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Irmão Victor: 10 Anos de Passos Simples Para Transformar Gelatina Em Um Monstro

Imenso prazer de encerrar a safra de espetáculos de música no Centro da Terra este mês com a comemoração dos dez anos do primeiro disco do gaúcho Marco A. Benvegnú, que traz seu Passos Simples Para Transformar Gelatina Em Um Monstro para o palco do teatro com grande elenco. Equilibrando-se entre a psicodelia, o humor e a melancolia característicos do rock do Rio Grande do Sul com elementos extra como jazz de mentira, valsas e absurdo, o disco acompanhou sua mudança de Passo Fundo, no interior daquele estado, para a capital Porto Alegre. Nesta apresentação, ele conta com uma banda cheia de luminares da nova cena paulistana, como o baterista Theo Ceccato, a vocalista Manu Julian e o guitarrista Thales Castanheira, além da participação de Vicente Barroso (baixo), Jorge Zahar (clarone), Simone Julian (saxofone) e Max Huszar (vocais). O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda pelo site do Centro da Terra.

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Olivia Rodrigo virou Lego

Era inevitável: quando um artista chega a um determinado nível de fama acaba chegando à sua versão Lego e isso acaba de acontecer com Olivia Rodrigo, que viu-se transformada em cinco conjuntos de tijolos de plástico montáveis a partir de momentos de sua discografia. Os conjuntos começam a ser vendidos a partir do dia primeiro de agosto, mas a pré-venda já está aberta no site da empresa dinamarquesa.

Obsession é redondinho

Como seu dupla Backrooms, o filme Obsession também cumpre o que promete de forma brilhante. Filme de terror feito por um YouTuber por menos de um milhão de dólares, é uma pequena aula de cinema e um calaboca gigantesco em que associa sucesso com superprodução e qualidade com quantidade. Assista-o no cinema sabendo o mínimo possível sobre o filme, que só aumenta o hype (justificadamente) a cada semana. E Inde Navarrette está inacreditável…

Eis a D’Leesa

Olha essa sonzeira chamada “Healer” que a novíssima D’Leesa acabou de soltar…

Ouça abaixo:  

A fantástica Jocy de Oliveira vence o In Edit 2026

Muito honrado de ter sido convidado para o júri desta edição do festival de documentários In Edit, quando participei da comissão julgadora ao lado do cineasta Joel Zito Araújo e da produtora executiva da Casa de Cinema de Porto Alegre Nora Goulart, e muito feliz de termos escolhido o espetacular Universo Circular, que o diretor Dácio Pinheiro fez sobre a maga Jocy de Oliveira, uma das pessoas mais importantes da música brasileira do século passado (e além, pois ela segue viva e em ação), que não é tão conhecida ou reconhecida por ser pioneira da música eletrônica e provocadora da música erudita contemporânea. Além de termos escolhido este filme como o melhor do festival, ainda demos menção honrosa para o fantástico Vivo 76, em que Lírio Ferreira conta como Alceu Valença encontrou seu rumo artístico ao conhecer o cerne da psicodelia pernambucana na gravação de um disco ao vivo, e demos destaque para o urgente Entre o Sucesso e a Lama, de Cristiano Burlan, que funciona como alerta para o fascismo institucional que ainda paira sobre a cultura do Brasil desta década. Muito filme bom! Abaixo, o texto que fizemos para os filmes selecionados desta edição e o trailer do filme vencedor, que foi reexibido neste domingo em sessão lotada na Cinemateca:  

Wilco ♥ Bob James

Outra do Solid Sound, o festival que o Wilco realizou neste fim de semana, quando o tecladista da banda, Mikael Jorgensen, no meio de sua apresentação solo chamou um ilustre convidado para dividir o palco: ninguém menos que seu ídolo Bob James, lendário tecladista de jazz, fundador da banda Fourplay, um dos nomes mais sampleados da história do hip hop e mais conhecido como o autor de “Angela”, tema da série Taxi – música que foi a base para o improviso dos dois quando Jorgensen o recebeu em sua apresentação.

Assista abaixo:  

A volta de Jello Biafra!

Este fim de semana também viu a realização do Tentacle Fest!, festival anual da clássica gravadora de hardcore experimental californiana Alternative Tentacles e a boa notícia foi que, seu mentor e idealizador, o eterno dead kennedy Jello Biafra, subiu ao palco do Great American Music Hall em São Francisco, nos EUA, neste sábado, para acompanhar a banda Wheelchair Sports Camp na música “Make It Make It Sense”, marcando a primeira vez que o mestre da cena faça-você-mesmo dos EUA reaparece em público após o derrame que ele havia sofrido em março. Bom saber que Jello está bem – e na ativa!

Assista abaixo:  

Wilco ♥ Gang of Four

Ainda no Solid Sound, o capitão do Wilco não poderia deixar escapar a oportunidade de tocar com seus ídolos do Gang of Four e num dado momento da nova versão da banda – que agora conta com os fundadores Jon King e Hugo Burnham e os novatos Gail Greenwood (sim, aquela que tocou no L7 e no Belly) e Ted Leo -, Jeff Tweedy subiu no palco para rugir sua guitarra em “Anthrax”, num belo tributo ao saudoso Andy Gill…

Assista abaixo:  

O raio X de Virgin da Lorde

Lorde comemorou um ano de seu Virgin disponibilizando 49 demos e versões alternativas (além de fotos aleatórias do período de gravação) em um site chamado XRAYS, prometendo inclusive lançar estas novas gravações em um novo formato digital. Ela aproveitou o aniversário do disco para falar sobre o processo de gravação do álbum, que não pode traduzir em palavras à época do lançamento, e como ele mexeu com sua vida num longo texto em sua newsletter. “Eu usava um jeans masculino e um moletom preto com capuz e zíper todos os dias, não importava o clima”, escreveu a cantora neozelandesa. “Minhas espinhas formavam uma barba espessa que descia pelo pescoço, eu me sentia monstruosa e sagrada (…) Concentrei-me em cantar para mim mesma da maneira como precisava que cantassem para mim. Aos poucos, fui dando música e palavras a histórias antigas que eu tinha medo de contar. As expulsei de dentro de mim e me senti mais leve. Viver nessas canções teve um efeito de encantamento. Senti-me mudar. O disco Brat surgiu, um sistema climático de ousadia e fragilidade. Minha fase incipiente tornou-se, de repente e de forma impactante, algo externo. Tive de encarar de verdade as minhas questões e manter-me aberta. Charli me manteve por perto e me deu a medida certa de espaço — isso exige carinho de verdade. Minha fé na música como tecnologia social foi restaurada. Nas festas e festivais, eu fumava, cantava e me sentia parte da raça humana.” Leia abaixo a íntegra do texto sobre o disco, que também pode ser ouvido a seguir:  

Bad Bunny ♥ Gorillaz

Depois de receber um mar de convidados no show dos Gorillaz no fim de semana passado, foi a vez do homem gorillaz Damon Albarn ser convidado para o show que o portorriquenho Bad Bunny fez neste sábado no mesmo estádio Tottenham Hotspur em Londres que a banda de desenho animado do líder do Blur lotou na semana passada. E além de cantarem juntos a faixa “Tormenta” que teve a participação de Benito no disco Cracker Island que os Gorillaz lançaram em 2023, os dois se juntaram para cantar o que o MC chamou de “minha música favorita de todos os tempos”, o reggae “Clint Eastwood”.

Assista abaixo: