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A hora e a vez de Paula Santisteban

paulasantisteban

Paula Santisteban foi um presente que meu irmão Carlos Eduardo Miranda deixou para todos nós – o último disco com a produção do velhinho encerra seu legado musical com sutileza e candura, concentrando toda a beleza e a simplicidade da música em uma cantora única, que canta o antídoto musical perfeito para os dias tensos e fúteis que atravessamos. E, pessoalmente, é um presente que Miranda me deixou – cuido da direção artística deste lançamento a convite da própria Paula desde o meio do semestre passado por sugestão deste meu amigo, que tanto me falava deste trabalho e tanto apostava neste disco. O presente não foi a própria Paula nem o convívio com seu círculo social e sua arte, mas a própria ideia de acompanhar o lançamento de um disco e pensar em estratégias comerciais (quem faz a foto da capa? Quem lança o disco? Onde será o show? Qual será o repertório? Quem acompanhará o lançamento?) que partissem de questionamentos mais estéticos e reforçassem a delicadeza e precisão do disco. Cada novo contato é uma pequena aula sobre como encarar a música e a arte a partir de sua beleza. O disco, que já está nas plataformas digitais pela Warner Music, com capa feita por Bob Wolfenson, chega ao palco pela primeira vez neste domingo, no Auditório Ibirapuera, a partir das 19h, com uma miniorquestra de nove músicos e um repertório que inclui clássicos da música brasileira e uma versão para uma música de Elliott Smith (mais informações aqui). Estarei lá para acompanhar mais este passo de uma promissora escalada.

#NósSim

largodabatata

Que movimento maravilhoso. Que data linda. Que exemplo histórico. Quanta organização. O ato puxado pelas mulheres neste sábado dia 29 de setembro de 2018 em dezenas de cidades pelo Brasil reuniu centenas de milhares de brasileiros de todas as cores, tamanhos, gêneros e ideologias num mesmo coro contra a intolerância, a truculência, a agressividade e a tensão que dominam nossos dias desde o início desta década – e pode ter começado a encerrar esta fase deprimente que o país vive desde aqueles nada saudosos dias descontrolados de junho de 2013.

O candidato líder das pesquisas, o inominado Ele a quem o Não se dirigia, conseguiu seu primeiro feito histórico que não é digno de vergonha ou constrangimento: uniu as forças progressistas brasileiras em um mesmo cenário e num mesmo coro, dando voz a sentimentos que não tinham eco nesta época de bolhas digitais em que todos querem gritar mais alto. E apesar da firmeza na insistência do “não”, do pulso firme em não arredar pé e da sempre escandalosa gritaria da torcida do outro time, não se viu nenhum gesto violento, nenhuma truculência, nenhuma agressão.

E isso é mérito feminino. O fato deste grande ato ter vindo das mulheres mudou completamente a cara da discussão e nossos cenhos, sempre fechados a cada novo e surreal acontecimento político em 2018, puderam relaxar. No lugar das expressões tensas e da fisionomia preocupada surgia um sorriso, um brilho no olhar, um suspiro aliviado. No início temia-se que trogloditas da ultradireita pudessem aproveitar da gigantesca reunião para disseminar o medo e o terror. Mas todos estavam a postos caso eles aparecessem – e seriam claramente expostos como os brucutus que provocam este cenário turbulento.

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A primeira coisa que todos percebiam logo ao chegar no Largo da Batata, em São Paulo, ou em qualquer outro ponto de partida do ato em várias cidades do país, era a extrema diversidade de público. Estavam lá gente de todos os credos, cores, preferências, ideologias, idades e classes sociais. Famílias, casais, mulheres grávidas, crianças, idosos, grupos de amigos e conhecidos – todos levantando a bandeira da esperança, da tolerância, da paz e do amor. E, principalmente, vários partidos: bandeiras de quase todos os candidatos à presidência (além de nomes que pleiteiam cargos estaduais) foram erguidas ao lado umas das outras sem nenhum embate, nenhuma discussão – nem sequer um muxoxo ou esgar. Em pouco tempo, todos estavam à vontade, cantarolando e batucando juntos, mas sem perder o foco e a seriedade do momento político.

