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Jornalismo

Em seu aniversário de 40 anos, a clássica banda indie norte-americana anuncia reedições dos dois últimos discos de sua fase clássica com músicas inéditas. Os Pixies acabaram de anunciar reedições – batizadas de “dinked editions” – dos discos Bossanova, de 1990, e Trompe Le Monde, de 1991, que contam com músicas do grupo que nunca viram a luz do dia, duas por álbum, materializando-se em dois compactos que acompanham suas respectivas reedições em vinil. Junto ao terceiro álbum da banda vem um single composto por uma versão de “Dig for Fire” gravada por Steve Albini em 1987 para seu primeiro álbum, Surfer Rosa (de 1988), e a inédita “Go Man Go”, rara composição conjunta dos vocalistas Kim Deal e Black Francis, que foi gravada tanto pelos Pixies quanto pela outra banda de Kim, as Breeders, para seu disco Last Splash (mas só foi lançada oficialmente há três anos, na reedição do aniversário de 30 anos deste disco). E acompanhando a reedição do último disco do grupo vem um compacto composto por duas faixas: “Brackish Boy”, cuja versão oficial tornou-se conhecida no primeiro disco solo de Francis, quando ele mudou seu nome para Frank Black, título que batizou seu disco solo de estreia. A outra faixa, o fragmento experimental e instrumental “Punk Loop”, foi descoberta pelo engenheiro de som Kevin Vanbergen, enquanto ele passava o pente fino nas fitas da banda daquele período e é a única faixa das quatro que ninguém nunca havia ouvido falar. Os discos, remasterizados a partir das fitas originais, já estão em pré-venda e chegam ao público no dia 11 de setembro.

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Clairo ♥ SZA

Eis que SZA publicou um stories em sua conta no Instagram flagrando a nossa Clairinho no estúdio. Como sabemos, ela está às vésperas de anunciar seu quarto álbum, que ela já abriu para o público que vai ser bem diferente do que ela tem feito e que está com um certo medo – no bom sentido – de lançá-lo. Mas uma colaboração entre Clairo e SZA soa tão improvável quanto foda, diz aí.

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Essa volta do Bem Brasil é ouro puro! Wandi Doratiotto volta a apresentar shows ao vivo todo domingo na TV Cultura como havia deixado de fazer em 2008, quando o programa foi cancelado. Depois de edições-piloto em 2024, trocando o Sesc Interlagos pelo Sesc Itaquera, o Bem Brasil volta à programação da emissora estatal neste domingo em uma acertada parceria com o Sesc e ainda conta com a participação da nossa querida Roberta Martinelli e com Carlinhos Brown como atração musical da primeira edição. Tem que ter mais música na TV!

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Há tempos reclusa da música, Stela Campos começa a dar seus passinhos de volta nesta sexta-feira, quando lança o single “Let’s Swim”, em parceria com o compadre Èrico Theobaldo, que ela antecipa em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo. Depois de trabalhar com Érico na trilha sonora da série Vale dos Esquecidos, do diretor Daniel Lieff, este a chamou depois para compor a música-tema de seu novo filme, 15 Dias, cuja trilha conta com várias músicas já existentes, incluindo faixas de Billie Eilish e Chico Chico e o convite de Lieff foi para compor a única música original deste pacote. “Compus no violão, fizemos a letra e depois eu e o Érico trabalhamos uma semana inteira para acertar cada detalhe do arranjo da música com as imagens do filme e com o diretor”, explica Stela, detalhando a vontade de fazer uma música pop “no espírito do filme”, um- romance adolescente LGBTQIA+, que trata de temas como bullying e gordofobia, baseado no livro best-seller do Vitor Martins. “No fim, acabamos usando alguns ruídos como se a música começasse embaixo da água porque boa parte da história gira em torno de uma piscina e o baixo acabou ficando meio New Order”, confessa – mas o single soa mais próximo da cena em torno da gravadora nova-iorquina DFA no início do século do que a banda inglesa.

Mas não é só essa música. “Let’s Swim” acabou funcionando como gatilho para voltarem a um disco dos dois, que consolida a dupla que mantém há anos, mas que tinha sido deixado de lado por conta das respectivas agendas. “Quando gravamos essa música no início do ano, ela deu um novo ânimo para o projeto”, conta, explicando que o disco está quase pronto e em breve vão para os palcos, lugar que Stela não pisa desde a pandemia. “Minha banda se dispersou, então eu voltei a compor no computador, em casa, e algumas músicas que estão nesse disco com o Érico são desse período”, lembra, ressaltando que já escolheu os músicos para a nova formação (além de Érico também tocará com Roger Menn e Bianca Godoi) e que vão usar o harmônio indiano nesta nova fase.

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Consegui conversar com o grupo inglês Wolf Alice, em sua rápida passagem pelo Brasil, quando fizeram dois shows no país, no Rio e em São Paulo, em mais uma colaboração que faço para o Toca UOL.

