Trabalho Sujo - Home

Loki
Cabral, Sergio e Kiko (foto: Taylor Ponto)

Cabral, Sergio e Kiko (foto: Taylor Ponto)

“São Paulo tá morrendo e todo paulistano tá assistindo à cidade morrer”: Kiko Dinucci grunhe sobre a cidade em que cresceu com o mesmo ranger de dentes que parece sair de sua guitarra, um rosnado elétrico sujo punk tosco que soa como uma afronta, mas que cria uma textura sonora única e característica que atravessa seus diferentes projetos musicais. Seu primeiro disco solo, Cortes Curtos, que será lançado no mês que vem, traz esse mesmo ruído acompanhado pelos sempre fiéis compadres Marcelo Cabral (baixo e sintetizadores) e Sergio Machado (bateria), cadenciando o samba punk com cara das paredes eternamente pixadas em São Paulo. “Cortes Curtos foi pensado como o roteiro de um filme, no qual as canções que compõem o registro se intercalam para formar uma única narrativa de aproximadamente 40 minutos”, conta o guitarrista. Além do trio base, o disco ainda tem participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Guilherme Held, Thiago França, Rodrigo Campos, entre outros. Abaixo, um curta feito pelo pessoal do Doble Chapa, antecipado em primeira mão para o Trabalho Sujo, dá o tom do disco gravado em cinco dias, além dos títulos de suas músicas. O disco é uma declaração de amor pessimista para São Paulo, com canções que são polaroides de cenas urbanas (minha favorita é a balbúrdia sonora de “Uma Hora da Manhã” e o instrumental etéreo do final de “Crack para Ninar”.

“No Escuro”
“Desmonto Sua Cabeça”
“Fear of Pop”
“Chorei”
“Terra de Um Beijo Só”
“Uma Hora da Manhã”
“Seus Olhos”
“O Inferno Tem Sede”
“A Morena do Facebook”
“Quem Te Come”
“Inferno Particular”
“Chorinho”
“Vazio da Morte”
“Crack Para Ninar”
“A Gente Se Fode Bem Pra Caramba”

La La Land: Cantando Estações

La La Land: Cantando Estações

Já é uma tradição: todo ano o site inglês TheShiznit recria os pôsteres dos filmes indicados ao Oscar escancarando o que há por trás de toda estratégia de marketing que tenta nos convencer a assisti-los. O resultado é hilário, veja alguns deles:

A Qualquer Custo

A Qualquer Custo

Estrelas Além do Tempo

Estrelas Além do Tempo

Até o Último Homem

Até o Último Homem

Lion: Uma Jornada Para Casa

Lion: Uma Jornada Para Casa

Cercas

Cercas

A Chegada

A Chegada

Silêncio

Silêncio

Jackie

Jackie

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Manchester À Beira-Mar

Manchester À Beira-Mar

Todas as paródias você vê aqui.

polly-e-bom

Tem coisas no novo Hermes e Renato que mantém o mesmíssimo nível da fase clássica do grupo.

Sdds Fausto.

cameron

Escrevi no meu blog no UOL sobre a série que James Cameron irá produzir sobre a evolução da ficção científica.

A importância de James Cameron para a ficção científica ainda não pode ser medida exata pois ele está em pleno processo de criação. Ao entrar no cânone com uma obra-prima realizada como um filme B (o primeiro Exterminador do Futuro), o diretor canadense deu alguns dos principais passos de sua carreira dedicando-se a contar histórias fantásticas que se passam no futuro ou no espaço com embasamento científico. Aliens – O Resgate, o segundo Exterminador do Futuro, o subestimado O Segredo do Abismo e, claro, o universo em expansão de Avatar são exemplos perfeitos de como o gênero pode cativar multidões e render rios de dinheiro sem necessariamente simplificar histórias ou fazer pouco da inteligência do espectador. Claro que Cameron é reconhecido por outras obsessões (como o navio Titanic, filmes de James Bond e explorações submarinas), mas sua paixão pela ficção científica e sua maestria em transformá-la em ouro pop o tornam um dos principais autores vivos do gênero.

Por isso, ele é uma escolha mais do que apropriada para contar a escalada ascendente deste tipo de narrativa, que começou no ocaso da era vitoriana, embrenhou-se em livros baratos no início do século passado e descobriu no cinema o melhor parceiro para atingir o grande público. É isso que ele vai fazer em uma série de seis episódios de uma hora encomendada pelo canal AMC ao diretor, segundo o site Hollywood Reporter. O nome de trabalho do seriado é James Cameron’s Story of Science Fiction (A história da ficção científica de James Cameron), deve estrear só no ano que vem e será centrado nas grandes questões levantadas pelo gênero.

“Quando eu era garoto, eu basicamente lia qualquer livro com uma nave na capa e vi 2001 – Uma Odisseia no Espaço muitas, muitas vezes. O filme me inspirou a ser cineasta. Eu gostei dos efeitos especiais mas o que eu amei foram as ideias e as questões por trás deles: como o mundo vai acabar? A tecnologia irá nos destruir? O que significa ser humano?”, disse o diretor em entrevista ao site. “A ficção científica nunca temeu lidar com estes temas. Com esta série, nós vamos voltar às origens da ficção científica, seguindo o DNA destas ideias até a fone. Sem Júlio Verne e H.G. Wells não teríamos Ray Bradbury ou Robert A. Heinlein e, sem eles, não haveria (George) Lucas, (Steven) Spielberg, Ridley Scott nem eu. Como um cineasta que se especializou em ficção científica, eu estou interessado em contar as lutas e os triunfos que tornaram possíveis estas histórias incríveis e ver como a arte imita a vida, bem como a ficção científica imita e algumas vezes informa a ciência.”

