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A vitória dos Knicks de Nova York no campeonato estadunidense NBA fez a maior cidade dos EUA entrar em festa – e esta celebração tomou conta do encerramento do festival de cinema Tribeca, que também aconteceu no sábado, quando Alicia Keys, que estreava seu documentário Alicia Keys: Girl From Hell’s Kitchen. A cantora chamou o rapper Nas como convidado-surpresa e juntos fizeram uma celebração nova-iorquina ao enfileirar duas do rapper (“N.Y. State of Mind” e “Streets of New York”), uma saudação a Billy Joel (com “New York State of Mind’) e o clássico de Alicia “Empire State of Mind”. Coisa fina, veja abaixo: Continue

No último mês de abril, o Primal Scream anunciou novidades sobre o que chamou de The Bunker Trilogy – o trio de discos que lançou entre 1997 e 2002, que inclui o psicodélico Vanishing Point, o industrial XTRMNTR e o envenenado Evil Heat – e logo em seguida marcou shows para celebrar o disco do meio desse trio em setembro, com datas apenas no Reino Unido. Ao participar do festival irlandês Beyond the Pale neste fim de semana, o grupo escocês sacou uma de suas armas secretas para essa série de shows ao convidar o my bloody valentine Kevin Shields (que tocou com a banda desde o ano 2000) para subir no palco por três músicas, “Accelerator”, “Shoot Speed / Kill Light” e “Rocks”. Agora imagina se eles incluem o papa do shoegaze nesta turnê – fácil que pode ir para além das ilhas britânicas… Não custa torcer…

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O Rush seguiu com novidades nas outras três apresentações que realizou em Los Angeles, nos EUA, no início de sua turnê Fifty Something que estreou no começo deste mês. Além das estreias de velhas conhecidas de sempre – como “Closer to the Heart” e “Finding My Way” – e de contar com Aimee Mann com participação ao vivo em “Time Stand Still” nos outros três shows (será que ela vai acompanhá-los pela turnê?), o trio canadense enfileirou várias músicas que não tocavam há pelo menos uma década nas outras datas, como “Witch Hunt” (que não tocavam desde 2011), “New World Man” (pela primeira vez desde 2002), “Anthem” (pela primeira vez na íntegra desde 1978), “The Analog Kid” e “The Pass” (ambas pela primeira vez desde 2013), “The Trees” e “A Passage to Bangkok” (ambas pela primeira vez desde 2008), “Animate”, “Headlong Flight” e “The Camera Eye” (as três não eram tocadas desde 2015) e a íntegra da sinfonia 2112 (que não tocavam desde 1997). Mas a grande surpresa aconteceu na apresentação deste sábado, quando desenterraram “A Farewell to Kings”, faixa-título do álbum de 1977, que não tocavam ao vivo desde… 1979! Certamente veremos outras novidades no percurso da turnê, que continua no próximo fim de semana com dois shows na Cidade do México.

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Todo mundo sabe que Olivia Rodrigo é fãzaça de No Doubt – inclusive já tocou músicas da banda de Gwen Stefani em suas apresenções, além de ter dado entrevistas falando o quanto ela foi um dos primeiros exemplos de “uma artista de verdade” que ela teve, antes de começar a pensar em fazer música. E depois de se juntar à banda em seu show de retorno no Coachella de 2024, ela subiu ao palco do grupo mais uma vez neste sábado – e de forma completamente espontânea. O No Doubt estava encerrando sua temporada na famosa Sphere em Las Vegas, nos EUA, quando Gwen viu uma garota bem na primeira fileira do show segurando um cartaz que dizia “Eu sou só uma garota que só quer o último abraço no último show na Sphere”, em referência ao número que a vocalista do grupo repetiu durante toda a temporada, quando escolhia alguém do público para dar um abraço. Stefani não acreditou quando reconheceu Olivia Rodrigo – bem no fim de semana de lançamento de seu terceiro álbum – e gritou: “É a Olivia Rodrigo? Pelamordedeus, chamem ela aqui, o disco novo dela acabou de sair!”, mas infelizmente o encontro ficou só no abraço e as duas não cantaram juntas mais uma vez.

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O grupo Jonabug comemorou o primeiro aniversário de seu disco Três Tigres Tristes em dose dupla na Porta Maldita neste fim de semana – e o primeiro show aconteceu no mesmo dia do primeiro jogo da seleção brasileira na Copa deste ano. Ao reunir-se com outras duas bandas mais novas da cena, o grupo de Marília, no interior de São Paulo, acabou fazendo uma amostra de como anda parte da cena de rock no Brasil nesta metade de década. A noite começou com o grupo Hidio, de Mogi das Cruzes, a mais nova das três atrações do sábado – e como é de se esperar de uma banda em sua fase inicial, as referências são muito evidentes e a sonoridade ainda não é própria, embora conectem com uma tendência cada vez mais evidente nesta nova cena rock que, se em gerações anteriores acumulavam referências de hardcore, garage rock, rock alternativo e metal, agora trazem elementos pronunciados de shoegaze e emo. Mas é questão de tempo pra que cheguem à sua própria assinatura musical e a banda já tem os elementos necessários para isso: energia, motivação e entrosamento, características básicas para qualquer banda crescer. Estão no rumo!

Depois foi a vez da banda gaúcha Quem é Você Alice?, mais conhecida pelos fãs como Qeva?, que já está em um outro degrau nesta evolução. Com dois discos já lançados (Rolê Trevas Pt. II, de 2023, e Nem Tudo é Sobre Amor, do ano passado), já têm uma cara musical melhor definida e um público consolidado em São Paulo, que canta várias músicas junto com seus vocalistas. Além da influência de diferentes vertentes do rock – com a mesma ênfase geracional ao emo e ao shoegaze, esta estranha mutação musical que vem assolando a nova geração de roqueiros -, o quarteto de Porto Alegre deixa evidente também a influência de bandas brasileiras como a Lupe de Lupe, com letras quilométricas e sentimentais e uma esperta amplitude musical, em que canções singelas explodem em riffs de guitarras e berros – ou o contrário.