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A morte precoce de Marjane Satrapi nesta quinta-feira (que, pesado demais constatar isto, morreu de tristeza) vai acelerar sua canonização no panteão dos quadrinhos, mas sua importância ainda há de ser medida. Mais do que autora de um Maus persa que viveu em primeira mão (seu Persépolis é autobiográfico, ao contrário do clássico de Art Spiegelman, uma história contada a partir de um relato alheio), ela é uma personagem importantíssima no movimento feminista deste século, não só como agente e autora, mas como inspiração e força contínua. Mas prefiro indicar o obituário feito pelo Érico Assis em sua newsletter obrigatória Virapágina, um dos melhores veículos sobre quadrinhos atualmente. Deixo um trecho a seguir:

“Marjane Satrapi, há quinze anos: ‘A primeira coisa a se lembrar é que não é uma graphic novel. É um gibi. O povo tem medo de dizer essa palavra, gibi. Porque aí vem aquela imagem do homem adulto espinhento, de rabo de cavalo e uma pança. Se você fala graphic novel, essa imagem vai embora. Só que não: é tudo gibi.’

Há 27 anos, Satrapi não se chamava Satrapi. Era uma ilustradora iraniana em Paris tentando a carreira no mercado de livros infantis, que dividia o Atelier des Vosges com vários autores de quadrinhos. Passava horas contando aos colegas – David B., Émile Bravo, Christophe Blain – da sua vida no Irã, dos perrengues que tinha passado na Áustria, de como chegou a Paris. Eles disseram que ela tinha que transformar aquilo em quadrinhos e deixaram Maus na mão da moça.

‘Passei por uma mega depressão. Aí, sabe o que aconteceu? Eu estava muito deprimida e, quando eu fico deprimida, eu não respiro. O ar não entra. Aí teve uma noite em que eu estava sozinha e minha respiração ia parar. Liguei pra emergência e disse: ‘Eu não consigo respirar.’ Aí vieram, me enrolaram no alumínio como se eu fosse um frango assado, me botaram um cobertor, me colocaram na maca e começaram a me descer pela escada, que era em espiral. Acabou que eu caí, desabei escada abaixo e cortei a cabeça. Tiveram que dar quatro pontos! Aí minha depressão acabou. Foi tanta dor que minha respiração voltou e ali eu decidi: Vou ter que fazer alguma coisa. Aí escrevi Persépolis.’

É muita pulsão de vida, abalada fatalmente pelo fim de um relacionamento, quando seu companheiro, como a própria família disse no comunicado sobre sua passagem: “morreu de tristeza pouco mais de um ano após o falecimento de Mattias Ripa, seu marido e amor de sua vida.” Confira a íntegra do texto do Érico aqui.

Michael Stipe está quicando para voltar aos palcos. Sem lançar nada há três anos, ele quebrou esse jejum em março, quando mostrou a “I Played the Fool”, que fez para o seriado Rooster, da HBO, como sua música-tema. E depois de aparições bissextas – e empolgadas! – ao lado da dupla Michael Shannon e Jason Narducy, que vêm fazendo shows em tributo aos discos clássicos do R.E.M, e dos integrantes de sua banda original, ele agora vem para a televisão tocando ao vivo a música que fez para o seriado ao lado do produtor de rock clássico da vez (Andrew Watt, que acabou de produzir os discos novos de Paul McCartney e dos Rolling Stones) no programa do apresentador Jimmy Kimmel. E se na versão original ele contava com o baterista do Blink-182‘s Travis Barker, nesta apresentação chamou o dos Red Hot Chili Peppers Chad Smith, que tocou ao lado do guitarrista Josh Klinghoffer (que também tocou no Red Hot) nos teclados, do baixista Troy Van Leeuwen do Queens Of The Stone Age e do ex-guitarrista de outra fase do Jane’s Addiction Chris Chaney e mostrou-se animadaço, pronto para sair desse autoexílio que se impôs. E a gente sempre fica na torcida pra rolar aquela volta em grande estilo do R.E.M…. Porque eles merecem e a gente também.

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Enquanto isso, o chileno Primavera Fauna (que não tem nenhuma relação com o Primavera Sound que vai acontecer em São Paulo) acaba de anunciar sua escalação da sua edição 2026 incluindo alguns nomes que tocarão na versão paulistana do festival catalão por aqui. Mas outros — como New Order, Johnny Marr, American Football, Godspeed You! Black Emperor. Tricky, Of Monsters and Man e até a volta da dupla brasileira Twelves — não e poderiam dar aquele gostinho que falta ao elenco já anunciado do festival em São Paulo. Vai saber…

XCX subliminar

E antes de começar sua nova fase, Charli XCX apagou quase todo seu feed do Instagram e deixou apenas três posts: um de música, um de moda e um de cinema. Ah garouta!

Mudando de fase

Em transição do primeiro álbum para o próximo, mais intimista, que deve lançar no ano que vem, o multiinstrumentista e compositor Leal mostrou os rumos que deve perseguir no novo trabalho e as influências externas que tem recebido no espetáculo Circulando, que trouxe nesta terça-feira ao palco do Centro da Terra, quando tocou ao lado de Reyviton Lima (trombone), Rafael dos Santos (bateria) e Fernanda Horvath (baixo). Ele passou por diferentes formações entre os músicos e instrumentos – passando do violão para o tambor onça, da rabeca ao piano e finalmente para a guitarra -, visitando o repertório de seu disco de estreia com novas formações, músicas ainda inéditas em formato acústico e versões para artistas tão diferentes quanto João do Vale e Cidade Negra (da fase inicial, com Ras Bernardo nos vocais) enquanto passeava por diferentes formatos de canção brasileira que investiga em suas composições.

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