Materinha de abertura da edição do Link de hoje.
O começo do fim
Falta uma semana para o fim de Lost. Mas o impacto da série de J.J. Abrams, que mudou a forma como a cultura é produzida e consumida, continuará a ser sentido ao longo do século 21
Em menos de uma semana, tudo terá terminado. A história que fez que a série Lost se tornasse uma das marcas mais fortes da cultura do século 21 chega ao fim no próximo domingo, quando irá ao ar o último episódio da série, chamado apenas de “The End”.
Mas o fim da série só reforça sua importância, que vai muito além da TV. Lost criou uma mitologia própria e obrigou o espectador a especular para além da trama original, buscando links em livros clássicos e na história da religião, da ciência e da filosofia para tentar desvendar seu enigma.
Some isso ao fato de que a série acompanhou a forma como a internet mexeu com a velha mídia e desdobrou-se online, usando a rede como plataforma para divulgar mais especulações. Lost não só contava uma história – chamava seu público para participar dela, como em um jogo.
Fora dos Estados Unidos, Lost foi ainda mais importante, pois pela primeira vez na história um produto ficcional teve audiência planetária em tempo real, mérito que antes era apenas de transmissões jornalísticas e eventos esportivos. O interesse pela série fez que telespectadores de todo o planeta não esperassem a exibição dos episódios em seus países e buscassem meios – online – para acompanhar a saga simultaneamente ao público de seu país de origem.
Lost também inaugura um novo tipo de narrativa, que explora as possibilidades da era digital como nenhum filme, livro ou disco conseguiu fazer até hoje. É o produto que melhor representa como será a cultura do futuro, em que o público pode escolher entre simplesmente acompanhar uma única história ou se entregar a um universo de ramificações infinitas.
A série faz que seus espectadores sejam ativos e busquem aumentar a história a partir de sua própria participação – mesmo que isso signifique apenas especular sobre o que pode acontecer. Parece pouco, mas não é.
“O mistério representa possibilidades infinitas”, disse seu criador J.J. Abrams em uma palestra no evento TED (sobre tecnologia, entretenimento e design) em 2007. “Representa esperança, representa potencial… O mistério é um catalizador da imaginação”.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Os outros debates (sobre política e economia em tempos digitais) podem ser assistidos seguindo este link.
Inclusão digital nela.
Via Te Dou um Dado.
Olha como ficou, no impresso, a matéria que o Leo fez sobre OViolão para O Globo, que eu havia comentado ontem.
E hoje encerro a rodada de discussões do Link ali na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Depois do debate sobre política mediado pelo Doria e do de economia conduzido pelo Cruz, é a minha vez de intermediar um papo sobre mercado editorial, literatura, dispositivos de leitura eletrônica e o papel do livro em tempos digitais, que inevitavelmente descambará para novos hábitos de comportamento, consumo e produção criativa no século 21. A conversa será realizada entre o Flávio Moura, diretor da Flip, e o Samuel Titan, do Instituto Moreira Salles e começa pontualmente às 12h30. A entrada é gratuita.
Não foi ela quem disse isso, mas foi isso que ela quis dizer.
Portanto engula seu ego e aprenda.
Clica pra ler direito. Bem foda. Feito pelos caras do Squid Spot.
Continua o Encontros Estadão & Cultura, primeiro evento do jornal na livraria e cuja pauta são os temas do Link. Ontem o papo sobre política e internet rendeu bem e hoje a conversa é sobre tecnologia e negócios e o Renato Cruz, repórter do caderno de economia do jornal, media uma conversa sobre as vantagens e as dificuldade de começar a trabalhar com uma empresa de tecnologia no Brasil. Na mesa sentam-se o Romero Rodrigues do Buscapé, o criador de um dos primeiros provedores de internet do Brasil Aleksandar Mandic; Marcelo Romeiro da Rio Bravo e Gustavo Morale da Hotwords. O papo começa às 12h30 ali no auditório da unidade da Cultura no Conjunto Nacional e a entrada é gratuita.








