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Loki

chicoscience

Logo abaixo segue a íntegra do show que Chico Science fez na primeira vez que tocou no festival de Montreux, em 1995, na primeira turnê da Nação Zumbi para o exterior (o grupo voltou ao festival no ano seguinte, quando tocou com os heróis locais Young Gods). Embora só haja a íntegra do áudio e algumas músicas em vídeo (acima), tinha uma história que o grupo iria entrar para o seleto time de artistas que transformaram sua apresentação no ancestral festival suíço em disco (e DVD!), integrando uma coleção que reúne, só pra ficar nos brasileiros, nomes como Hermeto Pascoal, família Caymmi, Ivinho, Olodum, e três dos meus discos discos favoritos ao vivo: Elis Regina, Gilberto Gil e A Cor do Som. Mas o papo meio que morreu. Com a Nação no páreo, daria pra inclui-la nesse rol, porque ouve só esse show (que encerra improvavelmente com uma versão para o hino surf “Mr. Motto“, da banda brasileira dos anos 60 The Pops).

O áudio melhora depois da primeira música.

“Monólogo ao Pé do Ouvido”
“Banditismo por uma Questão de Classe”
“Etnia”
“Antene-se”
“Maracatu de Tiro Certeiro”
“Rios Pontes & Overdrives”
“Salustiano Song”
“Sobremesa”
“A Praieira”
“Macô”
“Samba Makossa”
“Enquanto o Mundo Explode”
“Filha de Gaiamun”
“Da Lama ao Caos”
“Coco Dub (Afrociberdelia)”
“Todos Estão Surdos”
“A Cidade”
“Corpo de Lama”
“Mister Motto”

andrewweatherall

E pra não deixar a passagem do grande Weatherall passar em silêncio, saca essas duas horas de groove que ele enfileirou em sua segunda apresentação no clássico programa Essential Mix da BBC, numa madrugada no final de 1996. Ele exibe toda sua maestria ao discotecar ao mostrar na prática porque foi um dos maiores DJs da história – e isso há quase vinte e cinco anos! E sempre no mesmo beat…

The Hydronaut vs Morgan Geist – “Deep In The Feeling”
Nimbus Quartet – “Hep Cat Speaketh”
Two Lone Swordsmen – “Glide By Shooting”
Two Lone Swordsmen – “Spin Desire”
Two Lone Swordsmen – “Bim, Jack And Florence”
Deanne Day – “The Long First Friday”
Communication X – “Duality (Phase Two)”
Urban Farmers – “Last Chance To Dance”
Aphrodisiac – “Earth Whispers”
Nail – “Try”
N.Y. Connection – “Bless The Funk”
Q-Burns Abstract Message – “Mess Of Afros (Glenn Underground Remix)”
Boo Williams – “Make Some Noise”
Stacy Kidd – “Think Of You (Paul’s Party Mix)”
Wyndell Long – “She Heard Me Cry”
Motorbass – “Neptune”
Discocaine – “Keep On”
Two Lone Swordsmen – “Turn The Filter Off”
Freaks – “One For The Diary”
Restless Soul – “Sykodelik”
Kenlou III – “What A Sensation (Sensational Beats)”
DJ Camacho – “Renegade (The Dance Tracks Fugitive Version)”

joaogilbertoisdead

“Isso não é um mashup, isso é um manifesto!”, escreve Paulo Beto, o mentor do Anvil FX, na descrição do curto clipe “Bossa Morta (João Gilberto is Dead)”, que publicou nesta sexta-feira, ao sobrepor “Garota de Ipanema” na voz e violão de João Gilberto sobre a bateria, guitarra e efeitos que abrem o marco zero da estética gótica na música pop dos anos 80, a eterna “Bela Lugosi is Dead”, do Bauhaus. Não é uma coincidência, a bateria sincopada que dá o tom de toda a música e que transforma, naquele momento, a banda de Peter Murphy numa espécie de Joy Division com quadris, é nitidamente inspirada no andamento de uma das células rítmicas mais conhecidas da história de nossa música.

