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Loki

2026 não começou ainda mas já começou quente: o festival goiano Bananada acaba de anunciar sua volta triunfal em agosto do ano que vem. Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda, confira mais informações no Insta deles: @festivalbananada. Bora!

Quem já fechou a lista de melhores de 2025 não incluiu o disco novo que o Emicida acabou de lançar, né? E pelo jeito ainda tem outro vindo aí, porque ele lançou o Volume 3 só com mashups feitos pelo Nyack há pouco tempo e se duvidar o Volume 1 sai esse ano… Será que vem uma colab com os Racionais?

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O último Inferninho Trabalho Sujo do ano acontece nessa sexta-feira, dia 12 de dezembro, quando reúno duas bandas novíssimas para apresentar-se pela primeira vez na festa. A primeira delas é a instrumental Pé de Vento, ancorada no jazz brasileiro dos anos 70 e com integrantes das bandas Orfeu Menino e Saravá, que tocará suas músicas autorais pela primeira vez na festa. Depois é a vez de outra banda formada por integrantes de bandas que já passaram pelo palco do Redoma (como a própria Saravá e a Devolta ao Léu), quando recebemos pela primeira vez um dos primeiros shows da banda Monolitos. O Redoma fica no número 825-A da rua Treze de Maio, no Bixiga, a casa abre às 21h e a partir das 22h começam os shows. Os ingressos já estão à venda!

A primeira exibição do documentário de mentira The Moment, que Charli XCX fez sobre seu momento Brat no ano passado, acontecerá no início do ano que vem, quando o filme dirigido por Aidan Zamiri estreia no festival de cinema de Sundance, nas cidades de Park City e Salt Lake City, nos Estados Unidos, que acontece a partir do dia 22 de janeiro de 2026. O filme, criado a partir da pressão para fazer um filme sobre a turnê, explora o lado irônico e cínico de se fazer tanto sucesso e o trailer final do documentário falso foi lançado aproveitando esse anúncio. O filme, que ainda conta com Kylie Jenner, Alexander Skarsgard, Rachel Sennott, Rosanna Arquette, Shygirl e A.G. Cook, entre outros, no elenco, chega aos cinemas dos EUA no dia 30 daquele mesmo mês e não tem previsão de lançamento no Brasil. The Moment é um dos três filmes com Charli no elenco (além dos outros quatro que ela está envolvida) que estreará no festival, cuja próxima edição é a primeira depois da morte de seu fundador, Robert Redford: The Gallerist, filme sobre o mercado de arte com Natalie Portman e Jenna Ortega, e I Want Your Sex, de Gregg Araki.

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A noite de hoje é menos sobre nostalgia e mais uma reafirmação da importância da resistência, do protesto e da recusa de ser silenciado”, disse Bobby Gillespie no início do show que seu Primal Scream fez nesta segunda-feira, na Roundhouse londrina. Depois de uma avassaladora passagem pelo Brasil, o grupo encerrou sua temporada de shows de 2025 na Inglaterra, celebrando o quarto de século de seu disco mais político, XTRMNTR. Lançado no ano 2000, o disco só foi tocado na íntegra no ano de seu lançamento, em apresentações no Reino Unido, e 25 anos depois voltou a ser celebrado fazendo o grupo recuperar músicas que não tocava ao vivo desde aquela época (caso de “Keep Your Dreams,” “Insect Royalty” e “MBV Arkestra (If They Move, Kill ‘Em)”). Além destas, o grupo ainda visitou “Blood Money” (que não tocava desde 2001), “Shoot Speed/Kill Light” (pela primeira vez desde 2018), “Accelerator” (fora dos shows desde 2019) e “Kill All Hippies” (que tocou pela última vez em 2021), além de ter tocado uma versão para “Swastika Eyes” que causou confusão na Inglaterra ao exibir imagens de diferentes políticos estrangeiros que, ao se posicionar a favor de Israel no conflito da região da Palestina, apareceram com suásticas dentro de estrelas de Davi nos olhos. O aniversário do disco coincide com dois momentos distintos de dois personagens centrais em sua história, pois o lendário baixista inglês Gary “Mani” Mounfield acaba de partir para o outro plano, enquanto o guitarrista Kevin Shields vê seu My Bloody Valentine ser redescoberto em grande estilo com shows ensurdecedores. Depois de tocar o disco na íntegra, o grupo escocês voltou para um bis que incluía “apenas” “Jailbird”, “Loaded”, “Movin’ On Up”, “Country Girl” e “Rocks”. Resta saber se vão seguir comemorando o disco em 2026 em turnê mundial, o que faria muito sentido, dado o tenso momento político que o planeta atravessa.

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Voa Varanda!

