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Lucinha Turnbull + Luiz Thunderbird: Thunder & Turnbull

Outra dívida pré-pandêmica: havia convidado a maestra e guitar heroine Lucinha Turnbull para apresentar-se no Centro da Terra há mais de dois anos, mas o coronavírus nos obrigou a adiar este encontro. Originalmente, o espetáculo teria outra formação e quando fui chamá-la para retomar os trabalhos, ela sugeriu a dobradinha que tem feito com o devoto Luiz Thunderbird num encontro de vozes e violões, com muita música e conversas sobre música. A apresentação Thunder & Turnbull acontece nesta terça-feira e começa pontualmente às 20h – e os ingressos podem ser comprados neste link.

Giancarlo Rufatto: Grandes Clichês, Grandes Hipérboles

O primeiro nome a subir no palco do Centro da Terra neste mês de setembro é outra dívida pendente desde 2020. Convidei o paranaense Giancarlo Rufatto para voltar a fazer shows no início daquele ano, quando ele ainda estava cogitando a possibilidade de voltar com uma banda, voltando a ensaiar coletivamente o que poderia ser o início de um novo disco. Aí aconteceu o que aconteceu e, recluso como todos naquele meio de semestre bizarro e ele começou a lançar suas Canções de Distanciamento Social, que o fizeram retomar os trabalhos artísticos de forma solitária. E é assim que ele finalmente chega ao palco do teatro, sozinho com sua guitarra, com apenas uma participação de um músico convidado em algumas músicas, mostrando seus Grandes Clichês, Grandes Hipérboles neste segunda-feira, a partir das 20h. Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos antecipadamente neste link.

Vida de Artista: Maurício Pereira

Programa novo no meu canal: em Vida de Artista, convido gente de todas as áreas artísticas a discutir a relação entre sua produção criativa e sua vida pessoal, como uma interfere na outra e como arte é um trabalho interminável. Começo pela música e conversando com o meu compadre Maurício Pereira, a quem convido dar uma volta no passado e comparar o mundo independente quando ele lançou-se como artista solo e da realidade atual, fazendo um balanço tanto de sua carreira quanto de como amadureceu pessoalmente neste período.

Assista aqui.  

O meteorito de Arthur Decloedt

“Eu não lembro bem quando foi a primeira vez que eu ouvi falar do Bendegó, mas em 2018 após o incêndio do Museu Nacional, eu ‘tropecei’ em um artigo de ciência na internet, meio pedagógico, bem simples na verdade, que contava a história do Bendegó desde o momento em que ele foi encontrado no interior da Bahia até a sua transferência ao Museu Nacional, e fiquei fascinado”, lembra o músico e compositor Arthur Decloedt, que está lançando um álbum dedicado ao mais famoso meteorito a cair em nosso território. “Logo depois li outro artigo sobre como a Imperatriz Leopoldina havia assinado a independência do Brasil 5 dias antes do 7 de setembro, no dia 2 de setembro, em seu Palácio Imperial, que veja só, veio a se tornar anos depois o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Foi ai que eu percebi essa coincidência absurda: o incêndio de 2018 do Museu Nacional ocorreu no mesmo dia 2 de setembro que a Imperatriz Leopoldina assinou a Independência do Brasil, exatamente no mesmo local. Imagine todo simbolismo desse fato histórico: uma personagem interessantíssima da nossa história, apelidada de ‘Imperatriz Cientista’, em grande parte esquecida por ser mulher, que assinou a independência do Brasil na mesma data do terrível incêndio, 196 anos depois. A presença insólita dessa gigante pedra extraterrestre no Museu falava por sí e naturalmente se tornou para mim central no que viria a ser esse álbum. Bendegó é um sobrevivente milenar que resistiu e segue resistindo a tudo, persistente em sua existência material e profundamente misterioso em relação a sua história. Quantos anos tem? Quando aterrissou no Brasil? Por quantos anos ainda existirá?” Arthur mostra a peça O Meteorito Bendegó, que será lançada nesta sexta-feira, em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

Ouça abaixo:  

