
(Foto: Gabriela Luiza Bernal/Divulgação)
Os Pelados estão vindo! Um dos principais novos grupos indies de São Paulo já marcou a data de lançamento de seu terceiro disco, que se chamará apenas Contato e verá a luz do dia no próximo dia 21 – isso mesmo, deste mês! Nesta terça-feira eles começaram uma contagem regressiva em que anunciam o nome das músicas (com títulos como “Planeta Oxxo”, “Não Sei Fazer Refrão”, “WhatsApp 2”, “Boy, So Confusing (Lauiz e Doutor Smirnoff enfrentam seus fantasmas no planeta XCX)”, “Star Trek: O Primeiro Contato” e “Instruções para Descongelar Gilberto Gil no Espaço”), além de fazer referências de Luka Modrić (quem conhece sabe), Alpha Zero e Stockfish, reforçando não apenas a natureza pop do próximo disco como esse inusitado pé na ficção científica – além de oficializar duas participações especiais, Felipe Vaqueiro (o vocalista dos Tangolo Mangos) e Tom Caffé (que também toca na Fernê, outra banda do Theo e da Manu – aliás, tá na hora daquele show anual, hein…).
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“Quanto mais escura a noite, mais claro fica o que tem por dentro.” Rita Oliva atravessou a metade de sua temporada Em Brisas nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando pela primeira vez deixou sua persona Papisa ser levada para o território do texto falado, entregando-se à poesia guiada pelo poeta Bobby Baq, único convidado desta noite. Além do texto – que incluía com poemas de Marina Colasanti, Clarice Lispector, Yoko Ono e obras dos dois -, Papisa ainda tocou guitarra, teclados e disparou samples, citando Lulu Santos, Sidney Magal e Radiohead e suas próprias canções, entre inéditas e desenterradas, dividindo a apresentação, que usava a água como fio condutor, em quatro partes e conversando com o público entre essas partes – abrindo, inclusive uma roda de sonho em pleno teatro. Foi sua noite mais experimental, em que o encontro da música com a poesia abriu portas para o ocultismo e a psicanálise.
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Ouviram a versão que a Duda Beat fez pra “Foimal” dos Boogarins? Ela soa meio alienígena dentro do (bom) EP Esse Delírio – Volume 1 que ela lançou nesta quinta-feira, mas – tirando a voz – é completamente familiar para o público da banda goiana, uma vez que ela basicamente substituiu a voz do Dinho pela sua, praticamente assumindo um karaokê indie pessoal no meio de um disco dance bem interessante. É quase o movimento inverso que Kevin Parker fez com seu Tame Impala há dez anos, quando gravou uma versão idêntica à última faixa do disco mais recente de Rihanna, transformando “Same Ol’ Mistakes” em “New Person, Same Old Mistakes” mudando apenas o timbre vocal da canção.
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A força vital de Marcela Lucatelli é o motor do espetáculo Necromancy, que ela apresentou ao lado dos comparsas escandinavos Lars Bech Pilgaard e Ole Mofjell, convidando Marcelo Cabral para integrar-se ao grupo na sessão de improviso no Centro da Terra a partir de temas pré–estabelecidos pelo trio em registros anteriores. Mas por mais que o instrumental acompanhe a avalanche ruidosa que a vocalista transforma em presença física, eles não chegam aos limites explorados por Marcela e trabalham dentro de gêneros bem definidos, em vez de demolir tais barreiras instrumentais. Cabe à vocalista buscar as fronteiras da noite, expandindo sua voz para os limites do corpo, tanto ao testar seu timbre de forma extrema quanto na performance de se atirar no palco – e do palco – por vezes literalmente. Arrasa quarteirão.
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Mais uma vez recebemos no palco do Centro da Terra a inclassificável vocalista Marcela Lucatelli, que volta ao Brasil desta vez com um de seus projetos escandinavos – o trio Necromancy, que criou quando morava em Copenhagen ao lado do dinamarquês Lars Bech Pilgaard (que toca guitarra e teclados) e do norueguês Ole Mofjell (que toca bateria) e a ajuda expandir a atmosfera maximalista e ritualística de suas apresentações. Entre o free jazz, o ambient, o improviso e noise, os três recebem o baixista Marcelo Cabral para deixar a noite ainda mais intensa. O espetáculo começa sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Não é mais uma questão se há uma nova cena indie de bandas brasileiras nesta década, o volume de novos trabalhos fala por si. O mais interessante é notar que, ao contrário das cenas anteriores, quase sempre inspiradas por movimentações locais em que determinada cidade produzia uma nova safra de artista, inspirando outros em outros lugares, desta vez o ímpeto pós-pandêmico fez nascer bandas em todos os lugares do Brasil, cenas locais pequenas que se conectam estética e politicamente a partir da ubiquidade da internet, algo que era uma utopia no século passado e foi atropelada pela máquina de cliques que se tornou a rede na era do streaming e das redes sociais. A nova geração de artistas surge de vários lugares, quase sempre em grupo por gostarem de tocar junto e cada nova banda sempre puxa outras conexões. É o caso da ótima Ultraleve, de Ponta Grossa, no interior do Paraná, cuja conexão com os recém-acontecidos Hoovaranas (trio psicodélico instrumental que pouco a pouco vai tornando-se mais reconhecido) os coloca no holofote da vez, já que o grupo conta com dois hoovaranas na formação: o guitarrista Rehael Martins e o baterista Eric Santana. Só que aqui a psicodelia tem uma doçura e uma lentidão que os transforma em um grupo shoegaze, que ainda conta com a vocalista Mirella Keitel, o guitarrista Adryan Rosa e o baixista Keith Liam na formação. “Ultraleve nasceu no fim de 2024, sem planos nem pretensão — só a necessidade de transformar sentimentos em som. Era um jeito de respirar, de lidar com o que a gente carregava por dentro”, explica Rehael, quase hippie. “E, sem perceber, compusemos músicas que diziam mais do que imaginávamos. Decidimos então reunir essas emoções no nosso primeiro álbum.” O disco deve ser lançado em setembro e o grupo antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo seu segundo single, “Recomeçar”, que chega às plataformas de áudio neste sábado. Ouça abaixo: Continue

