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Mesmo de (pseudo)férias dou uma sacada como andam as coisas lá no Link. E apesar do anúncio da Apple de hoje não ter contemplado a fronteira final dos Beatles para a música digital como eu havia escrito segunda-feira, trouxe novos modelos de iPod e a ressurreição de Steve Jobs em seu palco favorito. O Jô está em San Francisco e postou fotos do evento, além de dar uma passada para ver a recepção do Beatles Rock Band nas lojas de lá. Do outro lado do planeta, o Filipe conferiu as novidades da Nokia pra transformar celular e computador num mesmo aparelho e a Tati segue sua cobertura frenética (via Flickr, Twitter, YouTube e blog do Link) da IFA deste ano, em Berlim. Ela até botou o Link no Android, o sistema operacional de celulares do Google, olha só:

Não se contente com o link para as matérias que eu posto toda segunda-feira e dá uma conferida na edição em papel que eu – com a minha equipe, que é fodona – garanto a melhor cobertura de cultura digital do Brasil. E não foi à toa que o Lucio percebeu e mandou essa:

* LINK – Falei isso uma vez para o Matias, sobre o caderno de tecnologia do “Estadão”, que ele comanda. Agora vou escrever aqui. Se a “Wired” é a nova “Rolling Stone”, o “Link” é a nova “Ilustrada”. Deu para entender?

Duvida? Compra o Estadão segunda pra ver. O site é de graça e já é um belo aperitivo

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Recomendo ler a matéria do New York Times sobre o making of do jogo que a gente publicou no Link há duas semanas, hein. Olha um trecho:

“Estamos no precipício de uma mudança cultural que diz respeito à forma como o mercado de massas consome música”, diz Alexis Rigopulos. Aos 39 anos, ele é cofundador e o principal executivo da Harmonix Music Systems, que desenvolveu o Rock Band dos Beatles e criou o Rock Band e o Guitar Hero originais, jogos que hoje são suas fundações.

Apesar de videogames serem mais associados a armas do que a guitarras, os jogos de música já são a segunda categoria de games mais populares do mercado, tendo ultrapassado os jogos de esportes e sem estar muito distante da tradicional categoria de games de ação. O primeiro Guitar Hero é de 2005. Dois anos depois, a Harmonix, que foi comprada pela MTV, apresentou o Rock Band.

Juntos, Guitar Hero e Rock Band (que hoje são franquias compradas por empresas concorrentes) mudaram a forma como os fãs se relacionam com a música – e já faturaram mais de US$ 3 bilhões. O dinheiro não vem apenas das vendas iniciais mas também de um fluxo contínuo de novas faixas que podem ser baixadas ao preço de US$ 2 por música.

O catálogo do Rock Band tem mais de 800 músicas de bandas tão diferentes quanto Grateful Dead e Megadeth. Desde o início, os artistas perceberam que as pessoas estavam descobrindo músicas nos games para depois comprá-las em outro lugar. No iTunes, os downloads de uma música de 1978 do Cheap Trick – Surrender – triplicaram depois que a faixa apareceu no Guitar Hero 2, e as vendas de uma canção de 1994 do Weezer foram multiplicadas por dez. E cada vez mais os games tornam-se uma plataforma para vender música.

Hoje são as empresas de jogos que definem que música será vendida e há um gargalo de gravadoras querendo empurrar seus artistas para esses games. Mas no final do mês passado, a Harmonix anunciou que vai licenciar ferramentas de software e disponibilizar treinamento para quem quiser criar e distribuir versões jogáveis de músicas na rede social do Rock Band, o que irá aumentar drasticamente a quantidade e a variedade de canções disponíveis. A gravadora Sub Pop, que lançou o primeiro disco do Nirvana, já anunciou que tem planos de tornar todo seu catálogo – atual e futuro – disponível.

A Rock Band Network tem um potencial tão grande que a Harmonix manteve por muito tempo seu desenvolvimento em absoluto segredo, incluindo batizá-lo com o nome de trabalho Rock Band Nickelback, na esperança de que o nome de uma banda de rock essencialmente genérica dispersasse eventuais curiosidades.

Depois de um aceno educado rumo à modéstia, Rigopulos prevê: “Nós iremos explodir isso a ponto de nos tornarmos a nova indústria fonográfica”. Ele afirma que gente que nunca jogou videogame irá comprar Beatles Rock Band e que quando fizer isso passará a querer canções interativas de outros artistas. “Por mais que Guitar Hero e Rock Band tenham sido enormes nos últimos anos, eu acho que estamos vendo a pequena rachadura que vai se tornar uma falha geológica”, ele confirma, “porque os Beatles têm um alcance e um poder que nenhuma outra banda tem”.

A reportagem ainda fala com Dhani Harrison, Giles Martin, Yoko Ono, Ringo Starr e Paul McCartney, acompanhando-os no dia do anúncio do jogo na E3 deste ano, durante a masterização em Abbey Road (os originais dos Beatles não tinham backup!) e no escritório da Harmonix.

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A Tati me ligou hoje cedo pra falar que um dos melhores blogs de música brasileira na rede, o Um Que Tenha, foi notificado e sairia do ar. E, antes mesmo de eu pensar em dar o OK, ela já tinha conversado com o Fulano Sicrano, o autor anônimo do site:

“Sempre houve vários blogs de música brasileira, uns vêm e outros vão. Sempre que há uma espécie de caça às bruxas, alguns são retirados do ar, espontânea ou compulsoriamente, mas novos blogs surgem e cobrem a lacuna deixada pelos que saem do ar.

Em dezembro passado, dei uma entrevista para o Caderno 2 da “Gazeta do Espírito Santo”. Na época, a ameaça era da Biscoito Fino. Olha o que eu disse: ‘Temo que o blog seja compulsoriamente fechado. É uma luta na qual a chance de vitória é praticamente nula’. No meio do ano, recebi uma mensagem de um gerente da Biscoito Fino para que retirasse vários álbuns do blog. Atendi prontamente e sem questionamento.

O mesmo e-mail seguiu para pelo menos mais dois blogs de que tenho conhecimento, um deles o Som Barato. No mês passado, recebi três notificações de que o blog disponibiliza material protegido pela lei de copyright americana. Esse foi o motivo pelo qual o blog Som Barato foi retirado do ar, em setembro passado.

Sei de outros que receberam semelhantes notificações e saíram do ar, espontânea ou compulsoriamente. Sei de outros, como o UQT, que igualmente receberam tais notificações, mas permanecem também no ar. Nada é garantido, pode ser que hoje mesmo o blog seja repentina e definitivamente extinto.”

O outro Link

E por falar nisso, toda segunda eu posto aqui no Sujo as notícias da edição de segunda-feira do Link, caderno que edito no Estadão. Mas não consigo linkar tudo que é produzido no site, não: a velocidade e agilidade de publicação da minha equipe superam as minhas e resta-me sugerir acompanhar a leitura do Blog do Link, uma metralhadora de informação sobre cultura digital (de onde saiu, por exemplo, a ilustração acima, que mostra como seriam alguns sites se eles fossem pessoas – e a Ana aproveita para perguntar-se como seria o 4chan. Hmmmm…). O novo site não tem nem quatro meses de idade e – sem modéstia (até mesmo porque não sou disso) – tá bem fodão. E vai melhorar.

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Nesse trailer, o cara incluiu as imagens de “With a Little Help from my Friends” e “Birthday”, que vazaram essa semana, no trailer oficial.

Vai ser foda. E se eu fosse você, compraria o Estadão de segunda-feira só pra ler a materiaça da capa do Link.