
Pelos relatos, o segundo show que Emicida fez de sua volta aos palcos na sexta-feira seguiu o mesmo script que o da quinta – à exceção de uma improvisada batalha de rimas que ele puxou com os convidados Projota, Rashid e Jotapê, num momento inspiradíssimo que ele teve de compartilhar em seu Instagram. Olha isso: Continue

Na edição desta sexta-feira do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma, duas atrações estrearam na festa mostrando seus primeiros trabalhos solo. A noite começou com uma versão reduzida do show de Joni, que em vez de trazer sua banda completa, optou por ele mesmo tocar guitarra enquanto cantava e contar com as participações do baterista Biel Moreira e da tecladista Priscila Rosa, com um repertório inteiro autoral de canções que vão do R&B moderno ao soul clássico, com toques de samba e uma pitada de rap.
Depois foi a vez de Lara Zanon mostrar as canções de seu primeiro disco pela primeira vez ao vivo, no palco do Redoma. Acompanhada de Laura Mendes (vocalista da banda Nevoara), do próprio Joni que abriu a noite na guitarra, do baixo de Rafaela Reoli (que também toca na Malvada) e da bateria de Thamires Miranda, ela preferiu não tocar todo seu álbum Venusa – que, ainda em fase de mixagem, deve chegar às plataformas nos próximos meses – e passear por canções de outros autores mostrando a amplitude de suas influências, passando pela banda Zimbra (“Breve”), por Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo (“Segredo”) e Paramore (e justo duas pra deixar escancarada sua principal referência, “(One Of Those) Crazy Girls” e “Parachute”). Revezando-se entre o teclado e à linha de frente do palco, ela esbanjou voz, carisma e está pronta para mostrar seu primeiro trabalho.
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O próximo Inferninho Trabalho Sujo acontece na sexta que vem no Redoma, quando a cantora Lara Zanon mostra seu primeiro álbum, Venusa, com influências de Fiona Apple e Hayley Williams, antes de seu lançamento. E para começar a noite, ela chamou seu amigo Joni, que vem do R&B, para fazer o show de abertura. Como sempre, discoteca antes, entre e depois dos shows. O Redoma fica na Rua Treze de Maio, 825-A no Bixiga e a casa abre a partir das 21h. Quem vem? Os ingressos já estão à venda.

