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rapidshare

Diga adeus ao Rapidshare. O site que acompanhou boa parte de seus downloads nos últimos dez anos vai fechar suas portas ao final do mês que vem. Vi na BBC a nota que eles mandaram para seus usuários, anunciando a falência do serviço e avisando para quem tiver arquivos lá online para retirá-los antes do dia 31 de março.

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Não sei se foi o primeiro, mas certamente o Rapidshare foi o primeiro host remoto gratuito a se popularizar quando as batalhas do P2P ainda eram travadas na década passada. Com processos legais fechando os clones e filhotes do Napster, uma das alternativas encontradas pelos ouvintes para disponibilizar músicas de graça uns pros outros foi esse tipo de site, que permitia o upload de pastas inteiras na web (anos antes de se referirem a esse tipo de serviço como “hospedagem na nuvem”) e só cobrava cliques e tempo de espera para os clientes que não quisessem pagar pela versão premium, que eliminava etapas, banners e minutos de download. Graças a sites dessa natureza que nasceram os blogs de MP3 – não apenas os que traziam as últimas músicas, remixes ou vazamentos de artistas que ainda não tinham lançado suas obras mas também aqueles dedicados a resgatar pérolas do passado, discos de acetato ou vinil e fitas cassete que ganhavam poeira na coleção de seus donos e não eram ouvidos por outras pessoas há eras.

Depois do Rapidshare, hospedado na Suíça, vieram o Megaupload (que depois virou Mega e deu origem a uma saga policial narrada na Nova Zelândia que ainda em andamento) e muitos outros clones (muitos deles ainda na ativa), que aos poucos foram caindo em desuso devido à ascensão dos torrents (e do PirateBay) e de um novo tipo de armazenamento online (impulsionado primeiramente pelo Dropbox e depois assimilado por todas as grandes empresas de tecnologia em sites como Google Drive e iCloud).

E pode ir se acostumando a esse tipo de notícia: fechamento de serviços que armazenavam conteúdo digital de toda espécie vão se tornar uma rotina cada vez mais constante (e, depois disso, veremos o fim de aplicativos que hoje reinam – é claro que outros sobreviverão). Porque, aos poucos, o cenário digital exige mudanças.

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O irresistível mosaico musical criado pelo Daft Punk no hit de 2001 “Harder, Better, Faster, Stronger” é quase um tutorial sobre a provocação que a dupla francesa faz da relação entre a pista de dança, computadores e robôs. Tanto que vez por outra alguém faz algum tipo de brinquedo digital que permite tocar a faixa em diferentes tipos de interface. A novidade dessa vez é o #DaftPunKonsole.com, que transforma o teclado do seu computador ou celular num disparador de samples com a música. Parece só uma brincadeira boba, mas depois que você pega o jeito e tenta sincronizar os vocais sobre a base instrumental o nível de complexidade é dos melhores videogames de passatempo. Só toma cuidado que vicia. Clica aqui pra ver.

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Mais novidades da adaptação da biografia que Walter Isaacson fez de Steve Jobs para o cinema. Depois de David Fincher e Christian Bale largarem a direção e o papel principal do filme, quem assumiu estas funções foram o diretor Danny Boyle e o ator Michael Fassbender, que já estaria vivendo o papel do criador da Apple segundo o Daily Mail, que descolou essa foto:

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O filme será roteirizado por Aaron Sorkin (do Newsroom) e ainda terá Seth Rogen e Kate Winslet no elenco.

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É uma idéia óbvia e, no caso dela, inevitável: o Museum of Modern Art de Nova York convidou Björk para criar uma exposição sobre sua carreira, que reúne objetos pessoais, memorabilia de clipes, discos e turnês, além de filmes e sons tirados do disco-aplicativo Biophilia e uma peça central chamada Black Lake, descrita como uma “experiência imersiva de filme e música de dez minutos” criada em parceria com o diretor Andrew Thomas Huang e a empresa de 3D Autodesk. O escritor islandês Sjón também foi convocado para dar uma nova dimensão à narrativa da exposição, que ficará em cartaz a partir de março até junho desse ano, além de dar origem ao catálogo Mid-Career Retrospective with New Comissioned Piece for MoMA.

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Avisem ao André do MIS!

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A idéia é óbvia e é impressionante que alguém ainda não tivesse feito a abertura dos Simpsons como se fosse um jogo de Super Nintendo:

A animação foi feita pelos norte-americanos Paul Robertson e Ivan Dixon.

EspecialTecnologia

A revista Imprensa publicou um especial sobre jornalismo e tecnologia, para o qual fui entrevistado há seis meses – um semestre antes do Google anunciar que não iria mais lançar o Google Glass pessoalmente, pelo menos por enquanto. A entrevista inteira segue aqui e o especial todo segue neste link.

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Um dos motivos do sucesso de Guardiões da Galáxia é seu roteiro essencialmente simples contando com personagens coloridos e hilários. Nesse sentido, não é de se estranhar que ele funcione tão bem como um jogo do Nintendinho, como sugere o pessoal do CineFix que fez essa adaptação…

Se ligou na trilha sonora, né?

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Esta segunda década do século está assistindo a uma mudança drástica na abordagem digital da Amazon, que começa a investir pesado em conteúdo. Depois de ganhar Globos de Ouro com o seriado Transparent, do ano passado, a loja digital segue apostando em suas próprias produções e anunciou que contratou Woody Allen para desenvolver um seriado. “Eu não sei como me meti nessa. Eu não tenho idéias nem sei por onde começar”, disse o diretor em uma declaração à imprensa.

A notícia pode parecer inusitada mas faz todo sentido. Woody Allen passa por altos e baixos justamente por ser um autor prolífico, que não consegue ficar sem filmar por muito tempo (ele dirige praticamente um filme por ano). Ao deixar a telona por uma temporada, ele pode desenvolver uma de suas deliciosas histórias com vários personagens com mais profundidade, misturando tanto o ar fugaz e informal de grande parte de sua obra com o tom mais sério e existencialista de seus filmes consagrados. Ele pode não apenas se dar bem com o novo formato (bem provável) como aspirar mergulhos artísticos ainda mais ousados (coisa que ele já não faz há uns bons… vinte anos?).

Sem contar que é mais um passo rumo à abolição das diferenças as telas em que assistimos essas histórias audiovisuais – afinal, o que impediria a Amazon de passar a primeira temporada de um seriado de Woody Allen… no cinema?

BEASTIESNAS

2015 começou com uma incrível notícia para quem gosta de Beastie Boys (e quem não gosta? Bom sujeito não é…). Eoin MCL, usuário do fórum digital sobre o trio, descobriu, online, um vídeo nunca lançado para a música “Too Many Rappers”, que os Beastie Boys lançaram com o rapper Nas junto com o disco Hot Sauce Committee Part Two. A descoberta é tão importante – e o clipe, foda – que os próprios Beastie Boys colocaram em seu canal do YouTube. Sacaê:

Um planeta celular

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Não lembro quem foi que falou que nem o pior pesadelo de George Orwell cogitaria uma população inteira carregando localizadores que registram a maior parte dos seus movimentos no bolso que espontaneamente filma-se e fotografa-se por puro prazer narcisista. Mas o fato é que os smartphones se tornaram um acessório inseparável da vida no século 21, como esta galeria de fotos reunida pela Atlantic explicita. Nenhuma novidade aqui: é apenas o choque da onipresença de telas e câmeras portáteis em todos os cantos do mundo.

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