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O saite da Abril publicou uma boa entrevista com a menina que, posando como coelhinha no estande da Playboy na Campus Party, foi vítima da mão boba de um nerd metido a espertão. Trechos:

Alguém realmente apertou seu bumbum quando você tirava foto?
Eu já tinha tirado foto com esse cara (identificado no Twitter como LewisIceman) várias vezes. Aí ele deu uma apertada bem forte. Fiquei indignada, porque o tratei com carinho, com respeito. Falei: “Você tá louco? Tem noção do que fez?”. E como eu estava vestida de coelhinha, representando a Playboy, não podia perder a pose. Fiquei chateada. Sei que estou exposta a esse tipo de coisa, mas ele estava errado.

Isso já havia acontecido alguma outra vez?
Em dois anos e meio como coelhinha, essa foi a segunda vez. Da outra vez foi em uma festa da revista. O cara que fez isso foi colocado para fora do lugar.

Você chegou a ver as pessoas te defendendo no Flickr e no Twitter?
Vi sim, gostei. Eles defenderam todas as mulheres, não só a mim.

Você pretende tomar alguma atitude legal contra o cara que apertou seu bumbum?
Prefiro esquecer, processá-lo não vai me ajudar em nada. Mas se ele processar as pessoas (que o acusaram), como ameaçou lá no Flickr e no Twitter, aí eu mudo de ideia.

E aos poucos um ou outro figura começam a redesenhar a imagem que o nerd de computador tem no imaginário coletivo…

Esqueci de agradecer aos 17 leitores que elegeram esse lugar como o melhor blog brasileiro do ano passado na votação do Scream & Yell. Valeu aê. De quebra, OEsquema ainda pegou o terceiro lugar na categoria melhor saite (atrás do Twitter e do MySpace, na frente do Omelete, do Pitchfork, do All Music Guide e da Last.fm – nada mal, hein…), o que deve ter roubado alguns votos meus e dos blogs individuais dos meus compadres aqui da casa. E é esse o espírito – já já temos mais novidades em nome dos quatro.

E se você tá nessa pilha de votar, eu e o Bruno tamos na finaleira de melhor blog no site da DJ mag. Mas já aviso – nem eu votei! 😛

E a nossa banda nova-iorquina de noise favorita aproveitou a gravação do novo disco para abrir seu próprio Twitter (www.twitter.com/thesonicyouth), que eles estão usando para contar a quantas andam as coisas no estúdio.

Se o mashup é o gênero musical que melhor reflete a década (remixada, esquizofrênica, rock e dance ao mesmo tempo, infame e divertida), Girl Talk é o espelho que os 2ManyDJs haviam imaginado no ano 2000. Mas se o Night Ripper tinha sido um dos discos cruciais para entender 2006, neste ano Gregg Gills simplesmente fez um upgrade básico, sem propor nada propriamente novo. A impressionante montanha russa de samples ainda causa espanto e delírio ao mesmo tempo em que é impossível acompanhá-la de forma racional – esqueça quem está cantando o que, deixe-se levar pelo convite de ouvir boa parte da produção pop do final do século 20 num flashback no liquificador, que não tritura as diferentes partes dos singles usados transformando-os em uma maçaroca de som – e sim os derrete com gosto e pulso firme, deixando todos os temperos usados facilmente reconhecível. Feed the Animals ainda se deu ao luxo de desafiar abertamente os detentores dos direitos autorais usados – se o primeiro disco teve uma prensagem mínima e foi mais distribuído em formas não tradicionais de divulgação oficial (como sites de compartilhamento e redes P2P), o Girl Talk em 2008 tinha endereço virtual para ser encontrado e quem quisesse ainda podia pagar por sua obra, como o Radiohead havia cogitado em 2007. Mas mesmo repetindo a própria fórmula, Gills ainda conseguiu fazer um discaço – tão bom quanto importante. Agora é torcer para ele se reinventar – porque ele sabe que essa é a regra.

33) Girl Talk – Feed the Animals

Girl Talk – “Give Me a Beat

olha o que estão fazendo com suas invenções:

“How?”

Yoko segue faturando em cima da fama do marido morto – desta vez, botou o Lennon pra falar em laptops diretamente da tumba, graças à reconstrução digital de trechos de gravações com ele.