Isso é maravilhoso na música, sua influência inconsciente, que se esgueira e fica (tipo “Louie Louie”, que era um cha cha cha, mas isso é outro história).

corrida-eletrica

Há 70 anos, uma dupla de músicos eletrificava uma espécie de violão montado num corpo maciço para inaugurar uma novidade no carnaval baiano: um cortejo itinerante guiado por um carro, em que os músicos, em vez de andar no chão com o público, apresentavam-se alguns centímetros acima do chão. A eletricidade que aumentava o volume do novo instrumento, que emulava as frases musicais ditas por naipes de sopro nos blocos mais tradicionais da época (de influência pernambucana), serviu como desculpa para batizar o novo formato de apresentação – era o trio elétrico fundado por Dodô e Osmar, que a princípio desfilou como “dupla elétrica” escrito na porta do velho Ford 1929 e que mudou o nome para trio com a entrada do músico Temístocles Aragão no ano seguinte. O experimento fez tanto sucesso que no ano seguinte conseguiu patrocínio, elevando ainda mais aquele palco itinerante que moldaria o carnaval de Salvador numa caçamba de caminhão.

O novíssimo instrumento – chamado no início de “pau elétrico” – foi a primeira guitarra elétrica da história do Brasil e desde 1950 vem se modernizando até ser reconhecido pelo nome que se tornaria oficial: a guitarra baiana. Junto com os tambores dos blocos afro, o pequeno instrumento é a cara da música de rua baiana e passou por diferentes fases, até ser reinventado há uma década pelo grupo BaianaSystem, que teve seu nome inclusive tirado do instrumento (fundindo-o com outra inspiração do grupo, os soundsystems jamaicanos).

Foto: Cartaxo

Foto: Cartaxo

Por isso a aproximação do Baiana com Armandinho, filho de Osmar Macedo, herdeiro do trio elétrico criado pelo pai e ele mesmo um divisor de águas da história do instrumento, a partir dos anos 70, não é propriamente uma surpresa – era inevitável. Depois de dois singles produzidos por Daniel Ganjaman depois do lançamento do excelente O Futuro Não Demora (os outros foram “Cabeça de Papel” e “Miçanga“), o grupo vem agora com “Corrida Elétrica”, faixa instrumental produzida por eles mesmos, que coloca dois guitar heroes baianos, Armandinho e Beto Barreto, num páreo de solos que não deixa ninguém parado – e que remete à Autobahn do Kraftwerk para além do design da capa.

Pisa fundo, Baiana!

arnaldo

No fim do mês passado, Arnaldo Batpista encheu-se das alfinetadas que o irmão Sergio Dias vinha dando em entrevistas na internet e twittou o seguinte vídeo:

Como nem todo mundo tem o contexto da rusga fraterna que mancha o nome dos Mutantes, grupo que colocou os irmãos na história da música brasileira e do rock internacional, a jornalista Sonia Maia, que há anos trabalha com Arnaldo Baptista, me procurou para abrir espaço para ela contar a versão dos fatos sobre a saída de Arnaldo da volta dos Mutantes na primeira década do século e sobre como Sergio vem lhe provocando em entrevistas recentes:

Mais uma vez Sergio Dias usa a mídia e entrevistas para despotencializar Arnaldo Baptista, insinuando que Arnaldo é um artista sem vontade própria, e aproveita para, não apenas desrespeitar a parceira e companheira de Arnaldo, Lucinha Barbosa, como ofendê-la. Não é de agora que Sergio Dias vem optando por essa estratégia de marketing e destruição, seja em público, seja internamente. E hoje venho aqui, como gerenciadora, há mais de dez anos, junto com Arnaldo e Lucinha, de sua carreira. Mas, também, como amiga deles há mais de 30 anos, amiga de participar da vida cotidiana do casal desde 1989, quando fui entrevistá-lo para a antiga revista Bizz, da Editora Abril, da qual fui repórter e editora por quase cinco anos, desde seu lançamento em 1985. E, principalmente, neste momento específico, como testemunha do evento de 2006, quando Os Mutantes foram reunidos para um show no Barbican, em Londres, como parte de uma grande exposição sobre a Tropicália, e o que aconteceu em 2007, quando Arnaldo deu por finalizada suas participações nesses shows. Morei dez anos em Londres e eu estava lá nesses dois momentos.

