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Começou! Charli XCX já criou um gerador pra você emular a capa de seu recém-anunciado disco reunindo seus ícones da música, moda e cinema no já clássico quarto em preto e branco que é o cenário do encontro original, que reúne Scorsese, Jacobs e Cale. Dá uma sacada neste link e que comece a nova temporada!

Veja umas que já estão rolando abaixo: Continue

A irlandesa CMAT teve um ótimo ano em 2025, quando seu terceiro disco Euro-Country a elevou a um patamar para além de revelação musical – e agora acaba de ganhar um endosso que a vai fazer crescer ainda mais, quando Olivia Rodrigo, em sua passagem pelo programa Live Lounge, da rádio inglesa BBC 1, escolheu o hit “When A Good Man Cries” para cantar como sua versão escolhida para a apresentação. E a reação da própria CMAT ao ouvi-la mencionar o nome da minúscula cidade que cresceu (Dunboyne, na Irlanda, que tem cinco mil habitantes e onde ela é obviamente uma heroína local) é impagável.

Assista abaixo: Continue

XCX P&B

Já estão cogitando que o anúncio de Music Fashion Film possa inaugurar a fase preto e branco de Charli XCX e que isso possa se espalhar por seus discos anteriores, como quando ela fez quando lançou Brat, mudando todas as capas de seus outros álbum para apenas uma cor e com o titulo em texto no meio da capa.

Aproveitei a quarta vinda do Superchunk ao país para falar da importância deles na cena indie dos EUA e de como o grupo foi um dos artífices da conexão desta cena com a brasileira, desde que vieram pela primeira vez para cá, ainda nos anos 90, em texto que escrevi sobre o show deles no domingo passado em mais uma colaboração com o Toca UOL. Continue

Maravilhosa apresentação do quinteto Lumia nesta segunda-feira no Centro da Terra que, apesar de tocar nesta formação que inclusive batizava sua apresentação, não pode contar com a baterista Amanda Barbosa no palco, que teve problemas de deslocamento para chegar em São Paulo a tempo. Com o baixista Bruno Migotto fazendo as vezes (e bem!) de baterista, as integrantes do grupo não tiveram dificuldade em mostrar seu repertório autoral e uma química latente entre elas que transparecia na troca de olhares e sorrisos que atravessou a apresentação feita por Marina Marchi (voz), Júlia Toledo (piano), Laryssa Alves (contrabaixo) e Miriam Momesso (guitarra). O entrosamento e sensibilidade dos músicos equilibra-se na delicadeza do jazz à brasileira com pitadas de música estrangeira, como quando fizeram uma composição do músico isralense Shai Maestro e uma composição tradicional da Estônia “Kiik Tahab Kindaid” na versão feita pela vocalista estoniana Karmen Rõivassepp, mas com arranjo próprio. Noite linda.

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Lumia: Quinteto

Vamos começar o último mês deste semestre de 2026 com a primeira apresentação formal do grupo Lumia, formado pelas musicistas Marina Marchi (voz), Júlia Toledo (piano), Laryssa Alves (contrabaixo), Miriam Momesso (guitarra) e Amanda Barbosa (bateria), numa apresentação batizada com a descrição do resultado final de sua recente formação: Quinteto. Tocando composições próprias e releituras em que misturam jazz contemporâneo, música de improviso e a música brasileira, elas se orientam pelo próprio nome da banda, que pode ser literal (“luz”) ou simbólico (“guia”). O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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Sim, esta é a capa do novo disco de Charli XCX, anunciado nesta segunda-feira depois de dois teasers em forma de single (“Rock Music” e “SS26”), chamado sem meios-termos de Music, Fashion, Film, temas encarnados pelos três figurões que ela enquadrou pela lente de seu compadre diretor Aidan Zamiri: John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese juntos no mesmo cômodo. Só os bastidores dessa capa já valem a existência do disco, mas conhecemos nossa querida Charli e esse soco na cara é só o começo de mais uma viagem de excessos. O disco sai em julho, mas até lá vamos ver muitas pistas…

Eis o Tela Brasil!

O Ministério da Cultura finalmente lançou o Tela Brasil, canal de streaming em que é possível assistir a centenas de produções cinematográficas brasileiras – e de graça! Entre os títulos do catálogo em expansão estão clássicos como Terra em Transe, A Hora da Estrela, Carandiru, O Que é Isso Companheiro?, Orfeu Negro, São Paulo Sociedade Anônima, Barravento, O Mercado de Notícias, Ilha das Flores, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, Cinema Aspirinas e Urubus, O Cangaceiro, O Quatrilho e muitos outros. E é só o começo de uma iniciativa digital que pode se expandir para além do cinema – e dos tentáculos das big tech. Vamos ver… Acesse-o por aqui.

Assista ao trailer abaixo: Continue

A primeira vez que vi o Superchunk ao vivo foi há quase 28 anos, quando o grupo da minúscula Chapel Hill tocou no diminuto Blue Galleria, em Piracicaba, na primeira vinda deles para cá, em 1998. Eles eram pelo menos dez anos mais velhos do que a maioria dos presentes, mas naqueles púberes anos 90 pareciam uma banda indie ancestral – e isso não dizia respeito a etarismo. Além de banda, eles eram donos da gravadora Merge, que começou como um veículo pra lançar os próprios discos, mas que, naquele distante 1998, já haviam lançados discos seminais como o In the Aeroplane Over the Sea do Neutral Milk Hotel e o Get Lost do Magnetic Fields – no mesmo mês que vinham para o Brasil pela primeira vez lançavam o primeiro grande disco do Lambchop, What Another Man Spills! O contato com uma banda que não era só um grupo tocando música no palco (como se isso fosse pouco!), mas também mola mestra da própria carreira, funcionou com inspiração para dezenas de indies pelo Brasil, que montaram suas próprias bandas, produtoras, abriram seus próprios zines ou selos (ou sites, naquele matagal inicial que era a internet no período) ou conheceram inúmeros artistas naquela época, fazendo, durante os anos 90, o que havia acontecido na década anterior nos EUA e na Inglaterra, quando bandas pouco comerciais descobriram que havia um mercado para além do mercado tradicional de rádios e grandes gravadoras. Por isso o reencontro com o Superchunk neste domingo no Cine Joia (depois de vê-los no ano 2000, em 2011 e ver o show solo de Mac em 2015) teve clima de flashback e nostalgia, acelerada pela presença de duas novas integrantes que não vieram nas outras vindas: a baixista Betsy Wright faz os shows com a banda no lugar da fundadora Laura Ballance e a baterista caçula Laura King segura o pique do fundador Jon Wurster, fora da banda desde 2023. A banda percebeu que estava tocando para o público que a viu crescer no país e caprichou no repertório anos 90, para delírio dos cinquentões presentes que eram quase a maioria da lotação da casa. Banda e público saíram com sorrisos nos rostos.

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O hype de Backrooms é real. Não é um filme de terror nem de ficção científica, mas é os dois ao mesmo tempo. Não é uma crítica a ficar rolando a tela do celular sem rumo ou à inteligência artificial diretamente, mas também é. Foi dirigido por um garoto de 20 anos que passou quatro anos criando uma mitologia online em seu canal no YouTube. E o melhor de tudo: é completamente imprevisível. Quanto menos você souber sobre o filme melhor.

O clima é meio como esse abaixo: Continue