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Loki

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O casal californiano Aaron Coyes e Indra Dunis está prestes a lançar seu The Fifth State Of Consciousness (pré-venda aqui) e continuam mandando boas vibrações em mais um single irresistível (depois da deliciosa “Everytime I See The Light“), a ótima “Love Can Move Mountains”.

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Lá vem o Toro y Moi de novo. Chaz Bundick resolveu sua crise de identidade (que o fez lançar discos com diferentes nomes e dentro de categorias específicas) rebatizando-se de Chaz Bear e começando esta nova fase com um novo disco, chamado singelamente de Boo-Boo. Ele explicou essa fase em um texto publicado junto à pré-venda do álbum, que deve ser lançado no início de julho:

“Depois de sete anos fazendo shows e gravado, me vi me tornando autoconsciente sobre minha postura na vida como uma pessoa ‘famosa’ ou pelo menos na minha versão do que quer que isso seja. Meus sonhos se tornaram minha realidade, ainda que eu ainda não conseguisse aceitar este novo ambiente. Eu não pude fazer outra coisa a não ser cair em algo que pode ser descrito como uma crise de identidade. Um ciclo repetitivo de pensamentos temerários me deixavam confuso. Eu me sentia como se eu não mais soubesse o que é que eu realmente queria ou precisava da vida e algumas vezes tinha dificuldades em dizer o que era realidade.

Durante este período de turbulência pessoa, usei a música como uma forma de terapia e ela me ajudou a lidar com a dor que eu sentia. Ouvia a mesma canção ambiente várias vezes seguidas, tentando me isolar da realidade. Me apaixonei com o espaço novamente.

Na hora em que vi que estava pronto para gravar um novo disco, sabia que esta ideia de espaço dentro da música poderia ser algo que impulsionasse meu novo trabalho adiante. Os artistas que influenciaram o que eu estava fazendo incluía todo mundo, de Travis Scott ao Daft Punk, Frank Ocean ao Oneohtrix Point Never, Kashif ou Gigi Masin. Decidi que queria fazer um disco Pop com estas ideias em mente. Esta ideia de um disco finalmente se transformou em Boo Boo.”

E o som – a começar pela ótima “Girl Like You” – é o bom e velho soul de quarto que conhecemos desde os tempos em que ele era apenas um jovem aspirante de um certo gênero chamado chillwave…

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Prepare-se para ficar de cara – pois postei no meu blog no UOL a versão sem pós-produção do vocal de Britney Spears em seu clássico “Toxic”, ouve só.

Controverso software que “conserta” falhas nos vocais dos artistas pop, o Auto-Tune é o equivalente sonoro do Photoshop, retocando digitalmente qualidades (ou defeitos) da versão analógica original. Mas ao mesmo tempo em que é alvo de críticas por pasteurizar e padronizar timbres nas músicas mais ouvidas do mundo (embora já venha sendo utilizado como efeito estético, suas qualidades artificiais deliberadamente assumidas), ele também criou gerações de artistas que cresceram com a desconfiança do público em relação a seus talentos naturais justamente por conta deste excesso de recursos sintéticos.

E uma das artistas que melhores se enquadram neste parâmetro é a grande popstar da década passada, Britney Spears. Mas eis que uma versão de seu já clássico hit “Toxic” aparece online sem os retoques do Auto-Tune. E o resultado surpreende:

Esse outro vídeo ajuda a comparar os vocais processados no estúdio pelo software em questão aos vocais puros dos mesmos artistas em versões ao vivo. Na ordem, Ariana Grande, Demi Lovato, Justin Bieber, Taylor Swift, Katy Perry, Meghan Trainor, Rihanna, Selena Gomez, Lady Gaga, Adele, Miley Cyrus, Nicki Minaj e Shawn Mendes.

O que achou?

