
Enquanto esperamos o disco novo de Lana Del Rey, ela vem com uma inesperada música-tema para o agente secreto mais famoso da cultura pop dez anos de ter uma música recusada para um filme de James Bond (quando preferiram uma canção do açucarado Sam Smith para a trilha de Spectre, de 2015, em vez de uma dela – e do Radiohead, que liberou a sua de graça na internet à época). Não é a trilha do novo longa de 007 e sim de um videogame que conta sua vida pregressa à carreira oficial de espião britânico, mas Lana não deixa barato. Ancorada pelo mestre David Arnold, veterano das trilhas dos filmes recentes do agente, ela entrega a deslumbrante “First Light”, uma música-tema como há muito não fazem para o personagem.
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Quem também lança disco esta semana é o incansável Lauiz, tecladista e programador dos Pelados que solta seu terceiro álbum, Comece por Aqui, nesta quarta-feira. Seu trabalho mais biográfico, é também o disco que mais traz referências estrangeiras – ele cita Ween, Nine Inch Nails, David Bowie “e até uma Lana Del Rey no meio”, brinca. “É um disco bem pessoal, meio frustrado com o mundo, que levou bem mais tempo pra gravar, é mais longo e mais elaborado e eu me sinto uma pessoa diferente, por mais que tente usar tudo que fiz pra chegar aqui. Afinal, como foi que eu vim parar aqui?”, continua o produtor. “Queria um disco que soasse roubado, como se nunca fosse pra ser lançado pra mais ninguém além de mim: misturo áudios e vídeos velhos no Youtube, é meio PC music e uma versão perturbada dessa estética alt-pop moderna brasileira”. Isso acaba se refletindo na capa: “Tento botar essa ironia e arrependimento capturados em um instante como alguém caindo do telhado e que joga um pouco de sangue falso pra chamar a atenção.” O disco tem participações de seus colegas de banda (Helena Cruz toca em “Comece por Aqui”, Theo Ceccato toca em “Linus Torvalds”, Vincente Tassara em “Nada Direito” e Manu Julian em “Estados Unidos”), além das presenças de Ricardinho Tubarão, Lucas Filmes, Pedro Acost (da banda Bella e o Olmo da Bruxa) e o primo de Lauiz João Barisbe, que toca sopros na faixa “Na Lagoa”, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo.
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Desde o começo do ano corre solto o boato que os Rolling Stones estariam preparando mais um novo álbum para começar mais uma nova turnê no meio deste ano e há algumas semanas algumas pistas começaram a aparecer – tanto na internet quanto nas ruas inglesas, em cartazes espalhados com um QR-code – ligando o grupo a uma banda chamada The Cockroaches (“As Baratas”, em inglês). O nome já foi usado pelos Stones em 1977, quando, promovendo o disco que haviam lançado um ano antes (o ótimo Black & Blue), se apresentaram após o show da banda canadense April Wine com este pseudônimo no clube El Mocambo, com capacidade de apenas 300 pessoas, em Toronto, no Canadá (show que foi lançado pelo grupo como o disco ao vivo El Mocambo 1977, em 2022). O QR-code dos cartazes levava para o site thecockroaches.com que, além de vender uma camiseta com a pergunta “WHO THE FUCK ARE THE COCKROACHES?” no mesmo padrão da camiseta que o guitarrista Keith Richards usava nos anos 70 para tirar onda com o vocalista Mick Jagger, também anunciava que no sábado haveria uma revelação – esta veio na forma de coordenadas geográficas em que era possível encontrar um automaticamente raro vinil da banda em questão, nada menos que os próprios Stones com um single que, pelo que se consta, chama-se “Rough and Twisted”. É uma música no padrão clássico do grupo, mostrando-o afiado mesmo aos 64 anos de carreira. Ainda não há informações sobre o lançamento oficial do single, sobre o novo disco ou sobre a nova turnê. Mas é questão de tempo…
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Os Strokes publicaram esse stories em seu Instagram e não falaram mais nada. Uma fita cassete puxada por cavalos sobre um link que vai parar num site que pede seu telefone e manda um SMS para você entrar em outro link que deverá “compartilhar algo em breve”. Há fãs achando que é primeiro de abril e outros apostando em música nova vindo aí. O grupo nova-iorquino está com várias datas de shows marcadas para 2026, o que aumenta a possibilidade da banda vir com algum novo lançamento, o primeiro desde o bom The New Abnormal, lançado em 2020. Façam suas apostas… Continue

