
Em mais um programa em que me enncontro com os espectadores do CliMatias, desta vez convidei o Ormando Zhiomn, que toca a editora Entre (https://entreeditora.com/), para conversar sobre publicações alternativas, quadrinhos, Tatá Aeroplano, psicodelia e vários momentos da história em quase duas horas de viagens daquelas.
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Em mais uma edição extra do nosso Aparelho: Jornalismo Fumaça, eu, Emerson Gasperin e Vladimir Cunha deschavamos mais uma semana da CPI do genocídio, aquela em que viu-se pirocas em todos os lugares – até na cidade-velha em Belém -, passando por opções bolsonaristas e amazônicas para sublimar a cloroquina, saltos de tecnológicos de transmissões de grandes eventos e uma inversão da conclusão de Hannah Arendt a respeito do tribunal de Nuremberg que pode muito bem explicar o Brasil de 2021 – a partir de uma pureza vil.
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Mais um Aparelho em que eu, Tomate e Vlad conversamos sobre a CPI da Covid, desta vez nos debruçamos sobre os depoimentos mentirosos de Ernesto Araújo e Eduardo Pazuello para falar sobre como esta comissão está escancarando as entranhas do bolsonarismo em cadeia nacional. E aproveitamos para invadir nossa primeira rede social – siga-nos no Twitter: https://twitter.com/aquieaparelho
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Finalmente Dodô fala do Big Brother Brasil 2021 – mas como estamos juntos, puxo pro lado da política e temos, portanto, um programa que contempla o futuro próximo do Brasil a partir das pistas deixadas pelo maior reality show do mundo. E as notícias deste DM, vou te dizer, são boas…
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Em mais um programa dedicado à cobertura da CPI da Covid, eu, Vladimir Cunha e Emerson “Tomate” Gasperin dissecamos os depoimentos que abalaram as estruturas do atual governo, fazendo-o derreter cada vez mais a olhos vistos – em revelações que mostram as entranhas infantis desta gestão da morte. E sabemos que isso é só o começo – por isso comentamos também o que podemos esperar esta semana…
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Protagonista da primeira cena punk dos Estados Unidos, os Talking Heads foram a última banda que tocava no CBGB’s a lançar um disco e uma das primeiras a ser rotuladas como new wave. Mas ao final dos anos 70, o grupo começou a questionar seu próprio papel e entre os discos Fear of Music e Remain in Light, os dois produzidos por Brian Eno, eles colocam a música pop da época em uma sessão de terapia que mistura uma sensação de desliusão com distopias, buscando tábuas de salvação na polirritimia africana, no groove do Caribe, no rap e em uma sensação de coletividade que previu o futuro da música no início dos anos 80.
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Foto: Leticiah F.
“Na minha perspectiva, antes de chegar na cura tem todo esse processo horrendo de passar pela dor”, me explica por email, a curitibana Katze, que está lançando seu primeiro álbum, Fratura Exposta, nesta quinta-feira, que pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Em algum lugar entre o rap, o trip hop, a música eletrônica, a canção e misticismo, ela surge com um trabalho firme, direto e, por que não, terapêutico. “O disco acaba é mais esse processo do que sobre a cura em si. A cura é o objetivo, mas o caminho é longo e o passo é lento”, ri. “Esse processo abarca minha persistência, quase inevitável, em me quebrar o tempo todo e aí lidar com as in-consequências. E aí o nome do disco vem nesse sentido quase literal: ao expor o que está quebrado, reconheço o que e onde dói e acolho o que sinto. então acredito que reconhecer a dor e seja o primeiro passo pra cura.” E suas canções sussurradas sobre beats introspectivos acabam funcionando como o ambiente para curtir – e superar – a dor.

Quando mudou-se para a Finlândia, o cineasta André Peniche levou poucas coisas do Brasil – entre elas, um certo “tesourinho”. “Muito antes de morrer, ou melhor, pouco antes de recair na bebida, Júpiter deixou comigo o que ele chamava de ‘tesourinho’. Era basicamente uma cópia de cada disco lançado e outras raridades”, me explica por email, se referindo ao legado póstumo do papa psicodélico Júpiter Maçã, que aos poucos começa a ver a luz do dia. “Algumas dessas raridades estavam também com outros amigos músicos que tinham ainda mais participação do que eu na vida do man. Isso ficou comigo por uns dois anos antes de sua morte e claro, após 2015, quando ele faleceu. Ano passado me mudei para Helsinque, Finlândia, onde hoje resido, e uma das poucas coisas que trouxe comigo foi o tal ‘tesourinho’. O motivo? Não sei… Em parte talvez pois estou lentamente trabalhando num documentário extenso sobre ele mas em outro, pois simplesmente achei que devia.”

Felizes são os australianos, que já estão assistindo shows ao vivo mesmo depois de toda esse merdeiro do coronavírus. Ainda está longe de chegarmos ao nível ideal, mas graças às medidas de segurança adotadas pelo governo local, eles podem contar com esta apresentação ao vivo do Tame Impala revisitando seu primeiro álbum, Innerspearker, na íntegra no mesmo estúdio em que o disco foi gravado, o Wave House, na pequena cidade litorânea de Yallingup, com vista pro mar. O resultado é esta maravilha abaixo:

E esse mix de dub que os Chemical Brothers fizeram no mês passado. Eles fizeram uma parceria com a rádio Sonos, serviço de streaming da marca que fabrica amplificadores, e começaram sua Radio Chemical dissecando esta técnica jamaicana que inventou o conceito de remix entre os anos 60 e os anos 70, ampliando ainda mais o conceito de psicodelia, enfileirando papas da criação como King Tubby, Sly & Robbie, Dennis Bovell e Augustus Pablo com bambas deste século como Culture e Scientist – e muito mais…
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