E quando aquele mar de gente gritava “ele não”, o principal timbre era feminino. Afinal, esta vitória não é apenas feminista – mas feminina. Não temos medida exata de como a força das mulheres está revertendo esta onda reacionária que assola o planeta – mas é inegável seu protagonismo. O futuro deve agradecer a todas as minas e manas que decididas, marcharam contra a perturbação masculina que quer que o mundo volte para o século passado, atropelando conquistas e valores humanistas apenas no grito e no soco. Esta atitude dantesca é uma clara reação aos progressos sociais conquistados nas últimas décadas, não apenas no Brasil.

E não apenas femininos. As vozes das mulheres ecoavam sentimentos presos nas gargantas de negros, gays, pobres, pessoas com necessidades especiais, imigrantes, miseráveis, famintos e tantos outros que compõem a imensa maioria da população do planeta e são chamados de forma quase jocosa pelo establishment branco, rico, hetero e sexagenário de “minorias”.

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Acompanhei a concentração do #EleNão no Largo da Batata e sua dispersão depois na Paulista – não pude seguir a emocionante subida da Avenida Rebouças para assistir à Ana Frango Elétrico no Centro Cultural São Paulo (e digo que valeu a pena, mas perdi o show do Marcelo Callado) – e nos dois momentos me veio um sentimento oposto ao de exclusão e divisão que nos faz parar de falar com amigos, desamigar conhecidos do Facebook ou desistir de dialogar com pessoas que antes pareciam razoáveis. Em vez de nos sentir isolados e acuados, nos sentimos parte de uma coisa só, uma senhora festa, um enorme carnaval – sem brigas, sem álcool, sem nada forçado. Cada um que estava ali pode voltar a se sentir parte deste enorme coletivo que chamamos de país – e ver que a dita cisão que separa o Brasil em dois grupos, a tão propalada polarização pregada pela Globo e pelo Facebook, é artificial e serve interesses específicos. Sabemos gostar uns dos outros e podemos conviver numa boa desde que haja tolerância e respeito. Se isso não acontecer, já sabemos dizer não.

E lá pelo meio do ato esquecíamos da vil figura que nos motivou a nos reunir neste sábado histórico. Tanto o “ele” quanto o “não” se dissolveram na coletividade positiva do #NósSim. Vamos lá.

A noite em discussão

semanadamusicaeletronica2018

O Centro Cultural São Paulo faz parte das comemorações da primeira edição da Semana da Música Eletrônica e recebe workshops e debates sobre a vida noturna na Sala Ademar Guerra, a partir das 16h desta sexta-feira. A programação dos debates segue abaixo (mais informações aqui) e a programação completa da Semana da Música Eletrônica, que continua sábado e domingo em outros lugares da cidade pode ser vista aqui. E o melhor é que é tudo de graça.

16h – Workshop: A História Do DJ No Brasil (resumão Para O Vestibular), com Claudia Assef

17h – Workshop: Como Nasce Um Remix – Por Dentro Das Batidas De Construção, com L_cio

18h – Debate: Redução de Danos
Ana Cristhina Maluf
Gabriel Pedroza
Xampy Fontinhas
Mediação: Soninha Francine

19h – Debate: Mulheres na Música Eletrônica
Luísa Puterman
Érica Alves
Tati Pimont
Mediação: Monique Dardenne

20h – Debate: Como Andam as Festas de Rua de SP
Akin Neto (Metanol)
Augusto Olivani (Selvagem)
Euvira Euvira (Coletividade.Námíbià)
Suzana Taleb Haddad (vampire Haus)
Mediação: Francisco Raul Cornejo

