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Loki

Lá vai o Dylan de novo desenterrando mais uma faixa das Basement Tapes ao vivo – e justo a excelente “You Ain’t Goin’ Nowhere”, que tocou no show que fez em Woodinville, nos EUA, no sábado. Tá certo que não foi quando como desenterrou pela primeira ao vivo “Baby, Won’t You Be My Baby”, que gravou em 1967 e estreou no palco na quinta passada. A última vez que tocou essa foi 2012. Só 14 anos…

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Mike D vem mesmo aí! E acaba de anunciar Thank You, o primeiro álbum solo de um beastie boy, que não lançavam música desde a passagem do irmão Adam “MCA” Yauch, em 2012. D voltou a apresentar-se ao vivo este semestre, primeiro como convidado-surpresa do show da banda de seus filhos (chamada Very Nice Person) depois fazendo seus próprios shows, com a banda da prole rebatizada como 5D para acompanhá-lo. De lá pra cá ele faz mais alguns shows nos EUA, lançou dois singles (“Switch Up” e “What We Got”) e, durante a passagem que está fazendo pela Inglaterra, soltou a notícia – junto com a capa e o nome das músicas – de sua estreia, que acontece no mês de agosto. Junto com esta notícia ele lançou mais um single, “True Colors”, e prepara-se para tomar o planeta de assalto.

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Charli XCX acaba de anunciar que a turnê de lançamento de seu Music Fashion Film começa em setembro e em outubro pelos Estados Unidos, quando terá os shows abertos pela sensação Underscores (que lançou um discaço esse ano, o ótimo U, e virá para o Brasil tocar no Primavera paulistano). Ela ainda não avisou quando passeia por outros países além da terra do Tio Sam, mas sempre ficamos na torcida de ela passar por aqui…

O calor da Chama

Mais uma edição do Chama maravilhosa, quando pude, ao lado do compadre Arthur Amaral, da Porta Maldita, mostrar alguns dos melhores shows que temos na nova cena independente brasileira que cada vez mais tornar-se mais forte, intensa e plural – e sem delírios de grandeza. Reunir Felipe Vaqueiro, Jovita, Tubo de Ensaio, Besta Fera, Gastação Infinita, Boia e Thalin – e seus respectivos convidados, numa mesma noite fez o público viajar em sete universos musicais distintos e dispostos a expandir seus trabalhos, mas sem perder a vibração comunitária e a sensação de estar assistindo a uma transformação cultural que vai para além da música.

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Vocês estão prontos para mais uma edição do Chama Festival? Pois marque aí na sua agenda que no próximo dia 6 de junho teremos mais uma safra de novas bandas que estão em ascensão na cena independente brasileira desfilando pelos dois palcos da Casa Rockambole, em mais uma parceria entre @aportamaldita e @inferninhotrabalhosujo. Olha esse elenco: Felipe Vaqueiro e Marina Nemesio! Jovita com Aria Onírica, TinyBear, Mefius e De Freitas! Tubo de Ensaio com Giba e Barulhista! Besta Fera com Paulo Barnabé! Gastação Infinita com Ricardo e Duda do Naimaculada e Dupla 02! Boia com Bruno Fechine e Kim Cortada! Thalin com Caio Colasante! Só show foda que você nunca viu! Neste sábado, a partir das 17h, vamos lá?. Confia!

Anelis vem aí…

E de repente fomos surpreendidos por Anelis Assumpção, que anunciou uma turnê – pelo Brasil e pela Europa – como marco do início dos trabalhos do sucessor de Taurina. Como ela mesma explica no post em que fala da novidade, “esse primeiro semestre foi interno, intenso. Foi de cozinhamento, temperagem e marinação, confitagem e muito caramelo salgado no som”, metaforizou comida, como é a marca de seu signo solar. “Meu quinto disco está quase pronto e enquanto o forno tá aquecendo e ele vai crescer nesse calor do acabamento, volto pro giro, dou uma pinta pelo mundo, rodopio em pistas diversas e quando passar tudo que vai deixar os ânimos brasileiros mexidos, meu disco vai rodar na sua vitrola pra gente veranear”. A partir do dia 10 até o fim de julho ela passa por Fortaleza, Rio de Janeiro, Barcelona, Berlim, Madri, São Paulo e Paraty. Se o disco sai antes, durante ou depois ainda não sabemos…

Depois do aguaceiro que abateu-se sobre o Primavera de Barcelona na quinta (com cancelamentos de vários shows do evento), a sexta-feira deu uma trégua e trouxe de volta a boa vibe para o festival catalão, para a sorte do Cure – e de seus fãs. Retornando aos palcos depois de uma pausa de um ano e meio, o grupo de Robert Smith não só fez mais um felizmente gigantesco show (com as duas horas e meia de praxe) com aproveitou para trazer de volta aos palcos pérolas menores de seu repertório que não tocavam há eras, como “Mint Car” (música de trabalho do disco Wild Mood Swings, de 1995, que não era tocada há dez anos) e três músicas que não tocavam desde 2019: “Alt.End” (do disco de 2004, batizado só com o nome da banda), “2 Late” (lado B do single “Love Song’, de 1989) e “Wrong Number” (single que acompanhou o lançamento da coletânea Galore, de 1997). Nenhuma música inédita, mas aquela chuva de clássicos, como dá pra ver no vídeo com a íntegra do show.

