Fechando o Volume Único

, por Alexandre Matias

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O grupo instrumental Música de Selvagem encerra o ciclo de seu disco Volume Único, seu disco de 2018 que contou com a participação de Tim Bernardes, Luiza Lian, Sessa e Pedro Pastoriz como vocalistas convidados ao lançar, em primeira mão no Trabalho Sujo o registro que fizeram da única vez que os quatro tocaram ao mesmo tempo, na sala Adoniran Barbosa do CCSP, quando eu era curador de música de lá.

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São quatro vídeos em que cantam músicas compostas pelos vocalistas convidados: Sessa canta sua “Música”, Luiza vai de “Dois Blocos” (que mistura suas “Cadeira” e “Tem Luz (Úmido V)”), Pedro Pastoriz canta “Assovio” e o vocalista do grupo O Terno canta “Morto”. Os quatro são acompanhados pelos músicos do grupo, o baixista Arthur Decloedt, os saxofonistas Filipe Nader e Oscar “Cuca” Ferreira, o baterista Guilherme Marques e o trumpetista Amilcar Rodrigues.

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“Esse show foi o único show que fizemos com os quatro compositores convidados durante esses dois anos de vida do disco”, me explica o baixista Arthur. “É realmente muito difícil juntar todo mundo, principalmente por conta das agendas, por isso a gente fez alguns shows com somente alguns convidados. O fato de ter todos os quatro fez desse show muito especial, ainda por cima porque ele rolou em um verdadeiro templo da música de São Paulo, que é a sala Adoniran Barbosa do CCSP.”

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Ele antecipa que o grupo está começando a preparar o sucessor deste álbum, batizado de O Pensamento Selvagem, que ainda está sendo discutido por seus integrantes em videoconferências durante essa interminável quarentena. “Ainda estamos definindo as bases, mas já posso adiantar que teremos a participação da artista sonora Luísa Puterman e da cantora Inés Terra. Estamos buscando incessantemente fazer algo que ainda não fizemos como grupo”, conclui Arthur.

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