Um esteta cinematográfico, Wes Anderson nunca escondeu sua bibliofilia – e este vídeo reúne alguns exemplos de sua paixão por livros espalhadas por seus filmes, seja pela linguagem escrita ou pelo objeto livro em si.
Tá servido?
Enquanto a era do CD vintage não chega – ou se você tiver pilhas de CD-Rs que não funcionam mais -, eis que seus velhos discos prateados podem se tornar munição pra essa arma.
Já falei que, como parte das reedições dos discos da dupla francesa Air, virão uma série de extras em cada novo lançamento – e o primeiro deles, da trilha sonora do filme Virgens Suicidas, de Sophia Coppola, inclui uma versão ao vivo para a íntegra do disco, num show que os dois fizeram em Los Angeles, no ano 2000. Segue um trechinho:
Vi no Stereogum.
O encontro de Kurt Cobain com o núcleo-duro do indie carioca em 1993 já é material de lenda e pode ter implicações ainda não rastreadas para a cena independente brasileira. Dodô foi mais do que um dos que estavam lá e foi o agente do próprio encontro, como lembra mais uma vez, esta motivada pelo documentário sobre Kurt Cobain, Montage of Heck, que eu também ainda não assisti, mas por motivos bem diferentes dos dele:
Eu posso até me matar. Mas se eu me matar, vou me tornar um produto ainda mais interessante para essa indústria escrota. – comentou Kurt Cobain na tarde em que passamos conversando no Rio de Janeiro.
O ano era 1993. Encontrei com o vocalista do Nirvana na final da manhã, na saída do palco do extinto festival Hollywood Rock. A banda havia acabado de fazer a passagem de som.
Ele olhou para o meu crachá de imprensa (na época eu produzia e apresentava um programa semanal de rock alternativo na rádio Fluminense FM) e fez cara feia. Abaixei minha câmera, tirei meu crachá e disse:
– Cara, eu não quero te entrevistar não. Só quero bater um papo contigo sobre música, fanzines (jornais feitos à mão e copiados em máquinas de xerox) pedais de guitarra.
Estava sendo sincero. Por mais que eu tivesse certeza que perderia meu emprego e minha reputação como jornalista ao não entrevistar o maior astro pop do mundo na época, o que me interessava naquele tempo era mesmo música, fanzines (que não deixa de ser jornalismo), e sons de pedais de guitarra.
Coisas como reputação, carreira, dinheiro, fama, não me interessavam.
Sim, eu já fui uma pessoa mais estúpida.
Sim, eu já fui uma pessoa melhor.
Talvez por isso, Kurt Cobain respondeu, de forma muito desencanada:
– Vamos.
Desde então, “vamos”, o leitor desta coluna já sabe, é minha palavra favorita.
Kurt Cobain era um adolescente. Já tinha tinha 26 anos (eu tinha 21) mas, afetivamente, tinha 15 anos. Não fez objeções para que eu levasse para o bate papo, no hotel Intercontinental, meia dúzia de amigos. Adorou a confusão que isso causou com o esquema de segurança da banda.
Ele continua o relato, que explica não ter assistido ao filme, em sua coluna no G1.
Nem lembro direito quando conheci a Babee – lembro que ela ainda era tímida, gordinha, baixinha, andava toda encolhida e usava óculos – mas com certeza foi aqui em São Paulo. Dois candangos expatriados na ainda cinzenta metrópole que gostavam de músicas que a maioria das pessoas nem conhecia – algumas conexões hoje óbvias foram sendo criadas, tanto que quando a chamei pra discotecar comigo numa das primeiras Noites Trabalho Sujo sabia que ela podia me ajudar a fazer a festa a crescer e que poderia deixá-la mais próxima – o que é um prazer especial de fazer as NTS (a convivência com esses três ♥). Hoje ela se despede das Noites Trabalho Sujo sem rumo certo em relação à festas, mas fecha mais um ciclo que inclui a volta de seu blog Boo Moster Bop, casa de um dos meus podcasts favoritos, o Boombop Shuffle, para o Fubap (com o fim dOEsquema), a pausa na festa De Puta a Madre e sua nova fase artista plástica – ela também faz altas colagens pra quem não sabe. E explica melhor:
“Logo que pausei a produção da festa De Puta a Madre, em que produzia e tocava, ganhei mais tempo para pensar em novos projetos pessoais, no trabalho de colagem e comecei a produzir e experimentar muito mais. Sair da NTS é o próximo passo para que eu possa me dedicar de verdade e tentar fazer uma coisa de cada vez, hehe”, ela ri, mas é sério – e aos poucos ela está fazendo ilustras (quem quiser chamá-la pra frilas, é so dar um alô) e vendendo prints de suas ilustrações em eventos pela cidade.
