Abatido, o rapper Snoop Dogg chorou o clima tenso nos EUA nesta terça-feira ouvindo o clássico “Você Me Vira a Cabeça (Me Tira do Sério)“, da nossa sambista Alcione, entre baforadas num post na sua conta no Instagram…
I feel you.
Ah, você quer se acabar de dançar na quarentena? Então segura essa mixtape que o mestre francês Breakbot pinçou pra gente espantar os fantasmas deste 2020 deslizando e requebrando na sala de estar. Groove finíssimo: soul anos 80, funk anos 70, house fino, R&B e disco music tudo misturado de um jeito que é impossível ficar parado. Sente só:
Um trecho da série Sopranos
The Jones Girls – “Let’s Hit It” (intro)
Finesse – “I Can’t Help Myself”
Rufus & Chaka Khan – “Live In Me”
Fern Kinney – “Groove Me”
The Jones Girls – “Life Goes On”
Donald Byrd – “Love Has Come Around”
Ann C. Sheridan – “Sing it Low”
Breakbot – “Be Mine Tonight (feat. Delafleur)”
Barbara Roy – “If You You Want Me”
Magoo – “Funktime (feat. Eddie Craig)”
Gemini – “Something Special”
Con Funk Shun – “Da Lady”
AM KO – “Just Chilling’ Out”
Dynasty – “Groove Control”
Cerrone – “Soumission”
Breakbot – “Why (feat. Ruckazoid)”
Rhythm Heritage – “Disco Derby (Take Me Dancin’)”
Earth Wind & Fire – “Sing A Song”
Strange Affair – “Love Is A Strange Affair / Fantasy”
Frisky – “You’ve Got Me Dancing In My Sleep”
Carrie Lucas – “I Gotta Keep Dancing’”
Lemon – “A-Freak-A (Remix)”
Paper Doll – “Get Down Boy”
El Coco – “Afrodesia”
Alicia Myers – “I Want To Thank You”
Duncan Sisters – “You Give Me Such A Feeling”
Yuksek – “The Only Reason (feat. Breakbot & Irfane)”
Já está entre nós a versão espacial que o produtor pernambucano Buguinha fez para O Futuro Não Demora, que o BaianaSystem anunciou há menos de um mês em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. O disco mais recente do coletivo baiano foi inteirinho “adubado”, como o produtor gosta de nomear suas versões, e tornou-se O Futuro Dub, uma viagem desconstruída em câmera lenta ao centro de um disco cheio de camadas, em que ele disseca umas e acrescenta outras enquanto revela nuances e sutilezas sem fazer o disco parar de sacolejar e nos impelir à dança. Ficou excelente!
O Radiohead está fazendo sua parte para manter todos em casa e começou a abrir seu baú de memórias publicando apresentações ao vivo na íntegra em seu canal no YouTube: “Agora que você não tem opção a não ser curtir uma noite tranquila em casa, apresentamos os primeiros de uma série de shows ao vivo da Radiohead Public Library que vão para o nosso canal no YouTube”, avisou o grupo em sua conta no Instagram. Eles começaram com um show em Dublin, na Irlanda, no ano 2000…
….e depois com um show em Berlim em 2016.
Que venham outros tantos!
O produtor inglês Jamie Xx aproveitou a quarentena para oficializar o lançamento da surpreendente “Idontknow”, que já havia mostrado no ano passado mas nunca tinha lançado de fato. A faixa aponta um novo rumo para suas produções, mas ninguém sabe se vem disco novo por aí.
Tomara que venha. pois seu último disco, o ótimo In Colour, foi lançado há cinco (!) anos.
Sem lançar disco desde 2011, o rapper inglês Mike Skinner, que também atende pelo codinome The Streets, anunciou uma mixtape cheia de convidados, None of Us Are Getting Out of This Life Alive (eis a capa acima), que será lançada no próximo mês de julho. E para iniciar os trabalhos, ele chamou ninguém menos que Kevin Parker, do Tame Impala, para mostrar o tom deste trabalho. “Call My Phone Thinking I’m Doing Nothing Better” abre a mixtape, que ainda conta com participações de nomes como o grupo Idles, Ms Banks, entre outros. A improvável colaboração, que pode ser ouvida abaixo, não chega a empolgar, mas funciona, principalmente levando em conta os extremos reunidos nesta equação.
