
Neste dia 14 de fevereiro o YouTube completou sua primeira década de existência e eu escrevi uma linha do tempo ressaltando os grandes momentos na história do site e seu impacto em nosso dia a dia pra Ilustrada deste sábado.

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Maior arquivo de vídeos do mundo completa dez anos hoje; lembramos de alguns feitos do YouTube que mudaram nossa relação com a cultura
No começo era só um site em que qualquer um podia subir seu vídeo. Três ex-funcionários do serviço de transferência digital de dinheiro PayPal apostaram no formato que permitia ao usuário divulgar conteúdo sem intermediários, num tempo em que o vídeo on-line era uma lentidão cheia de engasgos.
Quando, no dia 14 de fevereiro de 2005, Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim ativaram o domínio YouTube.com, eles não podiam imaginar que no final do ano seguinte estariam sendo comprados pelo Google por US$ 1,65 bilhão e teriam sua criação na capa da revista “Time”.
O fato é que o YouTube mudou completamente a nossa relação com a internet graças à popularização da comunicação em vídeo. Se antes ela era oligopólio de poucos grupos de comunicação, emissoras de TV, produtoras de conteúdo e estúdios de cinema, a partir da explosão do site o mundo redefiniu o modo como consome e produz vídeos.
Virais intencionais ou não, trailers e músicas que estreiam longe dos cinemas, das TVs ou das lojas de disco, anúncios políticos, diferentes formas de se contar uma história, protestos, esquetes de humor: o YouTube tornou-se um dos canais mais assistidos do mundo todo, nos acostumou a consumir conteúdo via streaming em vez de download e mudou completamente o planeta nos últimos dez anos.


Björk acaba de revelar o primeiro trailer do centro da exposição sobre sua carreira que irá fazer no MoMA em Nova York, a instalação “Black Lake”, e pelo que dá pra sacar, vamos a uma viagem certamente existencialista pesada…

Diga adeus ao Rapidshare. O site que acompanhou boa parte de seus downloads nos últimos dez anos vai fechar suas portas ao final do mês que vem. Vi na BBC a nota que eles mandaram para seus usuários, anunciando a falência do serviço e avisando para quem tiver arquivos lá online para retirá-los antes do dia 31 de março.

Não sei se foi o primeiro, mas certamente o Rapidshare foi o primeiro host remoto gratuito a se popularizar quando as batalhas do P2P ainda eram travadas na década passada. Com processos legais fechando os clones e filhotes do Napster, uma das alternativas encontradas pelos ouvintes para disponibilizar músicas de graça uns pros outros foi esse tipo de site, que permitia o upload de pastas inteiras na web (anos antes de se referirem a esse tipo de serviço como “hospedagem na nuvem”) e só cobrava cliques e tempo de espera para os clientes que não quisessem pagar pela versão premium, que eliminava etapas, banners e minutos de download. Graças a sites dessa natureza que nasceram os blogs de MP3 – não apenas os que traziam as últimas músicas, remixes ou vazamentos de artistas que ainda não tinham lançado suas obras mas também aqueles dedicados a resgatar pérolas do passado, discos de acetato ou vinil e fitas cassete que ganhavam poeira na coleção de seus donos e não eram ouvidos por outras pessoas há eras.
Depois do Rapidshare, hospedado na Suíça, vieram o Megaupload (que depois virou Mega e deu origem a uma saga policial narrada na Nova Zelândia que ainda em andamento) e muitos outros clones (muitos deles ainda na ativa), que aos poucos foram caindo em desuso devido à ascensão dos torrents (e do PirateBay) e de um novo tipo de armazenamento online (impulsionado primeiramente pelo Dropbox e depois assimilado por todas as grandes empresas de tecnologia em sites como Google Drive e iCloud).
E pode ir se acostumando a esse tipo de notícia: fechamento de serviços que armazenavam conteúdo digital de toda espécie vão se tornar uma rotina cada vez mais constante (e, depois disso, veremos o fim de aplicativos que hoje reinam – é claro que outros sobreviverão). Porque, aos poucos, o cenário digital exige mudanças.

