
Pedro Daltro começou um blog para reunir informações sobre o governo Bolsonaro quando Cristiano Botafogo, que passou a seguir o site, sugeriu transformá-lo num podcast. Misturando ódio e humor, os dois transformaram o Medo e Delírio em Brasília, num dos melhores registros jornalísticos do que acontece nesta época bisonha que nos meteram desde 2018. Conversei com os dois em mais uma edição do Fechamento, programa que inventei no meu canal para falar sobre jornalismo.
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Depois de anos trabalhando em jornais e sites, Thiago Ney abraçou seu próprio veículo criando uma das melhores newsletters do Brasil hoje. Por isso, em mais uma edição do meu programa sobre jornalismo aqui no meu canal, puxo a Margem como gancho para falarmos sobre sua trajetória jornalísticas e as dores e delícias deste velho formato digital que tem ganhado uma nova vida nos últimos anos.
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Na edição desta semana do meu programa semanal de entrevistas, conversa com a cientista da computação Nina da Hora, que mesmo sem sair da Baixada Fluminense, vem dando passos consideráveis para tornar sua área mais popular, agregando novos entusiastas à medida em que expande seus projetos, como a série Computação Sem Caô, seu canal no YouTube e seu podcast Ogunhê, dedicado a contar histórias de cientistas do continente africano. Aproveito para saber como ela conseguiu se estabelecer numa área tão branca e masculina e também sobre o instituto que ela quer fundar em Duque de Caxias.
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No meu programa semanal de entrevistas Bom Saber, chamei meu querido chapa Samir Salim Jr., que atualmente edita a newsletter sobre tecnologia Interfaces, para conversar sobre o estado deste mercado nesta virada do século e sobre como seu veículo começou a se estabelecer ao mesmo tempo em que criava uma forma crítica de abordar seu principal tema. Mas como o papo com o Samir sempre abre mil janelas, falamos também sobre política, jornalismo, quarentena, preconceitos brasileiros e as tecnologias do futuro.
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O escritor paulistano Ricardo Terto acaba de lançar seu terceiro livro, Quem é essa gente toda aqui? Internet e acessibilidade no Brasil da pandemia (Todavia), em que coloca a nova realidade digital como filtro central para entender o país em 2021. O ensaio é o ponto de partida para discutir o Brasil neste momento tão intenso, falar sobre nossa relação com as redes sociais, o meme como nova encarnação da gambiarra, a internet como solução simples e como manter o otimismo nestes dias.
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A atriz e apresentadora Luisa Micheletti começou a acompanhar meu canal no YouTube e me procurou para fazer alguns comentários sobre os programas que vínhamos fazendo aqui e aos poucos o papo evoluiu para a forma como nos representamos através das tecnologias digitais e como isso acaba regulando a nossa própria vida fora da internet. Um papo sobre cultura online e como nosso comportamento vem sendo pautado por esta vida digital.
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Para começar 2021, chamei Chico Barney, um dos grandes profetas do Twitter brasileiro, para tentar prever o que pode acontecer no decorrer deste ano que está começando – e encontrei um arauto do apocalipse, pessimista a longo prazo com o que está acontecendo com o país, tanto do ponto de vista político quanto social e de comunicação. Ao menos ele espera que a próxima edição do Big Brother Brasil consiga tirar parte do país desse abismo de bad vibe.
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Na primeira edição do ano do Artejornalismo, programa dedicado a falar sobre profissionais que cobrem música já na época da internet, converso com Diego Pessoa, pernambucano que nem mesmo se considera jornalista, mesmo que seu trabalho esteja entre as principais referências online deste século, seja antecipando lançamentos ou fazendo registros não-oficiais no site Hominis Canidae. Também falamos sobre seu interesse original por música e como ele começou no jornalismo, ainda no tempo dos fanzines, sua atuação na revista Mi, a mudança de Recife para Teresina e os planos futuros do site, que agora também é um selo.
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Velho compadre de outros carnavais, já fiz muita coisa junto com o Bruno Natal e a primeira edição brasileira da Wired, que acaba de sair, foi só mais uma delas. Bruno foi meu sócio no falecido consórcio de blogs OEsquema, capitaneou por um dos principais blogs de música do Brasil (o URBe, que anda num outro ritmo) e fundou a plataforma de shows Queremos. Mas em vez de falar de sua trajetória, assunto para um outro programa futuro, resolvi focar em seu filhote mais recente, o podcast Resumido, e entender sua relação com as notícias, a urgência do jornalismo, o excesso de ofertas e o papel da internet.
