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Beabadoobee também está vindo aí…

Outra musa indie também acaba de anunciar seu novo álbum, mostrando a íntegra de uma música que começou a espalhar na semana passada em iPods enviados para fãs. “Sun Has Set” é o primeiro single do novo disco de Beabadoobee, que avisa que seu quarto disco chega ao público no dia 18 de setembro. E Pylon, seu novo disco vem cheio de participações especiais, que acabam refletindo a junção de guitarras distorcidas e melodias grudentas que resumem este novo single, indo de Hayley Williams ao vocalista do Turnstile Brendan Yates, passando por Chino Moreno dos Deftones e Matty Healy e George Daniel do grupo 1975, entre outros. O anúncio de seu disco novo vem junto com o da nova turnê, em que passa por locais de show que nunca visitou, entre casas de shows enormes e estádios, entre a Europa e os Estados Unidos.

Veja o primeiro clipe do novo disco e as datas desta turnê abaixo:  

Viva João Donato!

João Donato ganha um tributo à altura de sua importância no segundo semestre, quando o Selo Sesc lança disco Viva Donato, gravado no ano passado, que inclui um elenco formidável que reúne velhos parceiros e novos comparsas do mestre que nos deixou há três anos, que inclui nomes como Djavan, Dora Morelenbaum, Dori Caymmi, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Gilberto Gil, Ivan Lins, João Bosco, Joyce Moreno, Marcos Valle, Margareth Menezes, Mônica Salmaso, entre outros. Ainda sem data definida para seu lançamento, o disco começa a mostrar suas intenções a partir desta sexta-feira, quando ouvimos seu primeiro single, quando Bebel Gilberto mostra sua versão para “Nua Ideia”, que Gal Costa lançou no álbum Plural (de 1990). O disco-tributo ainda traz duas faixas inéditas: uma parceria com Joyce (Aquela Delícia Singela”) e outra com Marcos Valle (“Vamos Combinar”).

A vinda de Phoebe Bridgers

O novo disco de Phoebe Bridgers finalmente desponta no horizonte. Toda a movimentação da heroína indie no mês passado – quando fez shows em que proibia celulares em cidades pequenas pelos Estados Unidos até culminar numa apresentação igualmente sem registro no Madison Square Garden, em Nova York, seguida de um anúncio de uma extensa turnê – indicava que ela estava vindo com disco novo aí e eis que ela torna públicos capa, título e data de lançamento de seu terceiro álbum, lançado fielmente pela mesma gravadora indie que a acompanha desde sua estreia, Dead Oceans. Lost Weekend será lançado no dia 14 de agosto e tem o mesmo título de um dos primeiros clássicos de Billy Wilder, o filme de 1945 sobre alcoolismo estrelado por Ray Milland (lançado no Brasil como Farrapo Humano) que também batizou o período devasso que John Lennon passou longe de Yoko Ono, no meio dos anos 70, quando enfiou o pé na jaca com uma turma que morava em Los Angeles formada por titãs como Harry Nilsson, Keith Moon, Ringo Starr, Bernie Taupin, Mickey Dolenz e Alice Cooper (inspiração deste último para sua banda Hollywood Vampires) por dezoito meses entre 1973 e 1975. Não sabemos se o título do disco de Bridgers ecoa essa tradição antialcóolatra e ela deixou um vídeo no YouTube sem título agulhado para estrear nesta quinta-feira – mas nem o nome do novo single sabemos de fato. Vamos ver.

Música nova do Spoon!

Quem também começou a mostrar música nova foi o Spoon, que parece ter retomado o fio da meada que deixou em aberto ao lançar as faixas “Chateau Blues” e “Guess I’m Falling in Love” há quase um ano, e, de repente, surge com a ótima “Lose Control”, que vem tocando em seus shows desde o fim de semana passado. E se a gente lembra que o último disco da banda (o ótimo Lucifer on the Sofa) já foi lançado há quatro anos, mais do que está na hora de ouvirmos alguma novidade deles…

Ouça abaixo:  

Carlos Lacerda dissecado

Depois do monumental Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo (2012), o jornalista Mário Magalhães move-se para o outro extremo ideológico brasileiro do meio do século passado para dissecar uma das figuras mais nefastas da política brasileira daquele período (e olha que a concorrência era pesada). Em Lacerda: Coração de tempestade, Magalhães, que acaba de ter seu lançamento anunciado para agosto, o jornalista e orador que foi instrumental para a ascensão da direita raivosa na segunda metade do século, primeiro ao tensionar o país (que sempre foi dividido e polarizado, não se iluda) ao limite de provocar o suicídio de Getúlio Vargas e depois por ajudar a pavimentar o caminho (inflamando a opinião público com bravatas liberalóides) para o golpe militar dez anos depois. A primeira parte desta biografia o acompanha até 1955, quando, depois de derrubar (morto) Getúlio, ameaça a eleição e a posse de Juscelino Kubitschek. Chamar Lacerda de “controverso” é diminuir sua (má) influência na política daquelas décadas, sendo que ele foi uma espécie de Ciro Gomes que resolveu bancar o golpismo bolsonarista de seu tempo – e pagar por isso com a própria vida, como a segunda metade desta biografia deve revelar. O livro já está em pré-venda.