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Dylan não para! O mestre reiniciou sua eterna turnê nesta quinta-feira com um show na cidade de Troutdale, Oregon, em seu próprio país e entre versões de músicas alheias, “I Can Tell” (de Bo Diddley), “Axe and the Wind” (de George “Wild Child” Butler) e “I’ll Make It All Up to You” (de Jerry Lee Lewis) e clássicos próprios de diferentes épocas (desde hits como “Rainy Day Women #12 & 35”, “When I Paint My Masterpiece” e “All Along the Watchtower” a canções memoráveis como “Man in the Long Black Coat”, “Crossing the Rubicon” e “I Contain Multitudes”), ele ainda teve a manha de estrear uma música que nunca havia tocado ao vivo: “Baby, Won’t You Be My Baby”, gravada em 1967, quando sofreu um acidente de moto e retirou-se da vida pública, pra se enfurnar numa série de gravações ao lado da The Band, que só chegariam ao público oito anos depois, no disco que batizou aquelas sessões, The Basement Tapes. Mas “Baby, Won’t You Be My Baby” não saiu no disco de 1975 e só viu a luz do dia em 2014, quando, no décimo-primeiro volume de sua série em que oficializa suas gravações piratas, The Bootleg Series, liberou a íntegra daquela temporada ao lado da banda que ajudou a revelar. Você sabe de algum artista que levou quase 60 anos pra tocar uma música ao vivo? Lenda-viva não é só um título de efeito: Dylan é o cara, Como ele proíbe a entrada de câmeras e celulares em seus shows, não temos o registro em vídeo, mas algum devoto entrou com um gravador e fez uma foto pra eternizar esse momento.

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O Inferninho Trabalho Sujo dessa sexta-feira foi um acontecimento daqueles. A começar pelo encontro histórico dos Irmãos Panarotto com a banda Tutu Naná, trazendo conjuntamente a maluquice do rock de Chapecó num mesmo palco. Duas formações e gerações completamente distintas, os dois se encontram na encruzilhada do rock desenfreado com o humor nonsense e a jovem banda ficou como escada para as canções dos patronos do Repolho, essa instituição do indie brasileiro que atravessa décadas incólume, deixando suas experimentações de noise com jazz brasileiro para recolher-se às bases do repertório da dupla, quase sempre equilibrando-se entre a Jovem Guarda e o rock gaúcho – com direito ao baterista Fernando Paludo fazendo cosplay de Peter Criss, do Kiss. O happening subiu mais um degrau quando chamaram Tatá Aeroplano para participar da zona e o bardo paulista sintonizou o man Júpiter Maçã, quando cantaram juntos “Eu e Minha Ex” e uma canção-tributo à estátua do paladino da psicodelia gaúcha em Chapecó que metamorfoseou-se em “Ando Meio Desligado”, dos Mutantes. Que delírio.

Depois foi a vez da banda amazonense Jambu mostrar como já estão bem ambientados em São Paulo, a ponto de lotar a casa de fãs cantando todas suas músicas – e pedindo outras que eles nem lembravam como tocar. Lançando o EP Cartas Que Escrevi Enquanto Sonhava ,a banda formada por Gabriel Mar na guitarra e vocal, Yasmin Costa no vocal e bateria, Gustavo Costa no baixo e Roberto Freire na guitarra solo – como esmerilha o instrumento, esse cidadão! , o grupo tem uma química impressionante e botou todo mundo pra cantar, inclusive as músicas recém-lançadas. Com influências de rock brasileiro dos anos 80, indie rock e emo, o grupo segue trilhando sua escalada pop e tende a crescer ainda mais. Depois eu e a Fran esticamos a madrugada até onde pudemos, numa noitada como há muito não fazíamos no Picles – sexta-feira, né?

#inferninhotrabalhosujo #irmaospanarotto #tutunana #jambu #picles #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2026shows 125 e 126

Olha esse Inferninho Trabalho Sujo dessa semana, que acontece no Picles e reúne duas extremidades da música independente do país numa sexta-feira daquelas! Quem começa a noite são os magos Irmãos Panarotto, lendas-vivas do indie brasileiro que capitaneavam a histórica banda Repolho a partir de Chapecó e reúnem-se aos conterrâneos e velhos conhecidos da festa Tutu Naná para uma apresentação épica! Depois é a vez dos amazonenses Jambu estrearem na festa misturando indie rock e rock de garagem. E a noite termina comigo e com a Fran fazendo todo mundo dançar sem parar quando discotecamos até altas. E quem pegar o ingresso online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar. Os ingressos já estão à venda. Vamooooos!