Tanto Arnaldo, Lucinha e eu temos mantido distância desse passado. Todas as entrevistas que Arnaldo concede à mídia, e não são poucas, pedimos, antecipada e gentilmente, que o/a jornalista não aborde o passado e nem questões nevrálgicas envolvendo Sergio Dias e Rita Lee, porque nosso trabalho tem como foco Arnaldo Baptista pós-Mutantes, sua obra solo como multinstrumentista, compositor, escritor e artista visual. Essa rica e extensa biografia está disponível na aba “sobre”, na página oficial do Facebook de Arnaldo, assim como links para diversas de suas entrevistas e reportagens com e sobre Arnaldo nos últimos dez anos. Uma biografia e obras que Sergio Dias faz questão de ignorar e mesmo desprezar, como fez na Virada Cultural de São Paulo em 2012, quando Arnaldo Baptista, além de ser convidado a abrir a Virada com seu concerto solo no Theatro Municipal de São Paulo, foi homenageado pelos organizadores do evento, que imprimiram suas obras como artista plástico nos fundos dos palcos de toda a Virada. No palco no qual Os Mutantes de Sergio Dias tocariam, no dia do show, um pessoa conhecida, que estava no backstage, nos ligou informando: “O Sérgio Dias está tendo um ataque. Está obrigando a produção da Virada a colocar um pano preto sobre o fundo de palco impresso com uma obra de Arnaldo. Se não cobrirem, ele diz não fará o show”… Essa é apenas uma das dezenas de situações que jogam por terra a pose de bom mocinho de Sergio, quando diz: “o Arnaldo é muito bem vindo a hora que ele quiser voltar”.

O motivo de Arnaldo ter gravado um vídeo-resposta, publicado em suas mídias sociais no dia 29 de janeiro, por conta das mentiras e ofensas recentes de Sergio Dias em entrevistas, e de eu estar aqui escrevendo este depoimento, é porque simplesmente Arnaldo se cansou, nós nos cansamos: de sermos ofendidos, difamados e alvo de mentiras sem precedentes por parte não apenas de Sergio Dias, como também de Rita Lee, como quando ela usa o termo “retardado”, em uma de suas citações sobre Arnaldo na autobiografia da artista. Um termo extemamente pejorativo, não apenas para com Arnaldo, mas para com todos os excepcionais do mundo. E que parece passou batido pela banca que a contemplou com um prêmio de literatura pelo livro.

Importante reforçar, também, o verbo no feminino: Arnaldo é assessorado, diretamente, por duas mulheres, Lucinha e eu. Além de dezenas de colaboradores e voluntários, de todas as áreas da cultura – design, texto, tradução, músicos, artistas, jornalistas, fotógrafas e fotógrafos, curadores das artes plásticas, entre tantas e tantos outros, que vêm nos acompanhando e que tiveram a oportunidade de conviver e trabalhar com Arnaldo e Lucinha. Todas e todos nós somos testemunhas não apenas do carinho e amor que Arnaldo e Lucinha nos passam, como da participação ativa de Arnaldo em todas as decisões sobre sua carreira. Da sustentável leveza do ser que ambos são. Muitas, mas muitas vezes, quando temos uma decisão importante a tomar, ou quando surge um novo projeto, sempre consultamos e conversamos com Arnaldo, não apenas porque é óbvio consultá-lo, mas porque Arnaldo é muito, mas muito antenado, e nos dá nortes e ideias que jamais teríamos. Fora o fato de Arnaldo ser muito bom de ‘nãos’. Quantas vezes perguntamos: “Arnaldo, você gostaria de…” e ele: “Não!”. E nós: “mas Arnaldo, talvez seja legal ….” E ele: “não, obrigado”.

Feito esse preâmbulo, para colocar as coisas em perspectiva, pois tanto eu como Lucinha optamos por não aparecer – Arnaldo é sempre o foco, está sempre à frente de sua carreira. Vamos, então, aos fatos recentes.

Sergio Dias, por conta do lançamento de seu novo álbum, sempre sob o nome “Os Mutantes”, concedeu duas entrevistas até agora: a primeira para o canal Supernova, publicada em 22 jan 2020 no YouTube, quando o entrevistador, Eduardo Lemos, cita que “Arnaldo estava também na formação de 2006” para o show do Barbican… Interessante ter um olhar atento e ver que Lemos nem fez provocação alguma, apenas citou. Ao que Sergio respondeu: “o Arnaldo tinha voltado, mas … Arnaldo começou a crescer demais e algumas pessoas não gostaram disso, e tiraram ele no meio da turnê. Foi uma coisa absurda! … Ele começou a abrir as asas mesmo e a voltar, e as pessoas que tomam conta dele acho não ficaram contentes com essa independência e basicamente tiraram ele no meio da turnê, porque ela/eles têm a guarda dele, e eu não pude fazer nada e nem vou fazer nada porque, no fim das contas, quem vai sofrer é ele”. Em outra entrevista, a Gastão Moreira, publicada no dia 29 de janeiro no YouTube, no canal Kazagastão, Sergio retoma suas ofensas e inverdades: “a mulher dele é maluca! A Zélia saiu no meio da turnê, o que foi um absurdo isso, o Arnaldo também, mas isso dá pra entender, porque pelo menos a mulher dele é maluca…”.

