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Mesmo à distância, o autor do viral redentor de 2020, Doggface208, encontra-se com um dos fundadores da banda que compôs a música que ajudou a mudar a vibe deste ano, em um programa da BBC. Mick Fleetwood, do Fleetwood Mac, até já gravou uma paródia do clipe que tornou o skatista de 37 anos famoso e não perdeu a oportunidade de agradecer ao responsável por fazer sua “Dreams” voltar a tocar nas plataformas digitais. “Te devemos essa”, disse, não apenas falando pelo grupo, mas também por todo mundo que sentiu o alívio ao assistir aqueles parcos segundos de boa onda.

Mas ainda estamos esperando Stevie Nicks, a autora da canção, aparecer em público sobre este assunto…

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E o viral do ano começou a ganhar outras versões, incluindo do próprio autor da música que o inspirou, Mick Fleetwood…

E ele está longe de ser o único…

https://twitter.com/ThePest89/status/1312854390194212866

Outros tantos virão… Duvida? Agora que apareceu o primeiro famoso…

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Lembram dos tempos que um meme na internet melhorava a vida de todo mundo envolvido? Nathan Apodaca estava voltando pra casa, em Idaho Falls, nos Estados Unidos, na sexta-feira passada quando ficou sem gasolina. Pegou seu skate e foi pegar combustível ouvindo música e aproveitou a descida para gravar um vídeo no TikTok, rede social que vinha brincando misturando música com situações do seu cotidiano. Ouvindo “Dreams” do Fleetwood Mac e tomando suco de Cranberry, ele de repente olha para a câmera e se entrega à canção.

Parcos segundos de alto astral viralizaram – e não precisa nem lembrar que é 2020 pra entender porque. O vídeo, que publicou na sua conta 420doggface208, já tem mais de vinte milhões de views, sem contar as inúmeras vezes que foi reproduzido, reeditado e misturado com outras mídias. Até aí, só um viral.

Mas o TMZ conversou com ele e descobriu que ele, que mora em um motorhome sem água corrente, conseguiu arrecadar 10 mil dólares e virou uma celebridade instantânea, ajudando inclusive o Fleetwood Mac voltar a ser ouvido nas plataformas de streaming (a banda twittou que amou – e mesmo que não tivesse gostado, aprenderia a gostar pois a música teve um aumento de audições em quase 90% e outro de vendas digitais de quase 400%).

Que história boa… Alto astral com alto astral se paga!

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A banda psicodélica paulistana Applegate me convidou para conversar com eles em mais um episódio de sua sessão Fluir, que acontece nesta quinta, às 21h, em sua conta no Instagram – aparece lá. Tá aqui o papo com o Rafa, um dos guitarristas da banda.

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Que internet você quer? Esse questionamento já acompanha minha querida amiga Dani Arrais há alguns anos e tornou-se um dos motes de seu trabalho – e da sua vida. Blogueira desde os tempos em que isso não era pejorativo, ela transformou seu Don’t Touch My Moleskine em mola-mestra de seu trabalho e aos poucos descobriu outra forma de se conectar às pessoas. Convidada desta semana do meu programa semanal Bom Saber, puxo a questão online para discutir outros temas, amplificados pela quarentena: nossa relação com o trabalho, com o dinheiro, com as pessoas mais próximas e com as celebridades, com o jornalismo, com a arte e com o mercado. Um papo que, se deixasse, ficava até amanhã.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do **Clube Trabalho Sujo**. Além da Dani, já conversei com Bruno Torturra, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.

AstroBeck

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O eterno hipster Beck fez uma parceria com a Nasa e transformou seu disco Hyperspace, lançado no ano passado, em uma instalação multimídia online sobre o espaço, com clipes gerados por inteligência artificial a partir de temas selecionados pela agência espacial norte-americana. Os clipes vêm abaixo, mas a viagem pelo site do projeto tem muito mais detalhes sobre este projeto batizado de Hyperspace: A.I. Exploration.

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A primeira live que Caetano Veloso fez serviu de inspiração para que eu e Dodô Azevedo falássemos sobre a luz que o velho baiano joga sobre nossa cultura e a importância desta transmissão ao vivo a partir de diferentes contextos – desde a estante à família, da direção à duração, do repertório à Paula Lavigne -, em mais uma DM gigantesca. Isso sem contar o Superbug!

