Trabalho Sujo - Home

Aparelho: Imagina no ano que vem

Primeira edição do ano, ainda impregnada por desassossegos provocados por artistas que gostavam de destruir escolas em seus videoclipes. Lá pelas tantas, surge a pergunta incontornável: e se essa coisa horrorosa for reeleita? Um frêmito de choque e pavor percorre a espinha de cada aparelher com a possibilidade de mais quatro anos de pesadelo. É bom nem cogitar para não atrair. Ou mudar de assunto, como armar para cobrir a posse do nosso presidente em Brasília. O homem nem assumiu ainda e já está fazendo o povo ter planos novamente!

Assista aqui.  

Minha participação no Dois Mil e Depois

A Pérola me chamou pra participar da última edição do ano do podcast Dois Mil e Depois, que ela está tocando a partir do Centro Cultural da Penha, e puxou jornalismo musical como assunto – e além de mim, ela também chamou o Felipe Andrade, do site Polvo Manco, para comentar não apenas este cenário no país mas também para falar sobre a música neste ano que se encerra. Ouça abaixo.

 

Os 50 melhores discos de 2021, segundo a APCA

É sempre assim: dezembro chega e com ele as listas de melhores do ano, mas a lista com os melhores de 2021, feita pelo júri de música popular da Associação Paulista de Críticas de Arte (APCA, da qual faço parte ao lado da Adriana de Barros, José Norberto Flesch Marcelo Costa, Pedro Antunes e Roberta Martinelli) só será revelada no início de 2022. Por enquanto, antecipamos os 50 indicados à categoria Melhor Disco, mostrando como, mesmo com todas adversidades do caminho, foi intensa a produção de música neste ano que chega ao fim. Confira os indicados a seguir.  

Um Corpo Expandido pelo violão

No cair do ano, descobri que o trabalho que a baiana Paula Holanda Cavalcante mostrava ao violão em sua conta no Instagram se materializaria num EP lançado quase no fim do ano, quando ela o lançaria com o nome de Corpo Expandido. Canções melancólicas e solitárias que faziam o ar desértico do interior ganhar ares introspectivos longe dos clichês da música do sertão, ecoando brasileiros como Dorival Caymmi, Baden Powell e Kiko Dinucci e gringos como John Fahey, Nick Drake e o lado folk de Jimmy Page, misturando o clima de isolamento destes dias de pandemia com a esperança quase palpável que a espera de um novo ano carrega. Conversei com ela sobre o disco e ela antecipou as quatro faixas de seu Entre Ruínas e Devaneios, que chega às plataformas digitais no antepenúltimo dia do ano, em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo, ouça abaixo.