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Videogame como se fosse sonho

Finalmente saiu mais uma tradução minha: no livro Política, desejos e videogame: The Playstation Dreamworld, que está sendo lançado pela Edições Sesc SP, o pesquisador inglês Alfie Bown desenvolve uma leitura psicoanalítica dos videogames partindo do pressuposto que os jogos eletrônicos se assemelham mais a sonhos do que a livros e filmes – e como isso mexe em nosso subconsciente. Mais informações sobre o livro no site da editora.

DM: Expresso 2022

No primeiro DM de 2022, eu e Dodô Azevedo repassamos os dois primeiros anos da pandemia do ponto de vista da cultura, analisando tudo que foi represado nesse período, dos filmes da Chloé Zhao aos Barões da Pisadinha, passando pela transformação do filme dos Beatles num seriado, da volta dos vídeos curtos através do TikTok, da ascensão das lives do Casemiro, da quarta continuação do Matrix à luz de um ano que promete esquentar mais do que imaginamos – levando em conta eleições, copa do mundo e aquecimento global.

Assista aqui.  

O futuro de Fernando Catatau


Foto: Isadora Stefani

“Nenhum lugar é mais incerto do que o que está aqui dentro”, divaga Fernando Catatau ao final do single que materializa seu primeiro álbum solo, prometido desde antes da pandemia e que finalmente vê a luz do dia no início do mês que vem. “Nada Acontece” dá o primeiro gostinho desse disco, meio retrofuturista, mas sem deixar de lado sua paixão pela canção popular. “Acho que ela sintetiza o lugar em que quero apontar com o meu trabalho”, me explicou depois que perguntei porque ter escolhido esta canção para apresentar o álbum. “Fiz ela em parceria com a Juliana R e com o Giovani Cidreira e cada um deu sua visão sobre o que é estar vivendo nesse Brasil futurista cheio de caos e busca por uma identidade.” Ouça abaixo a música que conta com a participação dos dois coautores também nos vocais:  

Todo Mundo Quer Mandar no Mundo: 2022 – China e América do Sul

No primeiro programa do ano, eu e Tomaz Paoliello jogamos luz sobre estes que deverão ser dois dos principais palcos internacionais durante o ano que começa. De um lado a China, que se consolida cada vez mais como principal polo político e econômico do mundo, e do outro a América do Sul, que tem passado por transformações políticas em extremos distintos e tem algumas eleições, entre elas a brasileira, como alguns dos principais eventos políticos do ano para a região.

Assista aqui.  

Bárbara Eugenia de uma hora pra outra

Acompanhei o processo à distância, mas confesso que me assustei com a velocidade que Bárbara Eugenia colocou seu disco mais recente, Crashes n’ Crushes, no mundo, quase no susto. Mas foi um processo longo e lento que se materializou no segundo ano pandêmico, quando ela conseguiu se isolar além mar – primeiro nos Açores, com o pai, depois em Lisboa – e registrar essas canções sobre doces e duras lições aprendidas pela vida, que ela lança nessa sexta, no Sesc Vila Mariana, às 21h (ainda tem ingressos à venda aqui). Pedi para que ela me contasse como foi que esse disco, que me parece fechar um ciclo em sua discografia, deixou de ser uma ideia para existir ainda em 2021.

 

1972 na música brasileira

Começo, nessa sexta-feira, um especial para o site da CNN Brasil em que apresento vinte clássicos da música brasileira que completam meio século neste 2022. 1972 foi um ano mágico para a música e por aqui assistiu ao lançamento de discos que praticamente determinaram o que escutamos hoje. A primeira parte da lista inclui o Transa do Caetano Veloso, o Expresso 2222 do Gilberto Gil, o Elis da Elis Regina, o Sonhos e Memórias: 1941-1972 do Erasmo, o Ben do Jorge Ben e o disco de estreia do Jards Macalé. Os outros discos surgem no sábado e no domingo, aviso por aqui.  

Aparelho: Faça a/o (coisa) (adjetivo) novamente

Depois de tostar aquele que deixou a Cristina Prochaska (cheirar é coisa de aspirante, aqui só tem profissional), entramos numa ciranda de maluco regada a corote. É incrível como a simples menção da bebida imunizante abre um portal para o infinito. A diversidade conceitual – espraiada por autógrafos na era do selfie, reforma trabalhista e Faustão – converge para a única maneira de sobreviver em um país que já transcendeu tanto a lucidez que ficou translúcido, com todas as picaretagens à mostra. Não, não inveje o nosso tirocínio: alopre como (e com) a gente!

Assista aqui.