
Em seu primeiro show em São Paulo, Lianne La Havas não precisou de muito esforço para dominar o público do Cine Joia, que cantou todas as músicas de seu repertório em uníssono, inclusive fazendo vocais de apoio para que ela pudesse solar sua magnífica voz. Passando do violão para a guitarra sem nenhum outro músico no palco, ela já tinha todo mundo na palma da mão quando puxou a inevitável versão para “Weird Fishes”, do Radiohead, e sacou duas armas secretas de altíssima periculosidade: a presença dos brasileiros Mestrinho e Pretinho da Serrinha, dois jovens mestres que, como Lianna, não precisam de nada além de sua presença e seu instrumento para encantar a audiência. E o tempero brasileiro levou o show a um outro patamar, deixando o soul britânico ao mesmo tempo forte e suave da cantora com um tempero irresistível, cuja melhor tradução era o sorriso gigantesco no rosto da dona da noite. Um show maravilhoso, assista abaixo:

Perdemos nesta quinta-feira um dos ourives da canção norte-americana – viveu bem esse tal Burt Bacharach…

Nesta quarta-feira também tem música no Centro da Terra, quando três violões autorais se encontram no palco do teatro no Sumaré. Mais que uma Canção, Menos que um Amor reúne canções de Caxtrinho, Kauê e Anna Vis que empunham seus instrumentos e repertórios, fazendo uma improvável conexão entre Mauá, São Paulo e Belford Roxo e desbravando as musicalidades uns dos outros. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Uma linda noite celebrando um dos maiores nomes da canção brasileira, Izzy Gordon reuniu uma banda feminina afiadíssima (regida pela baixista Beatriz Lima, que ainda tinha teclas de Ana Cruse, bateria de Yara Oliveirae guitarra de Luciana Romanholi) para reverenciar sua tia, a eterna Dolores Duran, e pode contar até com a presença de sua mãe, Denise, irmã de Dolores, para cantar alguns de seus clássicos em família.

Desde que fizemos a temporada do coletivo D’Águas no Centro da Terra no ano passado que falamos sobre este projeto que uma de suas integrantes, a cantora Izzy Gordon, acalentava há alguns anos. Sobrinha de Dolores Duran, ela queria revisitar o repertório da tia – tanto as músicas mais conhecidas quanto as menos lembradas – com uma roupagem mais moderna e para isso reuniu uma banda formada só por mulheres, que sobe em nosso querido palco nesta terça-feira, com a presença inclusive de sua mãe, irmã de Dolores, Denise Duran. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui.

Venho acompanhando a gestação do primeiro disco da cantora e compositora paulistana Ina quando seu plano original era lançá-lo no fatídico 2020. Chão estava chegando à fase final, entre a mixagem e a masterização, quando ela começava a fazer planos de lançá-lo ao vivo, até que o coronavírus mudou os planos do planeta. De lá pra cá, ela arrematou o disco, entendeu melhor seu conceito e voltou lentamente aos palcos e agora, no início do ano, finalmente lança este primeiro trabalho, que mistura canções folk ao violão dedilhado de João Paulo Nascimento, a rabeca de Bruno Menegatti, o contrabaixo acústico de Zé Mazzei e as percussões de Camilo Zorilla. O disco finalmente será lançado nesta quarta-feira e ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo:

Milton Nascimento, Anelis Assumpção, Ratos de Porão, Ana Cañas, Rachel Reis, Russo Passapusso, Antonio Carlos e Jocafi e a Espetacular Charanga do França foram os destaques de 2022 de acordo com o júri da Associação Paulista de Críticos de Arte, da qual faço parte, ao lado de Adriana de Barros, José Norberto Flesch, Marcelo Costa, Pedro Antunes, Roberta Martinelli e Tellé Cardim. Veja abaixo quem foi o vencedor de qual categoria.

Na primeira segunda-feira do ano no Centro da Terra, Lucas Gonçalves e Lucca Simões selaram sua parceria numa apresentação em dupla. Na apresentação, os dois casaram bem vozes e instrumentos, entrelaçando violão e guitarra para criar uma paisagem sonora doce e bucólica, a partir de seus respectivos repertórios. Suspeito que essa é só a primeira de várias apresentações dos dois com essa formação.

Finalmente consegui trazer Lucas Gonçalves para o palco do Centro da Terra, uma conversa que já tínhamos há muito tempo, mas que o semestre passado acabou por adiar por conta do sucesso do novo disco de sua banda, o Maglore, que voltou à atividade em 2022. Para começar o novo ano, Lucas convida seu compadre Lucca Simões para uma sessão intimista com dois violões, em que os dois mostram suas próprias músicas – Gonçalvez passa pelas músicas de seus álbuns solo Se Chover e Verona enquanto Simões passa por seus singles. Os ingressos podem ser comprados com antecedência neste link.