Porcas Borboletas: Banheiro Químico

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O grupo mineiro Porcas Borboletas apresenta um desdobramento de seu disco mais recente, Momento Íntimo, em única apresentação no palco do Centro da Terra, na próxima segunda-feira, dia 1° de outubro. Banheiro Químico parte dos dilemas do homem moderno apresentados no disco do ano passado para se aprofundar num aspecto ainda mais épico desta questão – “sondar a beleza deste ícone da modernidade”, como diz o vocalista Danislau. Para isso, a banda formada por Danislau TB (voz), Enzo Banzo (voz e guitarra), Moita Matos (guitarra), Chelo Lion (baixo), Ricardo Ramos (Synth e MPC) e Pedro Gongom (bateria), convidou nomes de peso para participar da única apresentação, como Tulipa Ruiz, Luiz Chagas, Nath Calan e Rafael “Chicão” Montorfano, além de iluminação de Gabriela Luiza e a trupe da Panamá Filmes. Conversei com Danislau e Enzo sobre o que eles irão aprontar nesta segunda.

O que é Banheiro Químico?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/porcas-borboletas-o-que-e-banheiro-quimico

Como este espetáculo se relaciona com o disco mais recente de vocês?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/porcas-borboletas-como-este-espetaculo-se-relaciona-com-o-disco-mais-recente-de-voces

Qual a diferença de apresentar este show num teatro?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/porcas-borboletas-qual-a-diferenca-de-apresentar-este-show-num-teatro

Como esse espetáculo pode se refletir nos próximos passos da banda?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/porcas-borboletas-como-esse-espetaculo-pode-se-refletir-nos-proximos-passos-da-banda

Sacerdotisa do agora

luiza-lian-azul-moderno

Depois de se reinventar em Oyá Tempo, Luiza Lian dá seu salto mais ousado e congela o tempo em seu ótimo Azul Moderno, a versão remix de um disco que nunca foi lançado, que chega nesta quinta às plataformas digitais. Ela me chamou para escrever o release do disco, que reproduzo abaixo.

Luiza Lian não espera o disco começar para colocar-se pronta: “Tempo que escorre a louça pra lavar / Cheiro de café, resíduo que vingou / Esse vapor que lento lambe a parede não preenche o espaço que ele desmanchou”. Ela canta antes de qualquer instrumento (seguida primeiro de um piano e depois de efeitos sobre este mesmo piano) e com poucas palavras cria um ambiente ao mesmo tempo familiar e fragmentado, pensativo e melancólico, que nos convida para um mergulho em suas crenças e descrenças no que considera o registro de um encerramento de ciclo.

Seu terceiro disco, Azul Moderno, canta o fim da primeira fase de sua carreira, iniciada com o disco homônimo de 2015, mas também encerra uma série de ciclos pessoais e profissionais. Ele começou a ser composto em uma viagem que Luiza fez com uns amigos num fim daquele mesmo ano para Vale do Matutu, no interior de Minas Gerais, quando começou a exercitar algumas canções que já vinha rascunhando ao lado da amiga escritora Leda Cartum, que também estava nesta virada de ano. Começaram brincando com alguns versos e refrões numa música que aos poucos se tornava longa – e que mais tarde daria origem a três músicas do futuro disco. Outras – como a faixa-título – surgiram das primeiras incursões da cantora e compositora ao violão. O lento processo de criação ainda incluiria o lançamento de alguns EPs para pavimentar o caminho para o segundo disco, até que um deles fugiu de controle.

Primeiro álbum-visual brasileiro, Oyá Tempo a princípio seria apenas um registro curto de transição, mas ganhou corpo, forma e vulto para além do que esperava. Estimulada por Tim Bernardes pa gravar pontos de umbanda, ideia que desenvolveu ao lado de outro amigo, o produtor Charles Tixier, que levou o disco para um lado eletrônico. O experimento cresceu para um conjunto de oito canções que a cantora e compositora transformou em segundo degrau de sua discografia, embora ele ainda não exista fisicamente. Oyá Tempo ganhou uma inesperada vida própria – a começar por seu show, cujo cenário-instalação era um vestido transparente que funcionava como tela de projeção e isolava Luiza sozinha no palco. O disco que virou filme que virou show elevou Luiza para um outro patamar, levando-a para os principais palcos e festivais independentes do Brasil.

