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Despedindo-se do Rastilho

Na semana passada, Kiko Dinucci apresentou seu terceiro disco solo, chamado de Medusa e previsto para agosto desse ano, no palco do Centro da Terra e, nesta quarta-feira, no Bona, começou o processo de despedida do disco anterior, o ótimo Rastilho, lançado há seis (!) anos e que funcionou não apenas como trilha sonora do pior período da pandemia em 2020 (abrindo novas camadas de leitura para um disco que, como disse o próprio durante o show, soa originalmente como um faroeste à brasileira) como consolidou a reputação de Kiko como um dos principais nomes da música brasileira contemporânea. E nestes shows de despedida ele escolheu tocá-lo sozinho ao violão, sem o coro das pastoras que o acompanhava nas versões ao vivo anteriores, enfatizando a natureza percussiva do instrumento, que também bebe na música brasileira instrumental dos anos 70. E no embalo do show que fez sobre Medusa há uma semana, aproveitou para comentar quase todas as canções, explicando os títulos, os contextos e a história do álbum, incluindo algumas músicas alheias ao trabalho no repertório. Entre elas, duas que evocam entidades que ele pode conviver, como Jards Macalé (puxando “Coração Bifurcado”, parceria dos dois) e Elza Soares (de quem cantou a sua “Pra Fuder”, antes de contar um causo que aumenta ainda mais a lenda de Mulher do Fim do Mundo). E depois de terminar o show com a retumbante faixa-título, puxou um bis instantâneo em que cantou sua antiga “Roda de Sampa” (da época do Bando Afromacarrônico) e a épica “São Jorge”, encerrando a noite com sua versão para “Ronda”, de Paulo Vanzolini. Bom demais.

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Músicas inéditas de Neil Young… compostas em 1963!

Neil Young manda notícias e avisa que em breve teremos mais um disco com sua atual banda, os Chrome Hearts, com quem já gravou um álbum (Talking to the Trees, do ano passado) e tem feito shows. Ainda sem título, o novo disco foi gravado rapidamente no estúdio Shangri-La de Rick Rubin em Los Angeles, nos EUA, e traz oito músicas, três delas que Young resgatou de seu próprio arquivo pessoal, compostas em 1963 – quando tocava com sua banda adolescente The Squires – e nunca lançadas! “Eu e os Chrome Hearts gravamos cinco músicas novas, quatro no primeiro dia e uma no segundo”, lembra no post que publicou em seu site, “E então as músicas acabaram, precisávamos de outras. Na manhã seguinte, acordei com uma música na cabeça e comecei a tocar. Fucei meus arquivos e descobri que ela era de 1963 e nunca tinha sido lançada. E tinha mais. Encontrei outras… igualmente não lançadas! Três músicas com mais de sessenta anos e outras cinco novinhas! Terminamos de mixar e fechar tudo em um mês, assim que virou a lua cheia, dia primeiro de abril. Foi rápido!”. Que beleza! E estamos falando de um cabra com 80 anos de idade, hein!

Courtney Love ♥ Geese

Courtney Love já vinha se aproximando do Geese há um tempo, primeiro dizendo que tinha curiosidade sobre a banda, para depois falar que estava começando a gostar até assumir que havia virado fã. Agora ela dá mais um passo nessa escalada ao gravar, ao lado da amiga Baby Queen, uma versão caseira para o hit “Au Pays Du Cocaine” da banda nova-iorquina. Se liga…

Assita abaixo:  

Gregg Foreman (1972-2026)

Fundador da clássica banda de pós-punk/garage rock dos anos 90 nos EUA Delta 72, o músico, DJ e jornalista Gregg Foreman foi encontrado morto em sua casa nesta terça-feira. Além de liderar sua banda entre 1994 e 2001, ele trabalhou com artistas como Steve Albini, Jello Biafra, James Williamson, Alan Vega, Bobby Gillespie e Mark Lanegan, além de ter dirigido a banda de Cat Power por um bom tempo e ter feito parte do Pink Mountaintops e do Gossip. Foi também DJ de mod e pós-punk e tinha uma festa na Filadélifia chamada The Turnaround, além de ter atuado como jornalista de música no final dos anos 90 e ter seu próprio programa de entrevistas no rádio chamado The Pharmacy. Um herói do underground dos EUA, amado por vários artistas e desconhecido do público em geral.

