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Haim sem frescura

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O diretor norte-americano Paul Thomas Anderson assume a direção de mais um clipe das irmãs Haim, desta vez colocando a vocalista Danielle sozinha para cantar enquanto trabalha no balcão do Canter’s Deli, em Los Angeles. A bela e crua versão para a ótima “Man From the Magazine” coloca o grupo cada vez mais como um trio de musas de um cultura norte-americana que segue intacta, como se ainda fossem os anos 50 ou anos 80, dentro do caos político social dos EUA nestes últimos anos, tornando-se um Normal Rockwell deste século a partir das canções das três.

Arnaldo se desfaz de clássico casaco inglês

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“Num sentido, de comprar e trilhar; eu compartilho, uma ‘Battle-Dress’ inglêsa. Para, desapegar; ‘das coisas materiais’, que me dão prazer”, explicou Arnaldo Baptista numa comunicado sobre a decisão de rifar seu clássico casado inglês, eternizado na capa de seu segundo disco solo, Singin’ Alone, e no clipe de “Será Que Eu Vou Virar Bolor?“. A rifa está acontecendo online neste site. O desapego, infelizmente, vem por questões financeiras, que o levaram também a vender suas pinturas online com desconto (mais informações no site oficial do mutante).

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E esse filme do David Fincher sobre o Cidadão Kane?

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Há seis anos sem dirigir nenhum filme (apenas produzindo sériados foda como House of Cards, Mindhunter e Love Sex and Robots), David Fincher apresenta, de uma hora pra outra, o trailer de seu novo filme. Mank, cujo roteiro foi escrito pelo falecido pai de Fincher, Jack, conta a história de Herman J. Mankiewicz, o roteirista original do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, e a conturbada relação entre os dois à medida em que o hoje clássico estava sendo realizado. Filmado todo em preto e branco e com ninguém menos que o mutante Gary Oldman no papel-título, o filme estreia em alguns cinemas em novembro para chegar ao Netflix no dia 4 de dezembro. Eis o primeiro trailer:

Na paralela, Aaron Sorkin, autor do roteiro de A Rede Social, sobre a ascensão do Facebook, contou, em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, disse que topa escrever uma continuação sobre o filme de 2010 se seu diretor original, o próprio David Fincer, topar dirigir, contando “como o Facebook está derrubando a democracia”… Imagina o estrago…

Jornalismo-Arte: Ricardo Alexandre

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A primeira novidade da terceira temporada do CliMatias é um programa para discutir, mais que jornalismo e música, seus protagonistas. Ainda não defini se o programa é semanal ou quinzenal, mas começamos com um longo papo com o mano Ricardo Alexandre, o jundiaiense mais prolífico do nosso jornalismo, que já editou o Zap no Estadão, o site da Som Livre, a finada Usina do Som, a última fase da Bizz, a Época São Paulo, a Trip, sem contar seus livros e documentários. Atualmente apostando suas fichas num podcast recém-lançado, aproveitei essa deixa para ouvi-lo contando sobre sua carreira e mostrando o caminho das pedras – se é que existe um – para quem quiser trilhar por esse rumo.

Neil Young sozinho, numa madrugada de 1974

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Nem bem nos atualizou com uma série de lançamentos ao vivo que está sendo lançada neste ano – além de finalmente agendar a data do segundo volume de sua caixa Archives -, Neil Young acaba de anunciar que seis de seus clássicos discos piratas serão lançados oficialmente pelo seu próprio selo, Shakey Pictures Records. A série Official Bootlegs começa a ser lançada no início de 2021 e ele abre os trabalhos com um registro de uma apresentação solo que fez no clube nova-iorquino The Bottom Line, no Village nova-iorquino, às duas da madrugada do dia 16 de maio de 1974. A apresentação, que será oficializada com o título The Bottom Line — Citizen Cane Jr. Blues, trouxe pela primeira vez ao vivo músicas que Neil Young lançaria dois meses depois, com a chegada de On the Beach às lojas. Além de músicas inéditas e versões para standards do folk como “Greensleeves” e “Roll Another Number”, traz versões tocantes para clássicos pessoais como “Helpless” e “Dance, Dance, Dance”. Como é um disco pirata, ele já pode ser ouvido online, embora sua versão oficial tenha uma qualidade fonográfica que faz jus às expectativas do autor.

