Trabalho Sujo - Home

Bom Saber #095: Duda Bolche

Em mais uma edição do meu programa de entrevistas, desta vez converso com a gaúcha Duda Bolche, que mora no Uruguai e trabalha com relações internacionais – e puxei-a para conversar sobre a ascensão das forças progressistas que está acontecendo na América Latina nos últimos anos muito por conta da hegemonia de extrema-direita que assola o planeta há mais de cinco anos. Falamos especificamente sobre a situação na América Latina à luz dos acontecimentos recentes na Bolívia, na Argentina e no Chile, sem deixar de falar no Brasil, que pode estar virando essa página neoliberal de sua história nestas eleições.

Assista aqui.  

Expandindo horizontes juntos


(Foto: Marcos Ramos Zenin)

Ao ser chamado para participar do projeto Instrumental Poesia, o poeta Caco Pontes convocou o grupo instrumental Projetonave – conhecido por já ter acompanhado alguns dos maiores nomes do rap brasileiro – para uma apresentação ao vivo em 2019, colaboração que já vinha cogitando há tempos. O encontro, que aconteceu no Sesc Avenida Paulista, fez a parceria se consolidar para além daquele único show e o grupo entrou em 2020 cogitando o disco em parceria que só agora vê a luz do dia. Órbita, que começou a ser gestado antes da pandemia começar, finalmente será lançado nesta sexta-feira e os caras toparam mostrar o disco em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. É um disco em que Pontes, com seu canto falado, abre novas portas de percepção para o grupo, que aproveita a deixa e abre referências musicais que vão do punk rock ao jazz, passando pelo trip hop e música nordestina, viagens asiáticas e africanas. O grupo lança o álbum ao vivo na outra sexta-feira, quando trazem o disco para o palco do Studio SP, com participações do rapper Sombra e abertura da poeta Mel Duarte.

Ouça aqui.  

Ina: A Um Passo do Chão

Ina é mais uma artista com quem estava conversando antes da pandemia se abater sobre nós sobre a possibilidade de fazer uma apresentação no Centro da Terra – ela estava finalizando seu primeiro disco solo e querendo experimentar possibilidades no palco. De lá pra cá, seu álbum ficou pronto – Chão deve ser lançado ainda este ano – e ela fechou o espetáculo em que mostra, pela primeira vez, seu disco no palco. Com direção musical de seu companheiro João Paulo Nascimento, que também toca violão no disco e no show, ela ainda conta com a rabeca de Bruno Menegatti, as percussões de Camilo Zorilla e o baixo de Bia França para invocar este disco antes mesmo de ele ter sido lançado nesta terça-feira. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Tudo Tanto #142: Black Pantera

Como todos os artistas brasileiros, o trio mineiro Black Pantera foi pego de surpresa com a chegada da pandemia e teve de suspender o lançamento de seu álbum Ascensão por mais de dois anos. Quando finalmente puderam lançar o disco, com sample de Elza Soares e forte teor de contestação política, o grupo pode mostrar para todo o Brasil sua colisão de heavy metal com hardcore ao dividir o palco do Rock in Rio ao lado do grupo pernanbucano Devotos, além de atravessar o país em uma turnê explosiva. Bati um papo com os três sobre este ano decisivo para o grupo.

Assista aqui.  

Esquadrinho: Beatriz Shiro

No meu programa sobre quadrinhos, desta vez converso com Beatriz Shiro, que ao mesmo tempo em que lança seu primeiro Ugrito sobre seus personagens Dawgz também prepara o primeiro álbum destes personagens e um curta de animação celebrando um dos grandes nomes do nosso modernismo. Ela também fala como se envolveu com quadrinhos e dá dicas para quem quiser se arriscar nesta carreira.

Assista aqui.  

Bruno Schiavo: Espumas, Ex-Peixinhos e Eu-Te-Amos

Nesta terça-feira, Bruno Schiavo tira um atraso de dois anos levando seu primeiro disco solo, A Vida Só Começou, para os palcos depois do lançamento, que aconteceu no fatídico março de 2020. Mas quando o convidei para apresentar-se no Centro da Terra, ele preferiu desconstruir o disco original em vez de simplesmente reproduzi-lo – e assim nasceu o espetáculo Espumas, Ex-Peixinhos e Eu-Te-Amos, em que ele apresenta uma versão audiovisual do disco ao lado de três novos colaboradores, a violoncelista Chica Barreta, o beatmaker e multiinstrumentista Batataboy e o produtor Bernardo Pacheco, que o ajudam a reencontrar suas canções originais a partir de outro ponto de vista. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link e o espetáculo começa pontualmente às 20h.

Matraca Records: Tempo Presente

O baiano Uiu Lopes é quem começa os trabalhos da temporada Tempo Presente, a primeira em que um selo, no caso, o Matraca Records, realiza por quatro segundas-feiras no Centro da Terra. Uiu está prestes a lançar seu primeiro disco solo e passeia por diferentes fases da sua carreira, convidando inclusive alguns artistas com quem colabora para participações surpresa (quem conhece, já sabe), entre eles o cantor e compositor César Lacerda. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link. E na próxima segunda quem se apresenta é a banda Pelados.

DM: Do bar às nuvens

Dessa vez sou eu quem começo despejando a verborragia, fazendo Dodô ouvir minha lenta readmissão à boemia dos botecos que eu havia há quase duas décadas e que esse momento pós-pandemia está me trazendo de volta. Aproveitamos para falar do nosso encontro com Milton Nascimento e o significado deste nome para nossa cultura, além de mergulhar no volátil e genial novo filme de Jordan Peele, Nope.

Assista aqui.  

Todo Mundo Quer Mandar no Mundo: Proibicionismo e a história da guerra às drogas

Primeiro programa com um convidado, eu e Tomaz Paoliello recebemos o professor Paulo Pereira, colega de Tomaz no Departamento de Relações Internacionais da PUC de São Paulo, para conversar sobre o assunto de sua especialização: a questão sobre como governos do mundo todo lidam com o tema das drogas. Mas para contextualizar, optamos por voltar no tempo, às raízes do proibicionismo contemporâneo, para entender como ele deu origem à infame guerra às drogas, que tem desdobramentos muito mais complexos do que a simples forma como as pessoas expandem sua consciência e a relação deste direito com a repressão estatal.

Assista aqui.