Bem, vamos responder ponto a ponto. Primeiro, sobre “o Arnaldo ter começado a crescer”… Embora Sergio Dias, enquanto Arnaldo aceitou participar desses shows, nunca tenha chamado Arnaldo à frente do microfone, com raríssimas exceções, nem na interpretação de “Balada do Louco”, algo que me deixou particularmente chateada no show do Barbican em 2006, Arnaldo sempre foi reconhecido com a grandeza que lhe cabe: não foram uma, nem duas, nem três vezes, como aconteceu em Belo Horizonte e em Nova York, quando a plateia bateu os pés no chão para dar ritmo ao grito “Arnaldo! Arnaldo! Arnaldo!”. Quem não deixava Arnaldo aparecer era o Sergio Dias. Arnaldo, por exemplo, levou o baixo para os ensaios, mas o Sergio não permitiu que ele tocasse. Foi muito grosseiro, não deu a menor atenção ao baixo de Arnaldo, muito menos para ele tocar. Isso deixou o Arnaldo muito magoado.

Outro ponto, quando Sergio diz: “Arnaldo foi tirado da turnê por ela/eles que cuidam dele e têm a guarda dele”. Essa referência é de 2007 e como o próprio Sergio conta, não foi apenas Arnaldo que saiu ‘no meio’ da turnê e mesmo depois. Lembro que o show em Londres de 2007 terminou perto da meia noite. Depois disso, todos teriam que embarcar, imediatamente, em um ônibus para outros shows na Grã Bretanha, tendo que dormir no ônibus, uma agenda insana, sem descanso mínimo, que já vinha se repetindo há algum tempo e sendo alvo de reclamações não só de Arnaldo e Lucinha. Fora isso, durante todos os shows que surgiram pós Barbican, e até esse episódio final em 2007, todos foram marcados pela total falta de apoio de produção, mínimo que fosse, para Arnaldo e Lucinha – eles tinham que carregar suas próprias malas e até instrumentos, encontrar seus próprios restaurantes e viver apenas das verbas de alimentação. Não receberam cachês da turnê da europa em 2007. Por isso, Arnaldo diz no seu vídeo-resposta: “cansei de ser explorado, por isso saí”. E no dia em que Arnaldo e Lucinha resolveram não seguir mais em turnê, justamente neste dia em que teriam que dormir no ônibus, no dia em que chegaram ao limite da paciência e saúde, era também o último dia de hotel em Londres. E ambos foram jogados à própria sorte, na rua, literalmente. Apesar dos pedidos incansáveis para que adiantassem o vôo de ambos de volta para o Brasil, o empresário se recusou a fazer esse arranjo e fui eu quem os acolheu na minha casa em Londres, até que a banda e Sergio voltassem para pegarem o voo programado de volta ao Brasil. E foi neste momento que nos contaram, à mim e meu ex-marido, os detalhes sórdidos da turnê.

Tudo poderia ser diferente. A verdade é que o Barbican procurou Arnaldo Baptista para fazer uma partipação no evento-exposição Tropicália. Conseguiram o contato de Aluizer Malab em um dos créditos do álbum Let It Bed, solo de Arnaldo de 2004, e que foi considerado um dos melhores lançamentos do ano pela revista inglesas Mojo. Ou seja, Arnaldo não estava ‘voltando’ em 2006 com os Mutantes. Foi Aluizer que resolveu, a partir desse convite pessoal do Barbican ao Arnaldo, reunir os Mutantes para uma apresentação. Depois apareceram outros convites para shows nos EUA e Europa, dos quais Arnaldo aceitou participar. Arnaldo nunca assumiu uma volta aos Mutantes, ele simplesmente aceitou fazer alguns shows. Como mostra o lançamento de Let it Bed, Arnaldo estava ativíssimo em sua carreira solo, como sempre esteve, apesar de em alguns momentos longe dos holofotes.

