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Dibuk: Uivo

Satisfação receber nesta terça-feira, o projeto Dibuk, idealizado pela cantora, compositora e artista sonora Lea Taragona, que exercita canções que deverão estar em seu terceiro disco. Como ela mesma explica, o espetáculo Uivo traz canções de ninar ruínas, cantigas de roda e folk livre minimalista em que ela entrelaça voz, violão, eletrônica e palavra. Influenciada por Svitlana Nianio, Öldrich Janota, Walter Franco e Brannten Schnüre ela apresenta-se ao lado de Elke Lamers (baixo), Vitor Wutzki (violoncelo) e Guilherme Paz (bateria). O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Magdalena Bay 2025: “I fall in love just to hurt myself”

Autores de um dos melhores discos do ano passado, a dupla Magdalena Bay acaba de soltar um teaser sobre seu próximo lançamento, o single “Second Sleep”, que eles tocaram ao vivo no início deste semestre. Embora tenham anunciado uma versão em vídeo para o excelente Imaginal Disk, já reforçaram que não irão lançar uma versão deluxe do disco, o que leva a crer que o novo single pode ser o primeiro de um novo álbum (ou apenas um teaser para mais um dos minimixes que eles costumam lançar de vez em quando). A música é ótima e a data de lançamento foi marcada para essa sexta-feira e só pelo teaser dá pra ver mantiveram o nível do disco anterior (veja abaixo, junto com a capa do single):  

Chappell Roan ♥ Nancy Wilson

Desde o ano passado Chappell Roan vem incluindo a clássica “Barracuda”, do grupo Heart, em seus setlists, mas neste domingo, quando tocou no Forrest Hills Stadium em Nova York, ela teve uma participação especial digna dos shows da Dua Lipa, quando convidou a guitarrista do grupo original, Nancy Wilson, para tocar um dos riffs mais memoráveis de sua carreira. Ficou foda.

Assista abaixo:  

Bravo, João Barisbe!

João Barisbe terminou em grande estilo sua temporada Turismo Inventado no Centro da Terra, quando trouxe músicos que participaram de outras apresentações reunidos em uma mesma pequena orquestra para visitar as canções que apresentou nestas quatro segundas-feiras. O clima desta última noite, que teve lotação esgotada, foi ainda mais suntuosa que os outros concertos e além de reunir Thais Ribeiro, Guizado, Helena Cruz, Filipe Nader, Biel Basile, Beto Angerosa, Gabriel Milliet, Pedro Abujamra e Loreta Colucci, encerrou a leva de shows com sua épica “Cometa Javali’, que funcionou como música-tema da temporada, com a última vocalista elevando ainda mais o volume e o nível de tudo, para deleite do público. Obrigado João, foi maravilhoso!

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Dua Lipa ♥ Alicia Keys, Blondie, Chic e Lenny Kravitz

Quatro noites em Nova York e quatro homenagens à música da cidade e à própria biografia. Assim Dua Lipa celebrou sua passagem pelo Madison Square Garden quando, na quarta-feira, abriu a série de tributos à cidade ao resgatar um vídeo de quando ela ainda era adolescente e cantava “No One”, de Alicia Keys, música escolhida para iniciar as homenagens à cidade. Na quinta-feira foi a vez de saudar a cena punk e new wave da cidade ao pinçar “One Way or Another” do Blondie como escolha da noite. Depois, no sábado, ela teve a presença de um dos homenageados ao convidar o mestre Nile Rodgers para tocar “Le Freak”, maior clássico disco de sua banda Chic, e no dia seguinte chamou ninguém menos que Lenny Kravitz para dividir o palco em sua melhor canção, a balada irresistível “It Ain’t Over ‘til It’s Over”. Veja os vídeos abaixo:  

Ozzy vai fazer você chorar…

Eis o trailer de Ozzy Osbourne: No Escape From Now, o documentário que relata os últimos seis anos do vocalista fundador do Black Sabbath. Dirigido por Tania Alexander, o documentário começou como o registro de turnê de despedida antes da pandemia, que teve de ser interrompida em 2019 após Ozzy ter sofrido uma queda. O acidente trouxe uma série de questões de saúde à tona, tornando-o infeliz e insatisfeito com a vida até que sua esposa Sharon Osbourne propôs que ele fizesse um concerto para despedir-se dos fãs, seu principal arrependimento, além de ter largado os palcos. O filme então conta como Ozzy superou a barra de sua péssima saúde com a ajuda da família e retomou a vontade de viver a partir da realização do espetáculo Back to the Beginning, último adeus do vocalista e de sua banda com a formação original, que aconteceu em sua cidade–natal em julho deste ano, além de mostrar seus encontros com grandes nomes do metal que apresentaram-se no evento para celebrar sua importância até sua morte – previsível mas inesperada – no dia 22 de julho deste ano. O documentário deverá estrear no dia 7 de outubro no canal de streaming Paramount+, mas bem que podia ir para os cinemas para ampliar a catarse – e o luto – coletivo.

