
A primeira temporada de 2026 no Centro da Terra não poderia ser mais certeira, afinal Sophia Chablau, que vai tomar conta de todas as (cinco!) segundas-feiras deste mês de março no teatro, batizou sua residência no teatro com o título de Guerra no exato momento em que o mundo parece colapsar em mais um conflito bélico mundial. “Palavra temida que escancara o conflito, repetida na canção, metonímia ou metáfora de conflitos externos a nós, conflitos internos ou conflitos românticos”, explica a cantora paulistana. “Em último caso a vida sendo uma guerra contra a morte, o monumento fazendo guerra ao tempo, a canção fazendo guerra a desordem do universo. As grandes guerras, as pequenas guerras, as guerras. – Pra variar estamos em guerra. Não é um eixo temático, é uma provocação, é um anúncio – é preciso declarar guerra.” E para essa declaração ela reúne sessões que prometem ser históricas. A primeira acontece nesta primeira segunda (dia 2) quando recebe sua banda Enorme Perda de Tempo para mostrar novidades que eles vêm trabalhando. Nas segundas seguintes ela mantém o baterista Theo Ceccato e chama o baixista Marcelo Cabral para acompanhá-la na guitarra quando recebe duplas de peso. Na segunda (dia 9), ela chama Kiko Dinucci e Jonnata Doll. Na outra (dia 16) é a vez de receber Dora Morelenbaum e Juçara Marçal. Na quarta segunda do mês (dia 23) ela convida o casal Ava Rocha e Negro Leo e encerra sua temporada de ouro na última segunda do mês (dia 30) com as presenças de Vítor Araújo e Zé Ibarra. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra – mas corre que eles estão acabando!
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Leticia Novaes acaba de anunciar, como quem não quer nada, um novo álbum Letrux para o final deste mês. Sad Sexy Silly Songs chega às plataformas na última sexta-feira deste mês, dia 27, e tanto o título quanto a capa dão uma ideia do que vem por aí. Mas em se tratando de Letrux, tudo é possível.

E depois de cantarem uma música de Haruomi Hosono num karaokê no Japão, os novos camaradas Mac DeMarco e Cameron Winter foram bater na casa do próprio Hosono!
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A cerimônia do prêmio da indústria fonográfica inglesa – também conhecido como Brit Awards – aconteceu neste sábado pela primeira vez fora de Londres, quando foi sediado na Co-Op Live Arena em Manchester. O evento trouxe alguns números musicais dignos de reverência, como essa deslumbrante aparição surpresa de Dua Lipa, que, descendo de um globo de discoteca, ela participou da homenagem que o prêmio fez ao trabalho do produtor Mark Ronson cantando a música que ele produziu para ela cantar na trilha sonora do filme Barbie, “Dance the Night”. Olha essa mulher, bicho…
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Quase deixei passar!
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O prodígio Fred Again conseguiu tirar o Daft Punk de casa… de novo! Depois de tocar ao lado de Thomas Bangalter em outubro do ano passado quando discotecou ao lado do mestre com outros dois de seus ídolos, Busy P e Erol Alkan no Pompidou Centre, em Paris, ele conseguiu que o francês cruzasse o Canal da Mancha para ser seu dupla na noite de sexta-feira, quando encerrou a residência USB002 que fez em fevereiro no Alexandra Palace londrino, quando chamou nomes como Underworld, Mike Skinner, Ezra Collective, entre outros para dividir as noites com ele. Quem compareceu à noite histórica de sexta derreteu ao som de quatro horas e vinte minutos de set que renderam muitos vídeos com as músicas do Daft Punk que eles tocaram, mas que algum herói registrou na íntegra, como dá pra ouvir abaixo: Continue

O Pato Fu é uma das bandas indie mais importantes do Brasil. Apesar de ter passado boa parte de sua discografia clássica lançando discos por gravadoras multinacionais, o grupo mineiro sempre exerceu sua independência artística e estética em vez de simplesmente ceder a pressões comerciais ou tendências de mercado, como reza o credo de artistas que trabalham com a maioria dessas empresas. Isso está ligado ao modus operandi do grupo (que ainda reside em Belo Horizonte e faz projetos paralelos à vontade), da fundação básica de sua natureza criativa no casal Fernanda Takai e John Ulhoa e a uma certa estranheza que os tornam distantes da possibilidade de abraçar o pop escancarado de artistas como Kid Abelha, Lulu Santos ou Skank. Essa estranheza era aguda em seu disco de estreia (o inominável Rotomusic de Liquidificapum, de 1992, lançado pela gravadora mineira de música pesada Cogumelo), mas alcançou o equilíbrio perfeito no segundo álbum, Gol de Quem?, lançado em 1995 dentro de um selo indie (o Plug) de uma gravadora major (a BMG). Este álbum foi reverenciado pelo grupo em três shows nesta semana no Sesc 14 Bis, quando o grupo tocou sua obra-prima quase na íntegra (tirando, não me pergunte porquê, joias como “Sertões”, “Onofle”, “A Volta do Boêmio”,”Ok! Alright!” e “Ob-La-Di Ob-La-Da”) e ainda emendou um segundo set com vários hits de outras épocas, aproveitando a turnê de comemoração dos 30 anos da banda que fizeram há pouco, passando por “Perdendo Dentes”, “Imperfeito”, “Made in Japan”, “Canção Pra Você Viver Mais”, “Antes Que Seja Tarde”, “Hoji”, “Água” e “Eu”, entre outras. O carisma inabalável do grupo conversava lindamente com as projeções do telão e sua performance no palco, mas o humor mineiro chegou ao extremo quando Fernanda trouxe pães de queijo para distribuir para o público. Inacreditável – e a cara deles!
#patofu #sesc14bis #trabalhosujo2026shows 034

E essa joia de apenas 24 anos que dez anos atrás tinha uma banda que tocava versões de Paramore, My Chemical Romance e Green Day e que esta semana tornou-se a primeira mulher a ganhar o prêmio Brit Awards de produtora do ano? PinkPantheress vai longe…

O decano grupo de rap latino Cypress Hill vem ao Brasil mais uma vez para tocar na edição deste ano Lollapalooza e aproveitar para passar em Porto Alegre e Curitiba, além de fazer um show extra em São Paulo. Conversei com um de seus MCs, o filho de cubanos Sen Dog, sobre o disco que acabaram de lançar com a Orquestra Sinfônica de Londres e sobre o disco em espanhol que estão prestes a lançar em mais uma colaboração que faço para o Toca UOL. Continue

No primeiro show que fez neste ano, no Noise Pop Music and Arts Festival, em São Francisco, nos EUA, Stephen Malkmus puxou, entre músicas do Pavement, suas com os Jicks e de sua carreira solo, uma velha canção de seu saudoso compadre David Berman – e essa versão mais lenta e tocada apenas ao violão de “Trains Across the Sea” dos Silver Jews é de chorar.
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