Não temos noção do porquê de Sergio Dias precisar difamar Arnaldo e Lucinha para crescer na foto. Até agora, em nenhum momento, Arnaldo demandou royalties pelo uso do nome Os Mutantes, que lhe pertence também. Nunca foi à público ou a juízo impedir que Sergio fizesse o que bem entendesse com esse nome, tão relevante para a música brasileira. O que desejamos, como diz Arnaldo em seu vídeo-resposta, com gestos singelos e humorados, que é sua marca registrada: que Sergio Dias encontre um lugar ao sol sem ter que recorrer a esses subterfúgios maldosos e mentirosos. Como diz Arnaldo: “que ele consiga sobreviver sem ficar se encostando na minha sombra e na de Os Mutantes original”. E que tanto ele como Rita Lee aprendam que Lucinha Barbosa tem nome e posição: companheira e parceira de Arnaldo, e não apenas uma “cuidadora” ou “fã”, sem nome, sem identidade, como cruelmente insistem.

Esperamos que estas sejam as últimas vezes que Sergio Dias vá à público difamar Arnaldo e sua companheira de quase 40 anos. Do contrário, como diz Arnaldo, ele terá que se entender com a Justiça. Tudo tem um limite nesta vida! A gente vive na Paz, é a tônica, o astral, compartilhados cotidianamente nas mídias sociais de Arnaldo. Até que Sergio Dias, ou outro e outra qualquer, bata à porta com seus venenos e sombras tão mal trabalhadas. Não mais!

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Thurston Moore, o eterno guitarrista do Sonic Youth, abriu sua própria loja em Londres na semana passada. A 96 Church Records & Tapes venderá discos, livros, pôsteres, camisetas e outros itens de diversas procedências, além de funcionar como galeria de arte e palco para shows e encontros – Henry Rollins e Yoko Ono estão entre os próximos convidados. A loja, que recebe o público com uma cruz invertida feita por capas de discos de black metal feita pelo próprio Thurston, fica em Stoke Newington, no norte da capital inglesa, e é uma parceria de Moore com o quadrinista Savage Pencil (nome de guerra do inglês Edwin Pouncey) com Pete Flanagan, da loja Zippo Records, que também vende itens online pela Soho Music. A princípio a loja é temporária e deve funcionar apenas por um mês, “mas se der certo, seguiremos seguindo”, comentou Thurston em sua conta no Instagram.

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Os dois singles (um com Lydia Lunch e outro com FKA Twigs) foram só um teaser e o produtor chileno-americano Nicolas Jaar lança o álbum 2017-2019, tirando todo o tom pop que predominava na coletânea anterior de seu projeto Against All Logic (o excelente 2012-2017) transformando-o em uma arma de combate. A melhor explicação para a mudança vem logo na primeira faixa, quando picota vocais de Beyoncé sobre uma base bate-estaca que implode o ouvinte em uma pista de dança mental, febril e agressiva, consolidando-o como um dos melhores produtores em ação atualmente.

Detalhe: os dois singles anteriores não entraram no disco.

kaytranada-kali-uchis

O mestre haitiano-canadense Kaytranada lança a versão em vídeo para uma das melhores músicas de 2019, “10%”, sua parceria com a irresistível cantora colombiana Kali Uchis.

Pra sair deslizando na pista…

Foto: Leonardo Bicalho

Foto: Leonardo Bicalho

Edgar canta “Carro de Boy” – inspirada em fatos reais – desde antes do lançamento de seu Ultrassom, mas a música, na edição final, ficou de fora do disco – mas não dos shows. Com a participação de Rico Dalasam, a faixa equilibrava protesto e festa fazendo todo mundo dançar com sangue nos olhos. Descrevendo uma situação infelizmente corriqueira no Brasil (o playboy que mata alguém pobre atropelado e sai ileso porque não é pobre), a faixa finalmente é lançada com um clipe contundente que joga na cara o ponto-chave deste questionamento: o genocídio negro contínuo no país.

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O épico jogador de boliche Jesus Quintana, um dos coadjuvantes mais emblemáticos do clássico Big Lebowski, dos irmãos Coen ultrapassa as especulações e boatos e finalmente vai protagonizar seu próprio filme. The Jesus Rolls, escrito e dirigido pelo próprio John Turturro que interpreta o clássico personagem. O filme se passa após Jesus sair da cadeia e ser recepcionado por um amigo vivido por Bobby Cannavale, que o ajuda a roubar um carro e cair na estrada com uma cabeleireira (vivida por Audrey Tautou). O filme ainda conta com participações de John Hamm e Susan Sarandon e deverá estrear em março nos canais de streaming e em alguns cinemas nos Estados Unidos. Seus produtores já publicaram um teaser, que não conta muito sobre o filme, apenas prova sua existência (e que tem a benção dos criadores do personagem, Joel e Ethan Coen)