Encerrando a temporada 2025 do Inferninho Trabalho Sujo com o melhor show do Varanda que eu já assisti – e é muito bom poder constatar isso. A primeira vez que o grupo de Juiz de Fora tocou em São Paulo foi justamente no começo do Inferninho, na terceira edição (!), e de lá pra cá pude fazer outros quatro shows deles na festa – três no Picles e no carnaval que fiz na Casa Natura Musical no começo deste ano -, além de vê-los lançando seu ótimo Beirada no Sesc Vila Mariana no ano passado. Em cada um desses shows dava pra ver como a banda evoluía a olhos vistos, desde a química entre os músicos ao desempenho individual de cada um deles: o baterista Bernardo Merhy cada vez mais presente e preciso, sempre entretendo o público com piadas infames; o baixista Augusto Vargas firmando-se como segundo vocalista enquanto debulha seu instrumento como se solasse uma guitarra e o guitarrista Mario Lorenzi a cada show mais livre e solto entre solos, dedilhados e espasmos de microfonia, todos preparando terreno para os vôos teatrais de Amélia do Carmo. A vocalista é um pequeno fenômeno à parte, carisma equilibrando-se entre delicada fada e bruxa intensa, atiçando o público a convulsões melódicas, choques de refrão, doces canções ou simplesmente jogando-se nele. Este, por sua vez, estava entregue à banda. Numa das maiores lotações que já vi no Picles (par apenas para os shows da Enorme Perda de Tempo ou quando os Boogarins estiveram no primeiro aniversário da festa), o público dessa sexta não era apenas obcecado pela banda como cantou todas as músicas em uníssono, aos berros, às vezes sozinhos, com a banda apenas assistindo seus versos ganharem vida na voz dos fãs sem precisar tocar seus instrumentos. E ao lembrar que o próximo show que farão em São Paulo será na edição que vem do Lollapalooza dá pra ver o quanto eles estão fazendo seu trabalho direitinho. A satisfação de vê-los voar mais alto é tão gratificante quanto saber que eles têm ninho nessa festa que inventei há dois anos e que podem voltar sempre que quiserem. E também é bom saber que eles sabem disso. Pra coroar a noite, eu e Fran fizemos uma de nossas melhores discotecagens, que terminou com o dia claro! 2026 promete!

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Air no Tiny Desk!

O fim de ano da NPR tá finíssimo: depois de soltar o Tiny Desk com o David Byrne, a emissora pública dos Estados Unidos puxa o Air pra fazer seu programa informal e a dupla francesa pinça quatro pérolas de seu repertório – o soberbo épico onírico “Le Voyage de Pénélope”, a “Cherry Blossom Girl” que fizeram esse ano com a Charli XCX (imagina se ela aparece no programa) e duas da trilha sonora do filme Virgens Suicidas, que possivelmente será o tema da nova turnê dos dois, “Highschool Lover” e “Dirty Trip”. Olha que pérola…

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Missão dada é missão cumprida. Assim a banda psicodélica pernambucana Anjo Gabriel encarou o árduo desafio de trazer para o palco o experimento musical fonográfico Paêbirú. Criado a partir do encontro alucinógeno que o paraibano Zé Ramalho e o pernambucano Lula Côrtes tiveram na mitológica Pedra do Ingá, o épico disco duplo é um registro musical monumental, que funcionava como segundo disco de Lula e o primeiro de Zé e reunia a nata da psicodelia pernambucana do período, de Geraldo Azevedo a Ivinho, passando por Alceu Valença, Paulo Rafael, Jonathas, Marconi Tauro, Zé da Flauta, Agrício Noia, Dikê, Don Tronxo, Carmelo Guedes, Hugo Leão e Jarbas Mariz. Nunca apresentado ao vivo devido ao amálgama sonoro e colagens de gêneros musicais que convivem nesse Sgt. Pepper’s pernambucano, o disco foi recriado em shows no seu aniversário de 50 anos no Recife, no primeiro semestre, e chegou à sua segunda apresentação nesta quinta-feira, em São Paulo, quando o quinteto pernambucano desbravou esse enigma com a benção da família Côrtes, cujo filho de Lula, Nemo, que cuida do legado do pai há desde sua morte, em 2011, falou no início da apresentação no Sesc Pompeia para contextualizar a importância do evento. Liderado pelo baixista Marco da Lata, que também tocava uma versão do mítico tricórdio de Lula, instrumento árabe (ou indiano?) que o instrumentista usou para fundir com a música nordestina, o grupo arregaçou as mangas e fez bonito ao transformar Paêbirú num show, colocando seus músicos originais (Junior do Jarro na bateria e vocais, CH Malves na segunda bateria, Diego Drão nas teclas e Phillippi Oliveira nas guitarras e vocais) ao lado de um time de musicistas que aprofundou ainda mais o trabalho do grupo, com vocais de Marietta e Luciana Oliveira, violoncelo, sax e flauta de Ana Colomar e violino de Paula Buges e Murilo Cambuzano no violão de 12 cordas, além do próprio Jarbas Mariz, presente naquela noite, que abriu os trabalhos declamando a letra de “Nao Tenho Imaginação pra Mudar de Mulher”, de Marconi Notaro, e voltou por vezes ao palco tocando berimbau, como fez no disco homenageado. Uma noite épica!

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Segundo a página de notícias chilena ChileFestivales, o Cure já tem data para voltar para a América do Sul: em setembro do ano que vem, quando, conforme eles apuraram, o grupo de Robert Smith chega ao Brasil em uma aparição única no país durante o próximo Rock in Rio. Mas é tudo boataria ainda…

Mas não dá pra ficar parado.

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