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Loki

Foi o Bruno Saito que pinçou em sua conta no Instagram a fatídica cena que toda uma geração jurava que havia acontecido mas ninguém tinha provas além da própria memória, quando parte da primeira geração do punk paulistano foi parar numa novela da Globo. No dia 17 de fevereiro de 1984 foi ao ar o último capítulo da novela das oito Eu Prometo, a última escrita pela sumidade do gênero Janete Clair (que morreu no final de 1983, deixando a novata Gloria Perez incumbida de terminar sua primeira novela). E nesse episódio, a noiva Daise (vivida por Fernanda Torres) resolvia se vingar do noivo Albano (vivido por Ney Latorraca) em pleno casamento, quando convidou seus amigos punks de São Paulo para a festa. Como não conseguiam fazer punks convincentes, a produção da novela resolveu chamar os punks de verdade para fazer figuração na cena e assim nomes como João Gordo, Clemente e integrantes das bandas SP Caos, Olho Seco e Kaos 64, entre outros, foram parar no horário nobre da Globo ao som de “X.O.T.”, do Cólera. Gordo lembrou da situação às gargalhadas em uma entrevista ao canal do André Barcinski no YouTube.

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Strokes vindo aí?

Os Strokes publicaram esse stories em seu Instagram e não falaram mais nada. Uma fita cassete puxada por cavalos sobre um link que vai parar num site que pede seu telefone e manda um SMS para você entrar em outro link que deverá “compartilhar algo em breve”. Há fãs achando que é primeiro de abril e outros apostando em música nova vindo aí. O grupo nova-iorquino está com várias datas de shows marcadas para 2026, o que aumenta a possibilidade da banda vir com algum novo lançamento, o primeiro desde o bom The New Abnormal, lançado em 2020. Façam suas apostas… Continue

Ecos da juventude sônica no ar, quando Thurston Moore juntou-se com Steve Shelley de surpresa sexta passada para um improviso livre no festival Big Ears, que aconteceu em Nova York. I want to believe…

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Montreux 2026

O clássico festival de jazz de Montreux, na Suíça, chega à sua 60ª edição em 2026 e mais impressionante do que a absurda lista de artistas no elenco deste ano é a habilidade do festival em reunir duplas de artistas distintos em apresentações consecutivas em palcos específicos ampliando ainda mais as fronteiras musicais para os espectadores – e para os próprios artistas. Apesar da noite de abertura receber apenas a artista de soul da vez Raye – com convidados especiais ainda não revelados -, todas as outras noites reúnem dois artistas por dias nos dois palcos quase simultâneos do festival, uns no Auditório Stravinsky e outros no Montreux Jazz Lab. O que dizer de uma noite com Isley Brothers e The Roots? Ou Nick Cave & The Bad Seeds com Aldous Harding? Outras dobradinhas perfeitas incluem a portuguesa Maro abrindo para o Sting, Hemlocke Springs abrindo pra Pinkpantheress, a brasileira Liniker abrindo pra estadunidense de ascendência haitiana Naïka, o pop na cara de Faouzia e Zara Larrson, Joy Crookes antes de John Legend, uma noite de groovezeira italiana com Mind Enterprises e Cerrone Disco Symphony, Rival Sons abrindo pro Deep Purple, Sofia Camara abrindo pro Lewis Capaldi, a Time Machine de Billy Cobham dividindo a noite com Marcus Miller, Loyle Carner abrindo pro Wulfpeck, Van Morrison com James Taylor na mesma noite e outros shows com Moby, Gregory Porter, Angus e Julia Stone, Charles Lloyd, Danny L. Hearle, Tyla, Adriatique, Agnes Obel e a lista segue incrível. As apresentações acontecem entre os dias 6 e 18 de julho e os ingressos começam a ser vendidos nessa quarta pelo site oficial do festival.

Vou te falar que essa camiseta Pet Soinds da Exclusive Os Cabides ficou fera demais… Sem contar a tiração de onda de ter esse garoto-propaganda…

M.I.A. no Brasil!

M.I.A. apresenta-se dia 1º de novembro na Áudio e os ingressos começam a vender pra geral nesta quinta-feira. E aí, quem tem disposição?

Como quem não quer nada, Jimmy Page soltou em seu canal no YouTube a demo que havia gravado da soberba “Ten Years Gone”, um dos grandes momentos (e não são poucos!) do espetacular Physical Graffiti, disco duplo que encerra a fase de ouro da banda em 1975. O mago da guitarra compôs a música sozinho em casa e a levou para os integrantes da banda, que apenas a completaram com partes à altura da ideia original de Page, que permaneceu quase intacta quando seu grupo a gravou. O disco completou 50 anos no ano passado e essa é a segunda vez que seus integrantes o reverenciam, mas sem entrar em profundidade. Com 15 faixas em sua totalidade, só abriram faixas extras daquele período quando acrescentaram um disco a mais na edição deluxe em CD lançada no aniversário de 40 anos do álbum, com apenas sete faixas a mais. No ano passado, lançaram um magro Live EP com apenas quatro versões ao vivo de músicas do disco, sendo duas delas gravadas em 1979. Pode ser que essa demo de “Ten Years Gone” antecipe alguma novidade – ou não, uma vez que Page fez exatamente isso há três anos, quando pinçou uma versão crua (e praticamente pronta) da imortal “The Rain Song”, que na época, ainda sem letra, chama-se “The Seasons” e seria a faixa de abertura do quarto disco da banda, o excelente Houses of the Holy, de 1973.

