgue as redes?
O que é relevante? Relevância x alcance. Ferramentas de curadoria online. Curadoria cultural versus curadoria do conhecimento
Com Dante Felgueiras, Pedro Dória e Guilherme Werneck.

24/04 – A leitura em profundidade está em desuso?
O cenário mundial do jornalismo de leitura longa. Reportagem multimídia, casos e prática. Conteúdo não-perecível. Novas abordagens narrativas.
Com Armando Antenore e Guilherme Werneck.

26/04 – O papel da crítica de arte
Por onde começar. Crítica acadêmica x crítica jornalística. Qual a importância? Existe uma boa crítica?
Com Almir Freitas.

03/05 – Jornalismo independente
Do fanzine às plataformas digitais. Tipos diferentes de independência. Financiamento coletivo. Como ser viável financeiramente.
Com Marina Amaral, Alexandre Matias, Bruno Torturra e Helena Bagnoli.

08/05 – Jornalismo cultural na prática
Como escrever um bom texto?
Com Ronaldo Bressane.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

A imagem que ilustra este post é uma foto de Henk Nieman da obra Ttéia1C, de Lygia Pape.

!!! 2017: “Do you understand me?”

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O punk-disco do !!!, liderado por Nic Offer, volta a dar sinal de vida pela primeira vez após o ótimo As If, lançado há dois anos. O disco Shake the Shudder foi anunciado para maio e a primeira faixa, “The One 2”, já apareceu com clipe:

O disco já está em pré-venda, sua capa é esta aí em cima e os nomes das músicas, na ordem, são esses:

“The One 2”
“DITBR (Interlude)”
“Dancing is the Best Revenge”
“NRGQ”
“Throw Yourself in the River”
“What R U Up 2Day”
“Five Companies’
“Throttle Service”
“Imaginary Interviews”
“Our Love (You Can Get)”
“Things Get Hard”
“R Rated Pictures”

As inscrições para o Dia da Música 2017 terminam sexta!

diadamusica2017

Com inscrições até a próxima sexta-feira, dia 24 de março, o Dia da Música chega à sua terceira edição com mais de uma centena de palcos parceiros em todo o Brasil. Conversei com a Katia Abreu, diretora artística do evento, que falou sobre a edição deste ano e do projeto como um todo.

Qual é a grande novidade da edição de 2017?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/dia-da-musica-2017-qual-e-a-grande-novidade-da-edicao-de-2017

Como funciona o conselho curador do Dia da Música?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/dia-da-musica-2017-como-funciona-o-conselho-curador-do-dia-da-musica

Como é a relação entre os curadores e os artistas? Há uma autogestão de palcos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/dia-da-musica-2017-como-e-a-relacao-entre-os-curadores-e-os-artistas-ha-uma-autogestao-de-palcos

Como foram os números de 2016 e qual a expectativa para 2017?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/dia-da-musica-2017-como-foram-os-numeros-de-2016-e-qual-a-expectativa-para-2017

Como é a continuidade de um projeto que acontece apenas uma vez por ano?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/dia-da-musica-2017-como-e-a-continuidade-de-um-projeto-que-acontece-apenas-uma-vez-por-ano

O que um artista que está se inscrevendo no Dia da Música tem de ter em mente?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/dia-da-musica-2017-o-que-um-artista-que-esta-se-inscrevendo-no-dia-da-musica-tem-de-ter-em-mente

As inscrições vão até esta sexta e podem ser feitas no site do Dia da Música.

Plano Real – It’s sabotage!

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Só o fato de cogitarem um filme que conte os bastidores do plano real como se fosse uma mistura de Onze Homens e Um Segredo, Vingadores e Cães de Aluguel já era motivo para fazer o Adnet esmurrar a parede de inveja. Mas, pior que isso, vai existir um filme contando essa saga (que provavelmente chega à TV aberta até 2018):

Mas como o melhor do Brasil é o brasileiro, basta um mero mashup (dica do Jomar, valeu!) pra desmascarar essa farsa.

Confesso que Bemvindo Siqueira como Itamar Franco é um toque de genialidade irônica (quem lembra do Brasilino Roxo, que ele fazia na Escolinha do Professor Raimundo neste mesmo período):

Mas o Agildo Ribeiro seria um Fernando Henrique mais convincente, não? Não vejo a hora de fazerem um filme desses sobre o Collor…

Rock’n’roll para as massas

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Escrevi sobre a importância de Chuck Berry lá no meu blog no UOL.

Há referências sobre o termo “rock and roll” nos anos 20 e desde antes da quebra da bolsa de valores norte-americana em 1929 que brancos e pretos caipiras começavam a aproximar o country e o rhythm’n’blues pelo ritmo frenético e pelo rebolado na dança. O groove aproximou duas etnias que viviam separadas e a eletricidade uniu dois cânones musicais distintos em uma novidade que só foi encontrar eco comercial nos anos 50. E por mais que Elvis Presley tenha sido o principal nome a fazer aquele novo estilo musical transformar-se em fenômeno, foi Chuck Berry, que morreu neste sábado aos 90 anos, quem começou aquilo tudo.

