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Izzy Gordon: Canta Dolores Duran

Desde que fizemos a temporada do coletivo D’Águas no Centro da Terra no ano passado que falamos sobre este projeto que uma de suas integrantes, a cantora Izzy Gordon, acalentava há alguns anos. Sobrinha de Dolores Duran, ela queria revisitar o repertório da tia – tanto as músicas mais conhecidas quanto as menos lembradas – com uma roupagem mais moderna e para isso reuniu uma banda formada só por mulheres, que sobe em nosso querido palco nesta terça-feira, com a presença inclusive de sua mãe, irmã de Dolores, Denise Duran. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui.

O “Chão” de Ina

Venho acompanhando a gestação do primeiro disco da cantora e compositora paulistana Ina quando seu plano original era lançá-lo no fatídico 2020. Chão estava chegando à fase final, entre a mixagem e a masterização, quando ela começava a fazer planos de lançá-lo ao vivo, até que o coronavírus mudou os planos do planeta. De lá pra cá, ela arrematou o disco, entendeu melhor seu conceito e voltou lentamente aos palcos e agora, no início do ano, finalmente lança este primeiro trabalho, que mistura canções folk ao violão dedilhado de João Paulo Nascimento, a rabeca de Bruno Menegatti, o contrabaixo acústico de Zé Mazzei e as percussões de Camilo Zorilla. O disco finalmente será lançado nesta quarta-feira e ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo:  

O melhor de 2022 segundo a comissão de música popular da APCA

Milton Nascimento, Anelis Assumpção, Ratos de Porão, Ana Cañas, Rachel Reis, Russo Passapusso, Antonio Carlos e Jocafi e a Espetacular Charanga do França foram os destaques de 2022 de acordo com o júri da Associação Paulista de Críticos de Arte, da qual faço parte, ao lado de Adriana de Barros, José Norberto Flesch, Marcelo Costa, Pedro Antunes, Roberta Martinelli e Tellé Cardim. Veja abaixo quem foi o vencedor de qual categoria.  

Dois juntos numa mesma estrada

Na primeira segunda-feira do ano no Centro da Terra, Lucas Gonçalves e Lucca Simões selaram sua parceria numa apresentação em dupla. Na apresentação, os dois casaram bem vozes e instrumentos, entrelaçando violão e guitarra para criar uma paisagem sonora doce e bucólica, a partir de seus respectivos repertórios. Suspeito que essa é só a primeira de várias apresentações dos dois com essa formação.

Assista aqui.  

Lucas Gonçalves e Lucca Simões: Se Chover, Lucca’s Sounds e Outras Coisas

Finalmente consegui trazer Lucas Gonçalves para o palco do Centro da Terra, uma conversa que já tínhamos há muito tempo, mas que o semestre passado acabou por adiar por conta do sucesso do novo disco de sua banda, o Maglore, que voltou à atividade em 2022. Para começar o novo ano, Lucas convida seu compadre Lucca Simões para uma sessão intimista com dois violões, em que os dois mostram suas próprias músicas – Gonçalvez passa pelas músicas de seus álbuns solo Se Chover e Verona enquanto Simões passa por seus singles. Os ingressos podem ser comprados com antecedência neste link.

A grande volta do Rec Beat


(Foto: Ariel Martini)

O tradicional festival pernambucano Rec Beat volta ao carnaval recifense depois de anos longe de seu ninho, no Cais da Alfândega. É a vigésima sétima edição do festival, que acontece gratuitamente durante o Carnaval, e é a primeira realizada após a pandemia. O festival pernambucano, como todos os outros, se virou de outras formas neste período, fazendo versões online e expandindo a marca por outras fronteiras e o Rec Beat começou o ano acontecendo em Salvador, onde realizou sua primeira volta aos eventos presenciais em janeiro deste ano, e agora no carnaval de 2023, volta ao seu berço num evento que acontece entre os dias 18 e 21 de fevereiro, com mais de vinte atrações nacionais e internacionais. E antes de anunciar todas as atrações brasileiras, o festival mostra quem são os gringos que trará para o Recife, divulgandos em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

Leia abaixo.  

Aparelho: Uma ideia para salvar o Brasil

Em mais um encontro bissexto deste aparelho chamado Aparelho, cogitamos uma ideia revolucionária para mudar a forma como reconstruímos o Brasil. E tudo a partir da infelizmente incansável cruzada de pessoas que gostam de falar mal do Carnaval – motivados pelo desgosto alheio, propomos um carnaval interminável, constante e para além do calendário, mas com regras específicas para que não ultrapasse os cinco dias de folia. Como? Entre elocubrações sobre os Trapalhões, os tabajara e um seriado sobre prisão que mudou a história da TV, propomos a primeira intenção do Aparelho em 2023. Propomos ou profetizamos?

Assista aqui.  

Polimatias: Carnaval de rua

Primeiro Polimatias de 2023 e aproveitamos a chegada do primeiro carnaval pós-pandêmico de verdade e o fato de que nesta temporada falamos sobre a vida nas cidades para falar justamente disso: carnaval de rua. Lembramos não só que este não é só um hype moderno mas a cerne do carnaval per se e que é o jeito mais prático (e divertido) para falar sobre ocupação do espaço público, além de conversar sobre como esta festa brasileira não só é a mais manifestação cultural urbana do mundo como já espalha-se por outras datas festivas e até mesmo para a dita “vida normal”. E lembrando que estou dando mais um baile de carnaval coma Charanga do França (é um baile de salão no entanto – e os ingressos já estão à venda neste link).

Assista aqui.  

Altos Massa: Como lidar com a nova rotina?

Retomamos o programa em 2023 com perspectivas no horizonte. Depois do período nefasto que atravessamos nos últimos anos, podemos aos poucos voltar a ter alguma sensação de normalidade, mas que, no fundo, sabemos que não é normal. E é exatamente sobre isso que eu e Pablo Miyazawa discutimos na primeira edição do Altos Massa do novo ano. Chega mais.

Assista aqui.