
Na quinta, dia 21, o Picles vai fritar com uma edição eletrônica do @inferninhotrabalhosujo, quando reunimos duas duplas que se apresentam pela primeira vez na festa. A noite começa com o duo Pão de Ló, experimento de fritação synth formado por dois lokis da Tubo de Ensaio, Lorenzo Zelada e Lorena Wolthers, que mergulham nos sons sintéticos pra todo mundo viajar bonito. Depois é a vez de outro experimento elétrico, mas formato por beats, efeitos e guitarra, quando o guitar hero Lello Bezerra une forças com o produtor Charles Tixier, que fazem todos dançar com seu recém-formado Canaflash FX, em que grooves latinos sintéticos misturam-se com riffs em loop e não deixam ninguém parado! E depois dos dois é a vez de eu e a Fran seguirmos com a pista de dança até altas madrugadas. Lembrando que quem pegar o ingresso online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar! Vamos?

Eis “SS26”, mais uma página do novo capítulo que Charli XCX está escrevendo depois de fechar sua fase Brat no ano passado e misturar o ocaso desta com seu entreato cinéfilo (em que esteve envolvida na produção – e em diferentes papéis – de SETE filmes na virada do ano passado para esse). No novo single ela mantém a textura rock que explorou no anterior, “Rock Music”, mas sem os beats ou os efeitos que vinham no refrão desta. A textura de guitarras e o riff roqueiro seguem presente, mas o ritmo é lento (beats quase discretos) e a canção é quase uma balada pop num contexto rock. E as referências à moda são extramusicais – ela desfila na passarela do clipe depois de abençoada pela ex-editora-chefe da Vogue Paris Carine Roifield como se estivesse numa semana da moda e embora o título aluda a uma referência deste universo (“primavera-verão 2026”), a faixa não fala sobre moda como a anterior falava sobre rock. Aos poucos ela aplaina seu discurso para tentar pegar na veia da contemporaneidade deste ano e em breve deve soltar mais pistas do álbum que está preparando na encolha.
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Desde que A Tábua de Esmeraldas foi redescoberto nos anos 90 há um clamor por uma versão ao vivo do disco, algo que seu autor, o imbatível Jorge Ben Jor, sempre achou desnecessário. Seu Acústico MTV, lançado há quase um quarto de século, chegou a bater na trave, como outros projetos que pediam que ele voltasse ao violão ou pelo menos ao repertório daquele disco e parece que o mais perto que conseguiram chegar foi anunciado nesta quinta-feira, quando foi revelado o projeto Alquimia Popular Brasileira, que vai trazer o mestre em um show inédito no estádio do Palmeiras no dia 17 de outubro. Não se sabe se será um show único ou se outras datas poderão ser anunciadas. Só dá pra saber que os ingressos começam a ser vendidos entre os dias 25 e 27 de maio. E por mais que tenha “alquimia” no título e que a campanha toque músicas do clássico disco de 1974, na imagem do cartaz Jorge aparece como sempre com sua guitarra elétrica. Em todo caso, imperdível.

Ao cogitar seu quinto disco solo, Paulo Miklos resolveu atacar de intérprete e transformou a seleção das canções do novo álbum em uma “playlist afetiva” – daí o título Coisas da Vida, pinçado da conhecida faixa de Rita Lee (uma das escolhidas), do álbum que lança nesta sexta-feira. “As escolhas são muito pessoais e elas vêm de diferentes experiências de vida – e de momentos e épocas diferentes também”, explica o eterno titã. “Incluí a primeira música que eu aprendi no violão, a música que cantava no bar Café Teatro A Pulga antes dos Titãs, a música que eu sofri o luto pela perda de um ente querido e assim por diante…”
Para instigar o lançamento, ele liberou o clipe que fez para “Mestre Jonas”, épico prog-bíblico de Sá,Rodrix & Guarabyra em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Sinto uma identificação muito grande com ‘Mestre Jonas’”, ele explica falando da escolha da canção. “Estive, e ainda estou, num processo de reconstrução da minha vida e a baleia é aqui o meu apartamento, novo endereço, pra onde, aos poucos, eu trouxe tudo o que é meu. Agora está mais parecido com um lar. Mas não pretendo ficar no isolamento como o Jonas, quero sim, levar pra o mundo esse novo projeto que está lindo demais!”
“Além disso, ‘Mestre Jonas’ sempre me impressionou muito”, continua falando sobre a faixa que abre o disco. “A fúria do órgão e do piano do Zé Rodrix é contagiante! Adoro Sá, Rodrix & Guarabyra! Nunca vi show deles ao vivo, mas fez parte do meu imaginário na adolescência.” Assista ao clipe abaixo, além de ver a capa e as outras músicas que escolheu para seu novo repertório: Continue