Enorme prazer de fazer parte da primeira edição da Wired no Brasil. Fui incumbido de uma maratona profissional: entrevistar e perfilar os 50 brasileiros mais criativos de 2020, uma lista que chegou pronta mas que pude interferir à medida em que me inteirava de todo o processo. E este foi junto de uma equipe dos sonhos: a querida Cris Namouvs no comando da espaçonave, o compadre Bruno Natal na edição, a comadre Juliana Azevedo no design e a capa assinada por Laurindo Feliciano (sem contar outros que conheci no processo, como o fotógrafo Wendy Andrade e a produtora Karina Mendes Cardoso). Mas a saga de entrevistar 50 universos pessoais em plena expansão, ainda mais num ano como 2020, abriu minha cabeça em múltiplas camadas e este trabalho tornou-se especialmente mais enriquecedor por acontecer neste ano pandêmico. Encontros, virtuais claros, com gente tão diferente e ativa como Ailton Krenak, Teresa Cristina, Emicida, Miguel Nicolelis, Silvio Almeida, Yasmin Thainá, Iana Chan, Sidarta Ribeiro, Nath Finanças, Marcelo D’Salete, Kaique Britto, Felipe Neto, Alê Santos, entre vários outros, me fizeram recuperar a sensação de horizonte que parecia ter sido perdida desde o início do ano. Abaixo, o texto que escrevi na apresentação da revista, que está sendo distribuída gratuitamente em alguns pontos de venda no Rio e em São Paulo (e não vai ser vendida em bancas) e a relação dos 50 nomes escolhidos, com os respectivos links para cada uma das matérias.
50 Horizontes
Entrevistar os 50 brasileiros mais criativos de 2020 não foi só uma tarefa hercúlea como inspiradora. Incumbido desta missão, encontrei 50 universos únicos, 50 pontos de vista singulares e 50 perspectivas distintas, mas todos, sem exceção, esperançosos em relação ao seu papel no futuro do Brasil.
Foram quase 50 videoconferências (só três responderam por email e só um pelo telefone) em que pude conferir olhares curiosos e empolgados, ver sorrisos e caras sérias para descrever altos e baixos de um ano que ficou na história de todos nós. A ausência do encontro presencial, crucial quando se faz esse tipo de entrevista, mostrou, por outro lado, que todos estavam à vontade com a rotina da quarentena.
Muitos entediados, outros exaustos, alguns felizes pela convivência com os filhos, outros tensos pela tragédia sanitária, mas todos dispostos a seguir fazendo seus trabalhos, que encontraram, neste ano, um ponto de inflexão definitivo.
50 indivíduos que tiveram que se reinventar para adequar-se ao novo ano, 50 pontos de conexão com redes exponenciais – vários inclusive conectando-se entre si -, 50 biografias que deram um salto no ano que está chegando ao fim.
Mais do que isso: 50 olhares dispostos a tirar o país do atraso conceitual que se encontra, 50 horizontes possíveis que creem em um Brasil que, mesmo na adversidade, só melhora.
Os 50:
- Ailton Krenak
- Alê Santos
- Alice Braga e Bianca Comparato
- Anselmo Ramos e Bruno Brux
- Andreza Delgado
- Bárbara Soalheiro
- Bielo
- Camilla de Lucas
- Catarina Lorenzo
- Deri Andrade
- Diane Lima
- Diego Machado
- Eco Moliterno
- Edu Lyra
- Emicida
- Fallen
- Faustin Rezende e Lola Porto
- Felipe Neto
- Felipe Simi
- Fernanda Belfort
- Gian Martinez
- Iana Chan
- Joice Berth
- Julia Duailibi
- Kaique Brito
- Lorrane
- Maitê Lourenço
- Marcelo Adnet
- Marcelo D2
- Marcelo D’Salete
- Maria Angela de Jesus
- Marina Amaral
- Maxwell Alexandre
- Miguel Nicolelis
- Monique Evelle
- Nath Finanças
- Nathaly Dias
- Nina da Hora
- Rafael Urenha
- Raull Santiago
- Roger Cipó
- Samantha Almeida
- Saquinho de Lixo
- Sidarta Ribeiro
- Silvio Almeida
- Tallis Gomes
- Teresa Cristina
- Yasmin Thayná
- Yuri Mussoly