O Inferno do Boards of Canada

A espera terminou. Depois de teasers e pôsteres, a dupla escocesa preferiu ir direto ao ponto antes de começar uma caça ao tesouro como a que fez em 2013 antes de anunciar seu Tomorrow’s Harvest. O novo disco chama-se Inferno e será lançado no próximo dia 29 de maio. Não sabemos se haverá algum single ou clipe antes do lançamento nem se a “faixa 05” que eles liberaram esses dias é a quinta música do disco, “Father and Son”. Aliás, isso é uma das poucas coisas que sabemos sobre o álbum, sua capa e o nome das 18 músicas.

Veja abaixo:  

Massive Attack ♥ Tom Waits

Eis um trecho de “The Fly”, faixa falada por Tom Waits que virá no lado B da versão em vinil da recém-lançada colaboração do mestre com o grupo Massive Attack, “Boots to the Ground“.

Ouça abaixo:  

Chico Buarque: Até cubanos!

Em sua passagem por Cuba neste mês, 34 anos depois de sua última viagem à Havana, Chico Buarque foi saudado nas ruas e até deu uma palhinha ao cantar a “Pequeña Serenata Diurna” de seu compadre Sílvio Rodríguez nas ruas da capital caribenha. Que beleza!

Assista abaixo:  

Dez anos sem Prince

Exatamente dez anos depois da morte de Prince, o gênio ressurge com a balada “With This Tear”, a primeira de uma leva de faixas inéditas (incluindo um álbum completo) que serão lançadas para celebrar uma década sem um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos. Gravada em 1991 em seu próprio estúdio (o lendário Paisley Park), traz o próprio tocando todos os instrumentos, além de assinar a composição, os arranjos e a produção e foi oferecida por Prince para Celine Dion, que a gravou numa versão bem parecida (embora menos épica) em seu disco homônimo lançado em 1992.

Ouça abaixo:  

Morrissey > Patti Smith? Nem vem…

Saiu a escalação do festival do CBGB’s, celebrando a cultura que nasceu a partir do mitológico boteco nova-iorquino que forjou o conceito de punk no meio dos anos 70 que mais tarde seria difundido para o mundo pelas bandas inglesas no fim daquela década. Tem um monte de banda legal, entre gerações de diferentes herdeiros, entre sobreviventes de outras eras, bandas que nunca pararam de tocar, heróis de eras posteriores, bandas novíssimas, o tributo do Sleater-Kinney aos Ramones e até a filha do David Grohl. Mas mais do que a presença de Morrissey (será que ele vai?), me incomoda muito mais o fato de seu nome estar acima do de Patti Smith, matriarca dessa cena, a primeira artista da geração dos CBGB’s a lançar disco e que inspirou todos os artistas que vieram depois (inclusive o ex-vocalista dos Smiths, que hoje em dia não deve nem mencioná-la). Vacilo.

Weyes Blood está vindo…

Há um tempo sem dar notícia, Natalie Mering, nossa querida Weyes Blood, mandou um salve em sua conta do Instagram para falar do sumiço, anunciando disco novo em breve. “Caso vocês esteja pensando… Estive no estúdio… Esse demorou um pouco mais pra assar porque está… extradelicioso. Espero que estejam com fome…”, escreveu na legenda da série de fotos que tirou durante a gravação deste novo álbum, que foi gravado no clássico Electric Lady Studios em Nova York, única informação palpável sobre seu próximo trabalho inclusive na entrevista que deu para a revista Rolling Stone no dia em que revelou sobre sua volta. O novo disco ainda não tem título nem data de lançamento e será o sétimo álbum da cantora e compositora, além de ser o primeiro após o lançamento de And in the Darkness, Hearts Aglow, lançado no final de 2022, este mesmo sucessor do soberbo Titanic Rising, de 2019. De lá pra cá, além de um showzaço no Brasil em maio de 2023, sua única volta aos fonogramas aconteceu no ano passado, quando participou da trilha sonora do filme Marty Supreme, composta pelo produtor Oneohtrix Point Never. Pode vir, Natalie!