Assista abaixo:  

MGMT ♥ Charlatans

Entre os vários revivals noventistas que estamos assistindo neste 2025, vale pinçar a volta dos Charlatans, que lançaram o ótimo single “We Are Love” para marcar o anúncio do lançamento do disco de mesmo nome que irão lançar no final de outubro, o primeiro disco do grupo inglês desde Different Ways, de 2017. Agora eles reforçam a mesma canção em um remix feito pelo MGMT que, como todo bom remix deveria fazer, abre novas possibilidades sonoras a partir da canção original – que marca uma produção inédita entre o clássico Stephen Street e o moderno Dev Hynes -, quando a dupla norte-americana estica o single em oito minutos, reforçando a natureza da psicodelia indie-dance típica do grupo em seus primeiros anos. Bem bom.

Ouça abaixo:  

Sonny Curtis (1937-2025)

Um coadjuvante de luxo do rock dos anos 50, Sonny Curtis, que morreu nesta sexta-feira, após complicações com uma pneumonia, foi o primeiro parceiro musical de Buddy Holly e era um dos Crickets que acompanharam o ás da canção da era do rock, que morreu tragicamente aos 23 anos. Curtis e os companheiros de Buddy seguiram com um grupo e em seu primeiro álbum, lançado em 1960, em que trouxeram dois clássicos escritos pelo guitarrista: “Walk RIght Back”, que tornou-se um sucesso antes da gravação dos Crickets pois o baterista da banda, Jerry Allison, havia sugerido-a para os Everly Brothers, com quem ele também tocava, e “I Fought the Law”, hino de rebeldia roqueira que foi regravado por gente tão diferente quanto Roy Orbison, Tom Petty, Bruce Springsteen, Dead Kennedys e, claro, o Clash. Curtis alternou sua carreira solo com reuniões recorrentes dos Crickets, mas acertou mais uma vez na mosca quando foi incumbido de compor a música-tema para o novo seriado estrelado por Mary Tyler Moore nos anos 70 – e a irresistível “Love is All Around” certamente pagava boa parte de suas contas até sua morte.

Juntos pela Palestina – Brian Eno reúne dezenas de artistas e ativistas para mudar a opinião pública sobre o genocídio palestino

O evento Together for Palestine, que aconteceu na quarta passada no estádio de Wembley, na capital inglesa, e foi idealizado por Brian Eno, é mais um passo importante em relação à popularização a uma das pautas mais importantes do mundo hoje: o genocídio palestino promovido pelo governo de Israel. Ciente de seu papel como agitador cultural, Eno reuniu artistas que não tiveram pudor em colocar seu nome para apoiar a causa palestina, reunindo-os com outros tantos ativistas em um evento que durou quatro horas e arrecadou dois milhões de libras inglesas (quase 15 milhões de reais) para o povo que sofre diariamente com os ataques do governo de Israel. O evento reuniu atrações musicais e discursos de atores, ativistas, poetas, escritores e pesquisadores de diferentes lugares do mundo para protestar juntos contra a tragédia que está destruindo todo um povo. Desde os Gorillaz de Damon Albarn, que trouxe Yasiin Bey (o Mos Def) e o sírio Omar Souleyman ao vídeo enviado pelo Portishead, nomes como Pink Pantheress, King Krule, Paul Weller, Hot Chip, Jamie Xx, Celeste e Neneh Cherry, que cantou com Greentea Peng, além dos atores Benedict Cumberbatch, Florence Pugh, Guy Pearce, Riz Ahmed, Ramy Youssef e nomes conhecidos por seus posicionamentos políticos como o jogador de futebol Eric Cantona e os ativistas Francesca Albanese e Ben Jamal, além do próprio Eno e vários outros, ajudaram a ampliar uma discussão, que ainda este ano, era considerada tabu e fez artistas inclusive serem expulsos ou terem apresentações canceladas por assumirem essa postura – o trio irlandês Kneecap é o caso mais emblemático, mas há vários outros. Aos poucos a arte muda a paisagem política do mundo, mas é preciso que alguém comece…

O filme do Depeche Mode virá aos cinemas brasileiros!

Teremos Depeche Mode nas telonas brasileiras, inclusive em telas Imax. Seguindo uma tendência cada vez mais forte entre shows e cinema, o documentário-concerto do decano grupo inglês pai do tecnopop filmado na Cidade do México entre os dias 21, 23 e 25 de setembro de 2023, no início da turnê Memento Mori, logo após o grupo se recuperar da morte do tecladista e fundador Andy Fletcher em 2022. Batizado apenas com a letra maiúscula que dá graças à turnê, M, o filme dirigido pelo mexicano Fernando Frias, registra a devoção do público local à banda, quando seus fundadores Dave Gahan e Martin Gore desfilam o enorme rosário de sucessos do grupo em uma apresentação em larga escala. O filme estreia mundialmente em salas de cinema em todo o mundo no dia 28 de outubro e estará em salas em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Guarulhos, Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto (e nada de Rio de Janeiro, Goiânia, Floripa, Natal, Belém e outras capitais, pelo menos por enquanto), segundo o próprio site do filme. Há sessões no dia 28 e 30 do mesmo mês e os quase todas já estão com ingressos à venda, se liguem. E assista ao trailer abaixo: