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Projeto dos sonhos de Anelis Assumpção, o Museu Itamar Assumpção finalmente saiu do papel. O projeto virtual, primeiro museu dedicado a um artista negro no Brasil, celebra a importância de seu pai e o coloca na devida perspectiva afrobrasileira, para além dos circuitos intelectuais, que o classificam como “excêntrico”, “vanguarda” ou “difícil”. Não por acaso o museu, conhecido pelo genial acrônimo MU.ITA, foi inaugurado nesta sexta-feira, dia da consciência negra, reunindo inúmeros registros sobre a vida e obra do mestre Beleléu em versão virtual e também é o primeiro museu brasileiro com tradução para iorubá. O lançamento foi marcado por um show apaixonado que Anelis assumindo fez no Teatro Sérgio Cardoso – com todos os protocolos de segurança e sem púbico, claro – cantando as canções de seu pai acompanhada por sua banda, com direção magistral de Ava Rocha. Sente o drama:

“Nosso Pai”, com Denise Assunção
“Mulher Segundo Meu Pai”
“Receita Rápida”
“Meus tempos de criança”
“Filho de Santa Maria”
“Batuque”
“Nega Música”
“Persigo São Paulo”
“Ir pra Berlim
“Que tal o impossível?”
“Milágrimas”
“Beleléu Via Embratel”
“Devia ser proibido”

Que maravilha

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Seguindo a série de diagnósticos sob encomenda que fiz pra Urubu (o primeiro deles foi sobre música brasileira), desta vez dou meus pitacos sobre o estado da imprensa no país.

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⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ “Os jornalistas que tentaram montar as suas próprias redações, no final das contas, acabaram sendo vítimas da violência do estado, como continuam sendo até hoje.” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No segundo vídeo da série “Música e Jornalismo no Brasil, Matias analisa a história jornalismo brasileiro a partir das transformações políticas, culturais e midiáticas dos últimos setenta anos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Alexandre Matias, renomado jornalista de cultura, comportamento, tecnologia e música, é criador do Trabalho Sujo. Site que há 25 anos, tem um papel de vanguarda na cobertura das transformações culturais e digitais na produção e consumo de conteúdo e comunicação no Brasil. Atualmente, se dedica a produção de conteúdo para o site, youtube e newsletter do Trabalho Sujo, ao mesmo tempo que vive um processo de abandono do Twitter, Instagram e Facebook, redes sociais que ele enxerga e detecta com cada vez menos relevância jornalística. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Tenso é uma série de encontros, conversas e reflexões entre a Urubu e aqueles que não coincidem perfeitamente com o seu tempo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ @trabalhosujo

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pattismith

Várias pessoas me recomendaram a edição do podcast WTF em que seu apresentador, o norte-americano Marc Maron, entrevista nossa querida Patti Smith e só posso repassar a recomendação adiante: ela fala sobre o tempo que morou no Chelsea Hotel, sobre Nova York, sobre sua relação com Burroughs e com Allen Ginsberg, sobre poesia… Patti Smith sendo Patti Smith.

https://www.youtube.com/watch?v=B8BveZw-gcg&ab_channel=FMRadio

radiocast

Fui chamado pelo pessoal do Radiocast, podcast do festival baiano Radioca, para fazer uma provocação para os convidados da edição de sexta passada, quando Caio Braz, Josyara e Martín Giraldo discutiram a relação entre música e redes sociais nesta virada de década. Minha fala rola aos 54 minutos, mas o papo inteiro, com mediação de Carol Morena e Ronei Jorge, vale à pena ser ouvido.

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Oba, lá vem ela! Stevie Nicks põe seus patins para juntar-se à boa onda que sua “Dreams” espalhou pela internet – resta saber se ela realmente vai sair deslizando e tomando suco por aí…

Pra quem não entendeu nada: há algumas semanas, um usuário do TikTok usou o hit do Fleetwood Mac como trilha sonora para uma cena inusitada e deliciosa, que logo viralizou e caiu nas graças de um dos fundadores da banda, Mick Fleetwood. E como estávamos todos esperando pela vocalista e compositora da faixa… Olha ela aí!

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Mesmo à distância, o autor do viral redentor de 2020, Doggface208, encontra-se com um dos fundadores da banda que compôs a música que ajudou a mudar a vibe deste ano, em um programa da BBC. Mick Fleetwood, do Fleetwood Mac, até já gravou uma paródia do clipe que tornou o skatista de 37 anos famoso e não perdeu a oportunidade de agradecer ao responsável por fazer sua “Dreams” voltar a tocar nas plataformas digitais. “Te devemos essa”, disse, não apenas falando pelo grupo, mas também por todo mundo que sentiu o alívio ao assistir aqueles parcos segundos de boa onda.

https://youtu.be/SW9ItcmKbV8

Mas ainda estamos esperando Stevie Nicks, a autora da canção, aparecer em público sobre este assunto…

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E o viral do ano começou a ganhar outras versões, incluindo do próprio autor da música que o inspirou, Mick Fleetwood…

https://youtu.be/cGBA088ypJ0

E ele está longe de ser o único…

https://twitter.com/ThePest89/status/1312854390194212866

Outros tantos virão… Duvida? Agora que apareceu o primeiro famoso…

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Lembram dos tempos que um meme na internet melhorava a vida de todo mundo envolvido? Nathan Apodaca estava voltando pra casa, em Idaho Falls, nos Estados Unidos, na sexta-feira passada quando ficou sem gasolina. Pegou seu skate e foi pegar combustível ouvindo música e aproveitou a descida para gravar um vídeo no TikTok, rede social que vinha brincando misturando música com situações do seu cotidiano. Ouvindo “Dreams” do Fleetwood Mac e tomando suco de Cranberry, ele de repente olha para a câmera e se entrega à canção.

Parcos segundos de alto astral viralizaram – e não precisa nem lembrar que é 2020 pra entender porque. O vídeo, que publicou na sua conta 420doggface208, já tem mais de vinte milhões de views, sem contar as inúmeras vezes que foi reproduzido, reeditado e misturado com outras mídias. Até aí, só um viral.

Mas o TMZ conversou com ele e descobriu que ele, que mora em um motorhome sem água corrente, conseguiu arrecadar 10 mil dólares e virou uma celebridade instantânea, ajudando inclusive o Fleetwood Mac voltar a ser ouvido nas plataformas de streaming (a banda twittou que amou – e mesmo que não tivesse gostado, aprenderia a gostar pois a música teve um aumento de audições em quase 90% e outro de vendas digitais de quase 400%).

Que história boa… Alto astral com alto astral se paga!

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A banda psicodélica paulistana Applegate me convidou para conversar com eles em mais um episódio de sua sessão Fluir, que acontece nesta quinta, às 21h, em sua conta no Instagram – aparece lá. Tá aqui o papo com o Rafa, um dos guitarristas da banda.

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Que internet você quer? Esse questionamento já acompanha minha querida amiga Dani Arrais há alguns anos e tornou-se um dos motes de seu trabalho – e da sua vida. Blogueira desde os tempos em que isso não era pejorativo, ela transformou seu Don’t Touch My Moleskine em mola-mestra de seu trabalho e aos poucos descobriu outra forma de se conectar às pessoas. Convidada desta semana do meu programa semanal Bom Saber, puxo a questão online para discutir outros temas, amplificados pela quarentena: nossa relação com o trabalho, com o dinheiro, com as pessoas mais próximas e com as celebridades, com o jornalismo, com a arte e com o mercado. Um papo que, se deixasse, ficava até amanhã.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do **Clube Trabalho Sujo**. Além da Dani, já conversei com Bruno Torturra, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.