
Como juntar um hit de um dos papas da música de rua dos EUA deste século com um épico raver inglês do final do século passado? Deixa isso com o Daphni – a alcunha mais dance do produtor canadense Caribou – que sintoniza “Lost” do Frank Ocean com “Born Slippy” do Underworld neste senhor mashup…
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Bem bonita a primeira apresentação do duo Triste, criado pelo casal Rafael Brasil e Brenda Mayer como um passatempo caseiro mas que aos poucos ganhou forma e força, começando por singles lançados esporadicamente nas redes e tornando-se um projeto musical com formação de banda, convidados especiais e um forte espetáculo ao vivo. O som intimista e delicado do casal ganha corpo e presença com os graves eletrônicos disparados pelo produtor e baterista Bruno Pelloni, além do belíssimo vocal de Brenda ganhar uma camada de profundidade com os vocais de apoio da baixista Luísa Phoenix, discreta e precisa. A guitarra de Raffa ganha texturas detalhistas mais palpáveis ao vivo do que em disco e tanto as versões de autores alheios escolhidas para a noite (“Ceilings” de Lizzy McAlpine e a minha favorita das Spice Girls, “2 Becomes 1”) e as participações especiais abriram ainda mais os horizontes do grupo, que escolheu o título De Perto para a apresentação como se quisesse mostrar o quão amplo eles podem ser sonoramente, mesmo soando frágeis e melancólicos: primeiro veio o multiinstrumentista Tereu tocar uma música novíssima com eles ao piano e depois o vocalista dos Menores Atos, Cyro Sampaio, dividiu sua canção solo “Viu?” com o grupo, antes de cantar “Secret Intentions”, uma das primeiras faixas da dupla, lançada ainda quando se chamavam Tigres Tristes (e o travalíngua os obrigou a reduzir o nome da banda). Ameaçando o lançamento iminente tanto de um clipe quanto do primeiro álbum (mas sem confirmar datas), eles encerraram a apresentação com a música que consideram seu principal trunfo, “Falta”, que Brenda não teve modéstia (e precisa?) para reconhecer que “no meu universo, essa música é um hit pra todo o sempre”, antes de resumirem a própria sonoridade com guitarras pós-punk, groove eletrônico, alma de trip hop e vocais pop. Começaram – e terminaram – bem.
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É um prazer receber no Centro da Terra e estreia da dupla Triste, que, depois de lançar uns singles online, prepara-se para o lançamento de seu primeiro álbum. Mas sem grandiloquência, afinal a sonoridade do casal formado por Rafael Brasil (da banda Far From Alaska) e Brenda Mayer (da banda Call Me Lolla) busca intimismo e delicadeza como se os dois convidassem o público para ouvir músicas na sala de estar de sua casa. Em canções indie pop adocicadas e delicadas misturando letras em inglês e português, a dupla vem para o teatro como a apresentação batizada de De Perto, quando pretendem desacelerar o tempo com suas composições, subindo ao palco acompanhados pela baixista Luísa Phoenix e pelo produtor e baterista Bruno Pelloni, além de terem participações do músico Tereu e do guitarrista Cyro Sampaio, do grupo Menores Atos. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra.
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“Inacreditável: o Tim Maia cantando na sala da sua casa”, lembra extasiado Moreno Veloso em uma cena inédita do filme Nem Tudo é Paz e Amor antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo. Dirigido pelo músico Betão Aguiar, o filme estreia no tradicional festival de documentários sobre música In Edit, que começa nesta semana em São Paulo, e será exibido em três sessões: sábado às 20h30 no CineSesc, quinta (dia 25) às 20h na Cinemateca Brasileira e domingo (dia 28) às 14h na Galeria Olido. Ele mesmo filho do novo baiano Paulinho Boca de Cantor, Betão entrou na obra como entrevistado, mas com a morte da amiga de adolescência Jasmin Pinho, diretora e idealizadora do projeto em 2020, resolveu assumir a produção e esteve durante as entrevistas com outros filhos de famosos como Nara Gil, Ciça Moraes, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção, entre outros, focando nos filhos da geração que fundou as bases do que conhecemos por MPB. “Escolhi essas pessoas não apenas pelas relações pessoais que mantemos, mas também pela relevância das obras de seus pais, pelas conexões com a minha família e com a produção artística do contexto em que nasci e fui criado”, explica Betão, que também é produtor do filme. “Queria ouvi-los sobre como tudo isso ecoa em suas próprias vidas e acreditei que uma conversa aberta poderia me ajudar não só a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas nascidas e criadas nesse período e sob essas condições — mas também a compreender com mais clareza a pessoa que me tornei. Esse processo revelou-se um trabalho profundamente terapêutico, para além do filme em si, algo que só compreendi plenamente após o início das filmagens e que sigo assimilando até o momento em que escrevo este texto.” Ele fala de pontos em comum com os entrevistados e lembranças parecidas, fazendo-o pensar nas dificuldades que normalmente não ligam à vida destes artistas, normalmente rotulados como “bem nascidos” ou mais recentemente pelo péssimo neologismo “nepobaby”.
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Adiando uma possível volta desde 2020, o Faith No More parecia não ter futuro de volta aos palcos até que, na tarde desta terça, publicou seu logotipo em sua conta no Instagram sobre uma foto de uma multidão e o número 2027. E o feito é da produtora brasileira 30e, que fechou um acordo com o grupo liderado por Mike Patton semelhante ao que fez com o System of a Down no ano passado. Ou seja: a culpa da turnê de volta do FNM em 2027 é do Brasil!