Enquanto isso, Azul Moderno seguia um rumo à parte e por um instante poderia se transformar em um disco falado, com Luiza recitando poesias sobre bases instrumentais, mas logo ela se voltaria para as canções. Antes mesmo do lançamento de Oyá Tempo, em abril de 2017, ela havia se isolado no sítio do produtor Gui Jesus de Toledo ao lado de seus novos produtores, Charles Tixier (que tocou bateria, MPC, baixo synth e teclados) e Tim Bernardes (que tocou violão, baixo e fez arranjo de vozes e sopros), para começar a gravação do dito segundo disco, convidando velhos conhecidos para gravar outros instrumentos – Gabriel Basile, Filipe Nader, Guilherme D’Almeida, Gabriel Milliet e Tomás de Souza. Mas o crescimento de Oyá não apenas o transformou no segundo disco de fato da cantora, postergando o lançamento de Azul Moderno por tempo indefinido, como abriu uma possibilidade arrebatadora para Luiza e Charles: Azul Moderno ainda não estaria pronto, ele precisava ser desconstruído.
É quando começa a segunda fase do disco, ainda no final de 2017, que o transforma no álbum que agora conhecemos – Azul Moderno é o disco remix de um disco que nunca foi lançado (a versão “unmix”, como brincam os dois), canções picotadas e reestruturadas a partir de pedaços de si mesmas ou de outras canções de Luiza e samplers das gravações iniciais e de fontes indecifráveis: trilhas sonoras, videogames, discos de efeitos sonoros, música clássica; tudo se misturava na paleta de sons que Charles assumiu após a primeira versão do disco estar pronta.

O resultado é um disco deslumbrante. Moderno e meticuloso, Azul Moderno é um passo além de Oyá Tempo e as relações de Luiza com um passado ancestral parecem mais refletir sobre a influência deste passado no presente e futuro do que na própria história. Se seu segundo álbum espalhava-se por toda a história ao tentar encapsular todo o tempo num momento, o novo álbum é mais espacial que temporal e busca justamente este lugar imaginário que criamos a partir de nossas relações pessoais. Como família, amigos, amores, conhecidos e ídolos se misturam em uma ambientação mental que acaba delimitando nosso horizonte físico.

Sob a batuta do maestro Tixier, Luiza se abre para anjos e exorciza demônios, enquanto ela sampleia o próprio passado, ainda que não-factual – um passado imaginado, que não existiu de verdade (justamente o disco não-remixado). É nesta região imaginária que o disco se encontra, entre o nascer ainda escuro do dia e a zona do crepúsculo pouco antes da noite. Esse aspecto líquido, volátil e pouco estável permeia todo o disco como se Azul Moderno fosse uma fábula, um sonho, uma alucinação. Do mesmo jeito que não sabemos se ainda é dia ou se já é noite, não dá pra saber o que realmente está acontecendo por todo o disco – como se ela nos obrigasse a refletir o que é real e o que não é a partir da constatação da beleza (ou da ausência dela).

Não por acaso, o disco começa com a palavra “tempo” dita sem nenhum acompanhamento, enfatizando a voz de Luiza como o timbre que nos guia por essa viagem. Pelo caminho, violões cristalinos e pianos invertidos, cordas gigantescas e teclados à espreita, graves escancarados e beats furtivos, timbres orgânicos e sintéticos – tudo convive num imenso e absurdo país das maravilhas em que Luiza passeia curiosa e decidida na mesma medida. Azul Moderno é brasileiro e internacional, atual e perene, novo com gosto de antigo, provocando sensações estranhas ao contrapor opostos improváveis – do violão Jorge Ben que conduz o groove de “Notícias do Japão” e as curvas sinuosas de “Iarinhas” ao samba-reggae eletrônico “Sou Yaba”, do lamento trip hop de “Pomba Gira do Luar” à bossa-grime “Mil Mulheres”, passando pelo chillwave manhoso de “Geladeira”, o tecno-afoxé de “Vem Dizer Tchau”, a balada “Mira” (música em homenagem a artista Mira Schendel que conecta-se com a “boca do céu” de Ava Rocha) e a oração de despedida que é a faixa-título. Ela encerra o disco num tom ao mesmo tempo amargo (“me perdoe pelas palavras cruéis”) e esperançoso, que localiza-se “entre as estrelas em volta de Andrômeda e meu manto azul moderno”, recuperando o nome do disco de uma valsinha escritapela poeta Maria Damião há cem anos (“A Rainha Me Ordenou”). Luiza Lian está pronta.