Confira abaixo, bem como a versão original da “The Rain Song”: Continue

O Rush pegou todo mundo de surpresa ao apresentar-se pela primeira vez após o anúncio de sua turnê de retorno e ao mostrar a baterista que entra no lugar do lendário Neil Peart – Anika Nilles, que tocava com Jeff Beck – durante a cerimônia de premiação da indústria fonográfica canadense, os prêmios Juno, que aconteceu na cidade de Hamilton, no Canadá, na noite deste domingo. Única atração surpresa da noite, o Rush havia dado pistas sobre novidades na semana em sua newsletter, mas a apresentação ao vivo – em que tocaram “Findiing My Way”, do primeiro disco do trio – pegou até os fãs mais roxos do grupo de surpresa. O guitarrista Alex Lifeson e o baixista Geddy Lee tocaram juntos algumas vezes após a morte do baterista original em 2020, mas só ano passado voltaram a anunciar que iriam retomar a banda original, pegando todos de surpresa – inclusive com a escolha da então desconhecida baterista alemã. Essa turnê promete…

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Eis a capa de A Balada de Bicho de Luz, quinto disco solo do mineiro-capixaba Juliano Gauche, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. Gravado no ano passado e produzido em parceria com seu compadre e baixista Klaus Sena, o novo álbum chega às plataformas de streaming nesta terça-feira e reata a sonoridade de Gauche ao rock’n’roll, saindo da fase introspectiva que tomou conta de sua carreira neste início de década. “Dançar era a única regra clara durante o processo desse disco”, explica o cantor e compositor, que há duas semanas lançou o primeiro single do álbum, “Jesus Cristo x Belzebu”. “Fiz todo o arranjo dele pensando na parte rítmica, seguindo a fórmula do James Brown, onde ele diz que todos os instrumentos em uma banda são uma peça da bateria e assim nasceu a ideia de me filmar dançando para o primeiro vídeo promocional. E foi ideia do Vitor Arevabeni, um amigo e artista daqui do Espírito Santo, que eu tirasse a capa de um frame deste mesmo vídeo”, conta Juliano, sobre a arte da capa. O disco ainda conta com participações de Fernando Catatau, Julia Valiengo e Tatá Aeroplano. Confira o primeiro single e os nomes das músicas a seguir: Continue

Em transformação

Com duas datas lotadas no teatro do Sesc Pinheiros neste fim de semana, Ana Frango Elétrico brincou que estava fazendo uma microtemporada de um show de transição ao fazer a estreia no sábado e o encerramento no domingo. Mas realmente não dá pra dizer que os shows que aconteceram nestes dias são os mesmos que ela vinha fazendo até o final do ano passado ao divulgar seu terceiro álbum, Me Chama de Gata Que Eu Sou Sua, de 2023. Mais próximo de um show de carreira – passando por seus três álbuns – do que de um dedicado ao disco mais recente, a apresentação já começava diferente ao isolar Ana no meio dos músicos, reforçando seu papel de intérprete e performer, mais do que o de band leader. Seu papel de instrumentista mesmo ficou em segundo plano, ainda que tenha tocado guitarra parte considerável do show, preferindo ornar sua figura à luz deslumbrante de Olívia Munhoz, que optou por degradês de tonalidades intensas projetadas sobre um telão ao fundo, emoldurando a figura da cantora em Rothkos de luz coloridas (quase sem verde, principal cor do show anterior). Trocando poucas palavras com o público, sem fazer bis e emendando uma música na outra, ela deixou os fãs – que cantavam todas as letras – enfeitiçados, mesmo em trechos que desconheciam, que podem apontar os próximos rumos musicais da artista, como as versões que fez para “O Leão e o Asno” de seu compadre e guitarrista de sua banda Vovô Bebê e de “Cérebro Eletrônico”, de Gilberto Gil. Um show intenso que ainda contou com assinaturas do show do disco anterior, como “A Sua Diversão” e o mashup de “Não Tem Nada Não” de Marcos Valle com “Gyspsy Woman” de Crystal Waters (marca registrada dos show do Me Chama de Gato…), além de novos arranjos para músicas já conhecidas e uma versão furiosa para “Mulher Homem Bicho”, que encerrou o show. Ana está pegando fogo!

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