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Quem lembra do Eduardo Fernandes entrega a idade: um dos primeiros habitantes deste planeta online que vivemos hoje, Eduf sempre misturou contracultura, tecnologia e cultura pop para questionar os passos que damos neste novo ambiente eletrônico, seja reunindo cabeças no saudoso Fraude.org ou dando dicas nerd em seu blog Macgiver. Mas há mais de dez anos, ele saiu de São Paulo e se embrenhou num templo budista no interior do Rio Grande do Sul e o papo oscila entre as transformações comportamentais deste novo século, desbravar o mundo interior e a nova rotina mundial durante a pandemia.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo (quer saber como colaborar? Manda um alô no trabalhosujoporemail@gmail.com). Além do Eduf, já conversei com Bruno Torturra, Negro Leo, Janara Lopes, João Paulo Cuenca, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui ou no meu canal no YouTube, assina lá.

Foto: Erika Garrido

Foto: Erika Garrida

“É uma aglutinação de linguagens, o que sempre resulta em novidade, não é? A situação não permite previsões, tédio e invenção andam de mãos dadas e nos puxam”, me explica por email Tulipa Ruiz quando lhe pergunto se Tulipa Noire, que ela apresenta neste sábado às 21h (mais informações aqui), é uma evolução do conceito de shows transmitidos pela internet. O concerto acontece na Casa de Francisca e é o primeiro show dirigido pela cineasta Laís Bodanzky, diretora do filme Bicho de Sete Cabeças, que foi convidada pelo capo da mágica casa, Rubens Amatto, para assumir a curadoria de cinema do local em tempos de pandemia, elevando as lives a outro patamar.

A cantora conta que estava esperando o momento certo para trabalhar neste formato. “Nossa proximidade com o Rubão e a Casa de Francisca é antiga e sabíamos que a qualquer momento ia acontecer alguma coisa entre a gente nesse momento live. Quando o nome da Laís entrou na jogada, tudo ficou mais saboroso. Vivo com a Tulipa Noire, o filme do Delon, marcado na alma. A associação era inevitável, noir-noire-cinema-Laís. Mesmo assim uma associação solar – o filme original era colorido!”, conta, fazendo referência ao filme que inspirou seu pai, o mestre guitarrista Luiz Chagas, a batizá-la com este nome.

Pouquíssimas pessoas estarão presentes no evento, apenas a cantora, seu irmão Gustavo Ruiz no violão, a diretora Laís e a fotógrafa Thaís Taverna. A única certeza é que será em preto e branco. Tulipa nem sabe o que fará com o show depois de ele ter acontecido. “É algo a ser pensar. Será meu primeiro registro cinematográfico. Vou decupar essa ideia”, conta.

Pergunto como ela está atravessando a quarentena e ela tasca que “como a maioria das pessoas que tem a oportunidade de ficar em suas casas, esse negócio de ‘tempo livre’ é bobagem. Nunca estive tão ocupada em minha vida, nem que seja para não fazer nada ou dormir. Isso te ocupa muito”. Ela também menciona lives que a emocionaram: “Várias, a começar pelo João Donato que introduziu muita vida na dele; Teresa Cristina, maravilhosa; o Gil, divino; o Curumim e a Anelis fazem umas aqui na esquina de casa, mas que parecem vindas da Lua. “

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O meio é a mensagem: a nova obra de Lana Del Rey, Violet Bent Backwards Over the Grass, não é um disco, mesmo que ela esteja nos vocais e seja acompanhada musicalmente pelo produtor e braço direito Jack Antonoff. Mas o que determina este formato? Tal apresentação de poemas poderia ser tranquilamente um disco de spoken word, uma vez que ela lê seus textos sobre bases instrumentais, como ela mostrou no único poema que disponibilizou no YouTube, o fluxo de consciência beat “LA Who Am I to Love You?”, uma ode à sua cidade favorita:

“I left my city for San Francisco
Took a free ride off a billionaire’s jet
L.A., I’m from nowhere, who am I to love you?
L.A., I’ve got nothing, who am I to love you when I’m feeling this way and I’ve got nothing to offer?
L.A., not quite the city that never sleeps
Not quite the city that wakes, but the city that dreams, for sure
If by dreams you mean in nightmares

L.A., I’m a dreamer, but I’m from nowhere, who am I to dream?
L.A., I’m upset, I have complaints, listen to me
They say I came from money and I didn’t, and I didn’t even have love, and it’s unfair
L.A, I sold my life rights for a big check and I’m upset
And now I can’t sleep at night and I don’t know why
Plus, I love Zac, so why did I do that when I know it won’t last?

L.A., I picked San Francisco because the man who doesn’t love me lives there
L.A., I’m pathetic, but so are you, can I come home now?
Daughter to no one, table for one
Party of thousands of people I don’t know at Delilah where my ex-husband works
I’m sick of this, but can I come home now?
Mother to no one, private jet for one
Back home to the Tudor house that borned a thousand murder plots
Hancock Park, it’s treated me very badly and resentful
The witch on the corner, the neighbor nobody wanted
The reason for Garcetti’s extra security
L.A., I know I’m bad, but I have nowhere else to go, can I come home now?
I never had a mother, will you let me make the sun my own for now, and the ocean my son?
I’m quite good at tending to things despite my upbringing, can I raise your mountains?
I promise to keep them greener, make them my daughters, teach them about fire, warn them about water
I’m lonely, L.A., can I come home now?

I left my city for San Francisco
And I’m writing from the Golden Gate Bridge
But it’s not going as I planned
I took a free ride off a billionaire and brought my typewriter and promised myself that I would stay but
It’s just not going the way that I thought
It’s not that I feel different, and I don’t mind that it’s not hot
It’s just that I belong to no one, which means there’s only one place for me
The city not quite awake, the city not quite asleep
The city that’s still deciding how good it can be

And also
I can’t sleep without you
No one’s ever really held me like you
Not quite tightly, but certainly I feel your body next to me
Smoking next to me
Vaping lightly next to me
And I love that you love the neon lights like me
Orange in the distance
We both love that
And I love that we have that in common
Also, neither one of us can go back to New York
For you, are unmoving
As for me, it won’t be my city again until I’m dead
Fuck the New York Post
L.A., who am I to need you when I’ve needed so much, asked for so much?
But what I’ve been given, I’m not sure yet
I may never know that either until I’m dead
For now, though, what I do know
Is, although, I don’t deserve you
Not you at your best and your splendor
With towering eucalyptus trees that sway in my dominion
Not you at your worst
Totally on fire, unlivable, unbreathable, I need you

You see, I have no mother
And you do
A continental shelf
A larger piece of land from where you came
And I?
I’m an orphan
A little seashell that rests upon your native shores
One of many, for sure
But because of that, I surely must love you closely to the most of anyone

For that reason, let me love you
Don’t mind my desperation
Let me hold you, not just for vacation
But for real and for forever
Make it real life
Let me be a real wife to you
Girlfriend, lover, mother, friend
I adore you
Don’t be put off by my quick-wordedness
I’m generally quite quiet
Quite a meditator, actually
I’ll do very well down by Paramhansa Yogananda’s realization center, I’m sure
I promise you’ll barely even notice me
Unless you want to notice me
Unless you prefer a rambunctious child
In which case, I can turn it on, too
I’m quite good on the stage as you may know
You might have heard of me
So either way, I’ll fit in just fine
So just love me by doing nothing
And perhaps, by not shaking the county line
I’m yours if you’ll have me
(Quietly or loudly, sincerely your daugther)
But regardless, you’re mine”

Acontece que Violet Bent Backwards Over the Grass só vai estar disponível em plataformas e aplicativos que lidam com áudio-livros, mas não nas plataformas digitais de música. As coisas ficam mais complicadas quando ela também anuncia que a obra terá não apenas uma, mas três versões físicas: o livro, o vinil e o CD. Será que o repasse dos direitos autorais nas plataformas digitais para livros lidos é melhor que a das de música? A decisão certamente não é só estética – eis o LP e o CD do livro que não deixa mentir…

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E a imagem que ilustra este post é um retrato de Lana feito por ninguém menos que Joan Baez.