Los 5 no CCSP

los5

O antigo Quarteto Los 5 de Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi, mudou de nome e agora chama-se apenas Los 5 – e mostram seu primeiro disco nesta quinta-feira, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h (mais informações aqui).

Um mergulho em Blood on the Tracks

dylan

O décimo-quarto volume da série pirata de Bob Dylan – More Blood, More Tracks – apronfunda-se no clássico que ele lançou no início de 1975. O disco Blood on the Tracks é considerado uma das principais obras do mestre da canção justamente por, mais uma vez, elevar o nível das composições nas canções pop que dominavam a paisagem musical de seu tempo. Ríspido registro sobre o fim de um relacionamento, o disco foi gravado em duas sessões em dois estúdios diferentes – em quatro dias de setembro de 1974 e dois de dezembro daquele mesmo ano. A caixa de 6 discos – que também será lançada em versão reduzida em LP duplo e CD simples – já está em pré-venda e traz a íntegra destas sessões, trazendo os rascunhos musicais de todas as canções do álbum, desde suas primeiras versões apenas com Dylan, violão e gaita, até versões apenas com um contrabaixo elétrico e com a banda na íntegra, formada por Tony Brown (baixo), Chris Weber (guitarra), Kevin Odegard (guitarra), Peter Ostroushko (bandolim), Gregg Inhofer (teclados), Billy Peterson (baixo) e Bill Berg (bateria). A caixa será lançada no dia 2 de novembro e a gravadora Sony já antecipou o primeiro take da primeira gravação feita para o disco, a pesada “If You See Her, Say Hello”. Logo abaixo, a capa do disco e a íntegra do que virá na versão deluxe com seis CDs.

bob-dylan-blood-bootleg-series

Disco 1

A & R Studios, Nova York – 16 de setembro de 1974

“If You See Her, Say Hello (Take 1)”
“If You See Her, Say Hello (Take 2)”
“You’re a Big Girl Now (Take 1)”
“You’re a Big Girl Now (Take 2)”
“Simple Twist of Fate (Take 1)”
“Simple Twist of Fate (Take 2)”
“You’re a Big Girl Now (Take 3)”
“Up to Me (Rehearsal)”
“Up to Me (Take 1)”
“Lily, Rosemary and the Jack of Hearts (Take 1)”
“Lily, Rosemary and the Jack of Hearts (Take 2)”

Disco 2

A & R Studios, Nova York – 16 de setembro de 1974

“Simple Twist of Fate (Take 1A)”
“Simple Twist of Fate (Take 2A)”
“Simple Twist of Fate (Take 3A)”
“Call Letter Blues (Take 1)”
“Meet Me in the Morning (Take 1)”
“Call Letter Blues (Take 2)”
“Idiot Wind (Take 1)”
“Idiot Wind (Take 1, Remake)”
“Idiot Wind (Take 3 with insert)”
“Idiot Wind (Take 5)”
“Idiot Wind (Take 6)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Rehearsal and Take 1)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 2)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 3)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 4)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 5)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 6)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 6, Remake)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 7)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 8)”

Disco 3

A & R Studios, Nova York – 16 de setembro de 1974

“Tangled Up in Blue (Take 1)”

A & R Studios, Nova York – 17 de setembro de 1974

“You’re a Big Girl Now (Take 1, Remake)”
“You’re a Big Girl Now (Take 2, Remake)”
“Tangled Up in Blue (Rehearsal)”
“Tangled Up in Blue (Take 2, Remake)”
“Spanish is the Loving Tongue (Take 1)”
“Call Letter Blues (Rehearsal)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 1, Remake)”
“Shelter From The Storm (Take 1)”
“Buckets of Rain (Take 1)”
“Tangled Up in Blue (Take 3, Remake)”
“Buckets of Rain (Take 2)”
“Shelter From The Storm (Take 2)”
“Shelter From The Storm (Take 3)”
“Shelter From The Storm (Take 4)”