E por falar em Pulp, o grupo passou pela América Latina na semana passada e nada de pisar no Brasil, infelizmente. Resta assistir à distância ao vídeo que fizeram da íntegra do show em Buenos Aires na sexta passada, que um herói conseguiu registrar.
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O grupo inglês Pulp acaba de anunciar What Do You Do For An Encore?, filme em que contam sua carreira com locução do próprio Jarvis Cocker. A direção do filme é de Garth Jennings, que dirigiu os clipes de “Help The Aged” e “A Little Soul” que a banda lançou no final dos anos 90, além de ter trabalhado com artistas como Blur, Radiohead, Beck e R.E.M. e ter dirigido a boa adaptação para o cinema do clássico livro de ficção científica O Guia do Mochileiro das Galáxias, além da ótima comédia O Filho de Rambow e dois musicais da Pixar, Sing e Sing 2. Descrito como uma mistura de Stop Making Sense dos Talking Heads com The Last Waltz da Band, o filme usa um show da banda como base para contar sua longa saga, de patinho feio da cena indie inglesa dos anos 80 a principal grupo da história do britpop. O filme vem acompanhado do primeiro disco ao vivo da banda, batizado apenas de Live, que traz os melhores momentos dos dois shows que o grupo fez em junho do ano passado na casa de shows O2, na capital inglesa. O disco (já em pré-venda) está programado para o dia 28 de agosto e o filme ainda não tem data de lançamento definida, mas mesmo sendo uma coprodução com o canal de streaming Mubi, deve ser lançado nos cinemas. Vamos torcer pra que chegue por aqui, já que show mesmo…

Era o dia do aniversário de Gustavo Galo, mas quem ganhou o presente foi o público, quando ele reuniu sua nova banda Tudo a Ver – formada por quatro autores solo: Juliana Perdigão, Bruna Lucchesi, Vitor Wutzki e o próprio Galo – como segunda noite de sua temporada Um Bis no Abismo, que está fazendo nas segundas de junho no Centro da Terra. O grupo foi criado para aproximar os dois universos que seus integrantes habitam – o musical e o poético – e na apresentação desta segunda, convidou outros poetas para subir ao palco e ver seus poemas virar canções. Apesar de ser uma banda, a Tudo a Ver restringe-se a quatro guitarristas que também cantam, abrindo mão de linhas de baixo e de instrumentos percussivos. As únicas variações são o instrumento de Bruna que em vez da guitarra vai de violão elétrico e o fato de Juliana por vezes puxar seu clarinete em algumas canções, mas a formação simples também permite que os quatro trabalhem diferentes formatos como grupo, podendo seus autores mostrarem-se solo, em duetos, trios, quartetos e, finalmente, quintetos, ao chamar cada um dos convidados da noite por vez, para que cantar suas contribuições. E assim foram perambulando entre poemas de autores tão diferentes quanto Ledusha, Alice Ruiz, Rainer Maria Rilke e Renato Negrão e dos respectivos convidados, Marcelo Ariel, Angélica Freitas, Dimitri BR e Fabricio Corsaletti, cada um deles entrando por vez. A participação de Fabrício seria o encerramento do show, mas o início do público puxando bis transformou-se em um “Parabéns a Você” que obrigou Galo a improvisar um novo número, emendando dois hai-kais de Alice Ruiz como encerramento da noite.
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O grupo fictício Gorillaz está prestes a fazer história quando se apresentará pela primeira vez em um estádio neste sábado, em Londres, na Inglaterra. Ao celebrar o épico melancólico que lançaram no início do ano (o excelente The Mountain), o grupo liderado por Damon Albarn e Jamie Hewlett encerra a turnê que fizeram pelas ilhas britânicas com uma apresentação em grande nível, reunindo inúmeros colaboradores ao vivo como se estivessem gravando um disco. Entre os convidados estão velhos conhecidos do grupo e novos compadres, incluindo artistas tão diferentes quanto De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Gruff Rhys, Kara Jackson, Paul Simonon, Johnny Marr, Popcaan, Sparks e Trueno, entre outros. Não é um mero show em estádio e sim um acontecimento – que eleva o grupo para um outro patamar.

Oh, what a feeling! Lionel Ritchie, um dos maiores ícones da música dos EUA, acaba de marcar mais uma passagem pelo Brasil, quando toca no estádio do Palmeiras (que troca de novo de nome, deixando o nome da seguradora pra ganhar o nome de um banco) em apresentação única no dia 19 de dezembro. A pré-venda dos ingressos, exclusiva pra clientes de outro banco (este patrocinador do show), começa nesta terça-feira, a partir das 10 da manhã e a venda pro público em geral começa na quinta-feira, a partir do meio-dia.