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Desaniversário | 16.8.2025

Chegou a semana da Desaniversário e desta vez, eu, Claudinho, Camila e Clarice nos reunimos para comemorar dois anos da festa numa noite daquelas! A festa acontece neste sábado, 16 de agosto, como sempre no Bubu, que fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/nº), a partir das 19h. Vem dançar com a gente!

Quem topa ir pra Santiago?

Saiu a divisão por dias do festival chilenos Primavera Fauna e a gente ainda sem saber se o Weezer toca em qual festival aqui, se vai ter mesmo Massive Attack no Brasil e se algum herói pode trazer o Mogwai pra nossa área… Dá vontade de ir pra Santiago, diz aí.

Subterrâneo quente

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Porão da Casa de Francisca e aos poucos vamos engatilhando a festa nesse icônico palco da cidade, cuja localização subterrânea e as frondosas cortinas vermelhas sempre premiam a noite com aquela atmosfera lyncheana. Dessa vez reuni Mundo Vídeo e Dadá Joãozinho na mesma noite, inaugurando a parceria desses dois artistas que logo lançarão um material conjunto que foi apresentado pela primeira vez nessa sexta-feira. A noite começou com a apresentação enxuta e direta do Mundo Vídeo, Gael Sonkin e Vítor Terra digladiando guitarras como se jogassem videogame, disparando bases eletrônica – por vezes frenéticas, outras mais relax – para cantar sobre dramas emocionais do dia a dia. O público foi enchendo o porão e curtindo o primeiro show e aos poucos se preparava para a segunda parte da noite…

Depois foi a vez de Dadá Joãozinho fazer sua apresentação para antecipar o encontro dos dois artistas, que aconteceria no final da noite. Mas como Vítor Terra já está na formação da banda de Dadá – ao lado de Bruno Mamede (sopros), Éverton Santos (baixo), Filipe Castro (percussão) e João Viegas (teclados) -, Gael Sonkin subiu junto com essa banda desde a primeira música e o encontro de Dadá com Mundo Vídeo começou a partir do show do primeiro. O rapper carioca começou o show com sangue nos olhos, provocando o público para dançar e bater cabeça de uma forma insistente, enquanto apresentava músicas de seus dois discos e uma versão para “Nunca Vi Você Tão Triste” de Zeca Pagodinho, além de convidar Popoto, vocalista da banda Raça, para subir no palco e dividir os vocais de “Olha Pra Mim”, single que lançou no fim do ano passado. O show cresceu ainda mais quando, em sua parte final, os dois artistas mostraram as primeiras composições inéditas pela primeira vez ao vivo, fazendo todo mundo entrar em suas frequências. Onda boa.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Dadá Joãozinho e Mundo Vídeo @ Porão da Casa de Francisca (15.8)

Em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Porão da Casa de Francisca, reúno dois novos nomes da atual cena musical brasileira que estão começando um trabalho conjunto. O artista Dadá Joãozinho, de Niterói, transcende estilos e passeia por gêneros musicais distintos como rock, samba, pop, jazz, hip-hop, soul e MPB trazendo a cada faixa um retrato de múltiplas temporalidades, cruzando passado, presente e futuro, misturando repertórios de seus discos Tds Bem Global (este também lançado pelo selo californiano Innovative Leisure) e 1997. Já a dupla carioca Mundo Vídeo mistura informações desconexas – que vão do rock à trilha sonora de videogame, passando por música brasileira, rock clássico, reggae, hyperpop, pós-punk e funk – de forma frenética, transformando seu show num ataque aos sentidos, que deu origem ao disco Noite da Lua Torta, lançado pelo selo Balaclava no ano passado. Os dois artistas estão prestes a lançar um EP conjunto e nesta apresentação farão seu primeiro show experimentando um novo repertório, tocando juntos além de fazer seus dois shows isolados, antecipando a parceria. Antes e depois dos shows, eu mesmo discoteco abrindo e fechando a noite. Os ingressos estão à venda neste link.

Um senhor festival consolida-se no cerrado

Fui a Brasília neste fim de semana para assistir à décima edição do Cerrado Jazz Festival, um evento que reuniu uma excelente mistura de música brasileira, contemplando clássicos e contemporâneos sem precisar recorrer a dezenas de artistas, múltiplos palcos, nomes gigantescos ou multidões – seja para comprar ingressos ou para ver bem os shows. Gratuito, o festival aconteceu num fim de semana de lua cheia à sombra dos prédios do Banco Central e da Caixa Econômica, em pleno Eixo Monumental brasiliense. No palco, veteranos célebres como Dom Salvador, Rosa Passos, Egberto Gismonti, João Bosco e a Banda Black Rio ao lado de novos talentos como Vanessa Moreno, Michael Pipoquinha, Tucanuçu e Daniel Murray e de outros já estabelecidos como Fabiana Cozza e Chico César e duas novidades candangas dedicadas à tradição da música brasileira, a Gafieira Cerrado Jazz e a Choro Popular Orquestra. Escrevi sobre os quatro dias do evento em mais uma colaboração para o Toca UOL.