O Massarifest — já clássico festival do nosso pastor Fábio Massari — acaba de acrescentar mais uma atração em seu elenco e ninguém menos que o prog psicodélico do Violeta de Outono está incluso no festival dominical, que também anunciou os horários dos shows. Veja abaixo: Continue

Balaclava não para! E acaba de anunciar a vinda do Primal Scream mais uma vez para o Brasil, dia 11 de novembro, na Áudio em São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos nesta terça-feira. My life shines on…

Ao transformar seu disco No Ombro dos Outros num espetáculo cênico batizado de N.O.D.O. – Dramaturgia, a dupla Kim e Dramma ampliou a narrativa do disco ao incluir pessoalmente dois personagens que os atenta – um demônio sem nome que os atiça entre o drama de fazer arte e a tentação de fazer sucesso (vivido por Gabriel Frossard) e a musa inspiradora que, ao mesmo tempo que arrebata os traumatiza (batizada de Jade e vivida por Isabella Sabino). Acompanhados como sempre do trio formado por Caio Colasanti, Valentim Frateschi e Eduardo Barco, eles domaram a fúria de seus shows vigorosos, apontando toda a intensidade para o lado dramático da história.
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Encerramos a temporada de julho no Centro da Terra com a dupla de rap Kim e Dramma assumindo o controle do palco do teatro com seu espetáculo N.O.D.O. – Dramaturgia, em que encenam o disco que lançaram no ano passado, No Ombro dos Outros, ao lado dos atores Gabriel Frossard e Isabella Sabino, além de serem acompanhados pelos instrumentistas que ampliam a força musical da dupla, com Caio Colasanti na guitarra, Valentim Frateschi no baixo e Eduardo Barco nas teclas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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