Um ícone esquecido do futebol brasileiro.
Vi no P2P.
Que porra é essa…
Talvez tenha a ver com o fato de que semana que estarei de férias, mas há uma guinada consciente no que estamos fazendo no Link nas últimas semanas e não dedico um post a mais ao caderno por outro motivo: a edição dessa segunda-feira está demais. Além da entrevista que o Jamil Chade, lá em Genebra, fez com o Frank La Rue, relator especial da ONU para a liberdade de expressão, ainda conseguimos a reprodução do discurso do Lessig na parte de inovação do painel e-G8 (tão bem dissecado pela Carol em edição anterior) e o manifesto do grupo hacker Anonymous contra a OTAN, que o classificou como um grupo perigoso. Na outra ponta do espectro digital, o Pablo, o melhor repórter de videogame do Brasil e editor da revista Rolling Stone, explica o que aconteceu na E3 da semana passada em Los Angeles, quando a Nintendo lançou o Wii U. Aqui no Brasil, convidei o Carlos Merigo, conhecido virtual de longa data e dono do melhor blog sobre publicidade e internet do Brasil, o Brainstorm9, pra falar sobre o impacto do YouTube no mundo da propaganda, a partir do comercial que a Vivo lançou na semana passada. A edição ainda tem uma entrevista com o Fabio Lima, o homem que vai fazer você ver De Volta para o Futuro e O Poderoso Chefão no cinema ainda esse ano, feita pelo Douglas, outro velho compadre que hoje é um dos pilotos do Divirta-se, o guia semanal do jornal onde trabalho. Além disso tudo, a Tati ainda passou o fim de semana com programadores criando aplicativos pra ajudar as pessoas em casos de enchentes e chuvas, no Random Hacks for Kindness.
E te digo uma coisa: só melhora.
Minha coluna no Caderno 2 foi, mais uma vez, sobre Super 8, J.J. Abrams e Spielberg.
J.J. Abrams & Spielberg
…e o futuro do cinema
Super 8, o novo filme de J.J. Abrams, estreou na sexta-feira passada nos EUA. É um momento decisivo tanto para sua carreira quanto para a de Steven Spielberg, que produz o filme. Para Abrams, a expectativa diz respeito à primeira incursão do diretor e produtor no cinema em um título próprio. J.J. é conhecido como Midas da TV graças à sequência de seriados bem-sucedidos que produziu: Felicity, Alias, Lost e Fringe. Mas, no cinema, só dirigiu dois filmes, o terceiro Missão: Impossível e a nova versão para o cinema da série Jornada nas Estrelas. Não havia dirigido nenhum filme cuja ideia original fosse sua, até agora.
Spielberg, por outro lado, tem outro tipo de preocupação. Diretor que se firmou ao reconectar o público de cinema com uma audiência adolescente, à medida que foi se estabelecendo como diretor, começou a ir rumo a assuntos sérios, o que lhe rendeu alguns Oscars que não fossem de efeitos especiais. Mas ao remoer lembranças de guerra e conflitos judeus, deixou de lado a diversão e o entretenimento puros e simples. Tentou retomá0-los ao voltar à ficção científica no início do século, visitando Kubrick (Inteligência Artificial), Philip K. Dick (Minority Report) e H.G. Wells (Guerra dos Mundos), mas sem conseguir vincular-se a um público mais jovem. Só conseguiu recuperar isso ao produzir os filmes de Michael Bay (especialmente Transformers), mas sua marca não era percebida como assinatura.
Até que J.J. Abrams resolveu fazer uma homenagem ao ídolo e o chamou para esse tal Super 8. Abrams, que é conhecido por empilhar referências em suas obras, resolveu transformar o filme em uma grande ode ao cinema de Spielberg, especificamente à sua filmografia nos anos 80.
E, como é do seu feitio, Abrams não deixou barato e levou seu novo filme, mesmo antes do lançamento, a diversas mídias diferentes – colocou gente para montar um curta a partir de pedaços soltos pela web e até a criar uma HQ que seria concluída pelo público.
As primeiras impressões sobre o filme não são suficientes para tentar prever algum sucesso, mas tudo indica que Spielberg e Abrams conseguiram alcançar o que estavam tentando: uma história fantástica, um thriller de ficção científica e uma fábula pré-adolescente.
Mas a premissa inicial de Super 8 – em que uma turma de jovens brinca de fazer cinema e, sem querer, filma algo que não devia – parece ser outra homenagem de Abrams, desta vez a uma previsão de Francis Ford Coppola, em uma entrevista dada nos anos 70: “Um dia, uma gordinha em Ohio será o novo Mozart e fará um lindo filme com a câmera portátil de seu pai e quando isso acontecer todo esse profissionalismo em relação a filmes será destruído para sempre e o cinema se tornará uma arte”. Ainda não chegamos lá, mas será que um dia chegaremos? Super 8 chega ao Brasil apenas em agosto.
Mas não é o da Vivo não!
Já tem 10 anos esse aí!
10 anos cravados depois de ter fundado o Vitrola, meu irmão de Anos Vinte abandona seu velho Blogspot a caminho de novos horizontes na blogosfera – no caso, a do UOL. É que o Ronaldo estréia essa semana seu novo blog (batizado apenas com seu nome), aposentando assim o blog que todos conhecíamos (mas que segue vagando, à deriva, nos mares do Google) para cobrir especificamente música brasileira e jazz. Por isso, não repare na foto de webcam ou no banner com essas notas musicais bregas passando por trás do rosto – o conteúdo segue fino como sempre e, pelo fato de agora ele blogar como profissão, mais frequência nos posts. Essa semana ele começou num especial João Gilberto, mas isso já já passa. Olha o RSS novo, pra quem ainda usa esse recurso:
http://ronaldoevangelista.blogosfera.uol.com.br/feed
Boa sorte, compadre!
Os novos “tópicos de tendência“.
Vai longe isso, hein… E pra quem não sacou o que a Ana Paula Padrão tá fazendo ali…