Não dá para dizer que é o pai do rock (talvez o diabo, mas isso é outra história), mas Chuck Berry sem dúvida estava na sala de parto. Elvis já havia dado seus primeiros passos fonográficos, mas o primeiro rock a se tornar um sucesso nacional foi “Maybellene”, em 1955, um ano antes de Elvis Presley tornar-se mania. Na verdade, aquele primeiro single tinha tudo que caracterizaria um gênero que ainda não tinha sido batizado.

Lançado pela Chess Records a partir de uma dica de Muddy Waters, o disco sintetizaria tudo que seria associado ao rock’n’roll nos anos seguintes: ritmo frenético, canções curtas e rápidas, foco na juventude, no consumismo e em símbolos de status, o timbre sujo da guitarra elétrica, um riff de apresentação. A letra descreve uma perseguição entre dois carros – um V8 Ford que perseguia um Cadillac Coupe DeVille – e a história de um amor traído. Chuck Berry, inspirado por ídolos do entretenimento negro como o band leader Louis Jordan, o guitarrista Charlie Christian (o primeiro guitarrista elétrico) e o próprio Muddy Waters, adaptou um velho country do final dos anos 30 (“Ida Red”, imortalizado por um dos primeiros grupos de rock antes da invenção do gênero, Bob Wills and his Texas Playboys) para uma nova cultura que ele começou a perceber nascer a partir do pós-guerra: consumista, competitiva, jovem e querendo diversão. Viu o nascer do adolescente como público-alvo e formatou seu blues para aquele novo público. Acertou na mosca. “Maybellene” vendeu mais de um milhão de cópias só no ano que foi lançada.

Chuck Berry preparou o terreno não apenas para Elvis Presley, Buddy Holly, Little Richard, Fats Domino, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e outros pioneiros da primeira geração do rock, mas também deu a cartilha de mão beijada para toda a segunda geração – é impossível imaginar a invasão britânica dos EUA formada por Beatles, Rolling Stones, Animals, Who e Cream sem a figura de Buddy Holly. Quase todas as bandas da primeira safra dos anos 60 gravou versões de clássicos de Chuck – como “Roll Over Beethoven”, “Rock and Roll Music” e “Johnny B. Goode” – como também foram influenciados por sua técnica ao instrumento. Ao praticamente forjar o conceito de riff de guitarra – a frase inicial que faz o público reconhecer a música antes da entrada da canção em si -, não é exagero dizer que Chuck Berry é o primeiro guitar hero da história.

E também um dos primeiros bad boys da cultura pop. Ao contrário de Elvis, Chuck não escondia sua má índole e, bom malandro, fazia que não era com ele. Mas foi enquadrado ainda na adolescência por assalto a mão armada e inevitavelmente entrava em confusões envolvendo dinheiro, armas e a polícia. Gangsta avant-la-lettre, ameaçou John Lennon a dar-lhe os créditos por “Come Together”, que teria sido surrupiada de “You Can’t Catch Me”, e enquadrou os Beach Boys quando ouviu sua “Sweet Little Sixteen” em “Surfin’ U.S.A.”. Não levava desaforo pra casa e não temia por sujar sua reputação.

Sua fama de mau fazia parte de seu senso de showbusiness. Ele sabia posar para a foto, dar seu melhor sorriso, inventou o “passo do pato” para sublinhar seus solos de guitarra ao vivo. Um popstar que construiu a própria reputação e viveu como quis. Não à toa suas músicas e mensagens sobreviveram icônicas em momentos centrais do pop moderno, como no Pulp Fiction de Quentin Tarantino, na principal cena de De Volta para o Futuro ou no primeiro disco dos Simpsons. Chuck Berry foi quem apresentou o rock’n’roll para as massas – pioneiro ao forjar um gênero musical que tornou-se um estilo de vida.

15 anos de Tatá Aeroplano: Zeroum

Zeroum

Indo do espasmo psicodélico pop do Frito Sampler ao clima intimista do lindo show com Bárbara Eugênia, Tatá Aeroplano faz sua terceira viagem aos seus 15 anos de carreira fonográfica reencontrando-se mais uma vez com seu compadre e ídolo Paulo Beto, um dos pilares da música eletrônica experimental paulistana, em mais um ataque dos sentidos provocado pelo Zeroum. A dupla promete aterrissar com seu disco voador em forma de pista de dança (ou seria o contrário?) transformando o palco do Centro da Terra em um cubo de eletricidade e groove, com iluminação do Paulinho Fluxus (quem sabe, sabe) – mais informações sobre a apresentação nesta segunda, dia 20 de março, aqui. Conversei mais uma vez com o Tatá sobre a trajetória do grupo ao show desta noite, além de também falarmos sobre a experiência que tem sido esta primeira temporada.

15 anos de Tatá Aeroplano: Como Tatá Aeroplano conheceu Paulo Beto
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-como-tata-aeroplano-conheceu-paulo-beto

15 anos de Tatá Aeroplano: Como Tatá Aeroplano entrou no Zeroum
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-como-tata-aeroplano-entrou-no-zeroum

15 anos de Tatá Aeroplano: Como está sendo a temporada no Centro da Terra até agora
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-como-esta-sendo-a-temporada-no-centro-da-terra-ate-agora

15 anos de Tatá Aeroplano: O que podemos esperar do show do Zeroum no Centro da Terra
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-o-que-podemos-esperar-do-show-do-zeroum-no-centro-da-terra