A noite fechou com os veteranos do Jonabug, mostrando que estão cada vez mais amadurecidos e dominando seu público, o mais apaixonado e entregue ao show da noite, como era de se prever – cantando até os riffs de guitarra. Em canções que expandem as referências geracionais para abraçar o pós-punk dos anos 80 e o rock alternativo dos anos 90, o grupo de Marília, no interior de São Paulo, comemorava o primeiro ano do álbum Três Tigres Tristes e quase não carregam traços de emo ou shoegaze, o que é uma vantagem considerável neste novo cenário. E o carisma inato da vocalista e guitarrista Marília Jonas carrega a banda, que conta com seus comparsas Dennis Felipe (baixo), Thales Leite (guitarra, comemorando um ano na banda) e Samuel Berardo (bateria) para conduzir um show de gente grande, mesmo com a ousadia de terminar a noite com um memorável momento foda-se quando tocaram, sem ironia, “Killing in the Name”, do Rage Against the Machine. Bela noite.

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Os Strokes aos poucos estão assumindo sua postura de banda clássica, mesmo insistindo no autotune nas músicas novas e fizeram bonito no primeiro dia do festival de Bonnaroo deste ano, em Manchester, nos EUA, que, apesar de terem escolhido uma música bem paumole pra começar a noite (“Killing Lies”, que não tocavam desde 2022), logo recuperaram o jogo emendando “Hard to Explain”, “You Only Live Once” e “The Adults Are Talking” em seguida, sem poupar hits – e foi a primeira vez que o grupo tocou na íntegra uma de suas novas canções, a balada “Falling Out of Love” – emendando em seguida com “Reptilia” e “Last Nite”.

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Pelo menos uma boa notícia no que diz respeito à Copa do Mundo, quando o prefeito de Nova York, o socialista Zohran Mamdani, menciona, pelo nome, Sócrates, o Corinthians e a Democracia Corintiana para todo mundo ouvir.

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Que beleza de Inferninho Trabalho Sujo nesta sexta-feira no Redoma. A noite começou com o ótimo show da carioca Carol Maia, estreando na festa. Tocando ao lado de seu companheiro e baixista José Miguel Brasil, ela mostrou músicas de seus disco recentes e outras que ainda farão parte do seu próximo disco, que está produzindo. Habitando uma fronteira conhecida do cancioneiro carioca – em que a MPB quase blueseira encontra-se com o rock com aspirações poéticas -, ela traz um novo fôlego para esta tradição, injetando doses de indie rock e de rock alternativo nessa mistura, mas sem nunca pesar a mão, sempre dando ênfase à sensibilidade de suas canções. E a parceria musical com José Miguel é preciosa: enquanto ela dá o rumo das canções por acordes-base que toca em sua guitarra, ele abre novo plano ao transformar seu baixo num instrumento melódico, mais do que de apoio rítmico, dupla musical que os acompanha quando dividem os vocais. Acompanhada do insuperável baterista paulistano Quico Dramma (da dupla Kim & Dramma, que com poucos ensaios parecia ser integrante fixo da banda), Carol fechou a noite com a ótima “Feroz”, música que tem tudo para se transformar em seu primeiro hit.

Depois foi a vez de Ana Spalter estrear na festa e trazer ares mais pop à sua formação. Com o show baseado no disco Coisas Vêm e Vão, que lançou no ano passado, ela aos poucos começa a mostrar músicas do próximo trabalho que mantém a verve MPB do disco de estreia, mas aos poucos começa a mostrar elementos de música pop. Sua ótima banda entende o recado e segue o rumo – e mesmo formada por músicos exímios (Johnny Accetta na guitarra e vocal e Pedro Petrucci no baixo e os convidados Jampa na batera e Bruno “Neca” Fechine dos Tangolo Mangos nas percussões e vocais), prefere deixar o virtuosismo técnico em segundo plano para reforçar as canções de Ana. Fazendo aniversário no dia do show, ela deu um presente ao público ao convidar Carol para dividir o palco em um belo dueto de guitarra e teclados na eterna “Samba em Prelúdio”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes.

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Já vai se programando porque em junho teremos mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma reunindo duas cantoras em ascensão que mostram seus trabalhos recém-lançados com suas respectivas noites. No dia 12, a carioca Carol Maia estreia na festa trazendo no repertório seu recém-lançado It’s Nice to See a Lake In Your Eyes, em parceria com o baterista norte-americano Jeremy Gustin, e dos EPs Mundo de Espuma (2021) Urutu Fitas: Carol Maia (também deste ano), acompanhada de sua banda, formada por José Miguel Brasil e Thomás Medeiros, e mostrando suas canções que ficam entre o jazz, a música brasileira e o rock alternativo. Depois dela é a vez de Ana Spalter mostrar seu disco Coisas Vêm e Vão, lançado no ano passado, em que explora a canção paulistana contemporânea, e vem acompanhada de Johnny Accetta, Léo de Braga, Pedro Petrucci e Bruno “Neca” Fecchine. Como de praxe, eu mesmo discoteco antes, entre e depois dos shows. A casa abre às 21h, o primeiro show começa às 22h e os ingressos já estão à venda.

Ao apresentar-se em mais um show de sua turnê pelos EUA, Bob Dylan presenteou o público que foi vê-lo em Eugene na terça passada com uma volta ao hino “I Shall Be Released”, que ele não tocava ao vivo desde 2008. Pelo jeito essa turnê vai trazer vários clássicos desenterrados…

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