Centro da Terra: Setembro de 2022

Entrou setembro e a programação deste mês no Centro da Terra vai para todos os lados que você possa imaginar. Começamos segunda que vem, dia 5, com a volta do paranaense Giancarlo Ruffato aos palcos depois de dois anos e meio de pandemia, seguido da dupla Luiz Thunderbird e Lucinha Turnbull, na véspera do feriado, dia 6. Na outra segunda, dia 12, começo a primeira temporada feita em parceria com um selo, no caso o paulistano Matraca Records. Tempo Presente reúne quatro novos artistas que o selo lançou neste 2022, cada um em uma segunda-feira. A primeira, dia 12, fica a cargo do guitarrista baiano Uiu Lopes, que mostra músicas de seu primeiro disco solo, que ainda sairá este ano. O mesmo acontece com o grupo paulistano Pelados, que, no dia 19, mostra músicas de seu próximo disco, reinventando o indie rock brasileiro. Depois, dia 26, vem Pedro Bienemann, que mostra as canções de seu EP Vulgo, finalizando a temporada no dia 3 de outubro, com um show da banda Lau e Eu. Na segunda terça-feira do mês, dia 13, é a vez de Bruno Schiavo desconstruir seu disco A Vida Só Começou, lançado em 2020, apresentando um espetáculo audiovisual ao redor do conceito do disco. No dia 20, a paulistana Ina começa a mostrar seu primeiro disco solo, Chão, que será lançado em breve. E, finalmente, dia 27, na última terça-feira do mês, Marina Marchi mostra suas composições solo e versões para outros artistas à frente de seu quarteto. Os ingressos já estão à venda e podem ser comprados neste link.

13 anos de Cultura Livre

Sou suspeito de falar porque a Roberta é comadre, mas o Cultura Livre é um dos principais incentivos à música brasileira contemporânea há mais de uma década, tanto que nem pestanejei quando ela me chamou pra discotecar na festa do décimo terceiro aniversário do programa, que acontece nesta quinta-feira, dia primeiro de setembro, no Bubu, restaurante que fica no estádio do Pacaembu. Melhor ainda que discoteco com outra comadre, a querida Bárbara Eugênia, e a farra começa cedinho – às 18h – e vai até à meia-noite. Não paga para entrar, só o que consumir. Vamo lá?

Eliminadorzinho: 666 Canções de Amor

Encerrando o mês de agosto no Centro da Terra, a banda paulistana Eliminadorzinho faz um balanço de sua carreira no espetáculo 666 Canções de Amor, nesta terça-feira, dia 30, quando visitam músicas de seus seis anos de carreira fonográfica, além de apresentarem músicas inéditas – sempre guiados por melodias doces e guitarras barulhentas. As portas do teatro abrem pontualmente às 20h e você pode antecipar seu ingresso através deste link.

Tudo Tanto #141: Natália Matos

Em mais um programa sobre música brasileira, desta vez converso com a Natália Matos sobre seu terceiro álbum, Sempre que Chover Lembra de Mim, que começou a ser produzido por Kassin antes da pandemia e só agora vê a luz do dia. Falo com ela sobre o processo de criação e produção do álbum, sobre como o período pandêmico refletiu-se nesta obra, e das dificuldades que um artista independente tem para emplacar seu próprio trabalho.

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Altos Massa: Por que não sabemos lidar com a perda?

Altos Massa segue bissexto e presencial e aproveitamos esse gancho para falarmos sobre o fim… Não do programa, mas de como lidamos com finais de ciclos, sejam eles profissionais, pessoais, afetivos ou… de vida. Além disso ainda comentamos um pouco sobre Sandman – que não terminamos – e deixamos o papo fluir livremente, para variar.

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Bom Saber #094: Ana Suy

A entrevista desta semana é com a psicanalista Ana Suy, que, como muitos de sua área durante a pandemia, conseguiu uma visibilidade maior para o seu trabalho graças à forma como vem contextualizando os traumas que estamos atravessando neste período (sejam eles ligados à Covid-19 ou não) e como temos nos relacionados uns com os outros neste período. Também converso com ela sobre o livro que ela lançou no começo do ano (A gente mira no amor e acerta na solidão) e sobre o próximo trabalho que deve lançar no início do ano que vem.

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