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Jorge Ben, Mano Brown, Arrested Development, Zapp, Luciana Mello… eis o segundo festival da Chic Show!

Depois de celebrar seu cinquentenário no ano passado reunindo Lauryn Hill, Yg Marley, Wyclef Jean, Jimmy “Bo” Horne, Mano Brown, Criolo, Rael e Sandra de Sá no estádio do Palmeiras, a mitológica equipe de bailes paulistana Chic Show acaba de anunciar a segunda edição de seu festival, que acontece no dia 6 de dezembro no estádio do Pacaembu – e entre os nomes já anunciados estão um elenco estelar que inclui Jorge Ben, Mano Brown (comemorando os dez anos de seu Boogie Naipe – pois é! -, além de puxar alguns hits dos Racionais), Arrested Development, Zapp, Luciana Mello e os DJs Puff, Grandmaster Ney, Luciano e Preto Faria, mas ainda há interrogações no cartaz que garantem pelo menos mais uma atração a ser anunciada. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 23 a partir das 10h pelo site da Ticketmaster. Nada mal…

Depeche Mode nos cinemas

O próximo artista a desbravar as salas de cinema é o grupo inglês Depeche Mode, que estreará o filme registrado pelo cineasta mexicano Fernando Frias nas três apresentações do grupo no Foro Sol Stadium na Cidade do México, nos dias 21, 23 e 25 de setembro de 2023, logo após começarem a turnê Memento Mori, que marcou o primeiro álbum do grupo após a morte do tecladista e fundador Andy Fletcher no ano anterior. Foram quase 200 mil pessoas que assistiram às três datas no México e o filme, batizado apenas com a letra M, mistura a experiência daqueles três dias com referências à cultura mexicana, a partir de sugestões de seu diretor. Depois de percorrer o circuito dos festivais, o grupo acaba de anunciar que o filme irá estrear nos cinemas em todo o mundo no dia 28 de outubro, em exibições por períodos limitados e, se possível, em salas que tenham a tela Imax. Vamos torcer para o filme vir pro Brasil…

Eis a capa do novo livro de Patti Smith

Bread of Angels será lançado no dia 4 de novembro deste ano e traz em sua capa uma foto tirada pelo eterno amigo Robert Mapplethorpe. Em sua newsletter, Patti conta que a foto saiu da mesma sessão que deu ao mundo a capa de seu quarto disco, Wave, lançado em 1979, quatro anos após iniciar sua carreira fonográfica com Horses, cuja capa também foi fotografada por Mapplethorpe no mesmíssimo quarto numa cobertura em Nova York. A data de lançamento não é aleatória e marca tanto o aniversário de Robert quanto a data da morte de outro personagem eterno na biografia da nossa guia, o marido Fred “Sonic” Smith. O livro deve sair por aqui no próximo semestre, pela mesma Companhia das Letras que lançou os outros livros dela.

Nova camada de sensibilidade

Ao revelar parte de seu próximo álbum num Ensaio Aberto conceitual que organizou nessa terça-feira no Centro da Terra, Sessa compartilhou outros segredos com o público que encheu o teatro na noite gelada. Dois destes foram contados logo ao início da apresentação quando, depois de tocar duas inéditas ao lado de Marcelo Cabral, Biel Basile e Ina, ele convidou para o palco a multiinstrumentista Lê Veras, que assumiu o piano da noite, abrindo uma nova camada na sonoridade em seu trabalho, que, outra revelação da noite, se chamará Pequena Vertigem de Amor. Ao lado dos quatro, mostrou algumas das novas músicas e como o casamento de seu violão com a bateria de Biel e o baixo elétrico de Cabral, com as teclas de Lê e da sempre belíssima voz de Ina deu uma nova sutileza, tornando ainda mais leve sua musicalidade. A segunda parte do show contou com músicas de seus dois primeiros discos, dentro dessa nova faixa de sensibilidade (fora o piano, que não esteve nessa metade), e Sessa encerrou a noite com a mais bela versão para sua “Gata Mágica”, com Cabral tocando seu instrumento com um arco de cello.

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