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O produtor japonês Cornelius lança mais um clipe de seu próximo álbum, Mellow Waves, o primeiro de inéditas em mais de uma década. E “『いつか / どこか』” / “Sometime / Someplace” segue a linha do single anterior, “If You’re Here”, explorando espaços entre beats e bases, mas com dois instrumentos bem pronunciados – um violão quase brasileiro e um solo de guitarra psicodélico. Sonzeira:

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Depois do par de canções (“A Dog Called Money” e “I’ll Be Waiting”) que lançou para reforçar sua turnê pelos Estados Unidos, PJ Harvey segue lançando novas músicas como uma extensão natural de seu The Hope Six Demolition Project, lançado no ano passado. Cada vez mais preocupada com as questões políticas globais, ela vem aos poucos transformando seus discos em uma versão musicada de um jornalismo cada vez mais ausente, jogando luz sobre temas que não são tão discutidos quanto deveriam. É o caso do recém-lançado single “The Camp”, feito em parceria com o músico egípcio Ramy Essam e o colaborador de longa data John Parish sobre a crise dos refugiados no oriente médio, especificamente no Líbano. O clipe é composto por imagens feitas pelo fotógrafo inglês Giles Duley e não tem meios termos em relação ao tema abordado.

E não custa lembrar que o Lucio acaba de confirmar a presença de PJ Harvey em seu Popload Festival, dia 15 de novembro (com Phoenix, Daughter, Neon Indian e Carne Doce).

primeiramente

A banda instrumental mais contagiante de São Paulo, o Bixiga 70 parte pro confronto e lança o primeiro single de seu próximo álbum, batizado, sem papas na língua, de “Primeiramente”. E a mensagem não fala apenas do presidente postiço do Brasil, bem como toda situação política em todo o planeta, como dá pra ver no clipe que a banda também lançou:

Abaixo, um papo que tive com o Décio 7, baterista da banda, que também comentou sobre o clima que deu origem a este single:

Por que começar a mostrar o disco novo com “Primeiramente”?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-por-que-comecar-a-mostrar-o-disco-novo-com-primeiramente

É um disco mais politizado? O que dá pra adiantar sobre o disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-e-um-disco-mais-politizado-o-que-da-pra-adiantar-sobre-o-disco

O Bixiga sempre teve preocupações políticas, mesmo sendo uma banda instrumental.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-o-bixiga-sempre-teve-preocupacoes-politicas-mesmo-sendo-uma-banda-instrumental

E a hipsterizacao do bairro do Bixiga, como vocês vêem isso?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-e-a-hipsterizacao-do-bairro-do-bixiga-como-voces-veem-isso

A música brasileira está voltando a protestar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-a-musica-brasileira-esta-voltando-a-protestar

charanga-

Convidei a Espetacular Charanga do Thiago França para animar o Baile Novo, que bolei em parceria com a curadoria de dança do CCSP – um baile de salão aberto em plena Adoniran Barbosa, todo mês, e de graça! Mais informações aqui.

mercenarias-rakta

Em mais uma parceria fechada pelo Centro Cultural São Paulo, entregamos o porão e a Sala Adoniran Barbosa nesta quinta-feira para um dos palcos mais incríveis do Red Bull Music Academy Festival, que toma conta da cidade esta semana por vários lugares. As atrações no CCSP hoje vão de Arto Lindsay ao Chinese Cookie Poets, Tantão, Objeto Amarelo, entre outros – mas o centro da noite é a colaboração entre as Rakta e as Mercenárias. Ainda tem ingressos pra quem quiser embarcar nessa – mais informações aqui.

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O mestre norueguês da space disco Todd Terje continua fazendo charme em relação ao seu próximo disco, atualmente batizado de Numero Twomero (ainda é um nome de trabalho), continuação de sua excelente estreia It’s Album Time. Depois de lançar duas versões remixadas pelos chapas Prins Thomas e Four Tet da inédita “Jungelknugen“, ele agora ressuscita um hit dance escandinavo dos tempos em que ele ainda usava fraldas. “Maskindans”, que a dupla conterrânea Det Gylne Triangel emplacou no ano em que Terje completava seu primeiro ano de vida (1982), é ressuscitado em dois momentos, numa versão modernizada feita por Terje ao lado do vocalista original da dupla, Ola Ødegård…

…bem como remixada por outro compadre de Todd, Erol Alkan, que dá uma turbinada ainda mais retrô em sua versão.

Colaborações, eletrônico retrô… Terje pode estar dando dicas do rumo de seu próximo disco. O single de “Maskindans” pode ser comprado no site da Piccadilly Records. E se você não conhece a versão original, ei-la:

Soulwax-2017--

Soulwax, o grupo belga dos irmãos 2ManyDJs, lança o clipe de uma das melhores músicas de From Dewee, seu álbum lançado no início deste ano, “Do You Want to Get Into Trouble?”