O irresistível mosaico musical criado pelo Daft Punk no hit de 2001 “Harder, Better, Faster, Stronger” é quase um tutorial sobre a provocação que a dupla francesa faz da relação entre a pista de dança, computadores e robôs. Tanto que vez por outra alguém faz algum tipo de brinquedo digital que permite tocar a faixa em diferentes tipos de interface. A novidade dessa vez é o #DaftPunKonsole.com, que transforma o teclado do seu computador ou celular num disparador de samples com a música. Parece só uma brincadeira boba, mas depois que você pega o jeito e tenta sincronizar os vocais sobre a base instrumental o nível de complexidade é dos melhores videogames de passatempo. Só toma cuidado que vicia. Clica aqui pra ver.


Mais novidades da adaptação da biografia que Walter Isaacson fez de Steve Jobs para o cinema. Depois de David Fincher e Christian Bale largarem a direção e o papel principal do filme, quem assumiu estas funções foram o diretor Danny Boyle e o ator Michael Fassbender, que já estaria vivendo o papel do criador da Apple segundo o Daily Mail, que descolou essa foto:

O filme será roteirizado por Aaron Sorkin (do Newsroom) e ainda terá Seth Rogen e Kate Winslet no elenco.

É uma idéia óbvia e, no caso dela, inevitável: o Museum of Modern Art de Nova York convidou Björk para criar uma exposição sobre sua carreira, que reúne objetos pessoais, memorabilia de clipes, discos e turnês, além de filmes e sons tirados do disco-aplicativo Biophilia e uma peça central chamada Black Lake, descrita como uma “experiência imersiva de filme e música de dez minutos” criada em parceria com o diretor Andrew Thomas Huang e a empresa de 3D Autodesk. O escritor islandês Sjón também foi convocado para dar uma nova dimensão à narrativa da exposição, que ficará em cartaz a partir de março até junho desse ano, além de dar origem ao catálogo Mid-Career Retrospective with New Comissioned Piece for MoMA.

Avisem ao André do MIS!
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A idéia é óbvia e é impressionante que alguém ainda não tivesse feito a abertura dos Simpsons como se fosse um jogo de Super Nintendo:
A animação foi feita pelos norte-americanos Paul Robertson e Ivan Dixon.

A revista Imprensa publicou um especial sobre jornalismo e tecnologia, para o qual fui entrevistado há seis meses – um semestre antes do Google anunciar que não iria mais lançar o Google Glass pessoalmente, pelo menos por enquanto. A entrevista inteira segue aqui e o especial todo segue neste link.

Um dos motivos do sucesso de Guardiões da Galáxia é seu roteiro essencialmente simples contando com personagens coloridos e hilários. Nesse sentido, não é de se estranhar que ele funcione tão bem como um jogo do Nintendinho, como sugere o pessoal do CineFix que fez essa adaptação…
Se ligou na trilha sonora, né?

Esta segunda década do século está assistindo a uma mudança drástica na abordagem digital da Amazon, que começa a investir pesado em conteúdo. Depois de ganhar Globos de Ouro com o seriado Transparent, do ano passado, a loja digital segue apostando em suas próprias produções e anunciou que contratou Woody Allen para desenvolver um seriado. “Eu não sei como me meti nessa. Eu não tenho idéias nem sei por onde começar”, disse o diretor em uma declaração à imprensa.
A notícia pode parecer inusitada mas faz todo sentido. Woody Allen passa por altos e baixos justamente por ser um autor prolífico, que não consegue ficar sem filmar por muito tempo (ele dirige praticamente um filme por ano). Ao deixar a telona por uma temporada, ele pode desenvolver uma de suas deliciosas histórias com vários personagens com mais profundidade, misturando tanto o ar fugaz e informal de grande parte de sua obra com o tom mais sério e existencialista de seus filmes consagrados. Ele pode não apenas se dar bem com o novo formato (bem provável) como aspirar mergulhos artísticos ainda mais ousados (coisa que ele já não faz há uns bons… vinte anos?).
Sem contar que é mais um passo rumo à abolição das diferenças as telas em que assistimos essas histórias audiovisuais – afinal, o que impediria a Amazon de passar a primeira temporada de um seriado de Woody Allen… no cinema?