Disco 4

A & R Studios, Nova York – 17 de setembro de 1974

“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 1, Remake 2)”
“You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (Take 2, Remake 2)”

A & R Studios, Nova York – 18 de setembro de 1974

“Buckets of Rain (Take 1, Remake)”
“Buckets of Rain (Take 2, Remake)”
“Buckets of Rain (Take 3, Remake)”
“Buckets of Rain (Take 4, Remake)”

A & R Studios, Nova York – 19 de setyembro de 1974

“Up to Me (Take 1, Remake)”
“Up to Me (Take 2, Remake)”
“Buckets of Rain (Take 1, Remake 2)”
“Buckets of Rain (Take 2, Remake 2)”
“Buckets of Rain (Take 3, Remake 2)”
“Buckets of Rain (Take 4, Remake 2)”
“If You See Her, Say Hello (Take 1, Remake)”
“Up to Me (Take 1, Remake 2)”
“Up to Me (Take 2, Remake 2)”
“Up to Me (Take 3, Remake 2)”
“Buckets of Rain (Rehearsal)”
“Meet Me in the Morning (Take 1, Remake)
“Meet Me in the Morning (Take 2, Remake)
“Buckets of Rain (Take 5, Remake 2)”

Disco 5

A & R Studios, Nova York – 19 de setembro de 1974

“Tangled Up in Blue (Rehearsal and Take 1, Remake 2)”
“Tangled Up in Blue (Take 2, Remake 2)”
“Tangled Up in Blue (Take 3, Remake 2)”
“Simple Twist of Fate (Take 2, Remake)”
“Simple Twist of Fate (Take 3, Remake)”
“Up to Me (Rehearsal and Take 1, Remake 3)”
“Up to Me (Take 2, Remake 3)”
“Idiot Wind (Rehearsal and Takes 1-3, Remake)”
“Idiot Wind (Take 4, Remake)”
“Idiot Wind (Take 4, Remake)”
“You’re a Big Girl Now (Take 1, Remake 2)”
“Meet Me in the Morning (Take 1, Remake 2)”
“Meet Me in the Morning (Takes 2-3, Remake 2)”

Disco 6

A & R Studios, Nova York – 19 de setembro de 1974

“You’re a Big Girl Now (Takes 3-6, Remake 2)”
“Tangled Up in Blue (Rehearsal and Takes 1-2, Remake 3)”
“Tangled Up in Blue (Take 3, Remake 3)”

Sound 80 Studio, Minneapolis – 27 de dezembro de 1974

“Idiot Wind”
“You’re a Big Girl Now”

Sound 80 Studio, Minneapolis – 30 de dezembro de 1974

“Tangled Up in Blue”
“Lily, Rosemary and the Jack of Hearts”
“If You See Her, Say Hello”

Mais uma vez no Prêmio Multishow

superjuri2018

Participo, nesta terça-feira, de mais uma vez do Prêmio Multishow de Música Brasileira. Prestei consultoria para o canal desde 2012 ajudando a transformar esta que é a principal premiação da música pop brasileira hoje, mas nesta edição atuo apenas como jurado no Super Júri que ajudei a criar ao lado de bambas como Ana Garcia, Roberta Martinelli, Fabiana Batistela, GG Albuquerque, Júlio Victor, Didi Couto, Amanda Cavalcanti, Didi Effe, Marcelo Castelo Branco e Leonardo Lichote, para escolher os vencedores nas categorias Revelação, Melhor Disco e Canção do Ano. O Super Júri tem mediação feita por Guilherme Guedes e será transmitido pelo canal Bis Play e através do site do Bis e do Multishow, a partir das 21h30 (mais informações aqui). Como diria BNegão, sintoniza lá!