tipota

Dez anos depois de não lançar nenhuma música inédita, nosso intrépido super-herói do terceiro mundo Manu Chao volta à ativa, marcando território contra o avanço da era Trump. São três novas canções, sendo que uma delas é lançada sob o pseudônimo de Ti.Po.Ta, um duo com a atriz grega Klelia Renesi, definido num poema em inglês:

“Ti.po.ta is literally nothing
Ti.po.ta is everything
Ti.po.ta is a virus
Ti.po.ta is the cure

Ti.po.ta is a diplodocus …
…coming from the center of the earth …
…eating flowers of your garden
…TI.PO.TA IS AN ALIEN …
….TI.po.ta is a Little robot ….
… plugged into the moonlight avenue…

Ti.po.ta is a duo … sounds , words , images and dreams …
…its Klelia and Manu …. hand to hand … side by side … upside down … laughs and cries… we all share … swimming blue seas …
… in the infinite lands of creation…
…both lost …. but together … in total freedom ..
… lot of songs recorded this last two years ..
…home made project …
… little mic … 3 cables …one heart
…that we want to share with you …
… there’s no other pretention …
…just a wish …
…wish you will enjoy it … like we did …
…if you do …

… no vanity …

little by little new songs will be released …
… so much songs to share …!!!!
Soon Peki Peki will land from March and will tell you more about it ….
its an infinte story …
full of sunrises,
neighborhoods of beauty,
cities boiling ,
full of dogs , goin on the piss;
around a tree
drinking raki
crazy compas
out of the fridge…
… we are not joking … this is the truth ¡!!!

All this nonsense is allready recorded ¡

How to define TI.PO.TA’s music or concept ?

The best approche could be this :
TI.PO.TA is us …..TI.PO.TA is you …. TI.PO.TA is everything … TI.PO.TA is NOTHING”

Os dois também resumem o nome do grupo como uma sigla de tudo que possa fazer conservadores em geral espumarem de raiva: “Transe indie. Progressiv Organik. Trash amor.” A faixa de lançamento do Ti.Po.Ta é a doce “Moonlight Avenue”:

Mas é só a primeira reaparição do cantor francês, que também vem com a bucólica guarânia de protesto “No solo en China hay futuro”, cujo clipe é uma celebração aos valores latinos:

A balada “Words of Truth” completa o trio de novas canções, e mantém o clima tranquilo, mais preocupado em restaurar a esperança do que em atiçar a denúncia.

As três músicas podem ser baixadas no site dele, cujo último disco foi La Radiolina, de 2007. o Certamente ele não deve ficar apenas nisso. Grande Manu Chao, bem vindo de volta!

brazilintime-cologne

Há dez anos, o recém-falecido baterista do Can Jaki Liebezeit sambava com os DJs J-Rocc, DJ Nuts e Madlib e os bateristas João Parahyba e Mamão, do Azymuth, numa jam session percussiva provocada pelo diretor irlandês Brian Cross em Colônia, na Alemanha, ao divulgar seu projeto Brazilintime, que reunia bateristas e DJs brasileiros.

A foto saiu deste Flickr.

Todo o Manual

boogarins2017

Os Boogarins voltam a São Paulo para encerrar o ciclo de seu segundo disco, Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos, de 2015, tocando-o na íntegra e na ordem na próxima sexta-feira, no Sesc Pinheiros. O show acontece antes do lançamento do EP ao vivo Desvio Onírico, que lançam no mês que vem, reunindo versões de dez minutos para quatro faixas tocadas em diferentes cidades do mundo, durante o intenso 2016 da banda. A apresentação também terá projeções personalizadas para cada canção, num transformando o show num espetáculo único. Mais informações no site do Sesc.

can-1972

O baterista do Can, Jaki Liebezeit, morreu neste domingo vítima de uma súbita pneumonia, como a página oficial da banda comunicou. A notícia é duplamente triste não só pelo mundo ter perdido um dos grandes monstros de seu instrumento, mas também porque Jaki havia acabado de anunciar um show em homenagem à sua banda que contava com os integrantes originais da banda Irmin Schmidt e Malcolm Mooney na formação, além dos guitarristas do Sonic Youth, Thurston Moore e Lee Ranaldo, no elenco. Abaixo, alguns momentos de Jaki em ação no auge da banda, bem como um solo de bateria no último vídeo.

O guitar hero dos anos 10 em São Paulo finalmente vai lançar um disco com apenas seu nome, depois de quase 20 trabalhados gravados com diferentes grupos e parceiros. Cortes Curtos foi gravado em cinco dias depois de passar anos sendo curado por seu autor e tem influência cinematográfica desde o título, que faz referência ao Short Cuts de Robert Altman. “Pensei em fazer uma espécie de Transformer paulistano. Não como uma referência musical direta, mas sobre estética, conceitualmente”, ele disse ao Pedro, no Estadão, citando o clássico disco de Lou Reed produzido por David Bowie em 1972. Cortes Curtos deve ser lançado no início de fevereiro e tem participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz e Ná Ozzetti. Leia a reportagem sobre o disco aqui.

ChazBundickMeetsTheMattson2_StarStuff

Chaz Bundick deixa o pseudônimo Toro y Moi em segundo plano e assume o próprio nome em novo projeto, um disco gravado ao lado dos irmãos Jared e Jonathan Mattson, que atendem por Mattson 2. É a primeira vez em que ele coloca o próprio nome num álbum, depois de anos brincando com pseudônimos como Toro y Moi (seu projeto de quarto que virou uma banda), ,Les Sins e Sides of Chaz, além de fazer remixes para outros artistas. “Star Stuff”, faixa-título do disco que já está em pré-venda e será lançado no final de março, segue o mesmo clima de funkzinho alto astral característico de seu projeto original.