A primeira vez que o sagaz produtor inglês Sam Shepherd – que conhecemos melhor como Floating Points – arriscou-se a tocar ao lado de uma orquestra sinfônica foi antes da pandemia, quando selou sua nova amizade com o mago do free jazz Pharoah Sanders, 40 anos mais velho que ele, no projeto Promises, gravado com a London Symphony Orchestra em janeiro de 2020 e só lançado em março de 2021, um ano antes de Sanders nos deixar, num dos disco mais ousados e importantes desta década. Em 2023, Shepherd voltou a reunir-se com outro time sinfônico, desta vez para compor sua primeira trilha sonora para um balé, e estreou Mere Mortals ao lado da San Francisco Ballet Orchestra em janeiro de 2024, num espetáculo inspirado pelo mito de Pandora. E ele acaba de lançar a faixa de abertura desta apresentação, que será lançada em breve como disco, ao mostrar o single de 13 minutos “Falling to Earth”, um épico ambient com sintetizadores pesados dando o tom apocalíptico do espetáculo. Impressionante.
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Desde o início de abril, o senhor Helado Negro vem usando seu Instagram para mostrar demos de músicas que está compondo (mostrou inclusive uma colaboração com sua nova amiga, a mineira Luíza Brina), abrindo processos de gravação e tornando pública sua rotina como autor, algo que nunca havia feito. E começou o mês de maio com sua primeira novidade fonográfica desde o EP The Last Sound on Earth, lançado em setembro do ano passado, mostrando uma versão lo-tech para o hit soul funk “Dance to the Music”, do Sly & The Family Stone, que rebatizou “Dance 2 Tha Music”. Ficou fino.
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Há quase dois anos sem pisar nos palcos e depois de dois eventos trágicos em sua vida no ano passado (a briga com o irmão e a morte de sua mãe), Emicida vem preparando esta volta que aconteceu nesta quinta-feira desde o fim de 2025, quando subiu nos ombros dos maiores (os Racionais MCs) para voltar com a cabeça erguida. O projeto Emicida Racional começou com um sorrateiro Volume 3 no YouTube, em que mashupava músicas dele com clássicos dos Racionais e tornou-se o emotivo Volume 2, que funcionou como base para esse retorno, que aconteceu num Espaço Unimed lotado e repete-se nessa sexta-feira. Show dividido em atos em que monólogos da peça Tá Pra Vencer, de Jhonny Salaberg (que contou com a direção musical do próprio Emicida), eram projetados no telão, estendeu-se por longas quase três horas de apresentação, em que, ao receber convidados e repassar grandes músicas de sua carreira, também contava a história do rap brasileiro ancorada justamente pelos Racionais. E entre releituras de “Jesus Chorou”, “Capítulo 4, Versículo 3”, “Preto Zica”, “A Vida é Desafio” e “Homem na Estrada”, o show ainda contou com participações de Jotapê (que releu sua “Leandro Roque”), os Prettos, Rashid e Projota (que cantaram “A Mesma Praça” e “Nova Ordem”, do último) e de ninguém menos que o próprio Edi Rock, que rimou “A Praça” dos Racionais com os três MCs que cantavam a música anterior. Show emotivo em que Emicida parou a apresentação para que socorressem integrantes do público que passavam mal, chegou ao ápice quando Leandro não segurou as lágrimas ao cantar sua “Mãe”, sendo ovacionado pelo público, que cantava todas as músicas. E além das músicas dele e dos Racionais, também visitou Xis (“Sonho Meu”), Caetano Veloso (“Motriz”) e Parteum (“Moral Provisória”), mostrando que ele nunca esquece de onde veio. Showzaço – e sexta tem mais… Será que tem Mano Brown, Ice Blues ou KL Jay ou ele vai deixar esses outros convidados mais pro final da turnê? Porque sigo minha teoria que o Volume 1 desta trilogia é um álbum em colaboração dos dois artistas.
#emicida #emicidaracional #espacounimed #trabalhosujo2026shows 081

Madonna começou abençoando Sabrina Carpenter no palco do Coachella na mesma semana em que lançava o primeiro single de sua volta às pistas (“I Feel So Free”, coproduzido pela Arca) com o álbum Confessions II, continuação anunciada para julho de seu último clássico, Confessions on a Dance Floor, de 2005, que será produzida pelo mesmo Stuart Price do primeiro. E agora a madre superiora entroniza a loirinha insuportável (desculpem-me fãs) em seu próprio altar de vez, ao lançar o segundo single do mesmo disco em parceria com a jovem fã. E “Bring Your Love” – um bom single house de Madonna, embora Sabrina passe quase despercebida – funciona bem, dá uma sacada…
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Banksy – aquele que disseram outro dia que teve sua identidade revelada numa matéria da Reuters – acaba de dar as caras na rua de novo. E fez com uma estátua no meio de Londres, na Inglaterra, representando um personagem-símbolo dos nossos tempos: o idiota convicto.
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Eis a capa de Coração Disparado, disco em duas partes que Giovani Cidreira começa a mostrar a partir do próximo dia 5, quando lança a primeira delas, gravada ao vivo no Porão da Casa de Francisa, no ano passado. E como aperitivo desta nova fase, Gio e Benke Ferraz, dos Boogarins, que produziu o disco, gravaram várias demos e versões ao vivo de músicas que testaram para esse show, que agora disponibilizam no Bandcamp de Giovani com o título de Demos ao Vivo e Outras Coisas – entre elas, duas versões para músicas do Legião Urbana, “Angra dos Reis” e “Teatro dos Vampiros”. Ouça abaixo: Continue

Estive em Fortaleza neste fim de semana, quando pude assistir ao festival que comemorava o 27º aniversário do Dragão do Mar, um dos centros culturais mais importantes do Brasil. E entre as atrações, o principal destaque foi a volta do Cidadão Instigado aos palcos com seu primeiro disco de inéditas em 11 anos – e com uma formação completamente diferente. Escrevi sobre o festival em mais uma colaboração para o Toca UOL. Continue