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Lá vem a Ariana Grande…

Ariana Grande está encerrando a turnê de seu disco Eternal Sunshine e acaba de anunciar o oitavo álbum, batizado apenas de Petal. Sem single nem clipe (pelo menos por enquanto), o disco já está em pré-venda e será lançado no dia 31 de julho. E que capa linda…

Charli XCX quer conversar

“Adoraria falar com você”, Charli XCX escreveu à mão num bilhete que publicou em suas redes sociais apontando para um formulário em seu site em que ela pede que o público mande perguntas sobre processo criativo logo após ter zerado seu feed no Instagram anunciando novidades em breve. Tô achando tão bom os artistas chamando o público para o site ou para newsletters em vez de ficar pescando-os ao bel prazer da ditadura do algoritmo… Como era no começo da internet, antes das redes sociais (que nem sociais são mais, já percebeu a quantidade de publicações que aparecem pra você de contas que você nem segue – e nem são de pessoas?).

Fecho clássico

O encerramento da temporada Abriu o Fuzz que Guilherme Held fez na última segunda-feira de abril no Centro da Terra, como nas segundas anteriores, foi completamente imprevisível, mas de uma forma muito particular. Ao receber Edgard Scandurra (que trouxe sua guitarra da Casio como arma secreta), a nova dupla preferiu trabalhar com trechos específicos de improvisos pautados por alguma regra do que simplesmente tornar a noite num extenso fluxo de consciência elétrica sem intervalo. A formalidade do maior guitar hero paulistano – ele mesmo um cátedro da história da música gravada na segunda metade do século passado – fez Held segurar os ímpetos e voar em céus pré-estabelecidos, mostrando que audição, disciplina e contenção são partes tão importantes na música improvisada quanto sair tocando como se não houvesse amanhã. Combinando algumas regrinhas nos intervalos (“blues…” ou “em si”, murmurava Ed, dando pistas dos rumos a seguir), os dois encerraram a noite improvisando sobre dois temas clássicos, um deles puxado pelo público, que exigiu o único bis da temporada, que encerrou com os dois circulando ao redor do andamento de “The Burn of the Midnight Lamp” de Jimi Hendrix e voltando ao palco para caminhar pelo deserto inóspito que Link Wray desenhou com a sequência de acordes de sua imortal “Rumble”. Um encerramento clássico para uma temporada de celebração a um instrumento clássico, que mais uma vez contou com o laser de Paulinho Fluxuz, mais geométrico que das outras noites.

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Nedra Talley Ross (1946-2026)

Nedra Talley Ross, última sobrevivente das Ronettes, o grupo pop de garotas que estabeleceu este formato, morreu neste domingo. Mesmo não tendo a fama que suas primas Veronica e Estelle Bennett conseguiram, ela foi quem mais resistiu à volta do grupo aos palcos, que foi tentada várias vezes depois que o trio encerrou suas atividades em 1966. Apadrinhadas pelo mago da produção pop do início dos anos 60 Phil Spector, elas têm um lugar na história da música gravada graças ao clássico “Be My Baby”, mas seu repertório é um dos mais sólidos daquela primeira fase da soul music. Nedra deixou a banda depois que Spector queria tornar Veronica – que se tornaria sua esposa e adotaria o nome artístico de Ronnie Spector, inspirando musas de todas as épocas desde Diana Ross a Amy Winehouse – e sua conversão para a religião a distanciou da música pop, trazendo-a para a música evangélica, onde gravou um disco e alguns singles em 1978. Ela só voltou a reunir-se com suas ex-companheiras de banda em duas ocasiões: ao mover um processo contra Phil Spector no início do século e ao ser entronizada no Rock and Roll Hall of Fame em 2007, quando foram apresentadas pelo rolling stone e fã Keith Richards. Estelle morreria dois anos depois e Ronnie morreria em 2022.

“Drop Dead” só na voz e violão

Na semana passada ela estava no Coachella dividindo vocais com a Addison Rae, na sexta agora ela tocou só com sua guitarra no The Echo em Los Angeles e chamou a Weyes Blood pra uma música inédita e no domingo ela apareceu num pequeno clube de microfone aberto da vizinhança hipster de Nova York para cantar seu novo single “Drop Dead” acompanhada apenas por uma guitarra. E assim, com um show no minúsculo Pete’s Candy Store em Williamsburg, Olivia Rodrigo vai aumentando a expectativa para seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love. Vai longe…

Assista abaixo:  

King Gizzard & The Lizard Wizard eletrônico!

“Álbum feito”, anunciou o grupo King Gizzard & The Lizard Wizard em sua conta no Instagram ao som de beats eletrônicos e com imagens de synths em fúria, o que indica que depois do soberbo e psicodélico delírio orquestral Phantom Island que lançaram no ano passado (um dos melhores de 2025, fácil), eles finalmente estão vindo aí com seu disco de techno! Em breve, online – com a exceção do Spotify, de onde o grupo tirou quase toda sua discografia no ano passado.

Assista abaixo:  

Hayley Willams no Brasil!

Oba lá vem ela! Hayley Willams acaba de anunciar que trará sua turnê The Hayley Williams Show para o Brasil no final do ano, quando se apresenta no Espaço Unimed no dia 12 de novembro, em São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos na semana que vem, mas ela já criou um site para os fãs se cadastrarem antes antes pra evitar ingressos falsificados – clique aqui para fazer a pré-inscrição.

Celebração no Dragão do Mar

Passei o fim de semana em Fortaleza, quando pude assistir ao festival de aniversário do centro cultural Dragão do Mar, um dos mais importantes do Brasil, que completa 27 anos que fez do grande evento um novo momento. O festival também aconteceu junto do 300º aniversário da capital cearense e do aniversário de 60 anos da secretária de cultura estadual, que gere o aparelho, e calhou também de ter como principal atração o show de lançamento do novo disco do Cidadão Instigado, que também fazia aniversário, com 30 anos de banda. Fernando Catatau trouxe ao palco uma formação novíssima de sua banda, incluindo os veteranos Dustan Gallas (baixo) e Clayton Martin (bateria), o baterista eletrônico Samuel Fraga (que vinha tocando nos shows solos de Fernando) e as novatas Anna Vis (sample, guitarra e vocais) e Rubi Assumpção (vocais e percussão) e tocou quase todas as músicas do recém-lançado álbum. O fato do show ter sido em Fortaleza trouxe uma carga emocional forte e o público que lotou a Praça Verde se jogou na apresentação, cantando tudo. A escolha de específicas músicas anteriores (como “Urubus”, ‘Contando Estrelas”, “Lá Fora Tem” e “Te Encontra Logo”, entre outras) ajudaram o público a entender ainda mais o salto do novo trabalho. O festival ainda contou com a primeira apresentação do recém-lançado novo disco de Buhr, Feixe de Fogo, que, como o Cidadão, priorizou as músicas novas (incluindo uma participação soberba de Moon Kenzo, que cantou “70 Cigarros” com Buhr e sua “Não é Carnaval”) e trouxe músicas dos dois discos anteriores (como “Pic Nic” e “Dragão”) para equilibrar a apresentação fulminante. O festival ainda teve o projeto Iracema Sounds, que trouxe novas vocalistas cearenses, como Ayla Lemos, Joana Lima, Zabeli, Di Ferreira e Mumutante (esta o destaque da apresentação). E entre os vários outros shows do festival, vale falar da apresentação da pernambucana Priscilla Senna, ex-vocalista da banda Musa do Calypso, que trouxe o hino da sofrência “Alvejante” para delírio do público que lotou o Dragão do Mar. Em breve falo mais.

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