Daqui a pouco, ao meio-dia e meia, começa o primeiro Encontros Estadão & Cultura, série de debates que o jornal onde trabalho realiza com a Livraria Cultura. E o caderno que edito (o Link, pra quem não sabe) foi o escolhido para dar início aos trabalhos com três debates que abordam aspectos diferentes de seu universo – nestes três dias falaremos de política 2.0, tecnologia e empreendedorismo e sobre leitura em tempos digitais. A primeira conversa acontece hoje e aborda a política na internet de uma forma mais ampla do que a discussão partidária – mediada pelo Doria, a mesa conta com a participação do Rodrigo Bandeira, criador do site Cidade Democrática, e do analista de mídias sociais Pedro Markun, do Transparência Hack Day. Amanhã e sexta tem outros dois, no último sou mediador – mas estarei nos três dias por lá. O evento é gratuito e acontece na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista. É só aparecer.
Via Fuck Yeah Dementia.
Romain Pergeaux e Alex Profit recriaram o percurso original de Phineas Fogg, o protagonista de A Volta ao Mundo em 80 Dias, do Júlio Verne, reduzindo cada dia de sua jornada em um mero segundo. E, assim, vemos no vídeo acima, o trecho Londres-Cairo-Bombaim-Hong Kong-Tóquio-San Francisco-Nova York-Londres em pouco mais de um minuto. Nice.
Vocês viram que o final vai ter meia hora além das duas já previstas? TENSO. Quero saber é se eles vão transmitir via Facebook Connect com legendas automáticas pro mundo inteiro… Ou isso ou via YouTube Live…
Chris Braun, editor-assistente de Lost, tuitou, apagou, mas está registrado. E se você já se emocionou com o episódio passado, espera pra ver o que vem por aí…
Vi aqui.
Local e global
Um evento em cinco cidades
“O aspecto mais excitante da cultura digital é a combinação de uma internet global com tecnologias que detectam localização, permitindo que você conheça lugares ao seu redor. Estamos conectados globalmente de formas diferentes e ao mesmo tempo descobrimos novos lugares e pessoas que estão próximos a nós mesmos e que passariam despercebidos se não fosse a rede. As pessoas estão cada vez mais conectadas e mais regionalizadas, ao mesmo tempo. ‘Glocal’ e ‘lobal’”.
Assim Drew Hemment, diretor do festival inglês FutureEverything, se anima com as possibilidades de uma nova geografia pós-internet. Ele é um dos idealizadores do evento GloNet, que será realizado na próxima quinta-feira, 13, em São Paulo e em outras quatro cidades do mundo. Além de São Paulo, Manchester na Inglaterra, Istambul na Turquia, Vancouver no Canadá e Sendai no Japão também sediam simultaneamente o evento, cujo mote é Geografia Imaginária.
“A cultura digital permite que possamos viajar sem nos movermos”, continua Hemment. “Cada vez mais pessoas têm acesso à internet e a serviços gratuitos como o Skype, que nos permite pular entre fusos horários e culturas apenas apertando um botão. Isso faz com que o mundo fique mais unido e pode criar choques culturais interessantes.”
Esta geografia digital não é apenas o tema de palestras e workshops que ocorrerão no Masp, mas também faz parte da própria dinâmica do festival, que pressupõe a interação entre os participantes das cinco cidades do evento.
Hemment é especialmente entusiasmado com o Brasil e diz que o País é conhecido mundialmente como o epicentro da cultura livre e da filosofia open source. O artista já passou pelo País, onde fez amigos, e adaptou a ideia dos Pontos de Cultura do Ministério da Cultura brasileiro em sua cidade-natal, Manchester. Ele se diz “fã” do Brasil e de São Paulo e diz que a cidade preserva muitos aspectos locais mesmo sendo uma metrópole global.
E é essa uma das principais questões levantadas pelo GloNet: como os âmbitos globais e regionais sobreviverão em uma sociedade totalmente conectada. “Prevejo a emergência de um novo tipo de regionalismo”, explica. “A cultura digital permite tanto conexões locais quanto globais. Em muitos lugares do mundo há um renascimento de estabelecimentos comerciais e comunidades regionais, que atualmente compete com a tendência de uma globalização ruim, sem os prazeres e diferenças que cada região pode ter.”
GloNet 2010
Realizado pelo Vivo Arte.mov em parceira com o British Council e o festival inglês FutureEverything, o evento será realizado na próxima quinta-feira, a partir das 11 h, no Masp em São Paulo. O programa conta com palestras de Lucas Bambozzi (Geografias Transitórias), Guilherme Wisnik (Cidade genérica x site-specific), Jorge Menna Barreto (Especificidade e (in)traduzibilidade), Giselle Beiguelman (Estéticas do Open Source), além de videoconferência e workshop com os artistas ingleses Paul Sermon e Dave Mee. O Masp fica na Avenida Paulista, 1.578 (telefone: 11 3251-5644) e a entrada para o GloNet é gratuita.
DEPOIS DE LOST
www.scariestthingieversaw.com. O endereço do site A Coisa Mais Assustadora Que Eu Vi apareceu em um microssegundo no trailer de Super 8, produção de Steven Spielberg com o criador da série Lost J.J. Abrams. Ainda vazio, o site deve iniciar mais uma mania online.
…eis a cara da música pop hoje em dia: um moleque de ascendência asiática vestindo uma camisa do Run DMC botando no YouTube um mashup de hits farofa americanos com um violino e programas de edição de som. Conheçam Paul Dateh.







