Minha última participação no YouPix acontece hoje às 20h45, quando converso com o Pablo, a Renata e o Merigo sobre gamificação na mesa A Vida é um Jogo. E de lá pra festa!
Daqui a pouco encaro a difícil e divertida missão de mediar uma conversa entre o público do YouPix e o criador do 4chan, Christopher “Moot” Poole, principal atração do YouPix nesse ano. O papo começa às 21h e o YouPix acontece no Porão das Artes, no Prédio da Bienal, no Ibirapuera. Bora?
Ontem, no palco do YouPix, ao final de uma entrevista bem humorada e altamente viajandona (ao ser perguntado, através de um telão que filtrava tweets com a hashtag com o nome do evento, sobre a maconha, ele respondeu que não havia trazido, com um ar lacônico e irônico… “Fumo mas não trago”, emendou um trocadilho), Gil sacou o violão e tocou “Aos Pés da Santa Cruz”, clássico imortalizado por João Gilberto.
Inicio minha participação no YouPix hoje, entrevistando Gilberto Gil ao lado de outros nomes (a saber: Bia Granja, Inagaki, VJ Marimoon, Bob Fernandes, Mona Dorf, Rafinha Bastos, Rosana Hermann, entre outros. O papo começa às 20h30 e acontece no Porão das Artes da Bienal, no Parque Ibirapuera. Vamo?
Do Guardian:
The prime minister said last week that the government would investigate whether social networking platforms should be shut down if they helped to “plot” crime in the wake of the riots.
The 20-year-old from Colchester was arrested on Friday after Essex police discovered the alleged plans circulating on the BlackBerry Messenger service and Facebook.
The unnamed man has been charged with “encouraging or assisting in the commission of an offence” under the 2007 Serious Crime Act, police said.
He was arrested with another 20-year-old man the day the water fight was allegedly due to take place, and has been bailed to appear before Colchester magistrates on 1 September. The second man was released without charge.
E há quem ache que eu exagero… A foto é do ano novo tailandês (comemorado à base de água) e eu peguei no Telegraph.
O pessoal da Noize passou aqui em casa no começo do ano pra tirar uma foto de onde eu posto – saiu na edição de junho, mas só vi agora. Além de mim, os caras ainda fizeram fotos do Terron, da Lalai e da Mariana. Dá pra ver todas no PDF da revista.
Falei do Super 8 na minha coluna no Caderno 2 de domingo.
A nova inocência
‘Super 8’ e o coração de uma geração
A promessa se confirmou. Super 8, que estreou neste fim de semana no Brasil, o terceiro filme de J.J. Abrams é tudo aquilo que parecia ser quando seu trailer de pouco mais de um minuto apareceu online há um ano. Ele é conhecido como Midas da TV pós-internet ao usar pistas e dicas colocadas online para aumentar a exposição e, portanto, a audiência de suas séries. Alias, Lost e Fringe são os melhores exemplos desse tipo de estratégia que também foi testada e aprovada no cinema. Mas até Super 8, J.J. só havia lidado com obras alheias – sua estreia na direção foi no terceiro Missão: Impossível e seu segundo filme acertou na mosca ao conseguir trazer a mitologia de Jornada nas Estrelas para uma nova geração.
Com Super 8, ele partiu para uma história nova e autoral. E, para isso, resolveu aliar-se a um de seus ídolos do cinema, Steven Spielberg, que chamou para produzir o filme. E como J.J. não é bobo nem nada, aproveitou a deixa para fazer o que melhor sabe: puxar links e referências para enriquecer seu trabalho – e fazer fãs enlouquecidos procurarem por essas pontas soltas dentro e fora da internet.
E o alvo, nesse caso, foi o próprio Spielberg. Mirando no ídolo como se olhasse num espelho, ele procurou um ponto em comum em sua filmografia para captar algo específico para a própria carreira. E escolheu os anos 80 consagrados pelo diretor. Depois de salvar Hollywood da bancarrota ao criar o formato blockbuster em Tubarão (1975), Spielberg se dispôs a dar a tônica de seu tempo. E, ao dirigir filmes como Contatos Imediatos do Terceiro Grau e E.T. e produzir outros como Goonies e De Volta para o Futuro, ele fez questão de celebrar seu novo público – os adolescentes dos anos 80. Walkman, videogame, computadores, rock, skate, grafitti – tudo que parecia modismo ou descartável para uma geração mais velha que a sua foi canonizado por Spielberg nesses filmes. Mais que isso, deu a uma geração que poderia crescer desesperançosa uma sensação de pureza e ingenuidade. Próxima àquela impregnada nos anos 50 dos EUA.
E agora J.J. Abrams quer repetir o feito. Já havia apostado na recuperação dessa inocência em sua primeira produção, o seriado Felicity, e todas as suas séries, por mais estranhas que fossem, nunca deixavam a emoção de lado. Lost era sobre amor e amizade, Fringe e Alias também tratam sobre a relação entre pais e filhos. Ao retratar o início dos anos 80 com o mesmo cuidado que Spielberg deu aos anos 50 (a conexão da viagem no tempo de De Volta Para o Futuro, que interliga 1955 e 1985 é crucial para entender isso), ele está às vésperas de conquistar corações e mentes da geração digital. De uma vez por todas.