“Comecei porque queria fazer algo com as mãos, ficar um pouco mais offline e tinha um monte de revista velha em casa. Fui lendo sobre Surrealismo/Dada/Colagens – que já me interessava bastante -, conversando com amigos – principalmente o Laurindo mestre -, mostrando uma colagem aqui e ali e geral me incentivou bastante. Daí rolou exposição, convites pra trabalhos legais, para participar de feirinhas independentes e muitos contatos com gente talentosa. Agora estou criando um site pra expor todos os trabalhos (uso o flickr e não tem nem metade do que produzi) já com uma lojinha pra vender alguns prints e originais.” O site é esse e alguns exemplos vêm a seguir, dá uma sacada no nível.
A nova fase também muda a pegada do blog: “Muda o ritmo. Ainda estou organizando a casa mas a ideia é produzir mais conteúdo, resenhar discos/faixas/EPs/shows e fazer cada vez mais mixtapes”, conta. “2015 tem sido um grande ano, na real. Me surpreendo diariamente com as mudanças e isso tem deixado a minha vida muito mais interessante e divertida. A minha trilha sonora desse ano – até agora – é Acessórios Essenciais – do Rio – e Ava Rocha. Tenho lido bastante sobre os Beats e sobre a história de Laurel Canyon.”
Por isso não perca a oportunidade de dar um beijo na Babee hoje à noite, porque a festa vai ser muito especial. E – spoiler – ela já escolheu a música da despedida:
Uma conclusão inusitada a partir do filme que a Pixar lançou este ano, DivertidaMente.
Vi aqui.
O Bixiga 70 participou do Ensaio da TV Cultura na semana passada e no vídeo abaixo, o broder Maurício Fleury explica a mítica por trás do quartel-general do “tenteto”, o estúdio Traquitana.
Depois de mostrar duas músicas de seu novo disco (“Bang That” e “Holding On“), a dupla inglesa Disclosure mostra que seu novo trabalho pode ir para além das pistas, incluindo um… filme? É o que indica a novidade da dupla da semana, um trailer em espanhol que mistura tropas do governo e rebeldes que se tatuam com imagem do felino africano que batiza o novo disco, chamado de Caracal.
Há um início de renascença psicodélica em formação na nova música brasileira e dois de seus principais expoentes dividem o palco neste fim de semana no Auditório Ibirapuera. Os goianos dos Boogarins encontram-se com os paulistanos d’O Terno nessa sexta e sábado e em cada dia uma banda abre para a outra – correndo o risco de rolar um encontro das duas ao mesmo tempo no palco, no final. A produção do show liberou um par de ingressos para cada um dos dias pra sortear aqui no Trabalho Sujo. Pra concorrer, basta dizer qual música as duas bandas deveriam tocar juntas (uma d’O Terno? Uma dos Boogarins? Um cover?) e explicar o porquê da escolha aí na área de comentários deste post. Não esqueça de dizer que dia você prefere ir ao show e deixar seu email. O resultado sai no início da tarde de sexta. Os ingressos custam R$ 20 (R$ 10 a meia) e os shows começam pontualmente às 21h.
