Fico imaginando o velho John resmungando ao cogitarem seu nome para uma propaganda dessas, se estivesse vivo…

4:20

Nerds x De Leve

Olha que mico:

E justo com o De Leve, que é um dos caras mais tranqüilos que eu conheço nesse metier – além de ser um dos primeiros caras a usar a internet como forma de divulgar o próprio trabalho… Não gostou, vaia, tudo bem. O artista tem todo o direito de ser vaiado – e sabe disso. Agora, partir pra porrada? Ameaçar o cara via YouTube? Truculência é pior que burrice, hein. Com tanta sarna pra se coçar, nego fica perdendo o tempo e querendo arrumar briga por causa de falso moralismo? Brincadeira…

De Leve responde

Em seu blog:

Nada como um evento de internet pras noticias se espalharem tao rápido.

Ontem no CAMPUS PARTY aconteceu uma confusão devido – fiquei sabendo hoje, quase agora – a minha música MÉXICO.

Aí um cara chegou e quis desligar o som e ficou discutindo comigo sem me explicar o porquê.

Abri meu email hoje e recebi vários emails de pessoas já sabendo do evento sem nem ter ido, hehe.

Queria agradecer a todo mundo que me escreveu declarações positivas, mas queria deixar, gente, que essas coisas acontecem e que tá tranquilo, tem nada não, essas coisas acontecem.

Como eu disse pro FLU ontem, eu esperava tudo nesta apresentação de ontem, que ninguem fosse ver, que ninguem fosse prestar atenção, etc, mas nunca, nunca pensei que alguem fosse querer brigar e/ou discutir comigo.

Tou falando, De Leve é muito de boa… E pra continuar no clima, eis “México” de novo, sem interrupção:

Essa é muito boa! Ele conta a história inteira em seu blog no Seattle Weekly. Sublinhei os melhores trechos:

Rock and roll has been proclaimed dead countless times. After a slump, rock usually bounces back in a wave of new bands and sounds. Things are different today: Rock has found new life with video games, and the phenomenon is leading to a revival of bands that have been around for a long time.

I had my first experience with a video game when I was around 10 years old. It was called Pong. The contest was between two rectangular “paddles” that could only slide up and down the edges of a TV screen. Between them we bounced a small square dot—the ping pong ball—back and forth.

In high school, I jumped into the arcade game craze of the early 1980s. The game that I really enjoyed was Asteroids (and its successor, Asteroids Deluxe). I got pretty good at piloting the little ship and blasting the random asteroids, tiny flying saucers, and pods that threatened my existence in outer space. (Well, the virtual space I could afford for each 25 cents I dropped in the coin slot.)

More recently, while walking through a one-stop shopping center, I encountered the Rock Band 2 video game. It was set up on display for customers to try.

I know about Rock Band, because Nirvana has some songs on it. I had never tried the game before, so I gave it a go. I worked through the menu and found the song “In Bloom.” I picked up the little guitar-shaped controller and hit the stage.

I knew the bass line to the song, of course, but I couldn’t quite master this new, different way of playing it.

The game reminded me of Space Invaders. I tried to hit the notes cascading down the screen, but could barely keep up.

Meanwhile, this kid was watching me fumble with the game. I became self-conscious and took the controller off. I handed it to him, and he proceeded to jam on the song—and was really good! He had no idea that I was the musician he was emulating on the game, and I didn’t tell him.

Life goes on: I walked away to buy some paint supplies, groceries, and other items from the store.

Regardless of my first experience with the game as a player, I’m loving Rock Band. Instead of file sharing, people are actually buying music again! HA!!!

Putting that issue aside, I like how the game makes the player focus on certain components of the music. When I listen to songs, I’ll usually tune my ear to the bass line. With Rock Band, you can do that, but also see the procession of notes.

Music is a living thing. It’s fun to revisit songs in different forms. For instance, hearing the Beatles’ 2006 album Love, a mash-up of their classic tunes, is like listening to this seminal group for the first time! Love takes the sounds and instruments that were buried in the original mix and puts them up front.

Electronica remixes can also result in a complete reinvention of a song. (By the way—can we have more electronica on the radio?)

Good music, film, paintings, books, and other forms of expression draw you into them. The excitement and power of rock fits well with the dynamic new world created by video games. The virtual universe is interactive, providing sensations that are real. Keep on rocking in the free world!!!!!!!