Imagina você estar numa festa fechada no interior da Inglaterra, assistindo a um show privado do Primal Scream e de repente ninguém menos que o Rick Astley sobe ao palco para dividir “Rocks” com eles…
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Dona de um dos melhores discos do ano passado (a colisão de música eletrônica com hiperpop de I Love My Computer), a produtora australiana Ninajirachi confirmou em um papo em seu canal no Discord que está vindo tocar no Brasil. Não há detalhes de locais e datas, mas estamos esperando…

Entre me levantar da poltrona em que vejo a apresentação até cumprimentar os artistas em seguida (algo que leva entre cinco e dez segundos), ouvi três vezes comentários que usavam a palavra “camadas” – sempre no plural – logo após a terceira noite da temporada Acontecimento que o trio Crizin da Z.O. vem fazendo no Centro da Terra, em que receberam o produtor de Guarulhos MNTH e o conterrâneo carioca Lcuas Pires. Só a configuração de palco já foi radicalmente diferente das noites anteriores, em que seus respectivos convidados (Kiko Dinucci e Deafkids) trouxeram guitarras e incitavam a percussão. Esta última até esteve presente na noite, embora tocada com apenas um atabaque e disparadores mecânicos de beats. Em sua terceira segunda-feira, a temporada Acontecimento mergulhou na eletrônica, distorcendo timbres, letras, sequências e até transmissões de rádio para criar justamente as tais camadas mencionadas em voz alta por vários dos presentes após a noite, criando uma trama ambient de noise que abriu uma outra dimensão na textura sonora do grupo. Hipnose de fim de mundo.
#crizindazonocentrodaterra #crizindazo #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 097

Único remanescente vivo da lendária Yellow Magic Orchestra, o japonês Haruomi Hosono vive dias de glória ao ser reverenciado por uma nova geração de artistas – além de sampleado pelo Vampire Weekend e gravado pelo Mac Demarco e pelo conterrâneo Cornelius, ainda abriu as portas de sua casa para receber tanto Mac quanto o geese Cameron Winter em suas recentes passagens pelo Japão. Pioneiro do rock psicodélico japonês ainda nos anos 60 (com a banda Apryl Fool, criada uma década antes do YMO que fundou ao lado dos saudosos Yukihiro Takahashi e Ryuichi Sakamoto), ele acaba de anunciar o lançamento de Yours Sincerely, seu primeiro álbum desde 2019, agendado para setembro deste ano. Não há maiores informações sobre o disco além do título, capa, data de lançamento e dos nomes das músicas e que ele fará alguns shows para aproveitar o novo álbum, dois deles nos Estados Unidos, quando apresenta-se no Radio City Music Hall de Nova York no dia 16 de setembro e no Greek Theatre de Los Angeles no dia 20, ambas apresentações com abertura de Toro y Moi. Mas ele soltou um post em sua conta no Instagram para comentar o novo trabalho:
Agora tenho 78 anos, mas, desde então, sinto uma crescente curiosidade pela música desconhecida que meu novo eu criará, ao mesmo tempo que acolho a música do meu eu anterior — como se agora carregasse dois mundos musicais dentro de mim…
“Tudo começou com uma pergunta simples: como expressar em inglês as ideias japonesas de omoiyari (思い遣り), jihi (慈悲) ou boseiai (母性愛)? Procurei, mas nenhuma palavra parecia certa. Cada uma se aproximava, mas carregava uma nuance ligeiramente diferente. Talvez a mais próxima fosse ‘compaixão’, que é frequentemente traduzida como ‘omoiyari’ em japonês, mas seu significado original significa ‘sofrer junto’. Tende a carregar um sentimento de simpatia ou pena — algo que parece distinto do sentido japonês de ‘omoiyari’. Em japonês, ‘omoiyari’ também inclui o sentimento de ‘ficar feliz junto’. Nesse sentido, pode até parecer o oposto. A perspectiva, o ângulo emocional — sutil, mas fundamentalmente diferente. Por essa razão, optei por não usar ‘compaixão’. Em vez disso, recorri a uma palavra mais familiar, frequentemente usada para encerrar uma carta: ‘Atenciosamente’”.
O disco já está em pré-venda. Veja abaixo a capa e o nome das músicas: Continue

A próxima edição do Inferninho Trabalho Sujo acontece nesta sexta-feira, dia 15, quando reunimos na Porta Maldita as bandas Caruma, Pra Sempre Pepito e a dupla Nalu & Annina, todos fazendo suas primeiras apresentações na festa. A Porta Maldita fica no número 400 da rua Luiz Murat, em frente ao cemitério de Pinheiros, abre a partir das 20h e os ingressos já estão à venda. Vamos?

O Defalla vem aí de novo – e dessa vez são eles mesmos, não são clones! É o que me explica Edu K sobre as 10 noites de Kaos que o grupo gaúcho fará no mês de agosto, em entrevista que fiz pra ele em mais uma colaboração com o Toca UOL.
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