PJ Harvey no espaço

Enquanto voltamos a falar sobre vida fora do planeta Terra, PJ Harvey nos surpreende com um single sobre o primeiro artefato humano lançado para além dos confins do sistema solar, ao lançar do nada a canção “Voyager”, inspirada na sonda espacial de mesmo nome que deixou nosso planeta em 1977 para enviar sinais de volta para o nosso planeta enquanto pudesse. “A música já havia começado a tomar forma como parte do trabalho para o meu novo álbum; por isso, quando o professor Brian Cox me convidou para compor uma peça para o seu novo programa (Emergence), lhe mandei a gravação de voz desta música para ver como ela lhe ressoaria”, explica Polly Jean sobre o lançamento de seu novo single. “Ela imediatamente lhe trouxe à mente a sonda Voyager e o som do seu sinal sendo transmitido de volta à Terra. Há muito tempo sou fascinada por essa sonda espacial e sua viagem e sempre havia me perguntado: o que ela nos diria se pudesse falar? Esse foi um caminho inspirador para desenvolver a canção. Estou bem feliz com o resultado final e é maravilhoso ouvir como o arranjo orquestral confere tamanha grandiosidade à minha música. Gostei imensamente de pesquisar a história e a trajetória das sondas Voyager 1 e 2 e fiquei contente por poder incluir na canção uma citação do grande Carl Sagan — especificamente, sua famosa descrição do nosso frágil e belo ‘pálido ponto azul’.” “Voyager” surge como o primeiro degrau de seu novo álbum, ainda sem título ou previsão de lançamento, o primeiro desde I Inside the Old Year Dying, de 2023. Manda mais, PJ!

Ouça a música abaixo:  

Às cordas com Gismonti

Sempre um prazer receber Daniel Murray e seus violões no palco do Centro da Terra e nem o frio e chuva implacáveis desta terça-feira tiraram o público do recital que fez em homenagem a um de seus mestres, Egberto Gismonti. No espetáculo Universo Musical de Egberto Gismonti, o renomado violonista passeou pela obra do mestre mexendo com suas referências eruditas e brasileiras, em interpretações incitadas pela convivência com um dos maiores eruditos das cordas no Brasil, que lhe mostrou conexões com grandes nomes de nossa música, em especial com uma de suas maiores inspirações, o imortal Baden Powell. Entre interpretações de números como “Água e Vinho”, “Baião Malandro”, “Forrobodó”, “Maracatu”, “Choro” e “Carmen”, Daniel trocou de violões por duas vezes, a última delas assumindo um assombroso instrumento de onze cordas onde pode mostrar inclusive uma obra própria, endossada por Gismonti, chamada “Ciranda Imaginária”, que encerrou a apresentação.

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Daniel Murray: Universo Musical de Egberto Gismonti

Em mais uma apresentação no Centro da Terra, o violonista e compositor Daniel Murray desta vez apresenta sua faceta de intérprete ao mergulhar no universo musical do mestre Egberto Gismonti, seja nas diferentes afinações do tradicional violão de seis cordas ou no ímpar violão de 11 cordas, parceiros musicais com o qual o instrumentista desbrava a complexidade harmônica, melódica e polirrítmica do mestre, com quem já vem trabalhando desde 2015, inclusive nos palcos. A apresentação também é uma oportunidade de entrar na raiz deste universo musical, quando Murray conversa com os brasileiros Heitor Villa-Lobos, Antônio Carlos Jobim, Radamés Gnattali e Baden Powell e os estrangeiros Leo Brouwer, Igor Stravinsky, Carlo Gesualdo e Claude Debussy, todos influentes na obra de Egberto. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Death Cab For Cutie ♥ Hüsker Dü

Depois de lançar seu décimo primeiro álbum no início do mês (I Built You A Tower, o primeiro pela gravadora Anti-), o grupo norte-americano Death Cab For Cutie segue divulgando o disco e, ao passar pela rádio SiriusXM resolveu fazer um tributo a uma de suas principais influências, quando o líder da banda, Ben Gibbard, acompanhado do guitarrista Dave Depper e do tecladista Zac Rae, resolveu dar um salve ao célebre Hüsker Dü revisitando “Green Eyes” do disco Flip Your Wig enfatizando a melodia em detrimento do peso da versão original. Ficou bonito.

Ouça abaixo:  

Mais uma da Olivia Rodrigo: Um festival só com artistas mulheres

Olivia Rodrigo não para e ao mesmo tempo que, com seu recém-lançado You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, se tornou a primeira artista a estrear no topo da parada de vendas da Billboard com seus três primeiros álbuns, acaba de anunciar um festival formado inteiramente por artistas mulheres – e não é pouca coisa! O festival Daisy Chain Fields acontece em apenas um dia (dia 29 de agosto) no Great Park da cidade de Irvine, na Califórnia, e reúne artistas de peso como Bikini Kill, Mitski, Breeders, Garbage, Katseye, Santigold, Doechii, Not For Radio, Chappell Roan e artistas menores como Die Spitz, Rachel Chinouriri, Quiet Light e Eli, além de trazer três ícones como “convidadas especiais”: ninguém menos que Stevie Nicks, Sarah McLachlan e Karen O dos Yeah Yeah Yeahs. Como se não bastasse tudo isso, ela ainda se compromete a repassar toda a renda do festival para entidades que ajudam mulheres e meninas. As vendas começam nesta quarta-feira no site oficial do evento e já deu pra ver que Olivia não está pra brincadeira…