O grupo de Barcelona Delorean antecipa o próximo disco com o single “Crystal”, cujo clipe atira sua dance music tranquila no universo da psicodelia digital dos anos 90, com texturas pixeladas, cores berrantes e modelagem 3D sem perder o pulso com a vibe da canção.
O primeiro trailer completo da cinebiografia que Danny Boyle e Aaron Sorkin estão fazendo sobre Steve Jobs reforça aquela idéia que eu já havia comentado de que o fato de Jobs ter conseguido tornar sua empresa bem sucedida com inovações cheias de marketing pessoal alivia a barra para a forma como ele lidava com as pessoas. Arrogante, grosso, teimoso e vingativo, Jobs não tinha problemas em passar por cima dos outros e ainda tinha o dom de transformar isso em estilo. No novo trailer esse ar é reforçado com um ar dúbio, mostrando que Jobs se via como um maestro de uma orquestra que, no fundo, era apenas uma empresa fria e burocrata como qualquer outra. O magnetismo popstar de Jobs poderia ir para o palco, para a frente de uma banda ou para cargos públicos, mas ele preferiu investir nas próprias finanças e criou uma persona que justificasse todas as merdas que quisesse fazer, como estacionar em vaga para deficientes físicos, só pra ficar nas mais brandas. O trailer não desafia o protagonista, mas leva a crer que o filme pode sim ter jogar uma luz pessimista sobre a genialidade inconteste de um CEO que, por isso, não era visto como sendo do mal.
E se você for ver o histórico dos principais envolvidos, há sim a possibilidade do filme ser uma crítica ao estilo Steve Jobs.
Lindaça essa capa que o mestre Chris Ware fez pra matéria que a New Yorker escreveu sobre o Minecraft no mês passado.
Precisa dizer mais algo? Então toma o teaser:
Enquanto a era do CD vintage não chega – ou se você tiver pilhas de CD-Rs que não funcionam mais -, eis que seus velhos discos prateados podem se tornar munição pra essa arma.
Traduzi a carta pública em que Taylor Swift explica à Apple que estava tirando seu disco mais recente do novo serviço de streaming da empresa, o Apple Music, lá no meu blog do UOL.
Faz tempo que eu não acompanho videogame, mas o trailer desse Star Wars Battlefront, recém apresentado na E3 desse ano, nos leva a crer que finalmente teremos um jogo de Guerra nas Estrelas que esteja à altura da mitologia da saga. Saca só:
Incrível, não?
Apareceu na Bélgica: uma faixa para quem anda com os olhos grudados no celular. Parece piada, mas faz sentido.
Vi no Bored Panda.
Com a chegada de Jurassic World, era inevitável que voltassem ao primeiro Parque dos Dinossauros em versão Megadrive – e só quem podia fazer isso era o pessoal do Cinefix.
O melhor disco de música brasileira do ano passado foi barrado no iTunes porque tava com os peitos de fora. Encarnado, de Juçara Marçal, não pode exibir seus peitos por puro preconceito da loja digital de Steve Jobs. Kiko Dinucci, autor da capa e cúmplice de Juçara em um monte de coisa boa, inclusive em Encarnado, meteu a boca na segunda-feira:
O assunto é:
Mamilos femininos!
Amanhã a Juçara Marçal lança pelo Laboratório Fantasma o disco Encarnado em várias plataformas de streaming.
Sairia para venda no ITunes também se eles não censurassem a capa por conter “mamilos” a mostra.
Sempre que faço arte pra capa de disco, penso em”arte”, a capa é a extensão da arte que é o disco como um todo.
Que autoridade eles têm de proibir uma arte por mostrar um mamilo? O mamilo, todos sabem, é só um pedaço do corpo, a primeira coisa que uma criança sente e põe a boca quando nasce.
O ITunes sugeriu fazermos outra capa, a Juçara se negou. Como a capa de um disco para o ITunes é somente a embalagem de um produto, pra eles pouco importa esse papo de arte, por moralismo, machismo ou simplesmente burrice, perderam a chance de vender um dos discos mais premiados e aclamados do ano passado pela crítica em nome desse tempo horrível de caretice e desamor.
E emendou na quarta:
Sobre esse lance da censura da capa do Encarnado, uma coisa ficou bem clara, as regras não são as mesmas pra todo mundo. Discos ligados a gravadoras grandes podem botar seus seios nas capas sem nenhum problema. Antes de parecer moralista, machista ou que quer que seja, a postura do ITunes me parece, antes de qualquer coisa, perseguição contra os discos ligados ao mercado alternativo.
Diretamente do país onde só os pobres são presos.
E citou exemplos que só não fazem rir mais porque o assunto é sério:
Lamentável, mas esse é um dos dramas do mundo digital, o tiquezinho no “eu aceito” quando você passa o mouse rapidinho por aquele calhamaço digital de termos e condições de uso. E a regra do jogo é a regra do dono, é o capitalismo em estado mais latente, não adianta bater de frente. Tem que fazer como o Kiko e a Juçara fizeram: caíram fora e não deixaram barato. Aos poucos a gente vai aprendendo…









