Trabalho Sujo - Home

Digital

É, amigo…

You’re no one if you’re not on Twitter
And if you aren’t there already you’ve missed it
If you haven’t been bookmarked, retweeted and blogged
You might as well not have existed

In the old days it was all about achievements
Collecting all your trophies in a shrine
Then everybody came across the internet
And suddenly you had to be online

A home page was all you really needed
To seem like a success but not a geek
As long as you updated semi-annually
And checked your email once or twice a week

You’re no one if you’re not on Twitter…

Technology was moving rather quickly
And the next thing you needed was a blog
With intimate and detailed press releases
And now and then a photo of your dog

More recently the students brought us Facebook
And everybody has a hundred friends
The parties in the photos look amazing
They’re not so great but everyone pretends

You’re no one if you’re not on Twitter…

Now you need to publish every movement
And every single thought to cross your mind
I’m told the Twitterverse is full of rubbish
But most of us are actually quite refined

We validate each other’s insecurities
And brag about the gadgets that we’ve bought
We laugh out loud at every hint of jolliness
And try to self-promote without being caught

You’re no one if you’re not on Twitter…

Isso é coisa desse cara aqui, que já tá faturando…

A volta do Muxtape

Aê, que boa notícia. E como o Miguel explica, o Muxtape é um MySpace sóbrio:

Conforme o seu fundador Justin Ouellette tinha anunciado há alguns meses, já não se trata agora de permitir que os utilizadores façam o upload indiscriminado de MP3s de modo a criarem playlists temáticas e a dá-las a conhecer ao mundo mas sim de oferecer aos artistas e bandas uma plataforma para promoverem as suas músicas, tendo ainda a possibilidade de incluírem fotos e vídeos.

Em contrapartida, os utilizadores podem agora apenas fazer streaming das faixas e agrupá-las em playlists. O resultado final não fica muito longe do MySpace, com a diferença de não termos que aturar com imagens folclóricas com cores aguerridas e gifs animados e saltitantes.

E aos poucos, vamos saindo dos tempos em que quem baixa MP3 é considerado bandido. Ainda tem tempo e chão pela frente, mas a mudança já aconteceu – a volta do Muxtape é só reflexo disso.

O saite da Abril publicou uma boa entrevista com a menina que, posando como coelhinha no estande da Playboy na Campus Party, foi vítima da mão boba de um nerd metido a espertão. Trechos:

Alguém realmente apertou seu bumbum quando você tirava foto?
Eu já tinha tirado foto com esse cara (identificado no Twitter como LewisIceman) várias vezes. Aí ele deu uma apertada bem forte. Fiquei indignada, porque o tratei com carinho, com respeito. Falei: “Você tá louco? Tem noção do que fez?”. E como eu estava vestida de coelhinha, representando a Playboy, não podia perder a pose. Fiquei chateada. Sei que estou exposta a esse tipo de coisa, mas ele estava errado.

Isso já havia acontecido alguma outra vez?
Em dois anos e meio como coelhinha, essa foi a segunda vez. Da outra vez foi em uma festa da revista. O cara que fez isso foi colocado para fora do lugar.

Você chegou a ver as pessoas te defendendo no Flickr e no Twitter?
Vi sim, gostei. Eles defenderam todas as mulheres, não só a mim.

Você pretende tomar alguma atitude legal contra o cara que apertou seu bumbum?
Prefiro esquecer, processá-lo não vai me ajudar em nada. Mas se ele processar as pessoas (que o acusaram), como ameaçou lá no Flickr e no Twitter, aí eu mudo de ideia.

E aos poucos um ou outro figura começam a redesenhar a imagem que o nerd de computador tem no imaginário coletivo…

Esqueci de agradecer aos 17 leitores que elegeram esse lugar como o melhor blog brasileiro do ano passado na votação do Scream & Yell. Valeu aê. De quebra, OEsquema ainda pegou o terceiro lugar na categoria melhor saite (atrás do Twitter e do MySpace, na frente do Omelete, do Pitchfork, do All Music Guide e da Last.fm – nada mal, hein…), o que deve ter roubado alguns votos meus e dos blogs individuais dos meus compadres aqui da casa. E é esse o espírito – já já temos mais novidades em nome dos quatro.

E se você tá nessa pilha de votar, eu e o Bruno tamos na finaleira de melhor blog no site da DJ mag. Mas já aviso – nem eu votei! 😛

E a nossa banda nova-iorquina de noise favorita aproveitou a gravação do novo disco para abrir seu próprio Twitter (www.twitter.com/thesonicyouth), que eles estão usando para contar a quantas andam as coisas no estúdio.

Se o mashup é o gênero musical que melhor reflete a década (remixada, esquizofrênica, rock e dance ao mesmo tempo, infame e divertida), Girl Talk é o espelho que os 2ManyDJs haviam imaginado no ano 2000. Mas se o Night Ripper tinha sido um dos discos cruciais para entender 2006, neste ano Gregg Gills simplesmente fez um upgrade básico, sem propor nada propriamente novo. A impressionante montanha russa de samples ainda causa espanto e delírio ao mesmo tempo em que é impossível acompanhá-la de forma racional – esqueça quem está cantando o que, deixe-se levar pelo convite de ouvir boa parte da produção pop do final do século 20 num flashback no liquificador, que não tritura as diferentes partes dos singles usados transformando-os em uma maçaroca de som – e sim os derrete com gosto e pulso firme, deixando todos os temperos usados facilmente reconhecível. Feed the Animals ainda se deu ao luxo de desafiar abertamente os detentores dos direitos autorais usados – se o primeiro disco teve uma prensagem mínima e foi mais distribuído em formas não tradicionais de divulgação oficial (como sites de compartilhamento e redes P2P), o Girl Talk em 2008 tinha endereço virtual para ser encontrado e quem quisesse ainda podia pagar por sua obra, como o Radiohead havia cogitado em 2007. Mas mesmo repetindo a própria fórmula, Gills ainda conseguiu fazer um discaço – tão bom quanto importante. Agora é torcer para ele se reinventar – porque ele sabe que essa é a regra.

33) Girl Talk – Feed the Animals

Girl Talk – “Give Me a Beat

olha o que estão fazendo com suas invenções:

“How?”

Yoko segue faturando em cima da fama do marido morto – desta vez, botou o Lennon pra falar em laptops diretamente da tumba, graças à reconstrução digital de trechos de gravações com ele.

Fico imaginando o velho John resmungando ao cogitarem seu nome para uma propaganda dessas, se estivesse vivo…

4:20

Nerds x De Leve

Olha que mico:

E justo com o De Leve, que é um dos caras mais tranqüilos que eu conheço nesse metier – além de ser um dos primeiros caras a usar a internet como forma de divulgar o próprio trabalho… Não gostou, vaia, tudo bem. O artista tem todo o direito de ser vaiado – e sabe disso. Agora, partir pra porrada? Ameaçar o cara via YouTube? Truculência é pior que burrice, hein. Com tanta sarna pra se coçar, nego fica perdendo o tempo e querendo arrumar briga por causa de falso moralismo? Brincadeira…