Seguindo seu plano de dominação mundial de 2026, o grupo coreano BTS acaba de anunciar que lançará sua turnê deste ano – a primeira do grupo desde 2022 – ao transmitir, via Netflix, uma apresentação a partir de Gwanghwamun, o portão sul do antigo palácio real de Gyeongbokgung, em Seul, na Coreia do Sul. A transmissão acontecerá no dia 21 de março, no dia seguinte ao lançamento de seu novo disco, Arirang, cujo título é tirado de uma antiga canção folclórica coreana. Com essa mudança, o grupo inverte a lógica da relação entre apresentações ao vivo e registros audiovisuais, usando este como ponto de partida para os shows, ampliando a máquina de divulgação dos shows para além da mídia tradicionais e das redes sociais. A plataforma também vai exibir o documentário BTS: O Reencontro a partir do dia 27 do mesmo mês, mostrando os bastidores do novo álbum e da nova turnê, que começa pela própria Coreia do Sul a partir do dia 9 de abril.

A conversa de que o Ministério da Cultura tem planos de lançar um aplicativo de streaming para exibir gratuitamente centenas de longas, médias e curta metragens brasileiras vem rolando nos bastidores desde quando o filme da vez era Ainda Estou Aqui, no começo do ano passado. Só que no começo deste ano uma notícia tornou público o lançamento próximo do aplicativo, chamado de Tela Brasil, o que fez o próprio MinC falar oficialmente sobre a iniciativa numa nota publicada neste domingo. E volto a falar o que havia comentado quando ouvi falar da primeira vez deste serviço: se fazem isso pra cinema, dá pra fazer pra música, pra livros, pra produção audiovisual de forma bem mais ampla e pode ser o início de uma saída das asas das big tech do hemisfério norte. Ou vocês não perceberam como o site de assinatura digital do governo federal praticamente fez serviços gringos semelhantes desaparecerem do nosso dia-a-dia? Fora que o Brasil tá voltando a ficar na moda, mas isso é outra conversa…
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A cantora espanhola responsável pelo torpedo musical Motomami aos poucos prepara sua volta ao disco, espalhando pistas pela internet e pela vida real. Desligou sua conta no Twitter, mas antes disso twittou “Lux = Love”. Depois trocou sua foto de perfil no Instagram para uma imagem que mostra um feixe de luz e abriu um formulário em seu site rosalia.com, que também traz um novo logo – além de ter aparecido um vídeo, sem som, que mostra a espanhola no estúdio. Ao mesmo tempo, foram avistados em duas cidades diferentes (Nova York nos EUA e Callao no Peru, por enquanto), cartazes que muitos especulam ser a capa do disco, que ainda traz uma partitura musical que ela publicou em sua mailing list via Substack (e que seus fãs já estão tocando-a em vídeos online). Aparentemente o disco chama-se Lux e será lançado em novembro.
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O segundo Tiny Desk Brasil, exibido nessa terça-feira, foi também o primeiro a ser gravado, no dia 2 de setembro deste ano – e foi a edição cuja gravação pude presenciar ao vivo. Depois de João Gomes, a não assumida mesinha foi para outro extremo do espectro da nossa música e reuniu o querido trio Metá Metá ao idiossincrático Negro Leo, numa curta apresentação em que além de tocar “Rainha das Cabeças”, “Bará Bará” e “Obatalá”, ainda fizeram “Sem Cais” (que Leo compôs para o soberbo Delta Estácio Blues, segundo disco de Juçara Marçal, produzido por Kiko Dinucci, trazendo finalmente Thiago França para o universo DEB) e “Eu Lacrei” do próprio Leo num show, como de praxe, foda.
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Sobre bandas dos anos 90 que estão ressuscitando, que volta você queria realmente realmente? Enquanto acendo uma vela diária pra uma possível volta do Sonic Youth (eles não são dos anos 90, mas você entendeu), a estilista Victoria Beckham, que há trinta anos era mais conhecida como Posh Spice, foi ao show do Oasis no estádio de Wembley com o marido jogador de futebol David Beckham e postou um stories durante o show em que marcava não apenas o marido, mas suas quatro ex-companheiras de banda, Emma Bunton, Mel B, Geri Haliwell e Melaine C, escrevendo “tentador” no alto do post, insinuando a confirmação de um boato que vem circulando desde o fim da pandemia – mais uma volta das Spice Girls! Será que agora vai?

A partir desta quarta-feira diminuo o ritmo por aqui até o início da outra semana, enquanto tomo conta das mídias sociais da Flip, pela décima vez. Siga o Instagram da Flip aqui.