A mixtape já está em pré-venda.
Pouco antes da última vez que anunciou um novo álbum (Syro foi lançado em 2014 – já vão seis anos!), o produtor inglês Aphex Twin começou dar sinal de vida soltando faixas inéditas aleatórias em uma conta quase anônima no Soundcloud, user18081971. Mesmo após o lançamento do álbum, a conta continuou ativa e vez por outra o produtor lança algo novo por lá, tornando este perfil em sua fonte mais confiável de notícias, uma vez que tornou-se recluso inclusive digitalmente.
Mas há poucos dias ele começou a soltar algumas faixas, possivelmente motivado pela morte do pai, Derek, que chegou inclusive a colaborar em algumas faixas do filho, com vocais sampleados. Mas o conjunto de novas canções, sempre com títulos enigmáticos, como “s8v1 [brooklyn]”, “prememory100N pt2” ou “m11st lon” vão para o extremo oposto onde o produtor estava nos últimos anos, apostando no ambient mais delicado ou em faixas de baixa densidade que mesmo quando o BPM pega, apontam para a contemplação.
Numa delas, a belíssima “qu1”, em que havia dedicado para seu pai, apagando o comentário depois, ele chega a conversar com os fãs inclusive sobre a morte do pai: “Não faz sentido preparar-se para a morte de seus pais, é um desperdício completo de tempo pois você não sabe como vai ser, você não tem ideia e precisa passar seu tempo apreciando seus queridos enquanto você pode, se puder. Eu sei que isso parece óbvio, mas eu pensava muito nisso… Tentar me preparar para isso, mas fui burro.” Anteriormente, ele havia falado que a morte de seu pai não estava ligado à epidemia do coronavírus.
Agora… Se vem disco aí ou não é sempre uma dúvida…
Que tristeza começar a semana com uma notícia dessas… Mais que peça central em um dos grupos mais importantes da nossa música, Moraes Moreira ampliava o cancioneiro nordestino para além das fronteiras estaduais e compôs algumas das canções mais bonitas e fortes da música brasileira. Vai em paz…
Ernest Green, que responde pelo Washed Out, tinha planos de lançar um novo single no final de março, após filmar um clipe para sua nova música, “Too Late”, que iria fazer na costa italiana, tendo como inspiração o por do sol no Mar Mediterrâneo. Mas a pandemia do coronavírus o fez cancelar seu plano original, que foi transferido para a Espanha… logo que o país entrou também em quarentena. Uma última tentativa foi feita na Inglaterra, que também começou a sofrer com a doença, o que o fez mudar completamente de ideia. Publicou em seu Instagram um pedido para os fãs enviarem cenas do por do sol, mesmo que fossem feitas fora da quarentena, e a partir de mais de 1.200 vídeos, ele montou o clipe, que traz sua atmosfera tranquila para este momento tão bizarro que vivemos.
Mas ele também não sabe quando irá lançar mais algo, embora esteja otimista em relação ao futuro de sua banda após toda essa situação que estamos passando.
O Pavement preparava-se para fazer mais shows este ano – a princípio nas duas edições, a lusitana e a catalã, do festival Primavera -, mas, como todos os artistas, teve que segurar as pontas, cancelar os shows e repensar seu futuro próximo. E como 1995 marca o 25° aniversário de seu clássico Wowee Zowee, sua gravadora Matador inventou um item colecionável para atiçar os ímpetos consumistas de seus fãs e criou um compacto em vinil em formato de balão – como o nome do grupo originalmente aparece no disco – reproduzindo a pintura da capa em um picture disc que traz duas músicas que ficaram de fora do álbum, “Sensitive Euro Man” e “Brink of the Clouds/Candylad”. As duas faixas já haviam sido reveladas quando o grupo revisitou o álbum na edição Sordid Sentinels em 2006, mas este formato é uma novidade para o grupo:
O disco já está à venda no site da gravadora Matador – e tem edição limitada.












