Trabalho Sujo - Home

Destaque

mostra-prata-da-casa-dona-cila-rodrigo-cacapa

Dois shows incríveis na noite deste sábado consagraram aquela que pode ter sido a melhor apresentação da Mostra Prata da Casa do ano. Abrindo os trabalhos, Rodrigo Caçapa visitou gêneros ancestrais com violas e percussão, apontando para um futuro moderno e nada deslumbrado. Depois foi a vez da incendiária Dona Cila do Coco transformar ao choperia do Sesc num imenso bailão, que culminou com a presença de Caçapa e Alessandra Leão ajudando a diva de 85 anos a fechar seu show – veja os vídeos abaixo. E domingo é dia de hip hop na Mostra.

Continue

pohtpof-00

Ou, como explica mais detalhadamente a linha fina: “documentando o fenômeno que são pessoas tirando fotos de comida que elas não cozinharam”. Veja abaixo.

Continue

prata-da-casa-2012

A penúltima noite da Mostra Prata da Casa reúne duas forças da cena pernambucana – uma ancestral, com a magnética Dona Cila do Coco transformando tudo numa grande ciranda, e a outra mordeníssima, com o sereno Rodrigo Caçapa reinventando a viola. Os shows começam às 21h deste sábado, no Sesc Pompéia, e os ingressos custam R$ 8. Abaixo, o texto que escrevi sobre esta noite para o catálogo da Mostra.

Todo o Pernambuco

Depois do Rio, de São Paulo e de Salvador, talvez Recife já possa ser considerada a quarta força artística do Brasil, principalmente após o big bang chamado mangue beat que Chico Science detonou no início da década de 1990. Há vinte anos, a vida cultural da capital pernambucana era restrita a arremedos e cópias do que era produzido no resto do país e a auto-estima do estado praticamente não existia. Foi preciso que uma turma de amigos resolvesse conectar a cidade ao resto do mundo através da eletricidade, do hip hop e do rock, usando como base a vasta tradição secular de uma das regiões mais antigas do Brasil. Foi o choque entre o moderno e o arcaico, lição aprendida com o tropicalismo, que colocou Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e o Pernambuco de volta ao mapa da música brasileira e, principalmente, recuperou o amor próprio do estado que, aos poucos, contagiou todo o nordeste e chegou até Belém. Dos nomes que surgiram após este primeiro grande evento, dois são contemporâneos dos anos 90 embora só tenham lançado seus discos no século atual. Dona Cila do Coco foi uma das primeiras artistas de raiz resgatas por Chico Science e incendiou o público da choperia com sua cantiga apaixonante cercada de uma banda que era puro ritmo, fazendo desabrochar rodas de dança pela platéia. Já Rodrigo Caçapa, saiu da mesa de produção para lançar seu ótimo primeiro álbum solo (Elefantes na Rua Nova) no ano passado, em que mergulha no universo das violas e percussão para, no palco do Prata da Casa, modernizar toda uma tradição sem precisar de música eletrônica, letras em inglês ou misturar gêneros musicais. Com quatro violeiros e três percussionistas, recriou um Pernambuco tradicional bem parecido com o cantado por Dona Cila e os dois juntem unem quase um século de história pernambucana e shows acústicos poderossímos.

silva-sesc-pompeia

Silva e Madrid fizeram dois shows bem bonitos na noite dessa sexta-feira, sempre com apenas duas pessoas no palco, como dá pra ver pelos vídeos que fiz abaixo. E a noite do sábado é reservada pra uma festa pernambucana, com a octagenária Dona Cila do Coco e o jovem mestre Rodrigo Caçapa. Quem vai?

Continue

Estogonofe de carne

Hot roll de strogonofe de carne

Um restaurante japonês do Rio de Janeiro inventou de fazer umas combinações pouco usuais para hot rolls, veja abaixo:

Continue

hip-hop-teen-tyler

E essa galeria de fotos de rappers adolescentes reunidas pela Complex (como o Tyler the Creator acima) tem muito a ver com esse papo de Freks and Geeks, não?

Continue

freaks-and-geeks-rare-00

A mesma matéria da Vanity Fair que volta a falar dos Freaks and Geeks também traz uma galeria de fotos raras do seriado, abaixo:

Continue

prata-da-casa-2012

E hoje o encontro da Mostra Prata da Casa promete ser classudo, quando o capixaba Silva toca no mesmo palco que a dupla paulista-curitibana Madrid: piano de cauda e violino, programações eletrônica e guitarra, letras céticas e clima de câmara. O show começa às 21h no Sesc Pompéia e os ingressos – que estavam perto de acabar – custam R$ 8. Abaixo, o texto que escrevi sobre esta noite para o projeto.

Um novo indie brasileiro

O indie brasileiro quase sempre percorreu o caminho do rock, com guitarras barulhentas, vocais inaudíveis e letras em inglês, mas esta situação vem mudando há pelo menos dez anos. Afinal, graças à facilidade de mostrar sua música para o mundo – e descobrir tantos outros artistas e gêneros – que aconteceu com a internet, obrigou os artistas destes gêneros a buscar novas formas de expressar sua tristeza para que não soassem como mera paródia de artistas estrangeiros. E um dos primeiros exercícios em busca desta nova identidade indie brasileira foi abusar da dance music – de onde vieram dois veteranos que, num terceiro momento, deixaram a pista de dança no passado para explorar uma musicalidade triste e adulta, cheia de melodia e harmonia. Marina Vello (ex-Bonde do Rolê) e Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy) reinventaram sua musicalidade ao se encontrarem como a dupla Madrid, que apresentou-se no Prata da Casa em julho: Marina crooner e Adriano no piano de cauda, fazendo até uma versão de uma música do grupo Ladytron soar classuda. Silva, que divide o palco com o Madrid nesta mesma noite, não tem nada de veterano – embora sua postura de palco não entregue o fato de ser um artista novíssimo. Revelado na internet no final de 2011, apresentou-se no palco da choperia em maio, revezando-se entre a guitarra, o violino e as programações eletrônicas para, cantando em português, sintetizar o mesmo tipo de feeling procurado pelo Madrid – uma música que fala de relacionamentos, idas e vindas, dúvidas sentimentais e experiências de vida, que não passa nem perto dos clones de bandas de rock alternativo que eram o cerne do indie rock brasileiro no século passado.

ceu-mtv-na-brasa

Aperte o play e deixe-se levar pela caravana sereia bloom da Maria Cielita…

noites_quarteto

Preparados para uma noite inesquecível? É o que promete esse encontro fantástico na Noite Trabalho Sujo de hoje, quando eu, Pattoli e Danilo recebemos o mestre Jesse Marmo para uma seleta caprichada de hits de toda a espécie. Vai ser uma noite daquelas em que ninguém fica parado – atirando para todo tipo de som que funciona na pista. Vamo lá? As coordenadas estão tanto na página do evento no Facebook quanto no site do Alberta – para mandar seu nome para a lista de desconto, basta enviar no email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. A melhor sexta de São Paulo segue naquele ritmo que você já conhece…