Abaixo, a ordem das músicas desta apresentação – e Young ainda não revelou quais são os outros títulos desta sua nova série…

“Citizen Cane Jr. Blues”
“Long May You Run”
“Greensleeves”
“Ambulance Blues”
“Helpless”
“Revolution Blues”
“On The Beach”
“Roll Another Number”
“Motion Pictures”
“Pardon My Heart”
“Dance, Dance, Dance”

Bom Saber #023: Renata Simões

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Acompanho o trabalho da Renata Simões bem antes de nos tornarmos amigos e sempre fui fã de sua curiosidade cara-de-pau, que descobre histórias nos intervalos das gravações, puxa personagens improváveis para assuntos pouco óbvios ou simplesmente aponta pessoas que estão fazendo diferença, sempre experimentando linguagem, tom e abordagem num meio tão engessado como a televisão. Do Vídeo-Show ao Urbano, passando por seu documentário e agora as reportagens no Metrópolis, ela mistura jornalismo, entretenimento e crônica de um jeito em que tanto ela, o espectador e o entrevistado se sintam bem à vontade. E como ela é comadre, o papo nunca termina…

Todo o Show: Angel Olsen ao vivo no Tiny Desk da NPR

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Angel Olsen tocando quatro músicas dela na varanda de sua nova casa, em Asheville, na Carolina do Norte, nos EUA. Precisa de mais algo?

“Whole New Mess”
“Iota”
“What It Is (What It Is)”
“Waving, Smiling”

Johnny Nash (1940-2020)

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Johnny Nash, que morreu nesta terça-feira, viu o reggae nascer quando se mudou dos Estados Unidos para a Jamaica em 1965 e descobriu uma banda local promissora chamada The Wailers liderada por um cantor e compositor carismático chamado Bob Marley. Tentou fazer sucesso como um intérprete de rocksteady local, mas logo estava incorporando a nova sonoridade que surgia na ilha caribenha à medida que Marley misturava o mento e o ska locais com a soul music que chegava pelas ondas do rádio dos Estados Unidos. Nash logo começou a compor suas canções, tornou-se o primeiro não-jamaicano a gravar reggae em Kingston e, após uns pequenos hits na Inglaterra, ganhou o planeta com o hit avassalador “I Can See Clearly Now”, um dos grandes hinos fundadores do gênero e o primeiro single de reggae a vender mais de um milhão de discos, lançado no mesmo 1972 que Bob Marley derrubava tudo com seu álbum Catch a Fire.

De timbre doce e sinuoso, ele foi um nobre coadjuvante no início da história do gênero e um dos responsáveis por tornar Bob Marley mais conhecido – e a ter seu primeiro contato assinado com uma gravadora. Nash chegou a emplacar mais hits através dos anos 70, entre eles versões reggae para canções de Sam Cooke. Mas desde os anos 80 não conseguiu levar sua carreira adiante, embora seu papel histórico seja claro como a forma que ele conseguia ver em seu grande hit.

Altos Massa: Você é o que você gosta?

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Mais uma vez eu e Pablo Miyazawa questionamos a forma como valorizamos a cultura a partir do momento em que a usamos para nos rotular – seja em tribos, em estilos de vida, em estilos artísticos, preferências e gostos pessoais. Estas tags se misturam à imagem que queremos que as pessoas tenham sobre a gente ao mesmo tempo em que moldamos nossa própria personalidade a partir desta criação, que é quase um escudo. E o Altos Massa dessa quinzena fala sobre como transformamos substantivos próprios em adjetivos para nossa conveniência emocional – e como podemos sair disso.